Indião do Hino Mortal cantando “Desequilibrio” com o Restos de Nada

 

Indião e sua banda o Hino Mortal

Indião e sua banda o Hino Mortal

Antes mesmo dos brasileiros descobrirem exatamente o que era punk rock, Indião já estava fazendo o único show da banda de pré-hardcore N.A.I. (Nós Acorrentados no Inferno), em 1979. Logo depois, ele integrou o Condutores de Cadáver que acabou em 1981, quando Índio seguiu para o “Hino Mortal” do clássico “Câncer”, regravado pelo Ratos de Porão no disco “Feijoada Acidente? – Brasil”? Assista as ideias do cara e ouça ele cantando “Desequilíbrio” nos vídeos abaixo.

Indião cantando “Desequilíbrio” com o Restos de Nada

Entrevista com Índio do Hino Mortal – Primeira parte

Entrevista com Índio do Hino Mortal – Primeira parte

Conheça a arte punk de Winston Smith

God-Told-Me-to-Skin-You-Alive-winston-smith
Se você é fã de Green Day já sabe de onde saiu a capa do quarto disco da banda “Insomniac”(foi da ilustra acima, oras…). Mas Winston Smith(1952, codinome retirado do livro “1984”) ficou famoso pela associação com outra grande banda punk, o Dead Kennedys. O artista foi o responsável pelo famoso logo da banda e também pela polêmica capa do EP “In God We Trust Inc.“, que fez o álbum ser chutado da Inglaterra e perseguido nos EUA. Suas colagens retiradas de revistas dos anos 40, 50 e 60 foram publicadas em revistas mainstream e undeground como Wired, Planet Punk, Spin e Playboy.

nevergiveup-winston-smith

 

originalmente postado 22/07/2010

Assista ao clássico “Mucha policía, poca diversión” com a banda espanhola Eskorbuto

A banda punk Eskorbuto

A banda punk Eskorbuto

O Eskorbuto foi uma banda punk formada na região do País Basco, Espanha. A formação clássica do trio, criado nos anos 80, era composta de Iosu Expósito (guitarra e segunda voz), Juanma Suárez (baixo e voz) e Pako Galán (bateria).

Iosu e Juanma morreram em 1992, em decorrência do abuso de drogas. O baterista Pako seguiu com a banda até o final dos anos 90, apesar das críticas dos fãs antigos.

O hino “Mucha policía, poca diversión”, que você assiste abaixo, foi regravado pelos Ratos de Porão em seu disco de covers “Feijoada Acidente? – Internacional”.

O incrível encontro de Allen Ginsberg e Jello Biafra

 

Jello Biafra em foto de Allen Ginsberg

Jello Biafra em foto de Allen Ginsberg

O escritor Allen Ginsberg foi uma espécie de embaixador da cultura alternativa mundial. Um dos criadores da literatura beat; Ginsberg foi processado por seu livro “O Uivo”, virou personagem no clássico “On The Road” de Jack Kerouac, montou uma banda de punk rock, virou amigo de Bob Dylan e apoiou o papa do LSD Timothy Leary. O poeta beat também ficou ao lado da banda Dead Kennedys, quando eles foram processados sob a acusação de distribuir pornografia, e tirou essa foto acima do vocalista dos Kennedys, Jello Biafra. Biafra é um dos maiores nomes do punk rock mundial, famoso – também – por ter se candidatado a prefeito de San Francisco com uma plataforma que incluía obrigar os políticos a trabalharem com roupas de palhaço.

Você pode saber mais sobre a amizade do punk e do beat nesse incrível site sobre Allen Ginsberg aqui.

Veja também:

-O pico de Allen Ginsberg com Sid Vicious no inferno

-Mais fotos tiradas por Allen Ginsberg

Assista ao documentário “Pânico em SP” (1982) primeiro filme sobre o punk rock nacional

Em 1982, o movimento punk paulista estava em seu auge com dezenas de bandas surgindo (entre elas futuros clássicos como Inocentes, Cólera e Olho Seco) e um crescente interesse (e medo) da mídia para entender o que era aquilo. O primeiro documentário sobre o assunto foi produzido como um trabalho de Cinema, na ECA-USP, pelo diretor Cláudio Morelli. Dá para assistir ele abaixo e vale muito a pena. As imagens e depoimentos são históricos e mostram  a repressão policial, as festas em salões e uma banda Inocentes no começo, ainda com Ariel (Restos de Nada, Invasores de Cérebro) nos vocais.

