7 documentários legais sobre rock n’ roll

-Mais artigos interessantes sobre música

A ideia dessa listinha surgiu porque ando interessado em assistir mais coisas legais sobre o velho, sujo e safado rock ‘n’ roll (depois de terminar a caixa de DVDs “Anthology” dos Beatles) e tenho encontrado poucas listinhas na rede. Talvez, essa ajude quem está começando e quem já estiver jogando no very hard pode deixar dicas de filmes legais ai embaixo nos comentários.

1)”No Direction Home”, de Martin Scorcese. Artista: Bob Dylan
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Um dos mais elogiados retratos do poeta-que-eletrificou-o-folk foi filmado pelo diretor de “Taxi Driver” e “Touro Indomável”. Foca no período entre 1961 e 1966, do começo acústico do cantor até sua fase “judas”, quando aderiu a guitarra.

2) “Anthology”, de Bob Smeaton. Artista: The Beatles
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Meio chapa branca, por ter sido produzido pelos Beatles, o documentário reúne Paul, Ringo e George para lembrar o passado, revelar curiosidades e gravar duas músicas novas. Feito originalmente para televisão reúne um impressionante material histórico, inclusive dos tempos em que, no lugar de Ringo, reinava Peter Best.

3) “End Of The Century”, de Jim Fields e Michael Gramaglia. Artista: Ramones.
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“1, 2, 3, 4!” Drogas, michê, brigas por causa de mulher: o caos que era a vida dos Ramones em um documentário cru e direto, como o som do quarteto de Nova York.

4) “Botinada”, de Gastão Moreira. Artista: Punk Rock Nacional.
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Tiozinhos punks relembram como os 3 acordes chegaram ao Brasil no final dos anos 70, os festivais, as tretas, tudo coberto por imagens históricas da época e coberto pelo rock nervoso que se fazia no subúrbio operário tupiniquim.
Assista ao trailer aqui.

5) “Hype”, de Doug Pray Artista: Bandas grunge
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A Seattle prestes a explodir em forma de grunge é mostrada, no documentário de Doug Pray, como um cenário habitada por moleques de camisa xadrez que formariam bandas esquecidas na história e outros moleques de camisa de lenhador que acabariam formando Nirvana, Pearl Jam, Mudhoney e Soundgarden.

6) “Lóki – Arnaldo Baptista”, de Paulo Henrique Fontenelle Artista: Arnaldo Baptista
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Produzido pelo Canal Brasil, o premiado longa procura jogar luz sobre a névoa que envolve a carreira do mutante Arnaldo Baptista. Da cabeça do maior grupo de rock brasileiro, passando pela internação em um hospital psiquiátrico -de onde caiu do oitavo andar – a história cheia de reviravoltas do gênio é mostrada até a reunião dos Mutantes originais.

7) “Guidable – A verdadeira história do Ratos de Porão”, de Fernando Rick e Marcelo Apezzato. Artista: Ratos de Porão
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Fazendo jus à imagem suja e agressiva da banda de João Gordo, “Guidable” não poupa o espectador de cenas de consumo de drogas, nem poupa o RDP de explicar brigas e tensões que fizeram os caras mudarem diversas vezes de formação.

Documentários que o Punk Brega ainda tem quer ver:

-“Gimme Shelter”, sobre os Stones
-“Some Kind of Monster”, sobre o Metallica
-“Shine a Light”, também sobre os Stones
-“A vida até parece uma festa”, sobres os Titãs

E pra quem curte a cena indie brasileira:
– “Música de trabalho”
-“Erga-Te” – Graforréia Xilarmônica

Documentário “AfroPunk” retrata participação dos negros no punk rock

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Apesar do rock n’ roll ter sido criado por negros como Chuck Berry e Little Richards que aceleraram e eletrificaram o blues, aos poucos o gênero foi absorvido pelo mainstream caucasiano ao ponto de ter virado para muitos “coisa de branco”. Negros fazendo rock eram uma “excentricidade”, mesmo com gênios como Jimi Hendrix destoando da fórmula.

