Documentário “Do underground ao emo” conta a história do hardcore brasileiro dos anos 90

Enquanto o documentário “Hardcore 90 – Uma história oral” não fica pronto, você pode se divertir com “Do underground ao Emo”, dirigido por Daniel Ferro. O documentário retrata a cena do hardcore brasileiro (principalmente melódico) dos anos 90 aos 2000 – finalizando com o apogeu das bandas emo como Fresno e NXZero.

Veja também:
-Bad Brains ao vivo
-Ouça o pré-punk do Mc5

A banda Thee Butchers Orchestra fala sobre shows “roubada”, influências roqueiras e a falta de informação da imprensa nacional, em entrevista de 2003

Em 10 de outubro de 2003, os discípulos de Elvis (e estudantes de Jornalismo na Unesp) Renato Bueno, Marcelo “Pirajuí” Daniel e Luiz Galano foram conferir o Thee Butchers Orchestra no Audiogalaxy, em Bauru, e voltaram com essa entrevista para meu extinto zine impresso Kaos e pro site Watchtower, do amigo Eduardo “Lucio” Carli de Moraes. Reproduzo aqui a versão editada do papo com Adriano Cintra, Marco Butcher e Jonas, que foi publicada no Kaos.

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Butchers em Bauru, foto de Renato Bueno

Pirajuí:  Mainstream e alternativo. Como é que é? Vocês chegam a se incluir numa dessas ou vocês não estão nem aí pra essa etiquetas…
MARCO – Não existe isso, mainstream ou alternativo. Se você é independente você é independente, se você é mainstream você é mainstream. Não tem essa. Sei lá, cara, eu sou da opinião que aqui não existe muito essa coisa de independente. Ser independente é uma condição, não é opção. A maioria das pessoas, pelo menos, pensa assim: ser independente quando você não pode mamar na teta, que nem todo mundo. Se você puder, você ah…. então tá, que você é rockstar. Essa não é a nossa.
ADRIANO – Se te pagarem você começa a cantar em português, faz música com samba-rock, rapcore e zabumba.
MARCO – Essa não é a nossa, cara. A gente tem a nossa própria gravadora, a gente mesmo grava os nossos discos, a gente mesmo faz as nossas capas, a gente não depende de ninguém, cara. A gente é totalmente independente mesmo, a gente faz, a gente é uma família, cada um fazendo a sua parte a coisa funciona, sabe? A coisa do passo-a-passo.

Pirajuí – Já que nós tamos na seção de perguntas chatas, né… E a comparação com o Jon Spencer, anda recebendo muito?

MARCO – Cara,eu acho que é interessante porque, assim, meu, apesar de não achar que o som é parecido, prefiro ser comparado ao Jon Spencer do que sei lá, entendeu, cara, Tom Zé ou qualquer porra que o valha.
ADRIANO – Guns n’ Roses.
MARCO – É, Guns n’ Roses. Eu só acho que isso é falta de referência, assim, entendeu? É complicado. Você tem uma escola de bandas que fazem um determinado tipo de som, sei lá, X. Tem as bandas de hardcore que só cantam em francês, tem quinhentas mil. Só que dessas quinhentas mil, uma faz videoclipe, uma aparece. Aí aparece uma outra e essa outra é igual a essa, porque essa aqui é a antena, cara, é a referência.

Pirajuí – … pela obrigatoriedade da crítica tá sempre colocando…

MARCO – Eu acho que as pessoas que falam sobre música deveriam se informar melhor.
JONAS – … tá escrevendo, tem que citar alguém que o povo conheça e fale “ah, tá, então deve ser assim”. Aí eles acham mais fácil, porque o formato de duas guitarras é o mesmo, então eles falam “ah, vamos dizer que é isso, que pelo menos vão falar Jon Spencer eu conheço”.
MARCO – Não adianta ficar aqui, Hound Dog Taylor, que é um blues negro, de 38, o cara tocava duas guitarra, com batera, não vai adiantar picas, ninguém sabe quem é Hound Dog Taylor. Eu sei, você sabe, ele e mais uns dez, entendeu? Então é o caminho mais fácil, sacou? Mas hoje em dia nós não somos mais comparados com eles, nós somos comparados com os White Stripes, que é mais engraçado.

