Documentário “Punks”, de 1983, conta o começo do movimento que originou bandas como Ratos de Porão e Inocentes. Assista!

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As integrantes da banda punk feminina “Golpe de Estado”

O punk rock começou a dar as caras no Brasil no final dos anos 70, principalmente em São Paulo (com várias gangues punks inspiradas no filme “Selvagens da Noite” e algumas bandas como Restos de Nadas,  AI-5 e N.A.I) e em Brasília (com bandas como o Aborto Elétrico). A coisa explodiu de fato nos anos 1980, especialmente na capital paulista e no ABC, com bandas como Ratos de Porão, Cólera, Olho Seco, Garotos Podres e Inocentes e culminou no grande festival “O Começo do Fim do Mundo” e na repressão policial que se abateu sobre o movimento – além de sua difamação na mídia depois de uma matéria sensacionalista exibida no Fantástico.

O documentário “Punks” – produzido em 1983 e dirigido por Sara Yakami e Alberto Gieco – retrata o movimento entre seu apogeu e sua primeira crise – com entrevistas com futuros famosos (como João Gordo, do Ratos de Porão, e Clemente, dos Inocentes) ainda muito jovens e antes das bandas gravarem seus principais discos. Destaque para cenas num ensaio da banda Fogo Cruzado (tocando “Desemprego”) , numa rara gravação da pioneira banda punk feminina “Golpe de Estado” que contava com Maca no baixo (que canta “Não me importo” com o Ratos de Porão nos discos “Ao vivo no Lira Paulistana” e “Sistemados pelo Crucifa”),  na loja “Punk Rock” do Fabião do Olho Seco e no Largo São Bento (que também seria o berço do hip hop paulista).

Clássico e raro. Assista antes que alguém apague do Youtube!

 

João Gordo, Marina, Mariah e Morto no começo dos anos 80. Fota de Rui Mendes

João Gordo, Marina, Mariah e Morto no começo dos anos 80. Fota de Rui Mendes

 

Documentário “AfroPunk” retrata participação dos negros no punk rock

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Apesar do rock n’ roll ter sido criado por negros como Chuck Berry e Little Richards que aceleraram e eletrificaram o blues, aos poucos o gênero foi absorvido pelo mainstream caucasiano ao ponto de ter virado para muitos “coisa de branco”. Negros fazendo rock eram uma “excentricidade”, mesmo com gênios como Jimi Hendrix destoando da fórmula.

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Quando surgiu nos anos 70, o punk rock – apesar do discurso anti-sistema – era basicamente branco (com uma pequena exceção para Pat Smear do Germs que depois tocou no Foo Fighters e no Nirvana). A coisa mudou (um poquinho) nos anos 80 com a lenda do hardcore Bad Brains, formada completamente por negros, Jean Beauvoir do Plasmatics e D.H. Peligro na batera dos Dead Kennedys.

Assista ao documentário “AfroPunk” completo (sem legendas)

O ótimo documentário “Afro-Punks” (que você pode assistir acima) debate o tema de maneira sensível e crítica. Ele acompanha 4 jovens punks negros e mescla cenas de suas vidas com depoimentos de músicos de grandes bandas (como Dead Kennedys, TV on the Radio, Fishbone,  Cro-Mags, entre outras) e performances ao vivo que vão de Bad Brains aos “novatos” do Cipher. A ideia aqui não é contar uma história “cronológica”, nem mostrar músicos comentando como seus discos foram compostos; o buraco é mais embaixo e o filme acabou se transformando em um movimento “Afro-Punk“, que envolve desde um site legal até um festival anual com bandas que incluem afro-descendentes em seus line ups.