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Quando surgiu nos anos 70, o punk rock – apesar do discurso anti-sistema – era basicamente branco (com uma pequena exceção para Pat Smear do Germs que depois tocou no Foo Fighters e no Nirvana). A coisa mudou (um poquinho) nos anos 80 com a lenda do hardcore Bad Brains, formada completamente por negros, Jean Beauvoir do Plasmatics e D.H. Peligro na batera dos Dead Kennedys.

Assista ao documentário “AfroPunk” completo (sem legendas)

O ótimo documentário “Afro-Punks” (que você pode assistir acima) debate o tema de maneira sensível e crítica. Ele acompanha 4 jovens punks negros e mescla cenas de suas vidas com depoimentos de músicos de grandes bandas (como Dead Kennedys, TV on the Radio, Fishbone,  Cro-Mags, entre outras) e performances ao vivo que vão de Bad Brains aos “novatos” do Cipher. A ideia aqui não é contar uma história “cronológica”, nem mostrar músicos comentando como seus discos foram compostos; o buraco é mais embaixo e o filme acabou se transformando em um movimento “Afro-Punk“, que envolve desde um site legal até um festival anual com bandas que incluem afro-descendentes em seus line ups.

Os punks (e roqueiros negros) do Brasil
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Da esquerda pra direita: Clemente dos Inocentes, Gritando HC, Clemente e Renato Rocha a frente da Legião Urbana

O documentário me fez pensar em como temos proporcionalmente menos negros no punk (e no rock em geral) brasileiro. Nos anos 80 basicamente só os Inocentes (liderados pelo grande Clemente) , o baixista Renato Rocha (do Legião Urbana) e o Crânio (punk e segurança do Madame Satã, que faz uma ponta no filme “Cidade Oculta“).  A partir dos anos 90 a coisa fica um pouco mais plural com bandas como  Gritando H.C. (liderada pelo falecido Donald), Devotos do Ódio (criado em 1988) e Gangrena Gasosa no lado mais punk e  Planet Hemp, Funk Fuckers, Nação Zumbi e O Rappa dando as caras no rock nacional. Sem falar nas bandas que fundiam rap com rock pesado como o Pavilhão 9 e o Câmbio Negro. Vale lembrar, também, que em 1997, Max Cavalera deixou o Sepultura e foi substituído pelo afro-americano Derrick Green, uma grande fã do hardcore do Bad Brains.

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Da esquerda pra direita: Canibal dos Devotos, Derrick Green do Sepultira, B.Negão e o Planet Hemp ainda com Skunk

Talvez, no Brasil, o rock/punk seja menos “branco”. Que vocês acham?

Veja também:

– Assista ao show do Bad Brains no CBGB, em 1982
-Mais um pouco da história dos negros no punk rock

10 melhores baixistas de rock do Brasil

– Confira os 10 maiores bateristas de rock do Brasil

A morte do baixista Champignon – que ficou famoso tocando no Charlie Brown Jr., mas também passou pelas bandas 9 mil Anjos, Revolucionnarios e A Banca – me pegou de surpresa. Jovem (ele tinha 35 anos), numa nova fase (ele estava cantando na banda A Banca, que homenageava o vocalista Chorão) e esperando uma filha; Champignon se matou seis meses depois de Chorão (vocalista do Charlie Brown Jr) ter sofrido uma overdose. Particularmente nunca fui um grande fã da banda. Acho os dois primeiros discos bons, mas o que sempre me chamou a atenção em suas músicas  foi o trabalho do baixo de Champignon – moleque prodígio que começou a tocar o instrumento aos 10 e entrou pra banda ainda menor de idade.

Eleito três vezes consecutivas melhor baixista no VMB da Mtv e bi-campeão como melhor instrumentista no Prêmio Multishow; Champignon não era mais virtuoso que baixistas como Luis Mariutti ou Felipe Andreoli, é óbvio, mas ele conseguiu trazer muitas técnicas elaboradas de contrabaixo para a música popular. Conseguiu trazer um instrumento tido como de “fundo” para a frente do show e para o gosto do grande público. Também criou um estilo próprio (misturando grooves graves de reggae, slaps de funk, linhas melódicas mais trabalhadas com pitadas de “atitude” punk e beat-box) e influenciou muitos moleques a começarem a tocar o instrumento.

