Maiores maconheiros da ficção – Top 5

Publicado originalmente em 27 de Junho de 2010

por Bárbara dos Anjos e Fred Di Giacomo

Enquanto na vida real, os políticos ficam passando a bola da questão da legalização uns pros outros, na ficção os artistas já resolveram que está tudo liberado. Proporcionalmente à diminuição da presença do tabaco nos filmes, séries e quadrinhos, a marijuana tem tomado a ponta das drogas mais populares, tornando-se o verdadeiro cigarrinho de artista. Fizemos esta lista baseada em filmes, séries, quadrinhos e livros, confiando em nossa memória e baseado em que nós podemos fazer quase tudo.

5) Capitão Améria e Billy The Kid, “Easy Rider” – cinema



O filme é fruto de uma viagem de Peter Fonda. E a gente pode dizer isso literalmente. O ator contou para o escritor Lee Hil no livro “Sem Destino” (Editora Rocco) que teve a ideia para o roteiro do longa em 1967, após fumar um baseado e olhar o cartaz de divulgação de “The Wild Angels” – longa sobre uma gangue de motoqueiros que ele atuou em 1966. Em Easy Rider, os personagens Capitão Améria e Billy The Kid cruzam os EUA de moto. Assim como o filme, o clima das gravações também foi totalmente hippie: o ator Jack Nicholson já revelou em entrevistas que na famosa “cena do mato” fumou cerca de cem (!!!) baseados. Easy Rider foi indicado ao Oscar de Melhor Roteiro Original em 1970. O enredo não ganhou o prêmio da Academia mas com certeza merece o título de filme mais maconheiro de todos os tempos.

4)Wood e Stock – Quadrinhos


Eles pediram carona, fumaram maconha, usaram sandálias de couro, fumaram maconha, tocaram rock ‘n’ roll, fumaram maconha e… envelheceram!(Mas continuam fumando…) Wood & Stock são uma versão nacional de Cheech & Chong, só que 30 anos mais velhos. Criados pelo quadrinista Angeli, a dupla de “eternos hippies carecas cabeludos” já queimou estoques quilométricos de “orégano” em tirinhas, álbuns de quadrinhos e no longa-metragem de animação “Wood & Stock – Sexo, óregano e rock ‘n’ roll”, que contou em sua trilha sonora com doidões da estirpe de Arnaldo Baptista, Rita Lee e Júpiter Maçã.

3) Eric, Fez, Kelso e Hyde, That’s 70 Show – Séries de TV

Como a própria Kitty, mãe da família Foreman disse: “Nosso porão parece Amsterdã”. Sim, a série retratava os anos 70, mas nunca se viu tanta gente chapada no horário nobre americano e nem por tanto tempo! Durante oito temporadas, a série retratou o dia-a-dia de um grupo de adolescentes em Wisconsin, EUA. Entre calças boca-de-sino, pôster das Panteras e uma trilha sonora cheia de rocks psicodélicos estilo The Who, Led Zeppelin e Stones, Eric Foreman e seus amigos ficaram boa parte dos oito anos da série no porão da sua casa, fumando muuuita maconha. As discussões chapadas sempre renderam cenas engraçadíssimas! Nunca teremos certeza, mas apostamos que a erva que eles fumavam na série era boa: afinal chegaram a dividir a roda com o legendário Tommy Chong, que fez participações especiais como o velho-hippie-malucao Leo.

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2) Fabulous Furry Freak Brothers – Quadrinhos

Os alucinados Freak Brothers são os Irmãos Marx da contracultura. E olha que quem soltou essa ideia foi ninguém menos que o gênio dos quadrinhos Alan Moore. Gerados no final dos anos 60, inspirados por filmes de humor preto e branco e pelo movimento hippie, os Freak Brothers foram um sucesso enfumaçado das HQs undergound americanas. Fat Freddy era o gordo laricado, Phineas uma versão freakie do Rolo de Maurício de Souza e Freewhelin ‘ Franklin o radical de esquerda que comandava o trio. A grande missão dos três era arrumar bagulho, escapar da polícia e, nas horas vagas, revolucionar o mundo.


