Punk 77: Conheça o The Damned e ouça as músicas “New Rose/Love Song”

 

A banda 77 The Damned

“New Rose”

-Conheça outras bandas do punk inglês 77

O The Damned acumula um monte de marcas históricas. Não só são a primeira banda do punk inglês a lançar um single – “New Rose”, regravada pelo Guns ‘n’ Roses – , mas também foram o terceiro grupo punk a gravar um disco.(Depois de Ramones e de Eddie and the Hotrods) e deram origem ao “rock gótico” do Cure e do Bauhaus.

Formada em Londres, em 1976, a banda contava em sua formação clássica com o baterista Rat Scabies, o baixista Captain Sensible, o vocalista Dave Vanian e o guitarrista Brian James. Gravaram “Damned, Damned, Damned” e “Music for Pleasure” com essa formação e depois de algumas tretas voltaram apenas com Sensible(agora na guitarra) e Dave Vanian. Vanian é famoso pelo timbre da sua voz e por sua maquiagem e roupas, inspiradas em filmes de horror.

Nos anos 80 o grupo foi se distanciando da sonoridade punk, chegando a incluir teclados em suas gravações. Estão em atividade até hoje.

“Love Song”

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Punk inglês 77: Conheça o Sham 69, pais da música Oi!, e ouça “If the kids are united”

Assista “If The Kids Are United”

Foi com a geração 77 do punk britânico que surgiu também o “street punk” ou “oi! music”, cujos pais biológicos são os caras do Sham 69. Jimmy Pursey(vocal), Dave Parsons(guitarra),Rick Goldstein(bateria) e Dave Treganna(baixo) compunham a formação clássica da banda, fundada em Hersham, Surrey, em 1976.

É engraçado ver Jimmy cantando com garotinhos saudáveis em um programa de auditório(acima), enquanto nos shows do Sham, punks e skinheads quebravam o pau. O quarteto encerrou suas atividades em 1980.

Questions and Answers

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Punk inglês 77: Conheça a banda “Crass” e ouça “Where is the Next Columbus”

 

-Conheça o U.K. Subs

Where Next Columbus

Estou fazendo uma pesquisa para escrever a resenha do primeiro disco da banda baiana Camisa de Vênus. E não é que achei mais uma “versão” não creditada de punk inglês no disco? Dessa vez, Marceleza deu uma “chupadinha” na letra de “Where Next Columbus” dos anarcopunks 77 do Crass. Confira a letra no final do post. Mas antes, um pouco mais de história, na nossa série “punk 77 inglês”:

-Confira mais bandas da safra 77 britânica

The Crass

Os caras do Crass foram responsáveis por criar o que se chamou de Anarcopunk, uma forma de punk muito mais política que o “anarchy in UK pra chocar velhinhas” dos Pistols e mesmo o rock de esquerda do Clash. Na experiência do Crass tudo era levado mais ao extremo: as letras, as músicas (com experiências de colagens sonoras, poesia e vários vocalistas) e o estilo de vida. A banda surgiu numa casa comunitária chamada Dial House a partir de jams entre Penny Rimbaud e do, fã de Clash, Steve Ignorant. O grupo que já vivia no esquema “Do it yourself”, se empolgou com os primeiros punks e sentiu-se acolhido por aquela cena que explodia em Londres. O ano era, obviamente, 1977. Pelas fileiras do Crass passaram além de Penny e Ignorant: Gee Vaucher, N. A. Palmer, Phil Free, Pete Wright, Eve Libertine, Joy De Vivre, Mick Duffield, John Loder e Steve Herman. Os shows no começo eram toscos e mal tocados e as únicas pessoas na platéia eram os integrantes do UK Subs, que iam se apresentar logo depois do Crass. Com o passar do tempo, a banda adotou uniformes pretos(segundo eles para que ninguém fosse “o líder” e todos integrantes tivesse importância igual) e a performance se elaborou com experimentos com vídeos sendo exibidos, enquanto tocavam. O coletivo chegou ao fim em 1984, já desiludido e crítico em relação às outras bandas da cena.

Confira a letra de “Where Next Columbus?”