Pensando nisso, elaborei a lista abaixo com 10 melhores baixistas do rock nacional. Levei em conta não só a técnica, mas a inovação, a influência, o timbre e – principalmente – o trabalho desenvolvido nas linhas de baixo dos discos gravados pelo músico. Não adianta mostrar o trabalho só na hora dos solos de shows, né?

Para os críticos de plantão é legal lembrar que essa é uma lista de baixistas de ROCK. Por isso nomes como Celso Pixinga ou Luizão Maia não poderiam ser inclusos.

Champignon (Charlie Brown Jr.)
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Bom, os motivos para Champignon estar na lista foram escritos no começo do post. Vale dizer que o cara foi pro Brasil o que o Flea foi pro mundo. Como essa é uma lista de rock, deixamos os Jaco Pastorius brasileiros pra próxima.

Os slaps e a velocidade

O feeling e a melodia

Luis Mariutti (Angra, Shaman)
O virtuoso Luis Mariutti é um bom contraponto ao estilo de Champignon. Famoso por suas passagem pelas bandas de metal Angra e Shaman, Mariutti domina diversas técnicas e conhece teoria musical . Foi eleito um dos melhores baixistas do mundo pela revista japonesa “Burn”.

Liminha (Mutantes e músico de estúdio)
Limina se tornou baixista da genial bandas Os Mutantes, quando Arnaldo Baptista resolveu se dedicar apenas ao teclado. Acompanhou a banda até o começo de sua fase progressiva (e muito técnica) deixando a banda após a gravação do disco “O A e o Z”. Nos anos 80, virou produtor de sucesso;  gravando, também, grandes linhas de baixo como as da música “Fullgás” de Marina Lima.

Dadi (Novos Baianos, Barão Vermelho, A Cor do Som)
Dadi talvez seja o menos roqueiro dos baixistas dessa lista, mas ele teve uma rápida passagem na banda Barão Vermelho e gravou a música “Scarlet” com Mick Jagger. Virtuoso e criativo, Dadi misturo influências de rock n’ roll com ritmos brasileiros, criando um estilo único registrado em diversos discos dos Novos Baianos e de sua antiga banda A Cor do Som.

PJ (Jota Quest)
PJ  consegue se destacar mesmo tocando numa banda de pop/rock de alto sucesso comercial. A influência da black music é sentida nos slaps e grooves suingados de músicas como “Encontrar Alguém” e “De volta ao planeta”. PJ também sabe soar melódico e domina técnicas como tapping, como pode ser visto nessa versão de Djavan, cheia de harmônicos:  http://www.youtube.com/watch?v=nyd4jDaiGX4

Andria Busic (Dr. Sin)
Mais conhecido por seu trabalho na banda de hard rock Dr. Sin, Andria Busic tocou também no Ultraje à Rigor, na banda Taffo e com o cantor  Supla. Ele mistura técnica e virtuosismo, caprichando em seus solos ao vivo.

Nando Reis (Titãs)
Grande compositor, Nando Reis não é um virtuoso no baixo, mas sabe criar linhas criativas que grudam nos ouvidos dos fãs. Ele experimentou slaps e um solo com wah-wah na “funk-punk” “Bichos Escrotos”, groove ritmado em “Flores”, solinho melódico na introdução de “Homem Primata” e mais slaps em “Comida” que também conta com grooves sampleados. Fã de reggae, Nando criou ótimos riffs para suas músicas no estilo, como pode ser ouvido em “Família”, por exemplo.

Bi Ribeiro (Paralamas do Sucesso)
Bi Ribeiro forma uma das melhores cozinhas do rock nacional no Paralamas do Sucesso, ao lado do grande baterista João Barone. Influenciado por ska, reggae e clássicos do rock como Led Zeppelin – Barone criou seu próprio estilo grave e  com fraseados recheados de notas certeiras. Muitas vezes, ele costuma tocar seu baixo com o polegar como os baixistas clássicos de reggae que acompanhavam Bob Marley.