O site Canibal Vegetariano publicou um texto muito legal do Cláudio Morelli explicando o filme. Surrupiei ele aqui pro Punk Brega:

panico-sp-documentario
“Em 1982 eu cursava o 8º semestre do curso de Cinema na ECA (Escola de Comunicações e Artes da USP). Era o último semestre e o grupo tinha direito a dois curtametragens em 35 mm. Ao mesmo tempo, eu tomava contato com o movimento punk através do Marião (Mario Dalcêndio Jr., amigo velho de guerra) que já estava vagando por aquelas searas. A empatia foi imediata e comecei a frequentar os ambientes dos punks (o salão no Pari, a Galeria do Rock, o Largo São Bento, etc).

Devido a tudo isso propus um projeto de documentário ao grupo e ele foi aceito. Optamos pela bitola de 16 mm. Por questões de maior mobilidade e facilidade no manuseio. A ideia era documentar os espaços, a música, as opiniões, o comportamento, a vestimenta, tudo enfim; no entanto eu queria documentar de uma forma que eles mesmos se expressassem, sem interferência da produção. Nada de narrador descrevendo nada, e muito menos uma montagem que pudesse direcionar o espectador a uma opinião, fosse de simpatia ou antipatia. O filme seria como uma colagem, com cenas curtas, um ritmo frenético como a música punk.
 Mas, por que eu simpatizei com os punks logo de cara? Para começar, imediatamente percebi que aquela ideia de punks como vândalos destrutivos não correspondia à realidade. Eles tinham uma ideologia e motivos para a rebeldia.
Estávamos nos estertores da ditadura militar e esses jovens da periferia testemunhavam a repressão aos trabalhadores, que lutavam por salários e, associados aos universitários e à intelectualidade, exigiam liberdade de opinião, de expressão e de manifestação. Além disso, esses mesmos jovens não viam no horizonte nenhuma possibilidade de ascensão social ou desenvolvimento pessoal e material.

Daí a revolta. O símbolo e a ideia de Anarquia tomou conta desses grupos e nada de autoridades, nada de poder, nada de governo (que, obviamente, era o títere da repressão). Agruparam-se então em torno dessas ideias. Óbvio que havia os mais exaltados, que acabavam saindo da linha e cometendo pequenos delitos de violência. Por causa deles, todo o movimento punk era mal visto pela sociedade em geral e, principalmente, pelos encastelados com seus cães-de-guarda.

Mas essa não era a regra. Os punks eram pacíficos, quando muito armavam confusões entre eles mesmos, entre os diversos grupos que compunham o movimento (Carolina, ABC, etc.). Não saíam por aí depredando mansões ou queimando BMW.

 Quanto a drogas, poucos usavam e a mais consumida era cola de sapateiro. Bebiam pinga com groselha. A rebeldia estava nos trajes (pretos, quase sempre), jaqueta de couro paramentadas com adereços característicos de peças de montaria, calça de brim, e, principalmente o coturno. Acho que o coturno era uma forma de se opor à repressão, tomando delas um de seus símbolos. As meninas (que não eram muitas, é verdade) se vestiam praticamente da mesma maneira.
O Alemão era uma exceção; vestia-se sempre com roupas de cores berrantes, com adereços estranhos. Era comum o símbolo da Anarquia ser desenhado nas costas. Às vezes podia-se encontrar uma ou outra suástica, mas tenho certeza que era apenas para chocar as pessoas. É verdade que na época já existiam os skinheads, com suas idiotices repugnantes, que se trajavam como os punks. Também por isso os punks eram associados ao vandalismo, graças aos skins.
 Mas, a coisa que mais me atraía mesmo era a música. A proposta era genial. Na época não havia nada de importante no rock. Tudo tinha virado balada, disco ou então egressos do heavy metal do início da década de 1970 com seus virtuosismos, trajes glamorosos e alienação ideológica. A solução punk para isso foi bem simples: faça você mesmo sua música, basta aprender três acordes, ninguém precisa mais que isso. Uma boa distorção na guitarra, bateria frenética e, principalmente, letras que expressem o que você vive, sua revolta, sua indignação, seu “no future”.
Essa música levava à dança. Uma dança que exorcizava os desejos, uma dança que representava uma luta, com empurrões e chutes cadenciados. Resumindo, tudo isso me encantou, e eu, junto com o Marião, me juntei a eles, começamos a fazer parte deles. Nós frequentavamos o Largo São Bento nos fins-de-semana, ia aos salões e tudo mais.
Foi essa identificação resultou no filme Pânico em SP, cujo nome vem de uma música dos Inocentes. E o filme tentou ser tão punk quanto eles e nós. Para saber mais, assista ao filme. De vez em quando ele roda por aí.”
Claudio Morelli, free-lancer na área de comunicações, roteirista, diretor de fotografia e diretor de trabalhos institucionais.