1)Cheech & Chong – Cinema

Até o D2, mais notório maconheiro do Brasil já fez uma referencia a dupla que ficou em primeiro lugar no nosso ranking. Afinal, ele canta que “continua queimando tudo como Cheech e Chong”. Juntos, a dupla de atores Richard “Cheech” Marin e Tommy Chong fizeram dez filmes e devem ter fumado uma tonelada de maconha. Os longas viraram clássicos e os caras lançaram até dez álbuns com piadas e músicas. O primeiro dos filmes, “Queimando Tudo”, é de 1978 e foi dirigido por Lou Adler. Parte da programação da madrugada do SBT por muito tempo, mostra a dupla se conhecendo: Cheech é Pedro de Pacas um cantor latino e Chong Anthony “Man” um cara de classe média, que largou tudo pra tocar bateria. Juntos, eles curtem “ficar com olhos de chineses” fugindo da polícia num carro “embaçado”. Depois de 20 anos separados, eles lançaram em 2010 o documentário “Hey Watch This”, baseado na turnê Light Up America, show de stand up que eles estão apresentando pelos Estados Unidos. No caso de Cheech e Chong, a ficção se misturou com a vida real: os caras defendem a legalização da maconha, mas Chong deixa claro que largou a cannabis: “Fumei por 50 anos, mas parei quando fui preso [em 2003, por vender a droga pela Internet]. Na cadeia, me ofereciam maconha todos os dias, mas não fazia muito sentido desobedecer às leis atrás das grades. Virei quase um monge.” No caso de Cheech e Chong, parece que eles já queimaram tudo que tinham pra queimar.

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Rita Cadillac – Musas Pin Ups

Rita Cadillac foi uma das pin ups brasileiras mais famosas e menos reconhecidas

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Rita Cadillac é a maior pin up do Brasil. Alguém duvida? Mesmo tendo feito carreira em ensaios sensuais, Vera Fisher, Xuxa e Sônia Braga seguiram outras carreiras de sucesso. Feiticeira e Tiazinha não duraram uma década. Algumas vedetes da era do Rádio foram esquecidas, mas, por uma série de motivos, Rita continuou. E sua carreira é relembrada agora no documentário “Rita Cadillac: A Lady do Povo”, de Toni Venturini.

Antes das fotos explícitas e dos filmes pornôs, Cadillac era dançarina, tirava fotos ingenuamente sensuais e estrelava pornochanchadas

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Cadillac tem uma história muito parecida com a de Bettie Page – maior pin up da história. Adolescentes simples, com um corpo cheio de curvas precoces, as duas foram vítimas de violência sexual ainda jovens. Rita foi violentada pelo próprio marido. Separada e sem dinheiro, utilizou os conhecimentos das aulas de dança para estrelar shows, nos quais aprendeu com a transformista Rogéria os segredos da sensualidade. Do posto de chacrete passou a estampar pôsteres e capas de revista, de onde não saiu até hoje. Deve ser uma das pin ups com mais anos de atividade da história. A sensualidade de Rita, a princípio, era implícita. Fotos eróticas, rebolado de maiô, pornochanchadas. Foi nos anos 2000, da geração de mulheres frutas, que a veterana Lady do Povo teve que se adaptar aos novos tempos de plástico. Siliconada, gravando filmes de sexo explícito, Rita chorou.

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-Outras musas nuas do nosso blog

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– Pin Ups clássicas em fotos vintage

Trailer: “Rita Cadillac, a Lady do Povo”

No currículo, a musa carrega o título de Rainha do Bumbum(o que no Brasil vale mais que o sobrenome Orleans e Bragança), os filmes “Aluga-se Moças”(assim mesmo com erro de português) “Asa Branca” e “Carandiru”, ensaios para revistas “Status” e “Sexy”, o hit thrash “É bom para o moral” e sucesso em presídios e garimpos. Uma carreira que merece admiração? Bom, merece respeito, e é respeito que a nossa pin up ganha no documentário de Toni Venturini.

Haicai das Estrelas

Sou contra o sistema
Mais valem estrelas no céu
Que no cinema

Cena do primeiro filme de ficção científica do mundo: "Viagem à Lua"

Cena do primeiro filme de ficção científica do mundo: “Viagem à Lua”

Fred Di Giacomo é jornalista multimídia e autor dos livros “Canções para ninar adultos” e “Haicais Animais”. Ele toca, também, na Banda de Bolso.

