>Trabalhando de Madrugada

>Cheguei mais tarde, tudo bem. Mas já ameaço bater minha 15ª hora de trabalho às 4 da manhã. Em três anos trabalhando com internet é minha terceira virada de site. Nas primeiras fiquei até tomar café da manhã e ainda voltei pra trabalhar.

Isso que da estudar… Fui ser jonalista!

>Correria

>Trampo novo lá na www.abril.com.br ta tão corrido que eu não to nem tendo tempo de postar aqui no brog. Fica aí o postzinho com as cenas deletadas do filme The Warriors. Amanhã procuro mais coisas legais pra colocar aqui.

>Num estranho lugar, mora meu eu

>Numa prisão de carne e osso
Um anatômico poço
Um saco de átomos e pêlos
Difícil descreve-lo
Não há espaço pras minhas asas compridas
Ficam todas minhas extremidades retorcidas
As pessoas que vêem, acham comuns meus grilhões
Estão eles também dentro de sufocantes prisões
Quando ando na rua a claustrofobia me toma
Penso em cair, libertar minha forma
Quando passa o pânico sou outra pessoa
No espelho a carapaça parece ser coisa boa
Sem ar eu acordo, quando consigo dormir
E pergunto porque as asas tem que existir
Preferia ser outro, feliz na prisão
E não ter os vermes chafurdando o coração

Um dia, se ninguém meu salvar,
Tomarei coragem de me libertar…

>A saga do apartamento perfeito

>Procurar apartamento é um saco. Não gosto da burocracia, não gosto de bater perna pela cidade, odeio depender do(s) outro(s) para ser(em) meu(s) fiadore(s). Pinheiros está cada vez mais caro e raro de achar apartamentos. Mas continua sendo um bairro superbem(ou super-bem?) localizado e simpático.

As coisas só pioram quando a imobiliária entra em jogo, aquele bando de múmias nascidas antes da segunda guerra mundial ter acabado te tratam como se fosse moleque (e não caveira). Ainda mais se você tem brinco e barba como eu.

Chegamos(eu e minha namorada) ontem pra pegar o contrato e o senhor(senhor o caralho: o VÉIO) dono da imobiliária ficou putinho porque dissemos que só íamos poder entregar o contrato assinado na segunda. E que não, não íamos pagar pelos dias em que não vivemos no apartamento…

Tá! Esse texto ficou confuso pacas, mas é que passaram das três da manhã e eu precisava xingar… Depois explico melhor. Mas a primeira frase ainda vale: procurar apartamento é um saco.

>Lado feminino

>“Que pessoinha estranha”, ela pensou olhando para o corpo que babava ao seu lado. “Preciso escolher melhor meus fins de noite, não dá pra ficar fazendo caridade com qualquer looser que cruza meu caminho às cinco da manhã”. Ela não namorava. Nunca. Tinha um repelente natural para relacionamentos duradouros. Tinha tentado uma vez aos 18, mas não durou mais de dois meses. Em outros casos teve vontade, mas o cara não. Outras vezes o cara teve vontade, mas ela não queria alguém por comodismo. Queria alguém que virasse sua cabeça, se não fosse assim era melhor nem ser. Esperou o magrelo acordar. Era realmente bem magro, tinha bigodinho ralo, os óculos estavam no criado mudo ao lado da cama, alguns pelos perdidos pelas costas e peito, algumas marcas de espinha sobreviveram a adolescência. Acordou beijando-a e abraçando-a. “Nem pensar, filhinho, já fiz minha boa ação ontem”, pensou virando-se de lado. O magrelo foi até o banheiro, bochechou com pasta de dente e voltou à investida. “Não você não está entendendo, o problema não é seu bafo matinal, o problema é você inteiro”. Se falasse tudo que pensava ia se livrar bem mais rápido dos tipinhos como o tal Marcos:
_Olha querido, a noite foi ótima, mas minha mãe está pra chegar daqui a meia-hora. Se você quiser a gente pode almoçar junto. Mas você vai ter que dizer pra velha que é evangélico. Ela é extremamente religiosa. Ah, e vai ter que fingir que é um amigo fazendo uma visitinha matinal. Depois quando a gente começar a namorar….

Nem precisou mentir mais, o cara lembrou-se de uma hora pra outra que tinha “um jogo de futebol com o pessoal do trabalho” e se mandou.
_Pô, hoje é domingo? Que pena! Mas me liga que eu venho almoçar ai, algum dia…
“Ta bom, ta bom, vai embora vai Marcos, não é todo dia que você tem a sorte de dormir com uma mulher bem resolvida, gostosa e madura como eu”. Tinha 27 anos, dois gatos e uns quilinhos a mais. Odiava academia, mas uma vez por ano se inscrevia e começava a freqüentar as aulas. Só fazia bicicleta e esteira. Odiava papo de maromba, colocava os fones do I-Pod na orelha, levava um bom livro, beijos e tchau. Ai de quem viesse puxar assunto com ela. Uma vez o instrutor tentou:
_Lendo na bicicleta? Essa é nova…
_É?_ e continuou a leitura.
Aí passavam dois, três meses, e ela desistia. Nunca tinha sido boa com esportes. Educação física era a tortura mor na escola. As únicas atividades físicas que mereciam sua atenção eram: dançar e transar. Não que transasse muito. Gostaria de fazer mais sexo, se arrumasse um parceiro fixo. Aliás, dos 24 aos 26 fizera uma “greve de sexo” de dois anos. O príncipe encantado não apareceu e ela foi obrigada a voltar a ativa com medo da máxima que o professor de biologia pregava: “O que você não usa atrofia”.

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