Anothers hope, anothers game
Anothers loss, anothers gain
Anothers lies, anothers truth
Anothers doubt, anothers proof
Anothers left, anothers right
Anothers peace, anothers fight
Anothers name, anothers aim
Anothers fall, anothers fame
Anothers pride, anothers shame
Anothers love, anothers pain
Anothers hope, anothers game
Anothers loss, anothers gain
Anothers lies, anothers truth
Anothers doubt, anothers proof
Anothers left, anothers right
Anothers peace, anothers fight
Marx had an idea from the confusion of his head
Then there were a thousand more waiting to be led
The books are sold, the quotes are bought
You learn them well and then you’re caught
Anothers left, anothers right
Anothers peace, anothers fight
Mussolini had ideas from the confusion of his heart
Then there were a thousand more waiting to play their part
The stage was set, the costumes worn
And another empire of destruction born
Anothers name, anothers aim
Anothers fall, anothers fame
Jung had an idea from the confusion of his dream
Then there were a thousand more waiting to be seen
You’re not yourself, the theory says
But I can help, your complex pays
Anothers hope, anothers game
Anothers loss, anothers gain
Satre had an idea from the confusion of his brain
Then there were a thousand more indulging in his pain
Revelling in isolation and existential choice
Can you truly be alone when you use anothers voice?
Anothers lies, anothers truth
Anothers doubt, anothers proof
The idea born in someones mind
Is nurtured by a thousand blind
Anonymous beings, vacuous souls
Do you fear the confusion, your lack of control?
You lift your arm to write a name
So caught up in the identity game
Who do you see? Who do you watch?
Who’s your leader? Which is your flock?
Who do you watch? Who do you watch?
Who’s your leader? Which is your flock?
Einstein had an idea from the confusion of his knowledge
Then there were a thousand more turning to advantage
They realised that their god was dead
So they reclaimed power through the bomb instead
Anothers code, anothers brain
They’ll shower us all in deadly rain
Jesus had an idea from the confusion of his soul
Then there were a thousand more waiting to take control
The guilt is sold, forgiveness bought
The cross is there as your reward
Anothers love, anothers pain
Anothers pride, anothers shame
Do you watch at a distance from the side you have chosen?
Whose answers serve you best? Who’ll save you from confusion?
Who will leave you an exit and a comfortable cover
Who will take you oh so near the edge, but never drop you over?
Who do you watch

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Punk 77: U.K. Subs – “I Live in Car” e “Emotional Blackmail”

Sim, senhoras e senhores “panques”, nós voltamos com nossa série sobre bandas inglesas 77.  Leia, escute e aprenda.

I Live in a Car

Era uma vez uma metrópole em crise chamada Londres. Os moleques entediados tocavam um rock ‘n’ roll básico chamado pub rock. Charlie Harper (David Charles Perez, nascido em 1944) era um deles e mandava ver em uma banda de r & b. Um belo dia, uma gangue magrela de calças rasgadas assaltou o pedaço. E os poucos que viram os Ramones montaram bandas como o The Damned e os Sex Pistols. Em 1976, quem tocava pub rock passou a ser punk. E lá estava Charlie Harper a frente dos “United Kingdon Subversives”, que logo passariam a ser os “U.K. Subs”. Seu primeiro clássico foi a música “I Live in a Car”, lançada de forma independente. Na sequência, a banda assinaria com uma gravadora e passaria a emplacar diversas músicas nas paradas britânicas, entre elas “Warhead”, “Strangelhold” e “Emotional Blackmail” – regravada depois pelos Varukers. Outra banda que regravou os caras foi o Guns N’ Roses, no tributo ao punk “The Spaghetti Incident?”.

Enquanto Clash, Pistols e Cia ficaram pelo caminho, os U.K. Subs continuam fazendo turnês (inclusive pelo Brasil) e lançando discos, cada um começando com uma letra diferente do alfabeto. No caminho, os caras incorporaram influências de heavy metal e foram uma das bandas pioneiras do street punk.

Quer saber que discos ouvir? Os clássicos são “Another Kind of Blues” (1979) e “Crash Course” (1980).

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Emotional Blackmail

Punk 77: Conheça a banda The Boys e ouça “Sick On You” e “Living in the City”

Sick On You

Eu descobri os “The Boys” quando assisti, anos atrás, o Holly Tree fazendo um cover da banda no extinto(e muito bom) programa Musikaos. A música era “Living in the City”, umas das melhores da safra 77 britânica, na minha humilde opinião.

Criado em 1976, o The Boys contava em sua formação clássica com Matt Dangerfield, Duncan ‘Kid’ Reid, Casino Steel, Honest John Plain e Jack Black. Um de seus diferenciais era a presença de teclado em seu punk enérgico. Os caras encerram as atividade em 1981 e voltaram em 1999 com Von Ritchie nas baquetas. Lançaram os discos “The Boys”(1977),”Alternative Chartbusters”(1978),”To Hell with the Boys” (1979) e “Boys Only” (1980) e também um álbum de natal com o nome de The Yobs

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Living in the City

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