Heitor Gomes (Charlie Brown Jr e CPM 22)
Heitor Gomes é filho do grande baixista Chico Gomes (criador da técnica de triplo domínio) e passou a ser conhecido do grande público quando integrou o Charlie Brown Jr (entre 2005 e 2011), substituindo Champignon e dando um caráter ainda mais técnico para as linhas do grupo. Destaque para seu trabalho nas músicas “Senhor do Tempo” (com uso de duplo domínio) e “O Futuro é um labirinto pra quem não sabe o que quer”. (cheia de slaps e com uso de acordes)

Felipe Andreoli (Angra, Karma)
Grande virtuose do metal melódico e do metal progressivo, Felipe faz parte da segunda formação da banda Angra. Versátil, é um dos pioneiros da técnica de pizzicato com três dedos no Brasil e vai dos slaps ao tapping, sempre com muita velocidade e precisão.

Veja também:
-100 melhores baixistas do mundo
-Melhores baixistas do heavy metal

Assista ao festival cRássico de rock/punk “Destruindo a Rotina” – realizado em Penápolis, em 2001, no Bar do Nori

Era uma atípica noite fria em Penápolis (uma cidade no interior paulista que costuma ser MUITO quente), quando um festival atípico cheio de músicas esquisitas começou a se desenrolar no antigo “Bar do Nori” (localizado na rua conhecida como “Avenida”, onde se localizavam os barzinhos das cidades.)

Assista ao festival “Destruindo a Rotina”

A organização do festival “Destruindo a Rotina” começou meses antes pelas mãos dos irmãos Fred (no caso, eu) & Gabriel Di Giacomo e do baterista André “Ramone” Gubolin. Nós rodamos Penápolis atrás de patrocínio, alugamos som, descolamos uma lona tosca, emprestamos a bateria do brother Gilvan (que tocava na banda Militantes do clássico politicamente incorreto “Mulher burra só serve pra meter”) e divulgamos o festival na imprensa local. Conseguimos também uma parceria com o tatuador Pombal que sorteou tatoos e estava com sua banca montada na hora e também um esquema de venda de camisetas de rock. As bandas convidadas eram de Rio Preto, Araçatuba e Penápolis – mas, claro, algumas furaram na hora. Pelo que lembro o pessoal de Araçatuba foi comprar cigarro e nunca mais voltou, hehehe.

Os irmãos Fred e Gabriel Di Giacomo momentos antes do festival "Destruindo a Rotina", em 2001.

O começo dos anos 2000 era uma época de renascimento pro  rock de Penápolis. Depois de uma primeira geração de bandas bem legais  (como o Hëllisch, a Tuna,  o HellFire – que deu origem ao Necroriser – e o Dr. Ratazana), surgiam novos grupos, fanzines, festivais em colégio e até um programa de rádio da União Municipal dos Estudantes (que tocava Ratos de Porão pela manhã, intercalado com poemas do Augusto dos Anjos e piadas internas da pior qualidade). Entre as várias bandas de garagem que pipocavam havia uma vertente punk representada por Praga de Mãe, Militantes, Cretin Family e Grito Feminino que foi responsável por organizar os primeiros festivais que dariam origem ao que hoje é o grande organizado “Plis Rock” . O primeiro festival que eu ajudei a organizar tinha o simpático nome de “1º Massacre da Guitarra Elétrica”. Depois vieram o “Carna Rock”, “Carna Rock 2” (já no Bar do Nori) e o 1º Encontro Regional de Rock que ficou mais nas mãos do Gilvan e marcou a “profissionalização” da parada, com apoio da prefeitura e tudo. Aliás, lembro de quando eu, o Gabriel Di Giacomo, o Gilvan e o Marcão do Valle entramos no gabinete do prefeito de Penápolis (acho que era o Firmino na época) com calças rasgadas, spike e coturnos pra negociar “apoio” pro movimento. Saímos todos de lá com “bandeirinhas” de Penápolis como brinde, hehehe,

Tosqueira aguda: primeira e única demo da banda Praga de Mãe que fez seu primeiro show no "Destruindo a Rotina"