Renato – Não tem baixo já é uma…

MARCO – Pô, The Doors não tinha baixo, Led Zepellin gravou uma porrada de coisa sem baixo…. The Cramps… só foi ter baixo depois de 12 anos de banda…

Pirajuí – Fica aquela mágoa, né? Tem algum sindicato dos baixistas…
MARCO – O Brasil sofre de uma carência de revistas especializadas que possam…
ADRIANO – … de jornalistas, né? … preguiçoso…
MARCO – Porque os caras ganham bem, entendeu? Os caras precisam parar de pegar os discos que eles ganham e trocar por cocaína na galeria e ouvir a porra de fato… antes de sair falando merda.

Pirajuí – E de revista nacional? Já que você citou a questão da imprensa, o que vocês acompanham, do que que vocês gostam?
ADRIANO – Olha, ano passado, teve um jornalista da Folha, chama Thiago Ney. Chamou a gente, falou que ele gostava da gente, que ele queria fazer uma entrevista nossa, ia colocar na capa da Ilustrada. Daí ele levou a gente prum… você (Marco) não foi, era eu e o Rodrigo, o sorveteiro crente. Ele levou a gente prum restaurante mexicano, a gente ficou conversando até quatro horas da manhã, o cara gravou cinco fitas, falou “ah, vai ser ducaralho. Vai sair dia tal”. Aí dia tal a gente comprou o jornal, tinha o quê na capa? Jon Spencer na capa. Tinha o Jon Spencer na capa, com um disco que já tinha lançado fazia um ano, foi o Lucio Ribeiro que assinou. Aí, depois, o cara ligou, falou “não, vai sair depois, mas não vai mais ser capa, vai ser contra-capa”. Falei “ah, beleza, né?”. Fomos lá, num saiu. Daí passou duas semanas, ele ligou falou “vai ser amanhã”. A gente comprou, saiu tipo assim uma notinha, tipo desse tamanho, tipo dentro de uma outra reportagem que falava nem sei o quê.
MARCO – Acho que do Objeto Amarelo…
ADRIANO – É, é, saiu alguma coisa dos independentes, daí a gente foi citado numa matéria do Objeto Amarelo. Daí o cara virou e falou assim “Ah, é que tem uma pessoa lá dentro da ilustrada que boicotou vocês”.
JONAS – Pra imprensa grande assim, de Folha de São Paulo, de jornal, é muito mais fácil falar de bandas gringas e lançamentos da última semana, que ninguém vai ver o show, entendeu?, ninguém vai saber. O cara tem o papel de falar o que tá aparecendo e ninguém vai ver, ninguém vai julgar se ele falou ou não. O cara não tem a manha de ir no show do Butchers… o Lucio Ribeiro ia…

Pirajuí – E grana, Marco, rola?
MARCO – Não… não. Rola o suficiente pra gente fazer a manutenção da banda, assim.

Renato – Se der pra vocês continuarem do jeito que tá: vocês fazendo, fazendo disco, produzindo, tocando, dando pra levar…
MARCO – Claro… eu não sei, eu tô falando por mim…
ADRIANO – Não, lógico! Por mim eu continuo fazendo isso o resto da vida. Entendeu? Porque eu não faço isso pra ganhar dinheiro, eu faço porque eu gosto de fazer.
MARCO – Sei lá, acho que é meio… sacal  você pensar que uma coisa só toma 100% do seu tempo. Acho que você precisa ter tempo pra sair com a sua mina, você precisa ter tempo pra dar um rolê com os seus cachorros, sabe? Acho que o cidadão normal precisa sair na rua sem uma pá de pentelho “aaaiii, ele é lindo!!”…