 

Documentário “Punks”, de 1983, conta o começo do movimento que originou bandas como Ratos de Porão e Inocentes. Assista!

mirela-golpe-de-estado-punk-feminino

As integrantes da banda punk feminina “Golpe de Estado”

O punk rock começou a dar as caras no Brasil no final dos anos 70, principalmente em São Paulo (com várias gangues punks inspiradas no filme “Selvagens da Noite” e algumas bandas como Restos de Nadas,  AI-5 e N.A.I) e em Brasília (com bandas como o Aborto Elétrico). A coisa explodiu de fato nos anos 1980, especialmente na capital paulista e no ABC, com bandas como Ratos de Porão, Cólera, Olho Seco, Garotos Podres e Inocentes e culminou no grande festival “O Começo do Fim do Mundo” e na repressão policial que se abateu sobre o movimento – além de sua difamação na mídia depois de uma matéria sensacionalista exibida no Fantástico.

O documentário “Punks” – produzido em 1983 e dirigido por Sara Yakami e Alberto Gieco – retrata o movimento entre seu apogeu e sua primeira crise – com entrevistas com futuros famosos (como João Gordo, do Ratos de Porão, e Clemente, dos Inocentes) ainda muito jovens e antes das bandas gravarem seus principais discos. Destaque para cenas num ensaio da banda Fogo Cruzado (tocando “Desemprego”) , numa rara gravação da pioneira banda punk feminina “Golpe de Estado” que contava com Maca no baixo (que canta “Não me importo” com o Ratos de Porão nos discos “Ao vivo no Lira Paulistana” e “Sistemados pelo Crucifa”),  na loja “Punk Rock” do Fabião do Olho Seco e no Largo São Bento (que também seria o berço do hip hop paulista).

Clássico e raro. Assista antes que alguém apague do Youtube!

 

João Gordo, Marina, Mariah e Morto no começo dos anos 80. Fota de Rui Mendes

João Gordo, Marina, Mariah e Morto no começo dos anos 80. Fota de Rui Mendes

 

Documentário “AfroPunk” retrata participação dos negros no punk rock

afropunk-documentario

Apesar do rock n’ roll ter sido criado por negros como Chuck Berry e Little Richards que aceleraram e eletrificaram o blues, aos poucos o gênero foi absorvido pelo mainstream caucasiano ao ponto de ter virado para muitos “coisa de branco”. Negros fazendo rock eram uma “excentricidade”, mesmo com gênios como Jimi Hendrix destoando da fórmula.

Afro-Punk
Quando surgiu nos anos 70, o punk rock – apesar do discurso anti-sistema – era basicamente branco (com uma pequena exceção para Pat Smear do Germs que depois tocou no Foo Fighters e no Nirvana). A coisa mudou (um poquinho) nos anos 80 com a lenda do hardcore Bad Brains, formada completamente por negros, Jean Beauvoir do Plasmatics e D.H. Peligro na batera dos Dead Kennedys.

