Como Margaret Thatcher matou o punk

Interessante o artigo publicado hoje (08/04) sobre a dama de ferro (que acaba de bater as botas) e a cena cultural londrina. Um trecho bacana:

“Antes de Thatcher, era comum haver grupos de punk e de artistas de vanguarda de classes mais baixas. Ela pôs fim a isso. No sistema capitalista e individualista que implementou, a arte tinha de dar dinheiro.” Para a jornalista, o brit-pop e a gêneros mais comerciais, como a acid house, viraram coisa de classe média ou alta e os jovens com menos recursos foram alijados do cenário.

“Se formos ver com os olhos de hoje, o punk foi um gênero que atingiu diretamente muito pouca gente em números absolutos. Depois dele viriam essas raves para multidões, o pop comercial”, explica. Para ela, Thatcher acabou com o espaço para manifestações mais alternativas. “O mal que ela fez está aí até hoje e deve perdurar por muito tempo”, conclui.


Leia a íntegra aqui

Carta aos pais (Ou o que o filme “A Dama de ferro” e pais idealistas podem ensinar pra você.)

Punk Brega interrompe suas atividades paranormais para fazer uma pequena análise de “A Dama de Ferro” com pegada de autoajuda.

Ah, o maravilhoso mundo dos clichês! Nem sempre ser clichê é um problema. Na real, alguns clichês merecem ser repetidos sempre porque é necessário que eles fiquem guardadinhos lá na memória da gente. Destaco um dos que me parece fazer mais sentido: “a principal herança que os pais podem deixar pros filhos é a educação.”

Meryl Streep na pele de Margaret Thatcher

(Calma! Não desista de ler, o momento autoajuda já acabou)

Acabei de assistir ao filme “A Dama de Ferro”, sobre os feitos (e a velhice gagá) da ex-primeira-ministra da Grã-Bretanha Margaret Thatcher. Não vou gastar linhas desse blog com a brilhante atuação (ganhadora do Oscar) de Meryl Streep no filme. O ponto que me tocou, em particular, foi a relação de Thatcher com o pai, um pequeno comerciante e político conservador inglês que a incentivou a:

1)Estudar
2) Não seguir o lugar-comum
3) Fazer a diferença no mundo.

Confesso, o tiozinho idealista me lembrou meus pais. E, que fique claro, meus velhos estão longe de serem pequenos comerciantes conservadores. Os dois são professores de esquerda, daqueles que escolherem trabalhar com educação pública pra fazer do mundo um lugar melhor. E, provavelmente, devem achar Thatcher a encarnação do demônio (E aí, pais, vocês acham isso mesmo?). Mas são mais parecidos com o pai da “dama de ferro” do que podem imaginar. Como o velho comerciante inglês do filme, meus pais não me deixaram rios de dinheiro de herança e nem me bombardearam com milhares de cursos extra-curriculares na adolescência, mas me deram duas ferramentas essenciais: amor por aprender e pensamento criativo. Acredito – pela minha pequena experiência no mercado de trabalho, na faculdade e na escola – que tudo que você aprende em cursos (línguas, informática, meditação e datilografia) entra na categoria de ferramentas para executar boas ideias. Se você tiver amor por aprender vai conseguir absorver o conhecimento necessário para sua atividade e, mais importante, vai se adaptar quando esses conhecimentos não forem mais essenciais e novos paradigmas aparecerem. O mais difícil, e o principal diferencial, é ter as tais boas ideias e saber planejar sua execução. Essa é a característica mais rara de encontrar quando quero achar alguém pra trabalhar na minha equipe. Gente que pensa “fora da caixinha”, que tem raciocínio lógico e que quer fazer o mundo rodar do melhor jeito possível.

Meus pais em algum momento do começo dos anos 80

Se eu consegui passar perto disso em alguns momentos da vida, devo muito ao que aqueles dois professores dos cafundós de Penápolis me deram do melhor jeito que sabem fazer as coisas: ensinando.

E pra acabar nosso post de autojuda, vamos com o filósofo e best-seller Chico Science: “se você tiver numa bifurcação e precisar escolher um dos caminhos, escolha o menos percorrido”.

 

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