Entre os destaques do “Destruindo a Rotina” rolou a volta da banda Dr. Ratazana (que tinha registrado um show foda no Colégio “Coração de Maria”, em 1997, e me fez  querer montar banda e começar a consumir coisas pesadas como o punk rock), a estreia do “Praga de Mãe” (uma das poucas bandas da “cena” que investia em músicas próprias) e os shows das bandas de Rio Preto “Xios Porks” e “Caso Geral”. Também rolaram shows do Militantes (a banda de Penápolis que mais tocou pelas cidades da região, na época) e do Garage Metallica. Não lembro ao certo, se foi nesse dia que o Cretin Family estreou, ainda como “Ramones Brasil”.
Enfim, as filmagens acima não mentem: as condições eram precárias, o som era estourado, a maioria das bandas era pedreira, MAS havia uma paixão juvenil que fazia tudo soar lindo. Era um festival de rock pesado viabilizado por moleques de 16 anos no meio de uma cidade movida à sertanejo e baladas eletrônicas. Pra quem não tinha lojas de instrumentos decentes, nem rádios rocks, nem Hangar 110, nem “Galeria do Rock”, aquele foi um dos dias mais legais das nossa vida.

Veja também:
– Uma breve história do rock de Penápolis

-Carlão: um dos nomes que fizeram o rock de Penápolis

Em entrevista, a banda Forgotten Boys fala sobre influências musicais, drogas e… política

Posso dizer que fui um jovem jornalista sortudo. Consegui entrevistar vários dos meus ídolos juvenis ainda na faculdade. A maioria por email, é verdade, mas no caso do Forgotten Boys pude falar com os caras pessoalmente também, na segunda vez que a banda tocou em Bauru. Eles eram uma mistura de Iggy Pop, Guns n’ Roses, Ramones e eram bons. Era alto, sujo e não parecia em nada com Tihuana e CPM que bombavam nas rádios. Essa entrevista é de 2003, época em que o quarteto tinha acabado de gravar o “Gimme More”, Chuck tinha passado pra guitarra e Fralda(ex-RDP) assumia o baixo. A fase que os caras deixaram o “estrelato do quartinho” para se tornarem uma promessa do rock tupiniquim. E meu fanzine daqueles tempos, o KAOS,  falou com o guitarrista Chuck Hipolito.

***

Chuck e Gustavo do Forgotten Boys

1. Primeiro de tudo eu gostaria que vocês falassem sobre a entrada do Fralda na banda.
Como foi que rolou? Ele ainda está com o Ratos?
Ele ainda esta com o Ratos, mas eles estão, digamos… De ‘férias’… Ele toca baixo mesmo, e eu estou tocando a segunda guitarra.

2. O que vocês acham da cena brasileira hoje em dia? Tem alguma banda com a qual o Forgotten Boys se identifica?

A gente se identifica de alguma maneira com o (Thee) Butcher’s (Orchestra) por causa do rock básico. A gente gosta muito deles, mas também tem outras como o Hurtmold, o Againe e o próprio Ratos de Porão. São as melhores de hoje em dia. Esqueça o que toca na rádio.

3. O que vocês têm ouvido ultimamente? 
Cheap Trick, Rolling Stones, Ramones, AC/DC, Ratos, Hellacopters, Red Hot Chili Peppers…

4. Com a entrada do Flavio no lugar do Arthur(Franquini, fundador da banda) na bateria,houve alguma mudança no som? Vocês acham que o Forgotten está se afastando do punk rock e caminhando pro hard rock?
Em primeiro lugar a gente nunca foi punk, e a gente ta indo para o lado que a gente quer mesmo, o hard rock… O Flavio claro que deu uma bela mudada, e para melhor. Ele é um dos melhores bateristas de rock do Brasil e é o melhor que existe para a gente.

5. Certa vez eu li numa entrevista do Chuck, acho que foi na Rock Press, que o RDP era a melhor banda nacional. Vocês concordam?
Claro, mas eu também amo os Paralamas do Sucesso, e de mais uma que eu não me lembro.
Ninguém sabe, mas o Ratos é umas das mais importantes bandas daqui, se não a mais de todas, ao lado do Sepultura.

