Assista ao book trailer do meu livro “Canções para ninar adultos”

Fiquei muito feliz com o lançamento do meu livro Canções para ninar adultos dia 25/10/12 no bar Canto Madalena. Vários amigos apareceram! (e autografei mais de 100 livros, he, he, he.)

Foi muito bom rever tanta gente legal e conhecer gente nova, inclusive muitos autores da Editora Patuá. Obrigado a todo mundo que colou no evento.

Agora queria aproveitar para divulgar esse belo teaser animado pelo Alisson Lima, talentoso ilustrador de Belo Horizonte. O Alisson foi o responsável pelos vídeos e ilustrações de dois newsgames da SUPER, o Filosofighters e o ApocalipCity. Assistam que a coisa ficou fina.

Canções para ninar adultos – Teaser do livro de Fred Di Giacomo from Fred Di Giacomo Rocha on Vimeo.

Capa do disco "Canções para ninar adultos"

Não existe solidariedade em SP?

Hoje, chuva de granizo pipocando no parabrisas e refletida no retrovisor dos carros, presenciei uma dessas cenas erradas que rendem má fama ao paulistano médio.

A visibilidade era pouca, a chuva apertada e 4 motoristas resolveram parar todo o trânsito depois da ponte Eusébio Matoso para proteger seus valiosos carros do granizo que ameaçava riscar a lataria. Estancaram embaixo do pontilhão e lá ficaram segurando o trânsito até a tempestade afrouxar.

Quem se importa com todos ônibus, motos e carros se aglomerando atrás sob às pedras de gelo e parando a ponte e, quem sabe, o túnel da Rebouças? E se tiver alguma grávida, um doente ou um apaixonado louco pra reencontrar a mulher nos automóveis de trás?

“Foda-se”, comemoravam eles, “pago meus impostos, comungo, dou like pra salvar os índios Kaiowas. Se eu não cuidar do meu, quem vai?”

Livro em formato de disco, “Canções para ninar adultos” será lançado dia 25/10 na Vila Madalena

“Ninguém contará os anos desprendidos até ali. Não importa. Mirem-se naquele ponto cinza aproximando-se contra a luz. A figura que caminha em nossa direção trata-se do velho pai. A brancura de sua barba já não pode ser disfarçada, suas costas curvam-se sutilmente e os olhos traem a percepção. Ele não sabe, mas está prestes a iniciar nossa saga.” (Gênesis, Fred Di Giacomo)

Convite do lançamento

Será um livro, será um disco, será um amontoado de caôs?

Calma, querido leitor, é só meu primeiro livro saindo do forno. “Canções para ninar adultos” será lançado dia 25/10 às 19h no Bar Canto Madalena – Rua Medeiros de Albuquerque, 471 – São Paulo – SP. Já dá, inclusive, para encomendá-lo na pré-venda no site da Editora Patuá.

“Canções” reúne 22 contos divididos, como num disco de vinil, em lado A e lado B. No final do livro, eu recomendo uma listinha de músicas para acompanhar os contos.

A orelha foi soprada pelo escritor e jornalista Xico Sá. Vejam um trechinho:

“Todo cuidado é pouco, senhoras & senhoritas,“Canções para ninar adultos” é obra de um tarado. Um leitor-escritor tarado, capaz de trazer para o jogo da narrativa o jeito tranquilo do matador Chester Himes e a viagem sem fim de Céline. (…)

Um escritor-leitor taradíssimo, rápido nos diálogos como um devasso de pornô-chat que alcança o paraíso. Na literatura, só os tarados têm o direito de tocar os leitores. O resto é chatice com solenidade mofada.(…)

Legal, né? Espero vocês todos no lançamento!!!

