Entrevista com Laerte, maior quadrinista do Brasil

sunglassesNessa minha pequena grande carreira de jornalista, pude entrevistar alguns grandes ídolos da minha vida. Se falei com Zé do Caixão e João Gordo pessoalmente, alguns desses bate-papos foram apenas virtuais. Esse foi o caso  da entrevista com @ grande quadrinista Laerte – ídol@ de minha infância e adolescência com seus quadrinhos geniais dos Piratas do Tietê e Los Três Amigos.

Com o amadurecimento de sua carreira, o trabalho de Laerte só melhora. E com sua saída do armário, encarando o mundo de peito aberto como transgênero, minha admiração por sua coragem e originalidade se redobra.

Chegam de blá-blá-blá. Leiam a entrevista da Laerte no Glück. Mas já aviso: ela não acredita em felicidade.

Aline Komisky Crumb – Musas

-Fotos de mulheres bonitas e inteligentes

Aline e o marido Crumb

Aline Kominsky-Crumb nasceu em 1948 nos Estados Unidos filha de uma família judia envolvida com o crime organizada. Na juventude caiu de cabeça na contracultura, foi tiete de bandas underground, usou drogas e encheu a cara. Até conhecer Spain Rodriguez (da ZAP Comix) e Kim Deitch e decidir usar seus talentos artísticos para produzir quadrinhos. Participou do projeto coletivo Wimmen’s Comix, criou a revista Twisted Sisters com Diane Noomin, editou a Weirdo e publicou uma série de quadrinhos autobiográficos criados em parceria com o marido Robert Crumb chamada Dirty Loundry. No Brasil, a revista Piauí tem publicado as HQs de Aline com Crumb e a Conrad lançou a coletânea “Essa Bunch é um amor“.

Aline novinha tocando violão com as pernocas à mostra

Aline Kominsky casou com Crumb (seu segundo marido e gênio dos quadrinhos, diga-se de passagem) em 1978, época em que já havia se mudado para São Francisco e começado a produzir HQs underground. Quando ela e Crumb se auto-exilaram na França, Alina passou a se dedicar mais à pintura.

-Confira outras musas com cérebro
-Conheça a Zap Comix, clássico dos quadrinhos underground

-Confira resenha sobre o documentário “Crumb” no qual Aline dá diversos depoimentos

Aline no traço do genial maridão Robert Crumb

Granta transforma conto de Roberto Bolaño em história em quadrinhos feita em HTML5

Pra edição de terror da revista literária Granta um grupo de designers e animadores transformaram a história “The Colonel’s Son’”  do escritor chileno Roberto Bolaño em uma HQ animada programada em HTML5.

É um multimídia não interativo, mas já está bem a frente de outras produções em HTML5. E  tem zumbis! Zumbis existencialistas… Confira o trampo aqui.

Zumbis cults viram HQ em HTML5

5 musas das HQs: as personagens mais sexy dos quadrinhos

Postado originalmente em 27/03/2010

Vídeo que produzi originalmente para o site da revista Mundo Estranho. Neste “Hot 5” selecionamos as 5 personagens mais sexy dos quadrinhos.Acho que o vídeo nunca chegou a ir pro ar.

A treta final ficou entre a gatíssima Elektra (aqui na pele de Jennifer Garner) e...

... a patroa do Homem-Aranha, a ruiva mais quente do mundo: Mary Jane

Pra quem está com preguiça de assistir o vídeo as super-gatas são:

5. Mulher Maravilha
4. Lois Lane
3. Jean Grey
2. Elektra
1. Mary Jane

Veja também:
-Outras musas nuas do nosso blog

-Musas rock n’ roll
– Pin Ups clássicas em fotos vintage

 Créditos do vídeo:
Roteiro: Fred Di Giacomo
Voz: Gabi Portilho
Vídeo: Gasolina Filmes

Depois de passar por uma invasão hacker, este bloguinho quase acabou no começo de 2011. Voltamos às nossas atividades paranormais em setembro de 2011 e a audiência de outubro já TRIPLICOU. Uhu!