Marco Butcher tietado por Janis Joplin em Bauru. Foto de Renato Bueno


Renato – Vocês já foram lançados lá fora, em coletânea ou coisa assim?
ADRIANO – A gente tem um EP lançado pela Estrus, o EP tem três músicas, foi lançado o ano passado e e esse ano saiu, por uma gravadora de Detroit, uma versão dos nossos dois primeiros cds copilados num só.
MARCO – Esse ano sai um disco nosso na Argentina, também, a gente saiu numa coletânea em Barcelona, por um selo chamado Butterfly Records, que é especializado em 7 polegadas, só vinilzinho, compactinho… desde a década de 60, super tradicional. Acho que é um dos selos mais antigos da Espanha, assim..
ADRIANO – É, e tem um pirata nosso no Japão. Um dia eu tava andando na Galeria, chegou um japonês assim “ô, você é do Butchers, né?”, eu falei “sou”. “É, meu irmão mora em Nagoya, ele tava lá num clube, tocou uma música de vocês, ele falou que conhecia, foi ver…”. Tinha o nosso primeiro CD, só que com a capa xerocada e tudo escrito em japonês.

Pirajuí – E a pirataria, como vocês encaram? Já emendando com internet..
.
MARCO – Eu quero que se foda, eu quero ver minha música rodando.
JONAS – Nossos discos não são caros, entendeu? Se o nego ouviu as músicas, ele gostou, ele vai comprar porque, porra, custa 15 pau a porra do CD. A gente não vai querer arrancar dinheiro de ninguém, vender por 50, fudeu porque… perdeu pro MP3. O cara pode ouvir quanto ele quiser, se ele precisar do cdzinho, quinze mangos ele comprou, acabou, sabe? Mais barato que uma camiseta de surf, sabe?
MARCO – É, mais barato que uma camiseta de surf, cara, nosso CD.

Pirajuí – E da galera que toca, assim, quem são os amigos? Só pra gente contextualizar, assim, quem é a galera que vocês convivem?
MARCO – Cara, todas as bandas… de São Paulo. Forgotten Boys, Borderlinerz, Polara… Cara, a gente já tocou com todo tipo de banda…
ADRIANO – A música que a gente faz não tem um nicho… a gente não é garagem, a gente não é hard rock… A gente foi tocar no Hangar pruns molequinho fã de emocore… foi muito legal. Tocamos pra mil e duzentas pessoas que curtem emo em português, assim… E é legal, aí a gente vai lá e toca pros punks…
MARCO – Cara, acho que foi a sensação mais próxima que eu já tive na minha vida de vislumbrar o que foi ser um Beatle. Quando eu entrei no palco, vi aquele monte de gente muito novinha: “AAAAAAAHHHHHHHHHH!!!!!!” Eu falei “gente do céu! Onde eu vim parar?”. As meninas assim “Ai, depois do show vamos tirar foto junto…”. Legal! Super…

Butchers tocando “Break It” no programa Musikaos (TV Cultura)

Pirajuí – Nunca rolou aquele erro total? Marcaram um show, vocês viram era um churrasco…
ADRIANO – Ontem, por exemplo, teve festa da 89. Pô, “ducaralho”, a 89 chamar uma banda tipo o Butchers pra tocar… Só que era num lugar que tem show do Zeca Pagodinho e do Jair Rodrigues, assim.
MARCO – Não é o tipo de lugar que é usual as pessoas do rock irem.
ADRIANO – Daí o lugar é gigantesco, parece o Olímpia. Mano, a gente tocou um show de merda. Custava vinte reais pra entrar no lugar… Tinha 100 pessoas, mas parecia que tinha 5. Porque era muito grande, assim. Então você olhava o salão, você via assim as pessoas…Todo mundo meio constrangido…
MARCO – Parecia que a festa não tinha começado…
ADRIANO – A gente não tem como virar mainstream. O nosso mainstream é isso aqui (show no Audiogalaxy). Não dá pra abrir o show do Los Hermanos no Palace, sabe?

Pirajuí – No ritmo que tá, então, o Butchers continua ainda por muito tempo?

MARCO – Não sei, cara, essa é uma pergunta impossível de responder. Eu espero que sim. Por enquanto a gente tá ótimo, mas tem que estar assim pra coisa funcionar, entendeu? É diversão mesmo… Tesão. Se um dia isso acabar, acho que a banda, obviamente, vai acabar se desmanchando. Sei lá, agora que a gente tá achando o nosso som, sacou? Essa é que é a real.

