“I Start to run” – White Denim

Toda sexta-feira, um vídeo para vocês meus escassos, mas queridos, leitores.

Baixo, batera e guitarra produzindo sons frenéticos e dançantes. Dica do Renato Bueno, que toca o blog de games e escarninhos Freeko.

Ah! O White Denim foi formado em Austin, Texas em 2006 e tem 4 LP’s de estúdio. Suas primeiras gravações são no formato power trio, mas hoje eles atendem por James Petralli,
Joshua Block, Steve Terebecki e Austin Jenkins Mais sobre os chapas aqui.

Bandas punk paulistas dos anos 80 – Top 5

Sexta-feira é o dia da TV Punk Brega sintonizar vídeos punks e documentários roots.

Ratos de Porão na época do disco "Descanse em Paz"

 

Gostem os xiitas do punk ou não,  o movimento musical chegou ao Brasil ao mesmo tempo em dois estados e de formas bem diferentes. Em Brasília, filhos de diplomatas de classe média alta traziam discos ingleses de suas viagens e começaram a montar bandas inspiradas em Sex Pistols e Clash.  A primeira de todas foi o Aborto Elétrico, em 1978. No mesmo ano, surgia nos subúrbios operários o Restos de Nada, inspirado por Stooges, Mc5 e Ramones. Enquanto o punk brasiliense descambaria no rock de Legião Urbana e Plebe Rude, o hardcore paulista se endureceria e espalharia-se pelas quebradas da megalópole dando origem a bandas como Fogo Cruzado, Hino Mortal e Condutores de Cadáveres. Abaixo selecionei vídeos das 5 maiores bandas do punk/hc paulista surgidas nos anos 80. Divirta-se!

Ratos de Porão – “Crise Geral”

Garotos Podres – “Garoto Podre”

Cólera – “Palpebrite”

Inocentes – “Rotina”

Olho Seco – “Isto é Olho Seco”

Piores capas de discos – Top 5

Sexta-feira: rankings estranhos na TV Punk Brega


Este Top 5 foi feito pro site da revista Mundo Estranho em 2006. Na época eu era um jovem foca cabeludo.

 

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A campeã do mau gosto e a capa do disco Virgin Killer do Scorpions

Pra quem tem preguiça de assistir, segue o ranking:
5) “Unfinished Music nº 1:  2 Virgins”John Lennon e Yoko Onno
4) “Time to Get Physical”, Tony Tee
3) “Live at the Pavilion Theatre, Glasgow” Mike Terry
2) “Back to the shit”,  Millei Jackson
1) “Virgin Killer”, Scorpions


 

Punk 77: U.K. Subs – “I Live in Car” e “Emotional Blackmail”

Sim, senhoras e senhores “panques”, nós voltamos com nossa série sobre bandas inglesas 77.  Leia, escute e aprenda.

I Live in a Car

Era uma vez uma metrópole em crise chamada Londres. Os moleques entediados tocavam um rock ‘n’ roll básico chamado pub rock. Charlie Harper (David Charles Perez, nascido em 1944) era um deles e mandava ver em uma banda de r & b. Um belo dia, uma gangue magrela de calças rasgadas assaltou o pedaço. E os poucos que viram os Ramones montaram bandas como o The Damned e os Sex Pistols. Em 1976, quem tocava pub rock passou a ser punk. E lá estava Charlie Harper a frente dos “United Kingdon Subversives”, que logo passariam a ser os “U.K. Subs”. Seu primeiro clássico foi a música “I Live in a Car”, lançada de forma independente. Na sequência, a banda assinaria com uma gravadora e passaria a emplacar diversas músicas nas paradas britânicas, entre elas “Warhead”, “Strangelhold” e “Emotional Blackmail” – regravada depois pelos Varukers. Outra banda que regravou os caras foi o Guns N’ Roses, no tributo ao punk “The Spaghetti Incident?”.

Enquanto Clash, Pistols e Cia ficaram pelo caminho, os U.K. Subs continuam fazendo turnês (inclusive pelo Brasil) e lançando discos, cada um começando com uma letra diferente do alfabeto. No caminho, os caras incorporaram influências de heavy metal e foram uma das bandas pioneiras do street punk.

Quer saber que discos ouvir? Os clássicos são “Another Kind of Blues” (1979) e “Crash Course” (1980).

-Saiba porque o primeiro disco do Ramones mudou o mundo
-Mais sobre punk rock

Emotional Blackmail

Fórmula básica do funk numa aula de Bootsy Collins

 

O gênio Bootsy Collins e seu baixo estrelado

O gênio Bootsy Collins e seu baixo estrelado


Baixistas tirem a cera do ouvido para a aula do mestre na TV Punk Brega

-Vídeos de grandes baixistas solando
-Mais sobre baixistas

O mestre do p-funk e do groove, Bootsy Collins – também conhecido por ser o cara das quatro cordas no Parliament-Funkadelic e na gravação de “Sex Machine” do rei James Browns – ensina pra nós baixistas amadores a fórmula básica do seu funk. Simples e genial.