-Notícias sobre “Canções para ninar adultos” no blog oficial

Ilustração do livro "Canções para ninar adultos" recria a capa do primeiro disco dos Ramones com os escritores malditos Poe, Ginsberg, Bukowski e Nélson Rodrigues no lugar dos pais do punk

“Houve um tempo em que havia uma esperança: a música tinha Bob Dylan e os Beatles estavam parando de cantar canções de menininhas para tentar mudar o mundo. O homem tinha chegado a Lua, os estudantes tomavam as ruas de Paris, o cinema estava se tornando arte.”
(“Amor nos Tempos de Aids, Fred Di Giacomo)

Minha cidade era pequena como minhas ambições – Fred Di Giacomo

Minha cidade era pequena como minhas ambições. Havia um posto de gasolina, uma igreja luterana, dois prédios de 6 andares, três farmácias concorrentes. Houve uma vez um circo itinerante. No circo eles não tinham elefantes, equilibristas, nem mágicos. Eles tinham pequenas aberrações e uma câmara de pesadelos.

***

Nunca levei meus sonhos muito a sério. Sonhos pra mim consistiam numa sessão noturna de cinema grátis proporcionada por meu cérebro. Minha cidade já não tinha cinema algum. Repetindo a sina de tantas outras salas, a que aqui existia virou igreja evangélica. Aliás, foi no extinto “Cine Kane” que um dia assisti “Batman: Returns”, do Tim Burton, antagonizado por um Pinguim realmente assustador, vivido por Danny DeVito. Aquela matinê foi minha primeira vez no cinema. Por 10 anos sonhei com a cena final do filme, na qual o vilão morto é carregado em direção às águas geladas de um rio por uma legião de enlutados pinguins.

Daí em diante, nunca mais sonhei.

***

Um dos poucos retratos conhecidos da trupe do Circo D'Arca, sem data conhecida.


Não sonhar me deixou tremendamente excitado com a ideia da “Câmara de Pesadelos Ocultos” do “Circo Arkham”. Arkham era um nome muito difícil de pronunciar e os caipiras da minha cidade preferiam chamá-lo de “Circo d’ Arca”, em referência à “Câmara”. Além da Arca, as atrações deste distinto freak show incluíam um macaco de olhos injetados (que utilizava uma pequena asa delta para dar rasantes muito próximos às cabeças do público), um anão, uma mulher-barbada, um lutador de kung fu, um sonâmbulo que adivinhava o futuro e um suposto “Homem-Elefante”. Cético, papai garantia ser tudo armação:

_Efeitos especiais, garoto, o mundo são ilusões cuspidas por computadores.

Sobre o “macaco alado”, o que vocês já sabem: o animal tinha olhos injetados. Esqueçamos os olhos, concentremo-nos em suas cordas vocais: o pequeno símio gritava histericamente enquanto planava sobre nossas massas encefálicas. Seu grito era humano. Por causa dessa humanidade latente naquele serzinho – que se vestia como um antigo ascensorista de hotel, chapeuzinho vermelho caído de lado na cabeça e fardão combinando – julgávamos que ele pudesse ser filho do Anão. Sim, o pequeno Anão, líder daquela trupe, o pequeno Anão que berrava na entrada do circo:

_Bem-vindos, garotos, ao mundo do bizarro e do sobrenatural! Não tenham medo, bravos garotos do interior. Deixem que Cesare lhes leia o futuro nos olhos. Nosso sonâmbulo nunca erra… Nem nunca inventa verdades! Ou, então, se forem realmente corajosos, provem os delírios da “Câmara de Pesadelos Obscuros”.

O Anão não tinha barba, não tinha asa delta, não tinha força e não tinha nem um metro de altura. Ele e o macaco eram minhas atrações favoritas no circo. Compactas e intensas.

***
Conseguiram manter nossa ansiedade encaixotada até que o primeiro adolescente experimentasse a “Arca”. Então, nos tornamos viciados em medo.

***

Pense rápido: qual é seu pior pesadelo?