6. Daria pra vocês listarem alguns cds pro moleque que está interessado nesse tipo de som(fusão de hard rock e punk) que vocês fazem?
“ LAMF” – Johnny Thunders and the Heartbreakers
“Apetitte for destruction” – Guns ‘n’ Roses
“End of the century” – Ramones
“Ace of Spades” – Motörhead
A lista é longa…

Assista ao clipe de “Babylon” do split do Forgotten Boys com o Killer Dolls

7. Quais são as diferenças desse novo cd do Forgotten(Gimme More)? Como vocês definiriam o som?
A gente toca rock pauleira. É isso… Estamos soando mais hard rock agora, mas, mais pop também, de um lado bom.

8. Vocês tem alguma posição política? Votam?
Votamos, mas temos o básico para não fazer merda. Se todo mundo tivesse pelo menos o básico, seria tudo muito melhor. Não misturamos política com música, nem saberíamos fazer isso. Para política tem que ir para a escola e estudar história.

9. Alguma vez vocês consideraram cantar em português? Acham que se o fizessem poderiam ter estourado nacionalmente?
Acho que sim, concordamos. Já consideramos sim, e temos algumas músicas de fato, versões em português de umas que já existem… Quem sabe.
[A partir do disco seguinte “S.T.A.N.D by the dance”, a banda passaria a sempre gravar algumas músicas em português.]

10. Sobre o estilo da banda: Tem toda uma cena estourando agora,principalmente na Suécia, com bandas que tem a proposta de fundir punk setentista com rock ‘n’roll. Os caras foram uma influência pra vocês ou são mais contemporâneos? O fato de a maioria do público undeground no Brasil curtir hc melódico ou metal acaba prejudicando a banda?
Não fazemos som para público nenhum, fazemos para a gente. Acho que quem se prejudica gostando desse tipo de som, é o próprio publico… Tem muito mais coisa legal e de verdade rolando nesse lado de rock que você citou, mas também gosto de algumas coisas adolescentes como hardcore melódico, mas em geral, não tenho a mínima paciência. E, sim, tudo mudou na nosso vida depois de ver um vídeo ao vivo dos Hellacopters. É isso!

Forgotten Boys tocam “Can You Love?”, em 2001, no programa Musikaos da TV Cultura


11. Qual o tipo de público que vai ao show do Forgotten Boys?
Cara, todo mundo… Acho que não tem um tipo especifico, mas teve uma época em que a maioria era meninas. Era engraçado.

12. Agora as rapidinhas,o que vocês pensam a respeito de :
MTV – É a única que temos.
Mötlei Crue e Guns n’Roses – Básicos.
Drogas – Hum… Sim.
Rock Nacional. – Teve muita coisa boa, mas hoje em dia ta deprê.

13. Vale a pena fazer rock n’roll no Brasil? Que mensagem vocês tem pra garotada que está começando a tocar agora? 
Cara, vale a pena tocar rock em qualquer lugar do mundo, as pessoas deveriam saber disso.
Entrem no nosso site para mais informações, para poder comprar o disco e para ficarem em contato.
www.forgottenboys.com.br

Em breve a gente volta para Bauru, foi um dos nossos melhores shows.

Um abraço!!!!

Chuck Hipolito, o guitarrista gente boa que nos deu a entrevista

5 judeus que mudaram o mundo (e você nem lembra que eles eram judeus)

Apesar de estarmos no século XXI, muitas vezes eu ainda ouço comentários preconceituosos sobre os judeus. Outras tantas eu me deparo com notícias bizarras sobre grupos neonazistas no Brasil. Ora, neonazistas defendem as ideias ultrapassadas de Adolf Hitler – entre elas, exterminar completamente o povo judeu. Você já imaginou a tragédia que seria o extermínio de um povo inteiro? Imaginou um mundo sem judeus? Bom, seria um mundo sem super-heróis, rock pesado, terapia e a Igreja Católica. Duvida? Confira abaixo 5 judeus que mudaram o mundo e pense melhor antes de destilar seu preconceito.