-Outras poesitas mas

3 filmes que me fizeram chorar e um que derrubou meu próprio pai

Macho que é macho não chora vendo filme? Talvez não vendo “Free Willy”(o amigo Gabriel Gianordoli jura que conhece alguém que já se comeveu com a história de amizade entre um guri e uma baleia)ou alguma comédia romântica. Nem algum dramalhão feito pra te afogar em pranto como “O óleo de Lorenzo”, mas sempre tem um filminho que te cutuca a ferida e se não te faz cair no choro, pelo menos te deixa com aquele nozinho preso na garganta. Na faculdade, eu decidi não segurar mais o choro e soltar as lágrimas. Ai vão três filmes que me derrubaram:

Adeus, Lênin – Fim da utopia socialista e uma mãe em estado terminal
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Invasões Bárbaras – Pai e filho passando a relação a limpo antes que o pai morra

Peixe Grande Definitivamente, tenho que falar mais sobre meus pais na terapia, he, he, he 😛

E pra provar que macho chora mesmo, até meu pai que é todo durão, ficou que nem criança desmamada quando reviu:

“A felicidade não se compra”

E você? Que filme te fez chorar?

“A Vida dos Outros”: filme de Florian Henckel von Donnersmarck aposta na esperança no homem

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Alguns filmes são mais do que bom entretenimento. Não que haja algo errado com o entretenimento, adoro filmes do Tarantino e tenho fascínio pelas gangues do cult “The Warriors”, mas quando você desperta daquelas duas horas de transe e sente-se mudado, ganha algo mais do que bons momentos de diversão. “A Vida dos Outros”, filme do alemão Florian Henckel von Donnersmarck, se passa na Alemanha Oriental, em 1984. O país, separado do lado ocidental pelo muro de Berlim, vivie sob uma ditadura comunista que usa um sistema de vigilância e inteligência para oprimir a população. Todos os artistas são observados pelo Estado e precisam de sua aprovação para criar. Quem fala demais acaba na “lista negra” e é proibido de trabalhar. Impressionante como a liberdade da arte incomoda o “preto no branco” dos sistemas autoritários. Eles tentam transformar os artistas em, como disse Stálin, “engenheiros da alma”. Mas arte não tem nada a ver com engenharia. Você não escreve uma boa peça porque te pediram um planejamento exato sobre um tema, você escreve uma boa peça porque “precisa escrever aquilo.”

Nesse cenário, o Ministro da Cultura se apaixona pela namorada do famoso dramaturgo Georg Dreyman, a bela Christa-Maria Sieland. Ele pede que o capitão Anton Grubitz encontre provas de que Dreyman é um inimigo do estado, pretendendo assim eliminar o concorrente sentimental e ficar com Cristina. Para o caso, Grubitz escolhe o sistemático agente Gerd Wiesler, fiel ao sistema, exímio interrogador e professor na faculdade “dos novos agentes de segurança”.

No princípio do filme, Wiesler é mostrado como o “mal”, professor rigoroso, desconfiado de Dreyman e interrogador frio. É ele o primeiro a suspeitar do artista, não Grubitz, que é mais burocrata que idealista. Mas em “A Vida dos Outros”, como em toda boa obra de arte, não existem bons nem maus. Existem seres humanos. Wiesler acredita cegamente no comunismo, mas em meio à investigação vai começar a desconfiar das reais intenções de Grubitz e proteger Dreyman. Christa ama o escritor, mas mesmo assim é coagida a manter relações sexuais com o ministro Bruno Hempf. Mesmo assim ela não é mostrada como “sacana”, é frágil, insegura, depende de um remédio que arruma secretamente de forma ilegal. Dreyman é um dramaturgo que fica em cima do muro a maior parte do tempo. Quer manter uma boa relação com o estado, mas é amigo dos intelectuais de oposição. Só resolve agir quando seu amigo pessoal, o diretor de teatro Albert Jerska, se enforca por estar proibido de trabalhar. O agente Wiesler é o personagem que sofre a maior transformação durante o filme. Não tanto uma transformação de caráter, mas uma transformação aos olhos do espectador. Ele não é o carrasco que parecia no começo. É um homem comum, que acreditava servir uma causa justa, que acreditava estar “cumprindo seu dever”. Afinal, na teoria o comunismo é um sistema “justo”, não é? Quando ele percebe que está sendo usado para uma missão pessoal, Wiesler passa a omitir informações que consegue com suas escutas. Ele protege Dreyman até o final e tenta convencer Christa a parar de se encontrar com o Ministro Hempf. É um homem sozinho, tentando fazer a coisa certa, não para ser um herói, mas porque ela é a única coisa ser feita. Como Oskar Schindler(o industrial polonês que salvou mais de 1000 judeus), do filme de Spielberg, Wiesler não pode aceitar a injustiça do sistema ao qual ele mesmo faz parte.