***

O pior pesadelo de Pedro Plínio envolvia uma grande leitoa grávida. Sem anestesia, homens parecidos com médicos abriam a porca com um bisturi. A mamãe suína guinchava de dor. Um homem muito grande entrava no recinto segurando Pedro Plínio pelo pescoço e obrigava o rapaz a se enfiar na barriga da porca que estrebuchava. Espremido entre os porquinhos natimortos, ele se encolhia em posição fetal, enquanto a barriga materna era costurada. Afogado em vísceras, ele acordava com apinéia.

***

Sem saber explicar exatamente por que, Pedro Plínio assistiu seu pior pesadelo repetir-se 12 vezes em um único dia. Quando o “Circo Arca” deixou a cidade, Pedro Plínio seguiu-o com os olhos esbugalhados, a barba rala, um canto de cuspe na boca e nenhum dinheiro no bolso. O parco orçamento como açougueiro queimou-se em sessões diárias de horror.

Assim como Pedro, os jovens da cidade tinha sede de novidades e emoções fortes. Todos vangloriavam-se por terem andado nas maiores montanhas-russas da região, por tirarem rachas de carro nas estradas e por comerem as virgens dos sítios no pêlo e sem medo de pais brabos. Não podiam resistir à tentação de experimentarem a câmara de pesadelos.

***
As sessões eram individuais, duravam 15 minutos e deviam ser pagas com antecedência. Seus piores pesadelos ou seu dinheiro de volta. Pesadelos são uma alta descarga de adrenalina, uma sensação que nenhuma outra droga lhe dá. Eu sei. Eu experimentei. E depois tentei:

LSD- mescalina – maconha – álcool – barbitúricos – cocaína – peyote – daime – lança-perfume – doce – bala – ópio – televisão – sexo pago – internet.

***
Nosso grande sonho era ter as 20 pratas necessárias para uma pequena sessão de terror naquela caixa obscura e apertada. Com o tempo, os preços foram inflacionando: 35, 40, 50… Até chegarem ao absurdo de 100 pratas POR SESSÃO. Três meses depois do início daquela febre, o Circo Arca deixou nossa pequena vila empobrecida. Levavam em seus trailers nossos salários, nossos modernos televisores, nossos porcos, galinhas e algumas de nossas mais belas crianças. Não que todos os pais tenham seguido o exemplo de Endrigo Borges, que trocou a delicada filha de 15 anos por 3 sessões extra de seu pesadelo favorito. Aparentemente, Endrigo sonhava estar em uma bela ilha grega, de frente para o azul tranquilo do mar Egeu, no interior de uma casinha branca encravada nas montanhas vulcânicas. Cercado por primaveras de folhas verdes e flores róseas, Endrigo Borges era seviciado por uma mulher gigante e farta que empalava-o com um salto agulha finíssimo. A dor, no entanto, era provocada por uma pequena formiga que lhe devorava o globo ocular.

Imaginar a pequena Margarida Borges nas mãos daquele Anão monstruoso me enche de tristeza. No entanto, a maioria das crianças deixou nossa tribo e seguiu o Circo por livre e espontânea vontade. Hipnotizadas, elas marcharam pelo interior do país em direção ao norte, atrás de seus piores pesadelos, tal qual a lenda do “Flautista de Hamelin”.

***
Em casa, comentários sobre a Arca eram proibidos por papai. Não se falava no assunto, mas ele enchia o vazio de nossas conversas. O número de crimes, de internações, de histórias pervertidas que rondavam a cidade parecia aumentar, mesmo que ninguém tivesse dados ou estatísticas oficiais. Alguns defendiam a Arca como terapia holística e medicina alternativa, diziam que uma pessoa que desfrutava de suas sessões não tinha motivos para cometer qualquer perversão na vida real. As experiências vividas naquele pequeno espaço serviriam como a própria realidade.