5) Stan Lee
Sim, um mundo sem judeus seria um mundo sem super-heróis. Além de Jerry Siegel e Joe Shuster – criadores do Super-Homem  – serem judeus, Stan Lee um dos caras mais simpáticos e influentes do mundo das HQs nasceu em uma família judia. Lee criou nada menos que o Homem-Aranha, os X-Men, o Hulk, o Quarteto-Fantástico, o Thor, o Homem-de-Ferro… praticamente a MARVEL COMICS INTEIRA. Portanto, qualquer nerd ou fã de Vingadores deveria pensar 1000 vezes antes de ter preconceito contra judeus.

4) Gene Simmons, Kiss
A língua mais famosa do rock n’ roll pertence a um judeu. Isso mesmo, Gene Simmons (vocalista e baixista) do Kiss é filho de uma sobrevivente do Holocausto nazista. Se Hitler não tivesse sido derrotado, provavelmente você não poderia cantar hits como “Rock n’ Roll All Nite” e “Detroit Rock City”. Aliás, o rock pesado está cheio músicos de origem judaica: Slash (Guns n’ Roses), Geddy Lee (Rush), Gery Snider (Twisted Sister)… A lista é mais longa e a língua de Simmons.

3) Sigmund Freud

Ok, essa é mais óbvia, mas é muito importante lembrar que toda a revolução provocada pela criação da psicologia saiu da cabeça desse judeu austríaco. Freud é o pai da psicanálise – criação que ajudou a vida de milhões de pessoas e tem tido diversas de suas teorias confirmadas pelas recentes descobertas da neurociência. Um mundo sem judeus seria um mundo sem terapia e com muito menos conhecimento sobre a natureza humana.

2) Albert Einstein
O nome “Albert Einstein” virou, simplesmente, sinônimo de gênio na cultura popular. Entre os acadêmicos, o cientista alemão foi escolhido muitas vezes como o maior físico da história. Pai da teoria da relatividade e  dono de descobertas fundamentais no desenvolvimento da teoria quântica, Einstein resolveu migrar para os EUA quando Adolf Hitler assumiu o poder na Alemanha. É difícil imaginar que o preconceito nazista poderia ter tirado do mundo uma de suas mentes mais brilhantes.

1) Jesus Cristo
Sim, sim, amigos, não adianta espernear. Para ser judeu, você deve ter nascido de ventre judaico e Maria era judia, assim como a maioria dos que viviam ao redor de Jesus há mais de 2000 anos atrás. O Deus de Jesus era o mesmo Deus judaico do Velho Testamento e Cristo se considerava o messias que os judeus esperavam. A partir daí, crença não se discute, mas é interessante que os cristãos lembrem da origem de jesus, já que a Inquisição passou anos perseguindo e expulsando judeus na Europa. 

Também são judeus Woody Allen, Allen Ginsberg, Silvio Santos, Shia LaBeouf, Seinfeld, Will Eisner, Davi, Moacyr Scliar, Amos Oz …

“Essa menina”, Little Quail and the Mad Birds

O Litlle QUail and de Mad Birds foi uma banda de psychobilly bem-humorada formada na Brasília dos anos 90 (na verdade em 1988), no mesmo calderião punk que cozinhou os Raimundos e outras bandas de rock pesado do serrado. O trio era composto por Gabriel Thomaz (hoje no Autoramas), Zé Ovo (baixista) e o baterista Bacalhau (ex-Rumbora e atual Ultraje a Rigor). Lançaram dois discos e um EP e acabaram suas atividades em 1996. Foram descobertos pela gravadora Banguela (de propriedade dos Titãs) que também lançou outras bandas “candangas” como Pravda! e Maskavo Roots.

Discografia da banda:
1993 – Lírou Quêiol en de Méd Bârds
1996 – A Primeira Vez Que Você Me Beijou
1998 – EP

3 punk rocks para estragar o seu Natal – Hey, Ho! Ho, ho, ho!

Em homenagem a você, rebelde juvenil fã de rock n’ roll, eu estou trabalhando de madrugada para colocar esse post de final do ano no ar. São três porradas do cancioneiro punk para estragar a festa de Natal-Ano-Novo-Ação-de-Graças da sua família. Faça bom proveito!

