10 posts mais acessados de agosto – 2010

Uhu!!!!!!!!!!!!!! Batemos nosso recorde de audiência e passamos dos 7000 visitantes únicos! E os posts mais acessados publicados em agosto foram:

1)Qual é o candidato a presidente mais feio de 2010?
Olha só, hein? Nossos top 10 costumam ser recheados de mulheres bonitas e este mês um post cheio de políticos feios ganhou o troféu! Povo engajado anda acessando o Punk Brega…

2) ZAP Comix – Robert Crumb, Gilbert Shelton e outros
Em tempos de Shelton e Crumb no Brasil, o pessoal se interessou pelas raízes undeground dos dois na obrigatória HQ Zap Comix.

Capa da coletânea da Zap Comix publicada no Brasil pela Conrad

3)Plástico pesado – Action Figures rock ‘n’ roll
Sim, nosso colunista metal, Diego Sanches, anda sumido, mas ele promete voltar a postar assim que oficializar seu casamento rock ‘n’ roll. Por hora, o post sobre “bonequinhos” marcou presença na nossa lista.

Lemmy Kilmister, da Locoape

4)Wandeclayt – Arte Ciberpunk
Nossa seção “artística” destacou o sensual trabalho do fotógrafo ciberpunk Wandeclayt.

5)Lili St. Cyr – Musas Pin Up
As pin ups marcaram seu pontinho em nosso ranking com a loiraça Lili St. Cyr. Tava estranhando a pouca quantidade de mulépelada entre os posts mais acessados…

6) Game – Os Pedrero: O motoqueiro doido
Olha, só! Um dos games punks que publicamos toda quarta-feira caiu no gosto dos jovens transviados que acessam esta espelunca.

7)Dos heróis de hoje – Poesia
Teve até espaço pro momento sarau com uma poesia dedicada às celebridades B

8) Novo trailer de Machete: Trejo estripa todo mundo e ganha presentinho no final
Rá! E o filme mais esperado e sanguinolento do ano deixou uma pilha de mortos no caminho pra chegar ao nosso Olimpo.

9) Vilãs mais sexy – Top 5
Hum… Vocês curtem mulheres más?

E aí? Você prefere a Mulher Gato versão Michelle Pfeiffer ou...

10) Eduardo Belga – Ilustrações
E pra fechar os destaques de agosto, as mórbidas ilustrações de Eduardo Belga.

ZAP Comix – Robert Crumb, Gilbert Shelton e outros

Ele (Crumb falou com todo mundo , e teve culhões para fazer esse gibis. Reinventou o gibi. Ele tomou isso como outros de sua geração tomaram a música. Existem poucas pessoas que você pode dizer que literalmente se tornaram o ponto de partida para todo um mundo. Crumb teve a grande visão, a visão ardente”. Bill Griffith, colaborador da Zap Comix!

Capa da edição brasileira da Zap Comix

 

Os beats já eram homens maduros quando o Flower Power explodiu no final dos loucos anos 60. Os hippies ainda eram muito ingênuos pra escrever seus livros na mesma época. Enquanto Jimi Hendrix tacava fogo na guitarra, Timothy Leary pregava a expansão da mente através do LSD e Zé Celso revolucionava o teatro no Oficina, quem escrevia a literatura daquela geração desbundada? Os livros eram o registro em papel daqueles ecos lisérgicos?

Não. A literatura não era apenas a poesia dos velhos (e bons) beats. Ela era composta pelas resenhas musicais de caras como Lester Bangs e pelos rabiscos malucos de quadrinistas underground como o gênio Robert Crumb. Crumb era só um desenhista de cartões postais, vindo de uma família desajustada e com gosto por músicas e roupas antigas, quando começou a fazer seus primeiros quadrinhos. Não é o tipo de gente que você imagina que seria chamado para desenhar a clássica capa de “Cheap Thrills” da Janis e que depois se negaria a desenhar uma para os Stones. Mas lá vai nosso nerd, vindo de Cleveland para desenhar sozinho o número zero da Zap Comix. As ruas da Califórnias estavam prontas para aquele petardo? Bom, acontece que o cara que deveria imprimir a ZAP sumiu do mapa com os originais e lá foi Crumb desenhar a edição número 1 inteira, sozinho novamente, e revolucionar a indústria dos quadrinhos. Desde a Mad original não se via tamanha afronta. Sexo, drogas, nonsense, gírias. Tudo fazendo rir. Críticas sociais, morais, e culturais que vinham em formato de humor sacana e barato. Edições tiradas em impressoras off set baratas que estavam revolucionando a indústria. E distribuídas inicialmente no carrinho de bebê da mulher de Crumb.

Começo da polêmica e incestuosa HQ "Joe Blow"

E outros artistas foram se unindo a Crumb. Cada um representando uma subcultura. Spain Rodriguez (operário membro de uma gnague latina), Rick Griffin (surfista e ilustrador), Robertt Williams (marginalzinho e aspirante a artista), Victor Moscoso (espanhol que já tinha experiência na indústria de HQs), Gilbert Shelton (dividia o tempo entre uma gangue de motoqueiros e uma revista underground), Siclay Wilson (cursava Belas Artes e servia o exército a contragosto). Aos poucos aquela gangue de surfistas, hippies, latinos e freakies ia ligando suas histórias na tomada e eletrocutando os leitores. A Zap não tinha periodicidade fixa, mas vendia surpreendentemente bem. Dizia-se até que ela iria matar Super-Homem e Cia.

Crumb, o gênio tarado

A coletânea publicada no Brasil pela Conrad reúne 14 números publicados entre 1967 e 1998. É um delicioso aperitivo para quem quer se introduzir no mundo da ZAP. Conta ainda com uma primorosa introdução escrita por Rogério de Campos, o homem por trás da Conrad. E uma experiência inspiradora de produção independente que ajudou a subverter e transformar a indústria que a rodeava.

Zap foi o start. Mas a coisa teria acontecido mesmo sem o Crumb, porque todos os artistas underground estavam caminhando nessa direção – Griffin, Mouse, Kelley, eu no sul da Califórnia, Gilbert Shelton. Havia um grande ódio contra a autoridade e o governo, e os quadrinhos eram uma tremenda forma de expressão”, Robert Williams.

Leia também:
-Chiclete com Banana: Angeli cria um hit underground dos quadrinhos
-Ódio:  Versão HQ do grunge

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