Pequena (Corpos Entrelaçados)

publicado originalmente 11 de Abril de 2011

Daqui
De perto
Você parece outra
Seu rosto uma nação
Seu olhos prismas
Multicolores
Sua respiração
Um mantra
que me acalma
repetidamente
Em sintonia com
o ritmo deste tambor
… Seu coração

Daqui
De perto
Você parece outra
No breu
Seu contorno fundido
No meu
Silhuetas bailam

Daqui
De perto
Você parece outra
Mais minha
Garota

Cena do filme "Perdas e Danos"

Esse poeminha de amor e sexo foi escrito por Fred Di Giacomo, autor do livro de contos “Canções para ninar adultos”

Veja também:
-Quer comprar meu livro?
-Dos gênios e dos astros eu só compartilho o fracasso
-Conheça o meu primeiro livro
-Curte contos e crônicas? Leia alguns aqui!

 

 

Pin Up Way of Life

A pin up que decora meu banheiroPoesia e foto do @freddigiacomo

Pin up Way of Life
Minha gata anda carne e osso – mais carne do que osso
Minha musa anda – tléc tléc – Largo da Batata, Leblon, mulher colosso
Tléc, tléc – de salto Anabela, plataforma, sandalinha ou All Star
Tléc, tléc – só não vai de salto fino, porque a nega tem que andar

Unhas vermelhas, pés pequenos, pernas fartas
Dos meus dedos fortes ficam roxas as marcas
Seu seios são duas montanhas que escalo
Roberto Carlos canta, cavalgo cavalo

Minha gata está viva! Sim, viva e corada
A anoréxica modelo não a lembra em nada
Cadáver ossudo, pele pálida,olhos mortos
Não!Seu corpo tem curvas, seus caminhos são tortos

Minha musa não é top model; é pin-up
Minha musa não é madrinha da bateria; é destaque
No meio da ala, seios fartos e nus – samba de verdade
Seu corpo todo exala perfume, me enche de vontade

É a rainha do povo, rosário da nação
Dos bebuns do boteco, dos operários na construção.
Enche meus olhos, meus desejos perversos
Me inspira a rima, colore meus versos

Essa poesia faz parte do livro ainda inédito “O melhor de mim mesmo“. Exija nas melhores editoras 😛 

-Fotos de gatas pin ups

publicado originalmente 13 de Novembro de 2011

-Compre meu livro “Canções para ninar adultos”

– Leia mais poesias
-Conheça “Gaiola” da Banda de Bolso 

 

PornoHaiKai

Triste e fria espera
Para alojar-me quente,
Entre suas pernas

originalmente postado em 12 de Abril de 2012

A difícil decisão...

Um pornohaikai pra aquecer os corações destes leitores Punk Bregas. E exijam nas editoras um livrinho de @freddigiacomo com uma compilação de poesias crocantes. Enquanto isso, dá pra comprar meu primeiro livro de contos o “Canções para ninar adultos“, hein?

Veja também:
-Mais poesias
-Quando corpos entrelaçados viram versos
-Leia mais – dos meus haikais 

“É tão fácil ser poeta, e tão difícil ser um homem”, Charles Bukowski

Risada do velho safado

40,000 flies – Charles Bukowski 

torn by a temporary wind
we come back together again

check walls and ceilings for cracks and
the eternal spiders

wonder if there will be one more
woman

now
40,000 flies running the arms of my
soul
singing
I met a million dollar baby in a
5 and 10 cent
store

arms of my soul?
flies?
singing?

what kind of shit is
this?

it’s so easy to be a poet
and so hard to be
a man.

Autoajuda Zen

Procurar a felicidade plena
É um dever do homem
Pra vida valer a pena

@freddigiacomo tenta equilibrar punk e zen – sem sucesso, nós sabemos – em poeminhas reunidos no livro virtual “O melhor de mim mesmo“. Influências óbvias de Paulo Leminski e beat generation, mescladas com acordes de Ramones e Garotos Podres são suas armas pra transformar o tédio em combustível.

