Milo Manara: Poeta pornógrafo dos quadrinhos eróticos

A mulher representa a estética em sua pureza. A mulher é a representação da beleza universal. Sempre que desenho uma mulher, estou desenhando um arquétipo. O arquétipo do belo, do desejo, do perverso, do pleno. Milo Manara.
Se essa resenha fosse feita pro Form Spring começaria assim:
Milo Manara é um poeta ou pornógrafo?
Sim, mulheres voluptosamente sensuais. Roteiros divertidos que colocam musas em situações fantásticas, atalhos para um mundo louco de prazer. Ou então, roteiros elaborados por parceiros talentosos como Jodorowsky (a sombria série histórica “Bórgia”), Hugo Pratt (“El Gaucho” e “Verão Índio”) e Federico Fellini (“Viagem a Tulum”). Tá, sem enrolação. Poeta ou pornógrafo? Milo Manara (nascido Maurilio Manara em 13/09/1945) é um artista que sempre teve seu trabalho ligado ao erotismo, desde o comecinho com “Genius” de 1969. É um poeta erótico, já que seu trabalho não é feito só pra excitar o leitor, mas pra contar uma história. (Que te excita do mesmo jeito,viu? :-P) Em entrevista para Rodrigo Fonseca , o artista explica “Eu busco o escândalo sem vulgaridade”. E ataca: “O uso vulgarizado do erotismo pela publicidade me escandaliza. Não consigo aceitar que o sexo possa ser utilizado para vender produtos. Isso é ultrajante.(…) Quando a propaganda segue estratégias narrativas calcadas no erótico, ela resvala no pornográfico. ”
Trechos do sombrio Bórgia – críticas à igreja e ao poder estão incluidas no pacote
Dizer que ele é um mestre da arte erótica é muito mais chato do que qualquer um de seus quadrinhos?
Qualquer análise intelectualóide da obra do italiano vai ser muito mais chata do que folhear um de seus belos álbuns. Para os virgens em Manara, recomenda-se além das obras citadas acima o clássico dividido em 4 partes “Clic” – história de uma espécie de controle remoto que manipula a desejo das mulheres. Para um Manara mais crítico, experimente “Revolução” ataque ao mundo das celebridades e do entretenimento televisivo.

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-Kama Sutra de Milo Manara
-Bórgia: a versão safada da história da família mais famosa da idade média

Baixe e leia:
– As Viagens de Tulum

 

 

 

 

 

 

 

 

X-Men by Manara                                                                Fellini por Manara

Um pouquinho mais de arte erótica:
-Duas HQ’s eróticas que as mulheres tê que ler
-Sexus: Sexo vira literatura de qualidade nas mãos de Henry Miller

-5 vilãs mais sexy da história
-Aline Crumb: musa com cérebro 

 

Jamie Livingston – Photo of the Day: 1979-1997

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Algumas pessoas fotografaram o próprio rosto ou o mesmo lugar por anos. O personagem principal do poético “Cortina de Fumaça” (Smoke) clica a faixada de sua loja diariamente, lembram? Jamie Livingston (1956-1997) – fotógrafo, cineasta e artista circense – registrou por 18 anos uma foto do seu cotidiano com uma Polaroide. De 1979 até o dia da sua morte por câncer, Jaimie guardou um clique da vida. Algo  banal, o retrato dos amigos, o trabalho e até alguns famosos. Através da infinidade de poses, você vai descobrindo um pouco quem é aquela pessoa e como ela vive. Em 1997, Jaimie luta contra o câncer – cenas de hospitais tornam-se frequentes. Ele perde o cabelo, se casa e fatalmente morre. Você já está íntimo de Livingston e sente sua perda como se fosse um velho amigo.
Tudo isso virou uma exposição e um site organizado pelos amigos de Livingston, Hugh Crawford e Betsy Reid.Se é a arte imitando a vida ou a vida imitando a arte eu não sei. Só sei que é bonito pra cacete.
Saiba mais sobre o projeto(em inglês):

Miranda July – Hallway

Treine seu sotaque francês e sua cara blasé, porque quinta aqui é dia de arte!

Miranda July foi cuspida na mesma fornada que cozinhou Bikini Kill, Sleater-Kinney e a cena punk dos anos 90, no Noroeste do Pacífico. Artista multimídia, performer undeground, diretora de cinema cult por causa de “Me and You and Everyone We Know”, musa dos moderninhos… Ufa! Poucos artistas levaram o do it yourself tão a  ferro e fogo. E a menina americana de olhões azuis conseguiu com isso produzir seus próprios vídeos, sua própria arte e suas turnês de performances por clubes undeground. Separamos aqui  a instalação “The Hallway”, de 2008, mas vale um pulo no site da moça para conhecer a imensidão de sua criatividade.

Acompanhe a instalação “The Hallway”

The Hallway from The Hallway on Vimeo.

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