Retratando o interior do Brasil com canções que contam histórias de dimensões épicas, a Bedibê lança “Baile no Canto da Terra” primeiro single do seu disco América

Acaba de sair “Baile no canto da terra” primeiro single do “América”, disco da minha banda Bedibê. Pra quem quiser mais informações só ler abaixo:

Criação do vocalista Tiago van Deursen, o primeiro single do disco “América” da Bedibê vem carregado de moderna latinidade e leva o ouvinte a uma jornada andina por nosso continente americano. “Baile” traz refrão épico, rimas internas caprichadas e participação da cantora Nayra Lays – jovem rapper revelação do Grajaú, extremo sul de São Paulo.

“E quando eu me deparar 

o aglomerado de sonho, sombra, sal

Não vê que como parece sereno 

Eu tão pequeno 

E tudo em volta dissipando afinal”

Temperada por um intricado bordado percussivo – onde cabem cajón, bongô e semente – e apimentada com acordes de charango duelando com guitarra, baixo e violão, “Baile”, lançada dia 12 de julho, é um ótimo cartão de visitas para o disco “América”, segundo da Bedibê (banda composta por Diego Bravo, Fred Di Giacomo, Karin Hueck e Tiago van Deursen) que chega a todas plataformas digitais em agosto.

América
“América” foge da cartilha mais urbana e autobiográfica da “MBP indie” e fotografa o interior do Brasil (e da América Latina) através de letras com dimensão épica, que contam boas histórias e de arranjos eletro-acústicos que destacam a rica percussão de Diego Bravo, as intrincadas harmonias de Tiago e os casamentos inventivos de instrumentos como escaleta fazendo vezes de sanfona ao lado de arpejos clássicos no Fender Rhodes ou charango latino dialogando com acordes distorcidos dedilhados no contrabaixo Musicalmente, a evolução no segundo disco da Bedibê é brutal. Produzido novamente em parceria com Gabriel Nascimbeni  (único participante brasileiro da Red Bull Music Academy 2010, em Londres) “América” foi gravado no Trampolim Estúdio (onde já gravaram  Criolo, Steve Shelley do Sonic Youth e Felipe S. do Mombojó), e está sento distribuído pela Tratore. A arte do disco ficou por conta do artista Lukas Doraciotto.No som, influências de música caipira (o multi-instrumentista Fábio Barros gravou violas em três faixas), do lado B da MPB setentista e de indie latino (Onda Vaga, Peróta Chingò, Los Autenticos Decadentes). Menos pop e solar do que o disco anterior, reflexo direto do transe tropical em que vivemos, o novo trabalho tem como temas centrais as relações familiares e a nostalgia, puxados por cenas e histórias de deslocamentos sejam – viagens, exílios ou migrações. A sonoridade caipira-urbana acompanha grande parte das canções (que ocultam em seus versos pequenas referências literárias), trazendo para São Paulo (cidade onde a banda se formou) o cheiro de mato da infância de boa parte dos integrantes.

“Pai” (solitário indie rock do disco, com refrão forte, piano hipnótico e baixo distorcido), a agreste “Carta ao Filho” e a pop “Modinha” (com participação de Nayra Lays em versos como “Se inundo o mundo com meu pesar profundo/esquecer das raízes, não vou, apagar minhas pegadas, não”) compõe uma humana trindade familiar dedicadas a pai, filho e mãe. “Exílio” (cantada docemente por Karin), a fantiana “Canção do Pó” e “Desamparo” (com falas do poeta mato-grossense Manoel de Barros) formam outra trilogia de nostalgia caipira, com histórias escritas por Fred – que lançou no ano passado “Desamparo” (Ed. Reformatório), elogiado romance sobre a colonização do seu oeste paulista que dialoga diretamente com o disco novo. “Baile no canto da terra”, a pequena gema folk “Céu Distrai” e “Vamos festejar”(retrato agridoce dos últimos anos esculpido por Bravo e Bianca Mehzer que diz de maneira coloquial e sob violas caipiras “se você for pode não voltar/ (…) É até melhor você ficar/Porque aqui tá ruim.Tá muito difícil.) transportam o ouvinte em suas melancólicas epopeias. 

Destrinchadas as trilogias temáticas, temos, “Janela” a mais longa, experimental e psicodélica faixa de “América”. Criada sobre uma montanha-russa sonora que é a harmonia de Tiago, a letra iniciada por Bravo e finalizada em parceria com os demais observa a gentrificação de São Paulo com amarga poesia. Bravo foi criado na Vila Formosa, bairro operário da zona leste que viu brotar de suas costelas a gentrificada e nova rica Anália Franco.

“América” foi composto por músicos que, nascidos fora do centro de SP, se encontraram nesse centro na década mais agitada da política do país. É político sem ser militante e contemporâneo sem correr o risco de ficar datado. 

Uma pequena história do hip hop brasileiro através de 50 clássicos do estilo

Abaixo preparamos uma playlist com 50 clássicos do rap nacional. Do começo comercial com Miele e Black Juniors, passando pelos pioneirismo festivo de MC Jack, N dee Naldinho e Sampa Crew até encontrar a veia engajada de Thaíde & DJ Hum e Racionais Mc’s que definiram o estilo como conhecemos hoje. A seleção é sentimental e muita coisa boa ficou de fora, mas procuramos registrar a variedade do hip hop brasileiro contada em 50 músicas importantes e influentes.