“A Vida dos Outros” não é uma crítica ao socialismo ou à outra forma de ideologia. É um filme sobre o totalitarismo( seja ele nazista, capitalista ou socialista) e a esperança no homem. Como o homem pode criar regimes hediondos, no qual acha que tem direito sobre a liberdade alheia é difícil de entender. O livro em quadrinhos Maus, de Art Spiegelman, ajuda a compreender como a vida comum das pessoas pode se tornar um inferno, como seu vizinho pode ser tornar seu inimigo. Maus fala sobre o regime nazista, instaurado na mesma Alemanha de “A Vida dos Outros”, cinqüenta anos antes. Num regime de força, quem está no poder acha que tem direito a tudo. Como num regime em que o dinheiro é o mais importante, o rico pode comprar tudo. O ministro Bruno Hempf acha que tem o direito ao corpo de Christa-Maria Sieland porque ele tem o poder. E no começo ela cede ao poder e traí o namorado. Não basta o amor e o talento de Dreyman, ela precisa da “proteção do estado”. È como aquela história clássica do cara que compra uma noite de amor com a mulher do outro por um milhão de dólares. Se você perguntar pra qualquer um numa mesa de bar, a maioria dos caras cederia sua esposa por um milhão de dólares, ou pela metade desse valor. A maioria das mulheres também. E assim o dono do poder continua achando que tem direito a tudo. À sua mulher, à sua liberdade, à sua alma.

O final de “A Vida dos outros” aposta na esperança no homem. Parece que vai se perder num excesso de “explicações”, mas acaba com uma cena humana, demasiadamente humana. Na figura de Wiesler, seu “anjo da guarda” que continua sua vida como um pacato carteiro, Dreymar encontra sua inspiração para voltar a escrever. Com todos os erros que cometemos, é difícil ter esperança na raça humana, mas ainda podemos esperar algo dos pequenos homens e dos seus pequenos atos anônimos.

22/05/08

“Paranoid Park” – Breve resenha do filme de Gus Van Sant

Cartaz do filme "Paranoid Park"

Cartaz do filme “Paranoid Park”

Tô aproveitando as férias pra rechear o blog com posts gigantescos que me enchem de satisfação pessoal, mas ninguém lê… He,he, he. Como sei que poucos têm saco para encarar mais de três parágrafos na internet ai vai um mini-post:
Assisti o primeiro filme foda de 2008: Paranoid Park do Gus Van Sant. Legal ver um filme autoral numa época em que cinema de autor é raridade. A linguagem de Van Sant segue a linha do “Elefante”, com umas quebras do ritmo do filme substituído por momentos lentos, cenas que parecem um ballet de skates simulando filmagens amadoras e pequenas sacadas nos diálogos aqui e ali (como a reação dos jovens skatistas frente às fotos do cadáver ou a conversa do protagonista sobre a guerra do Iraque).
O mais perturbador é a ótica pela qual vemos o “assassino”, que parece mais uma vítima atrapalhada de um acidente do que um psicopata juvenil. E você torce por ele e pensa que poderia acontecer contigo ou com teu filho. E esse texto já tem 3 parágrafos. FIM!
Cena do filme "Paranoid Park"

Cena do filme “Paranoid Park”

Assista o trailer aqui:

5 melhores filmes brasileiros de 2007

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O ano está acabando, mas ainda dá tempo de umas listinhas de retrospectiva:

1. Cheiro do Ralo
2. Tropa de Elite
3. Jogo de Cena
4. Santiago
5. Não por acaso

Os filmes não estão em ordem classificatória e Saneamento Básico merece a menção honrosa. Pra mim o pior filme nacional do ano foi “Proibido Proibir”, achei o roteiro cheio de buracos e as atuações meia boca

José Mojica Marins, o Zé do Caixão, revela qual é sua mulher ideal e quais são suas músicas favoritas em entrevista para o programa “5 contra 1” – terceira parte

O mestre José Mojica Marins na pele de Zé do Caixão

Essa é a última parte da entrevista com o Mojica realizada pela interpride trupe do “5contra” 1 para o digníssimo site da Mundo Estranho! Entrevista realizada por Fred Di Giacomo, Gustavo Heidrich, Felipe Van Deursen, Eduf e Artur Louback

Qual será a mulher ideal de Zé do Caixão?

Veja também:

-Primeira parte da entrevista com Zé do Caixão
-Segunda parte da entrevista com Zé do Caixão

JOSÉ MOJICA MARINS, O ZÉ DO CAIXÃO, revela que já fez filmes eróticos e que foi o responsável pela introdução de cenas com animais no pornô nacional – SEGUNDA PARTE

Zé do Caixão, personagem mais famoso de Mojica

Sou um cara de poucas ambições no jornalismo. Duas das que eu tinha e realizei foram entrevistar o Zé do Caixão (José Mojica Marins) e trabalhar na finada revista Bizz. Nessa segunda parte da entrevista, que fizemos para o site da revista Mundo Estranho, José Mojica Marins fala sobre suas incursões pelo cinema erótico e sobre seu pioneirismo em gravar “cenas de sexo com animas”.

Essa segunda parte da entrevista com Mojica já ficou com uma edição melhor feita pelo Caue. A entrevista ficou a cargo de Artur Louback,Eduf, Felipe Van Deursen, Gustavo Heidrich e eu, Fred Di Giacomo

"24 horas de sexo ardente", maior bilheteria de Mojica e "clássico" do cinema pornô brasileiro

Veja também:

– Primeira parte da entrevista com Zé do Caixão

-Terceira parte da entrevista com Zé do Caixão

3 filmes essenciais: “Ladrões de Bicicleta”, “A felicidade não se compra” e “A General”.

Inspirado pela listinha da Bravo! de “100 filmes essenciais”, passei meu fim de semana chuvoso em Penápolis assistindo alguns clássicos preto e branco do acervo do meu velho pai:

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-A General, Buster Keaton, 1927(EUA).
Buster Keaton ficou por muito tempo na sombra de Charles Chaplin com que o comparavam pelo estilo de humor que faziam nos tempos de cinema mudo. Mas Keaton é diferente, seu humor é mais físico e acrobático(uma espécie de Jackie Chan do começo do século), seus personagens são mais sérios e seu roteiro menos crítico. A General é uma história passada na Guerra Civil americana, em que Keaton é um maquinista Confederado que se mete em uma aventura para resgatar sua locomotiva(A General) e sua amada. As cenas de perseguição envolvendo vários trens impressionam, ainda mais tendo sido gravadas na década de 20.

Ladrões de Bicicleta, Vittorio de Sica, 1948(Itália).
Ambientado na Itália pós-Segunda Guerra Mundial, o filme de Sica mostra um país miserável, onde homens desesperados fazem qualquer coisa por um trabalho ou mesmo um biscate. Antonio precisa de uma bicicleta para conseguir um emprego colando cartazes. Para isso sua mulher(personagem muito mais obstinada que ele, sempre meio apático) vende todo enxoval do casal. Logo na primeira semana o azarado Antonio tem sua bicicleta roubada e saí numa busca desesperada pela cidade acompanhado de seu filho Bruno(o ator mirim Enzo Staiola, grande destaque do filme).

-A felicidade não se compra, Frank Capra, 1946(EUA).
Até hoje “It’s a Wonderful Life” era pra mim o filme que fazia meu pai durão chorar. Assisti esperando algo barra-pesada, mas trata-se de um clássico de natal, com ritmo que envolve o espectador até nos dias hoje narrando a história de George Bailey.(Americano que passou a vida em prol dos outros e afogado em dívidas pensa em se matar.) Não senti nem sinal de nó na garganta até o final que realmente tem um puta impacto emocional

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