No meio da bagunça de republicar os posts antigos, alguns ficaram de fora e eu tive o trabalho de colocá-los no ar pra vocês. Abaixo um top 10:

1) Milo Manara: Poeta pornógrafo dos quadrinhos eróticos
2) 5 sons pioneiros do rap nacional
3) 10 bandas clássicas do heavy metal brasileiro – anos 80
4) Maiores maconheiros da ficção
5) Famosas Nuas – Poesia
6) Tempest Storm e Bettie Page – Musas Pin Ups
7) 10 músicas clássicas do rap nacional
8) 10 livros que mudaram minha vida
9) Brody Dalle – Musas Rock ‘n’ Roll
10) Melhores baixistas do heavy metal

Desenho do mestre Milo Manara

 

Chiquinha – Quadrinista se destaca em meio dominado por homens

Agora na nossa seção artística de quinta-feira, você também confere o trabalho de jovens quadrinistas

Uma das poucas mulheres a se destacar nos quadrinhos nacionais, Fabiene Bento, mais conhecida como Chiquinha (Porto Alegre, 1984) publica seus trabalhos na Mad,  na Folhateen e na Sexy Premium. Um de seus hábitos prediletos é escrachar as atitudes dos nossos pobres jovens. Confira mais do trabalho dela aqui!

Veja também:
– Daniel Lafayette vê os colegas de trabalho.
-Chiclete com Banana: o clássico anárquico do Angeli
-Ódio:  Versão HQ do grunge
-Aline Crumb: musa com cérebro  

ZAP Comix – Robert Crumb, Gilbert Shelton e outros

Ele (Crumb falou com todo mundo , e teve culhões para fazer esse gibis. Reinventou o gibi. Ele tomou isso como outros de sua geração tomaram a música. Existem poucas pessoas que você pode dizer que literalmente se tornaram o ponto de partida para todo um mundo. Crumb teve a grande visão, a visão ardente”. Bill Griffith, colaborador da Zap Comix!

Capa da edição brasileira da Zap Comix

 

Os beats já eram homens maduros quando o Flower Power explodiu no final dos loucos anos 60. Os hippies ainda eram muito ingênuos pra escrever seus livros na mesma época. Enquanto Jimi Hendrix tacava fogo na guitarra, Timothy Leary pregava a expansão da mente através do LSD e Zé Celso revolucionava o teatro no Oficina, quem escrevia a literatura daquela geração desbundada? Os livros eram o registro em papel daqueles ecos lisérgicos?

Não. A literatura não era apenas a poesia dos velhos (e bons) beats. Ela era composta pelas resenhas musicais de caras como Lester Bangs e pelos rabiscos malucos de quadrinistas underground como o gênio Robert Crumb. Crumb era só um desenhista de cartões postais, vindo de uma família desajustada e com gosto por músicas e roupas antigas, quando começou a fazer seus primeiros quadrinhos. Não é o tipo de gente que você imagina que seria chamado para desenhar a clássica capa de “Cheap Thrills” da Janis e que depois se negaria a desenhar uma para os Stones. Mas lá vai nosso nerd, vindo de Cleveland para desenhar sozinho o número zero da Zap Comix. As ruas da Califórnias estavam prontas para aquele petardo? Bom, acontece que o cara que deveria imprimir a ZAP sumiu do mapa com os originais e lá foi Crumb desenhar a edição número 1 inteira, sozinho novamente, e revolucionar a indústria dos quadrinhos. Desde a Mad original não se via tamanha afronta. Sexo, drogas, nonsense, gírias. Tudo fazendo rir. Críticas sociais, morais, e culturais que vinham em formato de humor sacana e barato. Edições tiradas em impressoras off set baratas que estavam revolucionando a indústria. E distribuídas inicialmente no carrinho de bebê da mulher de Crumb.

Começo da polêmica e incestuosa HQ "Joe Blow"

E outros artistas foram se unindo a Crumb. Cada um representando uma subcultura. Spain Rodriguez (operário membro de uma gnague latina), Rick Griffin (surfista e ilustrador), Robertt Williams (marginalzinho e aspirante a artista), Victor Moscoso (espanhol que já tinha experiência na indústria de HQs), Gilbert Shelton (dividia o tempo entre uma gangue de motoqueiros e uma revista underground), Siclay Wilson (cursava Belas Artes e servia o exército a contragosto). Aos poucos aquela gangue de surfistas, hippies, latinos e freakies ia ligando suas histórias na tomada e eletrocutando os leitores. A Zap não tinha periodicidade fixa, mas vendia surpreendentemente bem. Dizia-se até que ela iria matar Super-Homem e Cia.