Os punks (e roqueiros negros) do Brasil
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Da esquerda pra direita: Clemente dos Inocentes, Gritando HC, Clemente e Renato Rocha a frente da Legião Urbana

O documentário me fez pensar em como temos proporcionalmente menos negros no punk (e no rock em geral) brasileiro. Nos anos 80 basicamente só os Inocentes (liderados pelo grande Clemente) , o baixista Renato Rocha (do Legião Urbana) e o Crânio (punk e segurança do Madame Satã, que faz uma ponta no filme “Cidade Oculta“).  A partir dos anos 90 a coisa fica um pouco mais plural com bandas como  Gritando H.C. (liderada pelo falecido Donald), Devotos do Ódio (criado em 1988) e Gangrena Gasosa no lado mais punk e  Planet Hemp, Funk Fuckers, Nação Zumbi e O Rappa dando as caras no rock nacional. Sem falar nas bandas que fundiam rap com rock pesado como o Pavilhão 9 e o Câmbio Negro. Vale lembrar, também, que em 1997, Max Cavalera deixou o Sepultura e foi substituído pelo afro-americano Derrick Green, uma grande fã do hardcore do Bad Brains.

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Da esquerda pra direita: Canibal dos Devotos, Derrick Green do Sepultira, B.Negão e o Planet Hemp ainda com Skunk

Talvez, no Brasil, o rock/punk seja menos “branco”. Que vocês acham?

Veja também:

– Assista ao show do Bad Brains no CBGB, em 1982
-Mais um pouco da história dos negros no punk rock

Ouça “Nós somos a América do Sul (disco completo)” um clássico do hardcore brasileiro gravado pelo Psychic Possessor em 1989

Capa do clássico "Nós somos a América do Sul"

Capa do clássico “Nós somos a América do Sul”

Quando a banda Psychic Possessor começou em Santos, ela tocava uma mistura de trash metal e crossover (a fusão de metal e hardcore). O que era bem avançado pro Brasil da época. Recordando: o ano era 1986. O Ratos de Porão ainda não tinha gravado seu clássico “Cada dia Mais Sujo e Agressivo”, nem o Lobotomia tinha lançado seu primeiro disco. Em 1988, Psychic Possessor lançou seu primeiro disco, o cult “Toxin Diffusion“, pela Cogumelo Records, que ganhou fãs fiéis ao redor do mundo, mas vendeu pouco.  A banda passou, então, por uma grande mudança de formação (só ficando o guitarrista Zé Flávio) que mudou o som do grupo, eliminando o lado metal e os levando a um som inspirado pelo hardcore americano dos anos 80 (Agnostic Front, Gorilla Biscuits, Minor Threat, etc) – o que ainda era uma novidade pro Brasil. O punk nacional tinha basicamente duas grandes escolas de influências: o hardcore oitentista de bandas inglesas e finlandesas de um lado e o crossover do outro. Havia exceções (como o Garotos Podres), mas nenhuma soava como o disco que marcaria o nome do Psychic Possessor na cena nacional: “Nós somos a América do Sul”.

Para manter o contrato com a Cogumelo (que previa mais um disco), resolveram não mudar o nome da banda e lançaram “Nós somos a América do Sul”, em 1989, que acabou tornando-se um pequeno clássico do HC nacional com uma boa produção e a excelente bateria de Boka (hoje no RDP) segurando a cozinha. Entre os destaques estão “S.O.S. Amazônia”, “América do Sul” e “Capitalismo” (regravada pelo RDP no disco “Feijoada Acidente? – Brasil”). Dá pra ouvir o disco na íntegra no link abaixo:

As faixas são:

1. Ação Terrorista
2. Porque Razão?
3. Capitalismo
4. Aposentados
5. Heróis
6. Vítimas de Miséria
7. Vote Nulo
8. Disciplina Militar
9. S.O.S. Amazônia
10. Cubatão
11. Desarme
12. Aicreuqonrevog
13. Consciência Nacionalista
14. Desespero
15. O Mundo Nos Sufoca
16. América do Sul

Assista ao festival cRássico de rock/punk “Destruindo a Rotina” – realizado em Penápolis, em 2001, no Bar do Nori

Era uma atípica noite fria em Penápolis (uma cidade no interior paulista que costuma ser MUITO quente), quando um festival atípico cheio de músicas esquisitas começou a se desenrolar no antigo “Bar do Nori” (localizado na rua conhecida como “Avenida”, onde se localizavam os barzinhos das cidades.)