Jonas na bateria, Marco coçando o nariz e Adriano Cintra à direita. Foto: Renato Bueno

Pirajuí – E pra terminar, queria que a banda se juntasse pra escolher os cinco mais. Assim, de supetão.
ADRIANO – “Marquee Moon”, do Television. “Diamond Dogs” do David Bowie. Vai, já dei dois…
MARCO – John Lee Hooker, “Back to America”. “All Nights”…. é, como é que é… O primeiro do Ike Turner com a Tina Turner…
ADRIANO – “Stick Fingers”, dos Stones…
MARCO – “Right Now”, do Pussy Galore.
ADRIANO – “Love Corpse”, do Pussy Galore.
MARCO – Puta… o segundo dos MC5… como é que é? “Back in USA”.
JONAS – “Blank Generation”, do Richard Hell. “Express Yourself”, do Charles Wright. Eu tinha pensado em um muito bom…” A Divina Comédia, dos Mutantes”… e eu tinha pensado em um muito bom que tá faltando pra terminar… é “Popular Favourite”, do Oblivians.

Pussy Galore tocando “Dick Johnson” do disco “Right Now”

Em entrevista, a banda Forgotten Boys fala sobre influências musicais, drogas e… política

Posso dizer que fui um jovem jornalista sortudo. Consegui entrevistar vários dos meus ídolos juvenis ainda na faculdade. A maioria por email, é verdade, mas no caso do Forgotten Boys pude falar com os caras pessoalmente também, na segunda vez que a banda tocou em Bauru. Eles eram uma mistura de Iggy Pop, Guns n’ Roses, Ramones e eram bons. Era alto, sujo e não parecia em nada com Tihuana e CPM que bombavam nas rádios. Essa entrevista é de 2003, época em que o quarteto tinha acabado de gravar o “Gimme More”, Chuck tinha passado pra guitarra e Fralda(ex-RDP) assumia o baixo. A fase que os caras deixaram o “estrelato do quartinho” para se tornarem uma promessa do rock tupiniquim. E meu fanzine daqueles tempos, o KAOS,  falou com o guitarrista Chuck Hipolito.

***

Chuck e Gustavo do Forgotten Boys

1. Primeiro de tudo eu gostaria que vocês falassem sobre a entrada do Fralda na banda.
Como foi que rolou? Ele ainda está com o Ratos?
Ele ainda esta com o Ratos, mas eles estão, digamos… De ‘férias’… Ele toca baixo mesmo, e eu estou tocando a segunda guitarra.

2. O que vocês acham da cena brasileira hoje em dia? Tem alguma banda com a qual o Forgotten Boys se identifica?

A gente se identifica de alguma maneira com o (Thee) Butcher’s (Orchestra) por causa do rock básico. A gente gosta muito deles, mas também tem outras como o Hurtmold, o Againe e o próprio Ratos de Porão. São as melhores de hoje em dia. Esqueça o que toca na rádio.

3. O que vocês têm ouvido ultimamente? 
Cheap Trick, Rolling Stones, Ramones, AC/DC, Ratos, Hellacopters, Red Hot Chili Peppers…

4. Com a entrada do Flavio no lugar do Arthur(Franquini, fundador da banda) na bateria,houve alguma mudança no som? Vocês acham que o Forgotten está se afastando do punk rock e caminhando pro hard rock?
Em primeiro lugar a gente nunca foi punk, e a gente ta indo para o lado que a gente quer mesmo, o hard rock… O Flavio claro que deu uma bela mudada, e para melhor. Ele é um dos melhores bateristas de rock do Brasil e é o melhor que existe para a gente.

5. Certa vez eu li numa entrevista do Chuck, acho que foi na Rock Press, que o RDP era a melhor banda nacional. Vocês concordam?
Claro, mas eu também amo os Paralamas do Sucesso, e de mais uma que eu não me lembro.
Ninguém sabe, mas o Ratos é umas das mais importantes bandas daqui, se não a mais de todas, ao lado do Sepultura.