Milhouse precisa de você no Zona Punk Teenage Riot!

por Ana Alice

Meu povo querido,
Taí o cartazinho bunito do festival do Zona Punk, do qual a Milhouse tem o orgulho de participar. A gente convida a todos os fãs, amigos, vizinhos, cachorros e papagaios que tenham alguma simpatia pela banda a comparecerem.
Além do sambeleza punk-brega costumeiro, a data é muito especial porque vai rolar uma votação lá na hora, no festival mesmo, para o público eleger a melhor banda. Quem levar esse pódio toca em outra data no glorioso Hangar 110, reduto clássico do underground brasileiro.
Anota aí na agenda, não esquece e leva sua mãe, seu pai, seu primo…

PS 22 Chorus – O coral de crianças indies

Quem precisa dos franguinhos cantantes do Glee quando se tem o PS22 Chorus? Fiquei em dúvida se esse era um post muito fofinho para o Punk Brega, mas é foda imaginar que essa iniciativa rolou numa escola pública por iniciativa de um professor empolgado – Gregg Breinberg. O coral começou em 2000 com músicas de artistas alternativos como Björk e Tori Amos, mas também faz versões de canções pop e músicas clássicas. A The New York Magazine cravou-lhes o hype de “mais famoso coral de escola fundamental do planeta”.

-Mais música

Liztomania – Phoenix (ou onde os indies choram)

Viva la Vida – Coldplay (essa molecada faz até o Coldplay soar digno :-P)

Just Dance – Lady Gaga (fato, a mina canta melhor que a Gaga)

-Mais videos

Breve História do Rock de Penápolis (1985 – 2003)

Praga de Mãe, em 2001

Destruindo a Rotina

Achei no meio das minhas coisas um fanzine que nunca lancei contando de forma rápida a história do rock alternativo de Penápolis. Acompanhei as coisas de perto a partir de 1997, quando assisti o tal show do Dr. Ratazana no Colégio Coração de Maria. Pra história antes disso contei com a memória do André Gubolin, baterista de diversas bandas  e co-organizador do festival “Destruindo a Rotina”. Quem lembrar de mais algum detalhe pode deixar comentários abaixo. A história aqui vai até 2003, quando eu já estava fora de Penápolis e oPraga de Mãe acabou.

Pré-História
Penápolis uma pequena cidade de cerca de 60.000 habitantes. Deserto roqueiro onde se encontrava o maior combustível  para  as bandas de garagem: o tédio. Sem muitas opções  de lazer não havia outra escolha a nãe ser se trancar em casa e rolar um som.

A cena toda se iniciou  na segunda metade da década de oitenta: as vilas da cidade fervilhavam, gangues de metaleiros brigavam entre si e se reuniam para ouvir death e trash metal. Nessa época surgiu a banda “Bárbaros do Metal”. Chegou a rolar um certo intercâmbio com as cidades próximas como Araçatuba. Ocorreram alguns pequenos festivas precários nas vilas e até o Clube Corinthians tinha noites dedicadas ao rock. O undeground estava forte.

Apesar dessa  euforia inicial, com o fim da  sua única banda, a cena se desfez aos poucos. As brigas entre as gangues também acabaram  pichando o movimento. O rock voltaria apenas no início dos anos 90, saindo um pouco da periferia e migrando do metal para o punk

Hêllisch, 1996

 

Por volta de 1990, surgiram duas bandas fundamentais para a cena local: N.D.A. e Hëllisch. A Hëllisch surgiu de uma brincadeira entre amigos. Era uma galera que sempre se reunia: roqueiros, fãs de Ramones, adolescentes sem ter o que fazer. Eles se encontavam na escola “OCEU Positivo” e ficavam rolando som com os instrumentos da fanfarra, tudo na brincadeira e sem qualquer noção musical. Foi uma alegria  pra galera quando eles conseguiram tirar o primeiro som dos Ramones. Dessas jams surgiu a banda Orgasmo de Mandruvá, ainda com Alberico, que daria origem a Hëllisch. A Hëllisch foi a primeira, e por muito tempo única, banda de punk rock da cidade. Tocavam basicamente Ramones, mas também Raimundos, Sex Pistols e outras. Junto a Hëllisch surgiu o N.D.A., banda de pop/rock formada por Fernando, Rodrigo e Lucas Cazzela. As duas bandas tocaram por muito tempo sozinhas, sempre buscando novos lugares para se apresentar e reunindo cada vez mais roqueiros. Com a saída de Alberico, o Hëllisch passou a contar com Caio, no vocal; Cotonete, no baixo; Sassi na guitarra e Ifo, na bateria. Era um tempo de camaradagem  e extremo amadorismo, com a turma sempre junta.