Assista ao festival “Destruindo a Rotina”

A organização do festival “Destruindo a Rotina” começou meses antes pelas mãos dos irmãos Fred (no caso, eu) & Gabriel Di Giacomo e do baterista André “Ramone” Gubolin. Nós rodamos Penápolis atrás de patrocínio, alugamos som, descolamos uma lona tosca, emprestamos a bateria do brother Gilvan (que tocava na banda Militantes do clássico politicamente incorreto “Mulher burra só serve pra meter”) e divulgamos o festival na imprensa local. Conseguimos também uma parceria com o tatuador Pombal que sorteou tatoos e estava com sua banca montada na hora e também um esquema de venda de camisetas de rock. As bandas convidadas eram de Rio Preto, Araçatuba e Penápolis – mas, claro, algumas furaram na hora. Pelo que lembro o pessoal de Araçatuba foi comprar cigarro e nunca mais voltou, hehehe.

Os irmãos Fred e Gabriel Di Giacomo momentos antes do festival "Destruindo a Rotina", em 2001.

O começo dos anos 2000 era uma época de renascimento pro  rock de Penápolis. Depois de uma primeira geração de bandas bem legais  (como o Hëllisch, a Tuna,  o HellFire – que deu origem ao Necroriser – e o Dr. Ratazana), surgiam novos grupos, fanzines, festivais em colégio e até um programa de rádio da União Municipal dos Estudantes (que tocava Ratos de Porão pela manhã, intercalado com poemas do Augusto dos Anjos e piadas internas da pior qualidade). Entre as várias bandas de garagem que pipocavam havia uma vertente punk representada por Praga de Mãe, Militantes, Cretin Family e Grito Feminino que foi responsável por organizar os primeiros festivais que dariam origem ao que hoje é o grande organizado “Plis Rock” . O primeiro festival que eu ajudei a organizar tinha o simpático nome de “1º Massacre da Guitarra Elétrica”. Depois vieram o “Carna Rock”, “Carna Rock 2” (já no Bar do Nori) e o 1º Encontro Regional de Rock que ficou mais nas mãos do Gilvan e marcou a “profissionalização” da parada, com apoio da prefeitura e tudo. Aliás, lembro de quando eu, o Gabriel Di Giacomo, o Gilvan e o Marcão do Valle entramos no gabinete do prefeito de Penápolis (acho que era o Firmino na época) com calças rasgadas, spike e coturnos pra negociar “apoio” pro movimento. Saímos todos de lá com “bandeirinhas” de Penápolis como brinde, hehehe,

Tosqueira aguda: primeira e única demo da banda Praga de Mãe que fez seu primeiro show no "Destruindo a Rotina"

Entre os destaques do “Destruindo a Rotina” rolou a volta da banda Dr. Ratazana (que tinha registrado um show foda no Colégio “Coração de Maria”, em 1997, e me fez  querer montar banda e começar a consumir coisas pesadas como o punk rock), a estreia do “Praga de Mãe” (uma das poucas bandas da “cena” que investia em músicas próprias) e os shows das bandas de Rio Preto “Xios Porks” e “Caso Geral”. Também rolaram shows do Militantes (a banda de Penápolis que mais tocou pelas cidades da região, na época) e do Garage Metallica. Não lembro ao certo, se foi nesse dia que o Cretin Family estreou, ainda como “Ramones Brasil”.
Enfim, as filmagens acima não mentem: as condições eram precárias, o som era estourado, a maioria das bandas era pedreira, MAS havia uma paixão juvenil que fazia tudo soar lindo. Era um festival de rock pesado viabilizado por moleques de 16 anos no meio de uma cidade movida à sertanejo e baladas eletrônicas. Pra quem não tinha lojas de instrumentos decentes, nem rádios rocks, nem Hangar 110, nem “Galeria do Rock”, aquele foi um dos dias mais legais das nossa vida.