Uma pequena história do punk rock através de suas músicas clássicas

Quais são as principais bandas do punk rock? Quais as mais influentes? E que músicas dessas bandas viraram hinos? Apaixonado pelo punk desde moleque, resolvi criar uma jornada sentimental pelas dezenas de variantes do estilo, em uma playlist que reúne mais de 150 músicas que vão do proto-punk ao emo, passando pelo hardcore, oi!, skapunk, rrrriot girls, crossover e mais.

Reuni nessa lista bandas dos pais do punk (EUA e Inglaterra), mas também do Japão, Brasil, Finlândia, Austrália, Argentina, Rússia e outras cantos de onde saíram clássicos hinos de 3 acordes. Abaixo a playlist:

Que banda clássica faltou ser incluída na sua opinião?

Bedibê lança vídeo de “Diálogo de dois amigos” pra encerrar 2016

Pra terminar seu ano produtivo (que teve o belo clipe de animação de “Esquina“, o disco “Envelhecer” e alguns bons shows por São Paulo), a Bedibê lançou um vídeo para “Diálogo de dois amigos” cheio de gravações caseiras que contam a história da banda de 2011 até o finalzinho de 2016, com direito a casamento e filhos surgindo pelo caminho, enquanto o refrão martela o mantra “É pra parar, a vida pede pra gente parar, pra sentir o mundo girar/ A vida pede pra gente parar e não ficar sempre no mesmo lugar”.

Com elogiado clipe em animação, “De Bolso” lança “Envelhecer”, seu primeiro disco.

A banda é nova,  clipe e disco acabaram de sair do forno, mas já vem ganhando elogios e divulgação em veículos como Play TV (onde o clipe de “Esquina” estreia nesse domingo, às 20:30h) Miojo Indie, PdH e Moozyca

A “De Bolso” é uma banda formada, em São Paulo, por Diego Bravo (percussão e vocais), Fred Rocha (baixo, voz e cavaco), Karin Hueck (voz e teclados) e Tiago Van Deursen (voz, violão e gaita)

Assista ao belo clipe de “Esquina”– uma animação do artista mineiro Alisson Lima:

O disco

“São oito composições que flutuam com delicadeza entre a MPB dos anos 1970 e o folk. Um material essencialmente delicado, preciso.”, Miojo Indie

Com influências variadas que vão dos uruguaios do Perota Chingó até Novos Baianos, passando pelo punk rock, mpb e samba clássico, o grupo ficou em estúdio por quase dois anos gravando com o produtor Gabriel Nascimbeni (do disco “Cidade dos Pescadores“), no Trampolim Estúdio. A mixagem foi feita por Fábio Barros e a masterização por Arthur Joly, do RecoHead Records. “Envelhecer” conta ainda com a participação da cantora Ericah Pereira, na suingada “Cantar de Pássaro“, e com os metais de Gustavo Vellutini em “Esquina”, “Gaiola” e “Quatro Horas“. A mistura de instrumentos (charango, cavaco, violão, baixo, gaita, trompete, tuba, teclados, cajon, bateria e muita percussão) dá uma ideia do clima do disco.

Encontros e desencontros
“Eu e o Tiago começamos a nos reunir no  apartamento onde eu morava, no Largo da Batata, pra fazer um som e tocar músicas que não eram nem samba o suficiente pra banda dele, nem rock o suficiente pra minha. Um dia, a Karin tava vendo a gente ensaiando e o Tiago chamou ela pra tocar um piano em uma música. E aí viramos um trio que tocava com cavaco, violão e um teclado de iniciante em um apartamento de um quarto. Por isso DeBolso”, conta Fred.

Pra completar a banda, ele convidou um colega da universidade Unesp-Bauru, Diego Bravo, que tocava numa banda de eletrônico, chamada Strange Music. “Ele entrou pra tocar percussão e aí começamos a compor pra caramba e fazer alguns shows entre 2011 e 2012”, afirma.

Entre alguns shows intimistas, a banda abriu show para o Marcelo Perdido e Hidrocor no Cafofo, em Pinheiros, e tocou em um evento do Zona Punk, no centro. Mas em 2013, Fred e Karin pediram demissão de seus empregos e foram morar em Berlim. “A Banda ficou meio parada, mas o Tiago continuou compondo. A música ‘Esquina’ é dessa época”, conta.

Gravação do disco "Envelhecer"

Gravação do disco “Envelhecer”

Ouça o disco “Envelhecer” completo:

– Spotify:
https://play.spotify.com/artist/1zLViYnVi3Own0KpwNgC8R?play=true&utm_source=open.spotify.com&utm_medium=open

– Soundcloud:
https://soundcloud.com/abandadebolso

Wander Wildner: Galeria de Anti-Heróis

Born to be Wild

 

Wander Wildner (1959 – ) é um cantor e compositor gaúcho. Wander ficou famoso por ser o vocalista da banda de punk rock Replicantes, famosa por seu humor ácido em canções como “Surfista Calhorda”, “Nicotina” e “Festa Punk”. Ao sair da banda, Wander criou o estilo punk brega no disco “Baladas Sangrentas”, misturando influências punk rock à violões folk e letras inspiradas no cancioneiro mais popular e romântico. Entre suas músicas solo está o hit “Bebendo Vinho”, regravado pelo Ira!