Crumb, o gênio tarado

A coletânea publicada no Brasil pela Conrad reúne 14 números publicados entre 1967 e 1998. É um delicioso aperitivo para quem quer se introduzir no mundo da ZAP. Conta ainda com uma primorosa introdução escrita por Rogério de Campos, o homem por trás da Conrad. E uma experiência inspiradora de produção independente que ajudou a subverter e transformar a indústria que a rodeava.

Zap foi o start. Mas a coisa teria acontecido mesmo sem o Crumb, porque todos os artistas underground estavam caminhando nessa direção – Griffin, Mouse, Kelley, eu no sul da Califórnia, Gilbert Shelton. Havia um grande ódio contra a autoridade e o governo, e os quadrinhos eram uma tremenda forma de expressão”, Robert Williams.

Leia também:
-Chiclete com Banana: Angeli cria um hit underground dos quadrinhos
-Ódio:  Versão HQ do grunge

Crumb, Terry Zwigoff

Sexta-feira: trailers, vídeos e besteirol na TV Punk Brega

Uma breve história da América – Trecho do filme “Crumb”

Esqueça a imagem de um hippie doidão chefiando a psicodélica HQ “Zap Comix” nos loucos anos 60. Crumb era um jovem feio e esquisito, espancado pelo pai (que quebrou sua clavícula quando ele era um moleque de 5 anos), criado por uma mãe viciada em anfetaminas e rodeado de dois irmãos malucos – um que se suicidaria um ano depois das gravações do filme e outro pego molestando mulheres asiáticas. Desse ambiente fantasmagórico, que se parece uma versão de comercial de margarina estrelada por zumbis é que sai o gênio dos quadrinhos Robert Crumb. E – supresa geral – um gênio dos quadrinhos de HUMOR.

Sempre me perguntei o que tinha levado o quadrinista a ilustrar o livro póstumo do Bukowski – “O Capitão saiu e os marinheiros tomaram conta do navio”. Depois de ver este documentário não restaram dúvidas. A infância dos dois, tão similar em sua série de desgraças, a arte usada como fuga, a relação complicada com as mulheres e a sensação de impotência diante delas convertida em fantasias de dominação…  A história desses dois perdedores parece uma trágica repetição.

Produzido por David Lynch e dirigido por Terry Zwigoff, “Crumb”, de 1994, detalha a infância e adolescência e escancara as taras sexuais do pai de “Fritz, the Cat” e “Mr Natural”. Sua vida em família é mostrada, suas obras analisadas por críticos e trechos dos quadrinhos expostos. Também são exibidas diversas cenas do processo de trabalho do artista que converteu o “Gênesis” para os quadrinhos.

Reconsidere seu conceito de humor negro ao ver Robert contando aos risos que seu irmão confessou ter se controlado na infância para não lhe enfiar uma faca no coração. (Isso com o irmão chapado de antidepressivos na sua frente.)

Crumb: um nerd obcecado por mulheres voluptuosas

-Mais sobre quadrinhos

Duas HQs eróticas que as mulheres têm que ler

-Galeria de Pin Ups
-Leia resenha de quadrinhos eróticos em 20 palavras

1) “Giovanna“, Giovanna Casotto:

2)”Omaha” – A Stripper, Reed Waller e Kate Worley

Dia dos namorados chegando e, quem sabe, esse não pode ser um bom presente para sua namorada “descolada”…

Giovana e Omaha tem uma coisa que “Sex and the City” e as músicas do Chico Buarque possuem: aquela tal “compreensão da alma feminina” que toda mulher adora. Não à toa, ambos os quadrinhos têm autoras envolvidas. E ninguém melhor para escrever sobre sexo para mulheres do que uma mulher.

Giovana traz vários contos com fantasias femininas estreladas por italianas voluptosas que não lembram em nada as modelos anoréxicas que vemos nos propagandas ou novelas. A autora tira fotos dela mesma, nas mais variadas posições, e depois as usa como molde para suas personagens.

Omaha é uma gata(literalmente) criada por Reed Walker, mas cujas histórias são escritas pela sua esposa(na época) Kate Worley. Ela vem do interior dos EUA e se tona stripper e modelo para ganhar a vida. O álbum da Conrad é organizado por ordem cronológica e as histórias de Omaha são menos explícitas que as de Giovanna, mais “românticas”, lembrando um seriado como o já citado “Sex and the City“, só que bem mais “Sex” do que “City”.

Compre:
-Omaha, a Stripper
-Visons of Giovanna

 

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