Veja também:
– Uma breve história do rock de Penápolis

-Carlão: um dos nomes que fizeram o rock de Penápolis

10 músicas clássicos do hardcore melódico brasileiro

O Dead Fish em show em 2007

Inspirado pelo documentário “Do underground ao emo” – que conta a história do hardcore melódico nacional – eu resolvi organizar essa lista com 10 das maiores músicas do hc melódico nacional, focando principalmente nas bandas dos anos 90/2000. Exclui daqui as bandas emo e coloridas, que pertencem a outro capítulo da história do rock brasileiro. Também procurei focar em bandas da “cena”, por isso não inclui músicas de hardcore melódico de bandas que não “eram” de hardcore melódico (como “Mulher de Fases” dos Raimundos, que abriu caminho pro CPM22 ou músicas de Detonautas e do primeiro disco do Los Hermanos).

Chega de papo e vamos aos clássicos:

1) “Red Rose Bouquet” – Street Bulldogs

2)”Noite” – Dead Fish

3) “Regina Let’s Go” – CPM 22

4) “Embedded Needs” – Garage Fuzz

5) “1997” – Hateen

6) “Quando tocar na TV” – Cueio Limão

7) “Vinteum” – Fistt

8)”Orgânico” – Noção de Nada

9) “Revolução” – Sugar Kane

10)”Se essas paredes falassem ” – Dance of Days

Veja também:

-Assista ao documentário “Do underground ao Emo”

-Entrevista com João Gordo, do Ratos de Porão

Assista ao clipe de “Garota de Berlim” com Tokyo e Nina Hagen

Ah, o loucos anos 80… Quando a banda de pop/eletro punk Tokyo (liderada por Supla e inspirada por Billy Idol) gravou “Garota de Berlim” com a estrela alemã Nina Hagen. O Tokyo misturava baixo com slaps, guitarrinhas rock n’ roll, teclado new wave e pitadas de punk rock. Deixou dois discos, mas todos seus hits estão no primeiro “Humanos”.

Além de “Garota de Berlim”, a banda também emplacou a faixa título, foi censurada com “Mão direita” e gravou com Cauby Peixoto. Depois do fim da banda, Supla virou o Supla que você conhece e o guitarrista Bid se tornou produtor musical responsável, entre outros, pelo clássico “Afrociberdelia” de Chico Science e Nação Zumbi.

O que é anarquismo?

Esse artigo foi originalmente postado em 2010
1)Anarquia é bagunça?

 

“Tio, anarquismo não é baderna?”

Bom, na verdade, anarquismo é a corrente de pensamento mais mal explicada da história. Sua origem vem do grego Anarcho que significa “sem governo” e pode tanto batizar movimentos que  queiram eliminar o poder do estado, quanto uma situação ruim em que se fica sem governo. O termo foi usado pejorativamente na época da Revolução Francesa para criticar os mais radicais. Foi em 1840, que o filósofo libertário Joseph-Pierre Proudhon aceitou o “apelido” e o transformou em doutrina. Seu livro “O que é a propriedade?” não hesitava: “A propriedade é roubo”.

2) Anarquismo é comunismo?

 



“Ah, entendi,” – pensa você – “anarquismo é, então, um tipo de cumunismo(sic)?”

Um primo distante nas linhas de pensamento de esquerda, talvez, mas não uma filosofia marxista. Aliás, Bakunim (um dos pensadores anarquistas) rompeu com Marx (pai do comunismo) logo na época da Primeira Internacional, no século XIX. A grande diferença entre os dois é que os comunistas acreditam que antes de todos serem livres de governo precisamos de uma ditadura do proletariado. O problema é que poder vicia tanto quanto pó e jogo de bingo. Então, todas as revoluções que se autoproclamaram comunistas(Cuba, URSS, China, etc.) pararam na fase da ditadura do proletariado e nunca aboliram realmente o estado. Os anarquistas abominam qualquer tipo de governo, mesmo o do proletariado. Como dizia nosso amigo Proudhon: “Quem quer que coloque a mão sobre mim para governar-me é um usurpador e um tirano – eu o declaro meu inimigo”.


3) Anarquia é utopia?
Milicianas na Revolução Espanhola, 1936


“Anarquia é utopia, faça uma todo dia”, gritava a banda punk gaúcha Replicantes. Você pergunta: alguém já colocou o anarquismo na prática ou isso é tudo um grande sonho?