“Merry Christmas (I don’t want to fight tonight)” – Ramones
Terceiro single do genial disco “Brain Drain” dos Ramones, foi regravada pelos Raimundos no disco “Cesta Básica” de 1996. Traz um belo vocal do Joey Ramone que não queria brigar com a namorada no aniversário de Jesus 🙂

“Papai Noel, Velho Batuta” – Garotos Podres

Maior clássico dos Garotos Podres e, talvez, a música mais conhecida do punk nacional, “Papai Noel, Velho Batuta” foi lançada no primeiro disco da banda de Mauá, em 1985. O álbum “Mais podres do que nunca” vendeu muito puxado por “Papai Noel” e “Anarquia Oi!”, mas teve várias músicas censuradas, entre elas “Papai Noel” que deixou de ser xingado de “filho da puta” na gravação original para ser chamado de “velho batuta”.

“Infeliz Natal” – Raimundos
“Infeliz Natal” é uma música originalmente composta e tocada pela primeira banda do Digão, a “Filhos de Mengele”. Rodolfo, na época, era roadie e fã do grupo. O punk rock foi desenterrado para o lançamento especial “Cesta Básica” que incluía covers, gravações ao vivo e algumas inéditas.

Courtney Love – Musas do Rock

postado originalmente 2 de Setembro de 2009

Ela enlouqueceu Billy Corgan e Kurt Cobain...

Tá bom, ela é a viúva-negra do rock. Ok, ela é a Yoko Ono do grunge. Ah, ela é uma baranga junkie que só fez sucesso por causa de umas músicas do Kurt Cobain? Bom, Courtney Love já foi bastante detonado desde que casou com o líder do Nirvana e mais ainda quando o cara se matou em 1994. Mas ninguém pode negar: o Hole conseguiu atingir o mainstream com hits roqueiros e clipes na Mtv e Courtney ainda arrancou elogios em suas atuações no cinema, especialmente na biografia do criador da Hustler, “O Povo Contra Larry Flint”, pela qual ganhou o Globo de Ouro.

Quem vê pensa que ela é uma pobre garotinha indefesa, né?

Quando eu era um moleque roqueiro em Penápolis, eu nem dava trela pras fofocas sobre a Courtney. Ela gritava em músicas fodas como “Violet”, tinha atitude punk, e não hesitava em pagar peitinho a qualquer momento. Por isso ela está aqui, ao lado da Debbie Harry na nossa categoria de musas do rock. E se acharem ruim eu posto uma foto da Yoko Ono peladona!



Courtney toca “Violet” com o Hole


Veja também:
-Outras musas nuas do nosso blog
-Musas rock n’ roll


Biografia rápidíssima

Courtney Love Cobain (São Francisco, 9 de julho de 1964) é uma cantora, compositora, atriz, ex-líder da banda norte-americana de rock alternativo Hole e viúva do roqueiro Kurt Cobain.

Um ensaio mais recente de Courtney Love em pose fetichista

Trailer de “O Povo Contra Larry Flint”

 

Trilha sonora para casamento “alternativo”

Amiguinhos, amiguinhos, perdoem a pieguice do titio Fred, mas acabei de casar e estou emotivo. Hoje o post é sobre isso, depois voltamos à programação normal 🙂

Johnny Ramone no casamento de Lisa Marie Presley

Sobre trilhas sonoras de casamento
Olha, o que eu aprendi casando uma vez na vida (e espero que seja a única, hehehe) é que o mais legal é deixar sua festa bem personalizada e fugir do genérico. Escolha o clichê só se ele for realmente significativo pra você.

Nossa trilha sonora da cerimônia foi a parte mais divertida de organizar no casório (pelo menos pra mim). Nos divertimos muito selecionando a playlist, no final ficou assim:

Entrada do noivo: “Baby, I love you”, Ramones

Entrada dos padrinhos: “I want You”, Bob Dylan

Entrada da noiva: “Signed, sealed, delivered, I’m yours”, Stevie Wonder

Troca de alianças e beijo: “Something”, Beatles

Cumprimento dos padrinhos: “Little Help From my Friends”, Joe Cocker.

Saída dos padrinhos: “Procissão”, Gilberto Gil

Saída dos noivos: “Minha menina”, Mutantes 

E no final funcionou bem, olha nossa foto no casório ai:

O meu casamento 🙂

 

 

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