***
Estive lá algumas vezes, confesso. Reencontrei-me com o funeral de pinguins levando um homem morto para águas geladas. No entanto, o homem não era mais um vilão dos quadrinhos. Em despeito da ambientação gótica, das grandes torres, da névoa e do cheiro de frio, não estávamos em uma história do Batman. O homem que os pinguins carregavam era meu pai. Por semanas paguei pra ver meu velho ser enterrado. E eu sorria, enquanto as lágrimas escorriam de meus olhos. A dor era tão funda, a carne lacerada era tão cara a mim, que aquele raio de dissabor atravessava a realidade e era cuspido do outro lado como um prazer inalcançável. E esse prazer… Esse prazer era o inconfessável.

***

No dia em que a Arca me presenteou um pesadelo no qual eu e meu pai éramos esquartejados, enquanto uma tribo de hunos violentos violava minha mãe, minhas tias e minha pequena irmã, eu resolvi desistir do Circo. Instantes depois, fui tomado pelas crises de abstinência.

***

Um cheiro de açúcar no ar – chovera. Papai caminha em direção ao circo. Acha que em casa todos dormem.

Meus olhos evitam cerrar-se. Eu espreito o velho na noite. Com que direito? Quem sou eu para julgar o homem que eu enterrei em meus sonhos tantas vezes seguidas? A cada passo dado, cada passo cansado, as solas grandes de meu pai afundam quentes na lama fria. Seus ombros curvados levam – pesada – a culpa do mundo.

Quando papai passou a subtrair jantares de sua rotina, quando a barba tomou lugar em sua face como mato selvagem que cresce em terrenos baldios, quando gritos de terror passaram a serem ouvidos em nossa casa em plena madrugada; então eu soube que toda decência da cidade havia ser perdido.

***

Envergonhado, com a cabeça baixa, o ex-homem bom dá suas notas amassadas para o Anão asqueroso. Aguardo alguns segundos. Um sorriso torpe do pequenino capataz assente que eu entre junto por uma quantia generosa. Preciso descobrir qual pesadelo pesa pro meu pai. Dentro da câmara escura, entre o cheiro de mofo e o gelo seco, meu velho se encolhe – retraído. Ali, no nada, suas retinas filmam seu devaneio favorito:

Por mais uma noite seguida, ele é vítima dos olhos decepcionados do seu filho, que o flagra na fraqueza do vício. Tão humano que dá nojo.

Em breve sai o primeiro livro deste blogueiro: “Canções para ninar adultos”

Algumas pessoas colecionam selos, lágrimas, tampas de garrafa, sonhos, maços de cigarro ou discos. Já conheci até quem colecionasse embalagens de pasta de dente. Eu coleciono livros. Ou melhor, dedicatórias em livros. (O Homem que colecionava dedicatórias, Fred Di Giacomo)

Versão 2 da capa, com ajuda do designer Thiago Lacaz

É isto mesmo amiguinhos, este blogueiro aqui acaba de fechar com a Editora Patuá o lançamento de seu primeiro livro: “Canções para ninar adultos”, reunindo 22 contos. O livro será no formato de compacto (como os velhos singles em vinil) e os contos serão divididos em Lado A (histórias com pitadas de fantástico) e lados B (contos mais realistas; feios, sujos e malvados). No final do livro, um cardápio irá indicar algumas canções para ouvir durante a leitura. (A seleção vai do rap dos Racionais à música clássica de Dvorák, passando por Rapture, Otto, Bob Dylan e Count Basie). A orelha deve ser escrita pelo jornalista e escritor Xico Sá. Deve sair em setembro, se os ventos do sul continuarem a soprar quentes.

A cabeça resistia, afundada nos sulcos cheirosos que marcavam o travesseiro dela. A maciez da cama era o único refúgio para felicidade do mundo. Pensar no futuro o enchia de ansiedade, e ansiedade leva os fracos a trilhar os caminhos do medo. Kiko era fraco, feminino e fixado na ideia de que a a busca pela felicidade era a grande cruzada de sua vida. (Também gostava de Legião Urbana, o que negava veementemente.) (Instant Happiness, in “Canções para ninar adultos”)

Primeira versão da capa pro livro.