-Dos gênios e dos astros só compartilho o fracasso

-Tem um Drummond no meio do caminho

Pros que dançam em casa

publicado originalmente em 15 de Outubro de 2011

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

by @freddigiacomo

Eu celebro Wal Whitman e canto Walt Whitman
Porque cada átomo que pertence a ele, pertence a mim
Eu danço jazz em casa e minha dança é a dança do epilético
É a dança  do maníaco, é a dança do lunático.
Eu consigo ouvir John Coltrane como swing para chacoalhar o
Intelecto
Eu sou Bruce Lee diante do espelho.
E eu danço por cada fio que cai, perco meu cabelo.
Eu danço pelo velho senhor Branco e por Whitman
Eu danço por todos os mortos.
Eu danço por toda má poesia feita com vontade
Danço pelos babacas – Ah! Os babacas merecem o reino dos céus.
Dancem babacas, pois é vosso o reino dos céus.
Eu celebro o vinho a cada passo dado.
E a cada movimento harmônico que meu corpo perfeito dá.
Eu ando nas ruas da Teodoro Sampaio e julgo
Cada homem e cada mulher, tão perfeitos quanto Brad Pitt e
A própria deusa gelada Marilyn Monroe
Eu celebro o milagre caótico que é a vida.
Que somos nós respirando diariamente em nossas sinas.
Lutando para acordar e respirando no dia seguinte e no posterior.
O nordestino vendendo cintos de couro na rua
E o executivo apressado que passa com um terno vagabundo.
Os carros que um dia serão sucata, merecem ser dançados.
A fumaça entra pelas minhas narinas e envenena meus pulmões
O sol faz minha pele coçar, é dia – todos vamos trabalhar.
à noite teremos a dança e o álcool.
Bebem caninha nos botecos, whiskey nos puteiros e vinho nos mosteiros.
Carregam-se camisas com Guevara e o Conselheiro.
Pregam-se os milagres de Macedo, Jesus e Buda.
Pisoteiam as formigas, os besouros e os botões.
O avião barulhento rasga o sossego
Dos iPods que tocam canções de diversão.
Eu danço o cotidiano, danço o homem e a mulher.
Eu celebro um momento. Um segundo único.
Eu assisto o meu mundo e pouco interfiro.
Mas minha dança é minha marca. É meu único registro.

-Sim, quero ler mais dessa poesia estranha!

Poema escrito por Fred Di Giacomo, jornalista e autor do livro de contos “Canções para ninar adultos”, publicado pela editora Patuá em 2012.

Veja também:
-Quer comprar meu livro?

-Dos gênios e dos astros eu só compartilho o fracasso
-Conheça o meu primeiro livro
-Curte contos e crônicas? Leia alguns aqui!

Poema do livro “Caprichos e Relaxos” de Paulo Leminski

Poema bebido direto do livro “Caprichos e Relaxos” de Paulo Leminski
tenho andado fraco
levanto a mão
é uma mão de macaco
tenho andado só
lembrando que sou pó
tenho andado tanto
diabo querendo ser santo
tenho andado cheio
o copo pelo meio
tenho andado sem pai
yo no creo en caminos
pero que los hay
hay
O grande poeta Paulo Leminski batendo ponto no bar

O grande poeta Paulo Leminski batendo ponto no bar

“Penápolis” – poema de Fred Di Giacomo

originalmente postado em 19 de Agosto de 2009

A igrejinha de Penápolis

Gosto da luz de Penápolis
Quente e intensa
O cinza de São Paulo
Não compensa

Oratório criado pela artista plástica penapolense Cecília Di Giacomo

Poema escrito pelo jornalista penapolense Fred Di Giacomo, autor do livro de contos “Canções para ninar adultos”, publicado em 2012 pela editora Patuá.

Veja também:
-Quer comprar meu livro?

-Dos gênios e dos astros eu só compartilho o fracasso
-Conheça o meu primeiro livro
-Curte contos e crônicas? Leia alguns aqui!

Vida e morte de uma pedra

-Prove mais um bocado de nossas poesias

Lá ficou, intacta.
Sob carícias de ventos e tempestades
Por milhares de anos
Até que o tempo – invisível
A transformasse em areia
E o ar a carregasse para o infinito…
Poeira.

@freddigiacomo escreve, escreve e enche com seus escritos o livro ainda inédito “O melhor de mim mesmo”. Exija nas melhores editoras! 😛Restos de Roma, by @freddigiacomo

O Melhor de Drummond de Andrade – Assista entrevistas e poemas recitados pelo poeta mineiro

Sabadão sempre rola sessão de cinema aqui no Punk Brega. Hoje é dia de assistir uma série de vídeos muito legais do maior anjo torto da poesia, Drummond de Andrade.

-Mais poesias para você ler
-Documentários alternativos

Drummond-de-Andrade

O maior poeta do Brasil, Carlos Drummond de Andrade

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