Assista ao documentário “AfroPunk” completo (sem legendas)

O ótimo documentário “Afro-Punks” (que você pode assistir acima) debate o tema de maneira sensível e crítica. Ele acompanha 4 jovens punks negros e mescla cenas de suas vidas com depoimentos de músicos de grandes bandas (como Dead Kennedys, TV on the Radio, Fishbone,  Cro-Mags, entre outras) e performances ao vivo que vão de Bad Brains aos “novatos” do Cipher. A ideia aqui não é contar uma história “cronológica”, nem mostrar músicos comentando como seus discos foram compostos; o buraco é mais embaixo e o filme acabou se transformando em um movimento “Afro-Punk“, que envolve desde um site legal até um festival anual com bandas que incluem afro-descendentes em seus line ups.

Os punks (e roqueiros negros) do Brasil
Clemente-madameSatã-negros-punksdonald-gritando-hc-negros-punks

 ruimendes_-clemente renato-rocha-negros-punks
Da esquerda pra direita: Clemente dos Inocentes, Gritando HC, Clemente e Renato Rocha a frente da Legião Urbana

O documentário me fez pensar em como temos proporcionalmente menos negros no punk (e no rock em geral) brasileiro. Nos anos 80 basicamente só os Inocentes (liderados pelo grande Clemente) , o baixista Renato Rocha (do Legião Urbana) e o Crânio (punk e segurança do Madame Satã, que faz uma ponta no filme “Cidade Oculta“).  A partir dos anos 90 a coisa fica um pouco mais plural com bandas como  Gritando H.C. (liderada pelo falecido Donald), Devotos do Ódio (criado em 1988) e Gangrena Gasosa no lado mais punk e  Planet Hemp, Funk Fuckers, Nação Zumbi e O Rappa dando as caras no rock nacional. Sem falar nas bandas que fundiam rap com rock pesado como o Pavilhão 9 e o Câmbio Negro. Vale lembrar, também, que em 1997, Max Cavalera deixou o Sepultura e foi substituído pelo afro-americano Derrick Green, uma grande fã do hardcore do Bad Brains.

canibal-negros-punkderrick-green-negros-rock

bnegao_negros-punkskunk-Planet+Hemp-negros-rock
Da esquerda pra direita: Canibal dos Devotos, Derrick Green do Sepultira, B.Negão e o Planet Hemp ainda com Skunk

Talvez, no Brasil, o rock/punk seja menos “branco”. Que vocês acham?

Veja também:

– Assista ao show do Bad Brains no CBGB, em 1982
-Mais um pouco da história dos negros no punk rock

Ouça “Nós somos a América do Sul (disco completo)” um clássico do hardcore brasileiro gravado pelo Psychic Possessor em 1989

Capa do clássico "Nós somos a América do Sul"

Capa do clássico “Nós somos a América do Sul”

Quando a banda Psychic Possessor começou em Santos, ela tocava uma mistura de trash metal e crossover (a fusão de metal e hardcore). O que era bem avançado pro Brasil da época. Recordando: o ano era 1986. O Ratos de Porão ainda não tinha gravado seu clássico “Cada dia Mais Sujo e Agressivo”, nem o Lobotomia tinha lançado seu primeiro disco. Em 1988, Psychic Possessor lançou seu primeiro disco, o cult “Toxin Diffusion“, pela Cogumelo Records, que ganhou fãs fiéis ao redor do mundo, mas vendeu pouco.  A banda passou, então, por uma grande mudança de formação (só ficando o guitarrista Zé Flávio) que mudou o som do grupo, eliminando o lado metal e os levando a um som inspirado pelo hardcore americano dos anos 80 (Agnostic Front, Gorilla Biscuits, Minor Threat, etc) – o que ainda era uma novidade pro Brasil. O punk nacional tinha basicamente duas grandes escolas de influências: o hardcore oitentista de bandas inglesas e finlandesas de um lado e o crossover do outro. Havia exceções (como o Garotos Podres), mas nenhuma soava como o disco que marcaria o nome do Psychic Possessor na cena nacional: “Nós somos a América do Sul”.