6. Daria pra vocês listarem alguns cds pro moleque que está interessado nesse tipo de som(fusão de hard rock e punk) que vocês fazem?
“ LAMF” – Johnny Thunders and the Heartbreakers
“Apetitte for destruction” – Guns ‘n’ Roses
“End of the century” – Ramones
“Ace of Spades” – Motörhead
A lista é longa…

Assista ao clipe de “Babylon” do split do Forgotten Boys com o Killer Dolls

7. Quais são as diferenças desse novo cd do Forgotten(Gimme More)? Como vocês definiriam o som?
A gente toca rock pauleira. É isso… Estamos soando mais hard rock agora, mas, mais pop também, de um lado bom.

8. Vocês tem alguma posição política? Votam?
Votamos, mas temos o básico para não fazer merda. Se todo mundo tivesse pelo menos o básico, seria tudo muito melhor. Não misturamos política com música, nem saberíamos fazer isso. Para política tem que ir para a escola e estudar história.

9. Alguma vez vocês consideraram cantar em português? Acham que se o fizessem poderiam ter estourado nacionalmente?
Acho que sim, concordamos. Já consideramos sim, e temos algumas músicas de fato, versões em português de umas que já existem… Quem sabe.
[A partir do disco seguinte “S.T.A.N.D by the dance”, a banda passaria a sempre gravar algumas músicas em português.]

10. Sobre o estilo da banda: Tem toda uma cena estourando agora,principalmente na Suécia, com bandas que tem a proposta de fundir punk setentista com rock ‘n’roll. Os caras foram uma influência pra vocês ou são mais contemporâneos? O fato de a maioria do público undeground no Brasil curtir hc melódico ou metal acaba prejudicando a banda?
Não fazemos som para público nenhum, fazemos para a gente. Acho que quem se prejudica gostando desse tipo de som, é o próprio publico… Tem muito mais coisa legal e de verdade rolando nesse lado de rock que você citou, mas também gosto de algumas coisas adolescentes como hardcore melódico, mas em geral, não tenho a mínima paciência. E, sim, tudo mudou na nosso vida depois de ver um vídeo ao vivo dos Hellacopters. É isso!

Forgotten Boys tocam “Can You Love?”, em 2001, no programa Musikaos da TV Cultura


11. Qual o tipo de público que vai ao show do Forgotten Boys?
Cara, todo mundo… Acho que não tem um tipo especifico, mas teve uma época em que a maioria era meninas. Era engraçado.

12. Agora as rapidinhas,o que vocês pensam a respeito de :
MTV – É a única que temos.
Mötlei Crue e Guns n’Roses – Básicos.
Drogas – Hum… Sim.
Rock Nacional. – Teve muita coisa boa, mas hoje em dia ta deprê.

13. Vale a pena fazer rock n’roll no Brasil? Que mensagem vocês tem pra garotada que está começando a tocar agora? 
Cara, vale a pena tocar rock em qualquer lugar do mundo, as pessoas deveriam saber disso.
Entrem no nosso site para mais informações, para poder comprar o disco e para ficarem em contato.
www.forgottenboys.com.br

Em breve a gente volta para Bauru, foi um dos nossos melhores shows.

Um abraço!!!!

Chuck Hipolito, o guitarrista gente boa que nos deu a entrevista

Dez perguntas que a Barra Funda Fighters sempre quis responder, mas ninguém tinha coragem de perguntar

Barra Funda Fighters, o mito, a lenda, a banda instrumental que faz piada em títulos e entrevistas de blogs punks. Estreando nossa seção (X perguntas que a banda X sempre quis responder, mas ninguém teve coragem de perguntar) em que as próprias bandas se entrevistam, o trio paulistano selecionou as 10 perguntas que sempre quiserem responder e saracotearam a valer em suas respostas. Duvida? Lê aí!

PS: Próximo show dos manos
Quando: Sábado dia 22/10, a partir das 16h
Onde: Cerveja Azul (Praça Ciro Pontes, 26, próximo a Universidade São Judas – Mooca), Quanto: Dez real! Os dez primeiros que mandarem e-mail pra barrafundafighters@gmail.com querendo comprar o ingresso, ganham uma camiseta da banda.