História do Heavy Metal em BH – Ruído das Minas

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Documentário produzido como TCC (olha só não é tão difícil, hein, molecada?) e exibido na Mtv, desvenda como a pacata BH se transformou na capital brasileiro do heavy metal exportando bandas como Sepultura, Sarcófago e Overdose. O vídeo traz depoimentos das principais bandas da cena e mais galera de fanzines e da clássica gravadora Congumelo Records. Histórias engraçadas, rancor contra o Sepultura  e vídeos e fotos raras estão na receita. Vale muito a pena pra quem se interessa pela história do rock brasileiro.
Parte 1

Parte 2

Parte 3

Parte 4

Parte 5

Parte 6

Parte 7

Parte 8

Parte 9

Parte 10

Parte 11

Veja também:

– 10 bandas clássicas do heavy metal brasileiro
-40 melhores bateristas do metal
-Documentário conta a história do punk paulistano

“Free Jazz com palavras” – Jademir Rocha & Fred Di Giacomo

Sim, quinta-feira é a ditadura da arte. Quem não gostar será fuzilado por um pelotão de aquarelas!

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Jademir Rocha ganha a vida cuidando de dentes e obturações, mas gosta mesmo – há anos – de pintar e tocar seu sax. Entre desenhos de jazz com grafite, aquarelas e pequenos artesanatos, ele vive em São Paulo em busca de novos discos para sua coleção.

 Inspirado pela série de desenhos de jazz de Jademir, Fred Di Giacomo pediu alguns para ilustrar seu livro ainda imaginário chamado “Bebop Beat”, composto de poemas feitos no calor do momento, seguindo seu fluxo de consciência ao som de Miles Davis e John Coltrane. O primeiro resultado da parceria está aí:

Free Jazz com palavras
Segura só esse solo, sussurrou Ulysses
E se pôs a tocar uma odisséia sonora
Minha mãezinha do céu, Homero é um maestro com as palavras!
Elas voam na estratosfera azul do Harlem, enquanto Têlemaco repete o riff
E Penélope costura notas num bordado de arpejos e beijos
O Cíclope pede um trago a detona o contrabaixo
Eu escuto João Donato, e Posídon é a pedra no meu sapato
Gosto das palavras assim, free jazz e meu fluxo de consciência

O resto é pop.

Fred Di Giacomo mora em Berlim e é autor dos livros “Canções para ninar adultos” e “Haicais Animais. Ele trabalhou por sete anos e meio na Editora Abril como editor-chefe dos sites do Núcleo Jovem e toca na Banda de Bolso.
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Veja também:

– 6 discos para começar a escutar jazz
-“Odisséia”: o clássico que fundou a literatura ocidental

Conheça a arte punk de Winston Smith

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Se você é fã de Green Day já sabe de onde saiu a capa do quarto disco da banda “Insomniac”(foi da ilustra acima, oras…). Mas Winston Smith(1952, codinome retirado do livro “1984”) ficou famoso pela associação com outra grande banda punk, o Dead Kennedys. O artista foi o responsável pelo famoso logo da banda e também pela polêmica capa do EP “In God We Trust Inc.“, que fez o álbum ser chutado da Inglaterra e perseguido nos EUA. Suas colagens retiradas de revistas dos anos 40, 50 e 60 foram publicadas em revistas mainstream e undeground como Wired, Planet Punk, Spin e Playboy.

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originalmente postado 22/07/2010

10 melhores bateristas de rock, segundo a Gibson

– Confira a lista da Rolling Stone com os melhores bateristas do mundo

John Bonham o maior baterista do mundo, segundo a Gibson

John Bonham o maior baterista do mundo, segundo a Gibson

Em 2013, a Gibson (famosa fabricante de instrumentos musicais) divulgou sua lista de 10 melhores bateristas do mundo. Sem muitas surpresas o primeiro lugar ficou com John Bonham do Led Zepellin. O que você achou da lista?

1) John Bonham – Led Zeppelin

2)Neil Peart (Rush)
neil-pert-bateristas-melhores

3) Keith Moon (The Who)
Keith_Moon-melhores-bateristas

4) Dave Grohl (Nirvana, Foo Fighters, Them Crooked Vultures)

5)Lars Ulrich (Metallica)

6)Mike Portnoy (Dream Theater)

7) Ginger Baker (Cream)

8) Josh Freese – (Devo, Nine Inch Nails)

9) Stewart Copeland (The Police)

10) Ringo Starr (The Beatles)

Mais rankings:
– 10 melhores bateristas do Brasil
– Melhores bateristas de heavy metal

-Bateras da atualidade: 20 melhores bateristas dos últimos 25 anos

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