Para manter o contrato com a Cogumelo (que previa mais um disco), resolveram não mudar o nome da banda e lançaram “Nós somos a América do Sul”, em 1989, que acabou tornando-se um pequeno clássico do HC nacional com uma boa produção e a excelente bateria de Boka (hoje no RDP) segurando a cozinha. Entre os destaques estão “S.O.S. Amazônia”, “América do Sul” e “Capitalismo” (regravada pelo RDP no disco “Feijoada Acidente? – Brasil”). Dá pra ouvir o disco na íntegra no link abaixo:

As faixas são:

1. Ação Terrorista
2. Porque Razão?
3. Capitalismo
4. Aposentados
5. Heróis
6. Vítimas de Miséria
7. Vote Nulo
8. Disciplina Militar
9. S.O.S. Amazônia
10. Cubatão
11. Desarme
12. Aicreuqonrevog
13. Consciência Nacionalista
14. Desespero
15. O Mundo Nos Sufoca
16. América do Sul

10 músicas clássicos do hardcore melódico brasileiro

O Dead Fish em show em 2007

Inspirado pelo documentário “Do underground ao emo” – que conta a história do hardcore melódico nacional – eu resolvi organizar essa lista com 10 das maiores músicas do hc melódico nacional, focando principalmente nas bandas dos anos 90/2000. Exclui daqui as bandas emo e coloridas, que pertencem a outro capítulo da história do rock brasileiro. Também procurei focar em bandas da “cena”, por isso não inclui músicas de hardcore melódico de bandas que não “eram” de hardcore melódico (como “Mulher de Fases” dos Raimundos, que abriu caminho pro CPM22 ou músicas de Detonautas e do primeiro disco do Los Hermanos).

Chega de papo e vamos aos clássicos:

1) “Red Rose Bouquet” – Street Bulldogs

2)”Noite” – Dead Fish

3) “Regina Let’s Go” – CPM 22

4) “Embedded Needs” – Garage Fuzz

5) “1997” – Hateen

6) “Quando tocar na TV” – Cueio Limão

7) “Vinteum” – Fistt

8)”Orgânico” – Noção de Nada

9) “Revolução” – Sugar Kane

10)”Se essas paredes falassem ” – Dance of Days

Veja também:

-Assista ao documentário “Do underground ao Emo”

-Entrevista com João Gordo, do Ratos de Porão

Punk 77: Conheça Eddie and the Hot Rods e ouça “Teenage Depresion Again” e “Do Anything You Wanna Do”

Eddie and the Hot Rods: mistura de pub rock e punk

Teenage Depression Again
Eddie and the Hot Rods é uma banda mais velha que a maioria dos nossos coleguinhas do punk inglês 77. Por quê? Na verdade, porque essa banda de Essex, formada em 1975, é classificada como pub rock, o som garageiro que se fazia em Londres antes dos ingleses descobrirem os Ramones. A proposta era a mesma do punk rock: dar um chute na bunda do progressivo e voltar ao som básico dos anos 50/60. Entre outras bandas que fariam sucesso na primeira leva do punk, e também ganharam a classifição de pub rock, estão os Stranglers e UK Subs. O The 101’ers de Joe Strummer(The Clash) também era pub rock.

A banda teve origem no grupo Buckshee, formado 1973. Mudaram de nome em 1975 e passaram por diversas alterações na formação(inclusive a saída do próprio Eddie, que dá nome à banda) até se firmarem com Barrie Masters(voz), Paul Gray(baixo), Dave Higgs(guitarra)e Steve Nicol(bateria). Lançaram o primeiro álbum, “Teenage Depression”, em 1976, emplancando a faixa título – que também foi incluída na trilha sonora do clássico B, estrelado pelos Ramones, “Rock ‘n’ Roll High School”. A estréia dos caras também conta com a versão de “The Kids Are Alright”, do Who.

-Sabia que o baixista Paul Gray tocou no The Damned? Conheça essa outra banda clássica do 77 inglês

O maior hit da banda foi a popzinha “Do Anything You Wanna Do”, de 1977, que ficou em nono lugar nas paradas britânicas. A banda acabou duas vezes, e está na ativa até hoje. O som dos caras é mais rock ‘n’ roll que a maioria de seus contemporâneos – mais agressivos- lembrando o mod de Kinks e o já citado The Who.

Veja também:
– Mais sobre punk rock 

– Saiba porque o primeiro disco do Ramones mudou o mundo

 

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...