A resposta é: sim, mas por pouco tempo. Na época da Revolução Russa, o exército negro instalou uma organização anarquista na Ucrânia, também conhecido como movimento makhnovista. Depois de vencerem as forças conservadoras, foram massacrados pelas tropas comunistas de Trótski. Na época da Revolução Espanhola (1936-1939), forças anarquistas organizaram as regiões da Catalunha e Aragão, mas foram traídas pelos comunistas de orientação stalinista e vencidas pelas tropas facistas de Franco. Fazendas, comunidades e cidades de organização coletiva e autogeridas já foram criadas em diversos cantos do mundo, inclusive no Brasil.

Por aqui, o anarquismo foi a corrente mais forte entre os sindicalistas nas duas primeiras décadas do século XX, espalhado por imigrantes espanhóis e italianos. Eram os anarquistas os responsáveis pelas primeiras greves em São Paulo. Um anarquista que ficou famoso no Brasil foi o jornalista e tipógrafo Edgard Leuenroth (1881-1968).

 

4) Anarquismo é coisa de velho?
A banda Crass

Kroprotkin, Malatesta, Tolstoi, Max Stirner… Todos nomes que parecem cobertos de pó para o jovem moleque dos anos 2010. Mas o fascínio pela bandeira negra e o A de anarquia continuou vivo nos últimos anos. Renasceu junto com os punks nos anos 70, primeiro como piada marqueteira dos Sex Pistols, e depois levado a sério por bandas com o Crass e o movimento hardcore dos anos 80. Voltou à tona com a geração rebelde pós-muro de Berlim: deu as caras em blogs, coletivos e “Fóruns Sociais Mundiais” da vida. Influenciou até o lado negro da força, que criou o anarcocapitalismo, mais próximo das tradições liberais que do anarquismo clássico. E continua confundindo cabeças, inspirando sonhadores e servindo como uma opção num mundo onde a briga “capitalismo VS comunismo” parece ter perdido o sentido.

Veja também:
-A censura invisível que cala os jornalistas brasileiros

-ELZN e o Zapatismo

-Conheça o punk anarquista da banda Crass

PARA SABER MAIS

Livros
“História das ideias e movimentos anarquistas”, George Woodcock
“O que é comunismo?”, Caio Túlio Costa
“O anarquismo e a democracia burguesa”, vários
“O movimento anarquista em São Paulo(1906-1917)”, Sílvia Ingrid Lang Magnani

Filmes
“Terra e Liberdade”, Ken Loach
“Libertarias”, Vicente Aranda

Cena do filme "Libertarias"

Documentário “Do underground ao emo” conta a história do hardcore brasileiro dos anos 90

Enquanto o documentário “Hardcore 90 – Uma história oral” não fica pronto, você pode se divertir com “Do underground ao Emo”, dirigido por Daniel Ferro. O documentário retrata a cena do hardcore brasileiro (principalmente melódico) dos anos 90 aos 2000 – finalizando com o apogeu das bandas emo como Fresno e NXZero.

Veja também:
-Bad Brains ao vivo
-Ouça o pré-punk do Mc5

Punk 77: Conheça o The Jam e ouça “In the City” e “That’s Entertainment”

-Conheça outras bandas do punk inglês da safra de 77

The Jam ressuscitou o "mod" no meio da cena punk 77 inglesa

In the City

The Jam não foi só um dos melhores grupos punks da safra 77 britânica, como também foi o principal responsável pelo revival Mod do final dos anos 70. Com terninhos, franjas e covers de R&B, Paul Weller e Cia recriaram o estilo de Kinks e The Who na caótica Londres de Sex Pistols e The Clash.

Inicialmente formado como um quarteto, em 1976, a banda logo assumiu sua formação clássica: Weller nas guitarras e vocais, Rick Buckler na bateria e Bruce Foxton no baixo. O trio acabou em 1982, quando Weller começou sua carreira solo. Apesar de não ter feito muito sucesso nos EUA, o Jam emplacou vários hits na Grã-Bretanha, sobrevivendo ao hype inicial da primeira onda punk.

That’s Entertainment

Veja também:
-Entrevista excrusiva com os Garotos Podres

-Por que o primeiro disco dos Ramones é um marco?

 

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