Raro e histórico: Assista ao primeiro show do Rage Against The Machine

Se liga aí no vídeo raro e histórico: primeiro show do Rage Against The Machine, gravado em 1991, no The Quad, Cal State Northridge, Califórnia.

A banda abre com uma performance instrumental do que viria a ser seu maior clássico “Killing in the Name” e aí Zack de la Rocha começa sua performance incendiária cantando várias músicas que seriam gravadas no primeiro disco dos caras. No começo do vído pouca gente da importância para a banda novata, mas aos poucos vai juntando uma galera na boca do palco e no final até tem um que se empolga e começa um pogo. Dica do camarada Diego Bravo, do site Somente coisas legais.

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Documentário “Punks”, de 1983, conta o começo do movimento que originou bandas como Ratos de Porão e Inocentes. Assista!

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As integrantes da banda punk feminina “Golpe de Estado”

O punk rock começou a dar as caras no Brasil no final dos anos 70, principalmente em São Paulo (com várias gangues punks inspiradas no filme “Selvagens da Noite” e algumas bandas como Restos de Nadas,  AI-5 e N.A.I) e em Brasília (com bandas como o Aborto Elétrico). A coisa explodiu de fato nos anos 1980, especialmente na capital paulista e no ABC, com bandas como Ratos de Porão, Cólera, Olho Seco, Garotos Podres e Inocentes e culminou no grande festival “O Começo do Fim do Mundo” e na repressão policial que se abateu sobre o movimento – além de sua difamação na mídia depois de uma matéria sensacionalista exibida no Fantástico.

O documentário “Punks” – produzido em 1983 e dirigido por Sara Yakami e Alberto Gieco – retrata o movimento entre seu apogeu e sua primeira crise – com entrevistas com futuros famosos (como João Gordo, do Ratos de Porão, e Clemente, dos Inocentes) ainda muito jovens e antes das bandas gravarem seus principais discos. Destaque para cenas num ensaio da banda Fogo Cruzado (tocando “Desemprego”) , numa rara gravação da pioneira banda punk feminina “Golpe de Estado” que contava com Maca no baixo (que canta “Não me importo” com o Ratos de Porão nos discos “Ao vivo no Lira Paulistana” e “Sistemados pelo Crucifa”),  na loja “Punk Rock” do Fabião do Olho Seco e no Largo São Bento (que também seria o berço do hip hop paulista).

Clássico e raro. Assista antes que alguém apague do Youtube!

 

João Gordo, Marina, Mariah e Morto no começo dos anos 80. Fota de Rui Mendes

João Gordo, Marina, Mariah e Morto no começo dos anos 80. Fota de Rui Mendes

 

“See Emily Play”, clipe antigaço do Pink Floyd

CAROS LEITORES, A GRAVADORA EMI TIROU TODAS VERSÕES DESTE CLIPE DO AR. É A EMI, LEMBRAM?

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Enquanto isso, vocês podem assistir essa versão cover

Houve um tempo em que o gênio criativo do Pink Floyd não era nem Roger Waters, nem David Gilmour. O leitor esperto sabe que o líder do quarteto no seu começo era Syd Barrett (pra quem os outros compuseram “Shine On You Crazy Diamond”). A fase liderada por Syd era puxada pra psicodelia e chegou a ter dois singles iniciais mais pop (“Arnold Layne” e essa “See Emily Play”). Depois dos singles, a banda lançou um bem sucedido primeiro álbum (“The Piper at the gates of dawn”, gravado no mesmo estúdio e na mesma época que “Sgt Peppers Lonely Hearts Club Band”, dos Beatles). Depois disso, Barret se afundou no LSD, enlouqueceu e só fez algumas participações no disco seguinte do Floyd. (Além de lançar dois álbuns solos que viraram cult).

Pelo menos o clipe antigaço de Arnold Lane continua no ar:

Veja também:
100 melhores bateristas da história do rock n’ roll
-LSD para ler
– Conheça a biografia de Timothy Leary, papa do LSD

Videoteca do Brega: “Esse meu coração sem juízo”, Nelson Ned e Moacyr Franco

Para tudo! Olhem o style do Nelson Ned e o blazer do Moacyr Franco:

Só esse visual já justificava o post de “Esse meu coração sem juízo” na nossa videoteca do brega. Mas não é só por isso que este é o post da “Videoteca” desta semana. Queria deixar registrado, também, uma performance ao vivo do Nelson Ned que, apesar de ter um baita vozeirão e ser admirado por gente como o ganhador do Nobel de Literatura Gabriel Garcia Marquez, ficou na história mais pelas piadas com seu tamanho do que pelas canções que gravou. Antes de se converter e virar cantor gospel, Ned era um dos maiores (sem piadinhas) cantores de música romântica/brega/cafona do Brasil.


O clássico mais conhecido do cara é “Tudo passará”. O difícil é encontrar uma versão ao vivo de Ned cantando, que não seja da carreira gospel. No Youtube você acha vídeos de todas bandas lado z do rock nacional dos anos 80 em programas de auditório, mas quase nenhum crássico brega. Triste.

Assista também:
-Lindomar Castilho canta “Eu vou rifar meu coração”
-Relembre “Uma vida só” de Odair José
-Fernando Mendez ficou famoso por cantar uma menina na cadeira de rodas

“Tigresa” – Ney Matogrosso & Caetano Veloso

Que o Ney Matogrosso foi o maior frontman rock n’ roll do MUNDO ninguém duvida, né? Agora, deixando de lado seu rebolado, Ney quebra tudo com sua voz nessa balada foda do Caetano, tirada do discaço “Bicho”. Se você não gosta de Caetano, ok, vai ouvir punk rock. Se você gosta de rock, e quer um bom motivo pra ouvir o baiano, baixa aí o “Transa” e o “Bicho” e depois conversa com a gente. Semana que vem tem mais #somdesexta. Ah, e a título de curiosidade: essa música é em homenagem à musa Sônia Braga.

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