-Leia mais entrevistas rock ‘n’ roll

PB: Vamos começar esclarecendo o nome da banda. O “Fighters” vem do fato de vocês  serem arruaceiros e maus elementos, que arrumam briga aonde quer que vão?
Marco: Quero que se foda quem pensa assim. Se eu catar quem vem falando essas
merdas, enfio uma tesoura cega no @#. Se um dia alguém apanhou da gente foi por
motivos justos, tipo mexer com a namorada, olhar torto ou falar mal do nosso som em
qualquer aspecto. De resto, somos tranquilos.
Vinny: Tem “Fighters” no nome?
Bernardo: Antigamente chamava-se Bernardo’s Trio Band, mas…

PB: OK. E quem da banda mora na Barra Funda?
Marco: Sua vó, filho duma %*$&.
Vinny: É só brincadeira, Bagual! Na banda tem gaúcho, carioca, cearense, goiano
e argentino. Às vezes, enxergo alguns romenos no palco também, mas só quando
misturo mate no absinto.

PB: Cite as influências estético-musicais da banda.
Vinny: Bah! Heineken e Sur Cabernet 750 ml, principalmente…
Marco: Com um pouco de 8-bit.
Bernardo: E jazz fusion, claro!

PB: Quando o vocalista de vocês vai voltar?
Marco: A banda é instrumental, palhaço. Tá querendo engolir esse gravadorzinho de
merda?
Bernardo: Tínhamos um vocalista, mas ele dominava muito a atenção da plateia.
Preciso evidenciar o timbre abstrato-virtuoso do guitarrista misterioso em primeiro
plano (pausa). Chutei ele da banda.

PB: Ouvi dizer que vocês procuram outros músicos para participações em músicas e shows. Se eu quiser tocar com a Barra Funda Fighters, como devo proceder?
Bernardo: Antes de mais nada, deve ser um músico virtuoso e que tenha pelo menos
65% da discografia do Malmsteen. Depois, precisa obedecer todas as minhas ordens
e seguir à risca meu ideal do que é bom ou ruim, musicalmente e filosoficamente
falando.
Marco: Ou a pessoa também pode mandar um e-mail pra
barrafundafighters@gmail.com, ou conversar com a gente num show…

PB: Gostaria de saber como vocês nomeiam suas músicas, já que é instrumental. Por exemplo, por que aquela música se chama União Soviética II?
Marco: Essa iria se chamar punheti–
Bernardo: Todas as músicas têm um conceito do qual desenvolvemos os arranjos
e melodias. No caso de União Soviética II é uma reflexão sobre o sublime ideal
comunista, marcado pela guitarra inicial, a revolução e o declínio, as 3 partes da
música. Elas se repetem para marcar um possível surgimento de um outro bloco
socialista, tudo abraçado pela ideia do Eterno Retorno de Nietzsche.

PB: Certo! Um sonho?
Bernardo: Levar a todo planeta a verdadeira música instrumental-rock, claro.
Infelizmente para a população mundial, somos a única banda viva que carrega essa
bandeira e tem a competência necessária pra realizar tal missão, que pode ser
comparada à busca de sir Lancelot pelo Cálice Sagrado.
Marco: Sexo, drogas e rock’n’roll.
Vinny: Drogas? Onde?!

PB: Vocês possuem algum material gravado, disco, EP?
Marco: Ainda não. Mas estamos nos preparando para gravar algumas músicas em
estúdio, com a produção de um amigo nosso, Gabriel Gonzo, que tem uma banda de
reggae, mas tem hardcore na veia.
Bernardo: No começo da banda gravávamos vídeos dos ensaios para postar no
mySpace da banda, sendo
o único material gravado. Paramos por falta de tempo. Mas, a pedido dos milhares de
fãs, iremos retomar.

PB: Vocês possuem algum projeto paralelo?
Vinny: Bah! Claro, eu toco guitarra.
Marco: Eu estou aprendendo bateria com o Rock Band.
Bernardo: Fico com o baixo, mas toco qualquer instrumento que me for apresentado.
Até mesmo inventei alguns… O resultado é nosso projeto paralelo. Geraldo98, talvez.

PB: Barra Funda Fighters em poucas palavras.
Bernardo: Bernardo.
Marco: Soco na sua cara.
Vinny: Drinks grátis!

-Conheça a antiga banda do Bernardo, os infames CUECAS ROSAS
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