Das águas lodacentas da tristeza, levantou-se o primeiro homem inteiro a enxergar aqueles tempos novos.  (Gênesis, in “Canções para ninar adultos”)

-Saiba mais sobre o livro no blog oficial

Pra abrir o apetite um miniconto que estará no Lado B do disco, digo, do livro:

Paulo Coelho
Pôde, enfim, dormir tranquilo
– o fatigado alquimista
Quando redigiu seu primeiro fracasso.

Desenhar com palavras – Poeminha

-Compre meu livro “Canções para ninar adultos”

Desenhar com as palavras
Quisera eu
Desenhar com as palavras
Num jorro criativo
Da força de um Manara

Quisera eu
pintar com minha guitarra
Como Crumb com nanquim
Mais cruel que Che Guevara

Quisera eu
Ter nascido cigarra
deixar de ser formiga
Pra pintar a nossa saga.

08/2010

Mais um poeminha que quero um dia publicar num livrinho com nome, mas sem editora, chamado “O melhor de mim mesmo”. Sigam-me os bons em @freddigiacomo.

 

Arte do mestre Milo Manara

 

publicado originalmente 4 de Fevereiro de 2012

Uma saudade de vô no 9 de julho

Hoje é 9 de julho, aniversário da “Revolução Constitucionalista de 1932”. Meu avô materno era veterano dessa guerra, e suas histórias eram bem quixotescas, pelo que lembro, eles mais fugiam de tiro do que atiravam. Acho engraçado que tendo participado desse “levante paulista” contra o Getúlio, o Dr. Fausto Di Giacomo também contasse histórias em que concluía que Getúlio tinha sido um grande cara, esperto, que ajudava os pobres, etc.

Pelo jeito guerras não fazem muito sentido mesmo. Mesmo pra quem luta nelas.

Colo de vô com minha prima Anninha

Pequena (Corpos Entrelaçados)

publicado originalmente 11 de Abril de 2011

Daqui
De perto
Você parece outra
Seu rosto uma nação
Seu olhos prismas
Multicolores
Sua respiração
Um mantra
que me acalma
repetidamente
Em sintonia com
o ritmo deste tambor
… Seu coração

Daqui
De perto
Você parece outra
No breu
Seu contorno fundido
No meu
Silhuetas bailam

Daqui
De perto
Você parece outra
Mais minha
Garota

Cena do filme "Perdas e Danos"

Esse poeminha de amor e sexo foi escrito por Fred Di Giacomo, autor do livro de contos “Canções para ninar adultos”

Veja também:
-Quer comprar meu livro?
-Dos gênios e dos astros eu só compartilho o fracasso
-Conheça o meu primeiro livro
-Curte contos e crônicas? Leia alguns aqui!

 

 

PornoHaiKai

Triste e fria espera
Para alojar-me quente,
Entre suas pernas

originalmente postado em 12 de Abril de 2012

A difícil decisão...

Um pornohaikai pra aquecer os corações destes leitores Punk Bregas. E exijam nas editoras um livrinho de @freddigiacomo com uma compilação de poesias crocantes. Enquanto isso, dá pra comprar meu primeiro livro de contos o “Canções para ninar adultos“, hein?

Veja também:
-Mais poesias
-Quando corpos entrelaçados viram versos
-Leia mais – dos meus haikais 

“Penápolis” – poema de Fred Di Giacomo

originalmente postado em 19 de Agosto de 2009

A igrejinha de Penápolis

Gosto da luz de Penápolis
Quente e intensa
O cinza de São Paulo
Não compensa

Oratório criado pela artista plástica penapolense Cecília Di Giacomo

Poema escrito pelo jornalista penapolense Fred Di Giacomo, autor do livro de contos “Canções para ninar adultos”, publicado em 2012 pela editora Patuá.

Veja também:
-Quer comprar meu livro?

-Dos gênios e dos astros eu só compartilho o fracasso
-Conheça o meu primeiro livro
-Curte contos e crônicas? Leia alguns aqui!

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