Posteriormente, Ifo saiu e quem assumiu a baqueta foi o camarada da banda, Pio. Havia toda uma galera junta da banda como Gilson “Punk”, André “Hëllichato” e as amigas Fernandas ou as “The Fers”. Em 1996, a cena se fortaleceu com a volta das bandas de metal. Primeiro o thrash do Kreusá, formado por Eduardo “Vermeyo”, Miguel Podre e Evandro e depois o MIND de André “Ramone” Gubolin(o Hëllichato), André Sinistro e Deley. Depois o Kreusá se tornaria HellFire, uma das melhores bandas da cidade, que contava ainda com Pevi no baixo.

A cena ia se expandindo e conquistando novos espaços: bares, escolas e praças. Valia tudo para tocar ao vivo. O N.D.A ficou célebre pelos covers de Mamonas Assassinas, incorporando, inclusive, a performance bem-humorada da banda nos palcos, com fantasias e tudo mais. Com o fim do N.D.A, Lucas formou a Tuna com Sandro, Ivan e Turcão. A banda madava covers de rock nacional e internacional, alternando um set acústico com rock mais tradicional. Entre 1997 e 1998, surgiria o Dr. Ratazana, formada por jovens de classe média que estudavam  no colégio “Coração de Maria”. A banda fazia um som punk pop/grunge, com covers de Green Day, Nirvana e Raimundos. Inicialmente formada por Alexandre Soares, Matheus, Daniel “Pará” e Mancuso, logo o Ratazana teve sua formação alterada. A banda iria ensaiar com a bateria emprestada de André Ramone, cuja banda MIND havia terminado. André acabou tocando um pouco no ensaio e, como Mancuso não sabia  tocar direito,acabou ganhando seu lugar… Estrearam em um show antológico no “Colégio Coração de Maria” pra um bando de pirralhos empolgados. Essa foi uma das melhores apresentações da banda que quebrou tudo. Outro bom show foi um festival no antigo Kai Kan, que reuniu o Dr. Ratazana, o 1,99 e o HellF|ire. O HellFire, inclusive, em grande forma e com um público fiel que havia sobrado das sementes plantadas pelos metaleiros das vilas da cidade.  Mas, sem dúvida, o festival que melhor representou essa geração do rock de Penápolis foi o “Urbano Acústico: Concerto de Férias” realizado, óbvio, durante as férias escolares. Tuna, Dr. Ratazana, HellFire e Hëllisch(com Cotonete na bateria) subiram no palco nessa ordem e fizeram  a “Avenida”, principal point dos jovens penapolenses, tremer com 5000 watts de potência. Nessa época, algumas bandas já tinham fita demo, caso do Dr. Ratazana e da Hëllisch.(Pioneira nas fitas demo e que posteriormente gravou também um cd independente). Logo o Dr. Ratazana acabou e André ficou tocando em duas bandas o 1,99(depois Katalepsya) com Bicão e Igor, e a Jam, um projeto deles com Cotonete.  Em 1999, Igor se afastou rapiddamente da Katalepsya e entraram Gabriel e Fábio. A banda passou a tocar metal – de Iron Maiden à músicas próprias de death metal, mas logo Igor voltou e Katalepsya e Jam se fundiram.

Com o fim do Ratazana, Matheus entrou na Hëllisch e Pará no Sandman, banda criada por Lucas Cazella para dar prosseguimento ao seu trabalho com a finada Tuna. Tocavam com eles, ainda, Sandro e Bruno Campanha.

Segunda geração

Gilvan da banda Militantes, organizador dos primeiros festivais

 

Até ai o rock da cidade não passara por uma renovação. Em 1999 as coisas seriam diferentes. Começaram a aparecer novos roqueiros que, influenciados por Dr Ratazana, Hëllisch e Cia, resolveram procurar fazer um som. Um desses primeiros frutos foi o trio formado por Fred Di Giacomo, Rafael Kiwi e Tiago. A banda terminou logo, quando Fred foi atropelado por uma moto indo ao ensaio de bicicleta, mas esse embrião acabou dando origem, ao grupode de grunge Jockeypaul, futura Dinastia.


Outro festival rolou na Avenida com Sandman, Hëllisch, Katalepsya e Jockeypaul. No final do ano explodiram novas bandas. The Sexmaniacs de punk rock escrachado, Andarilhos do Asfalto de rock e punk  e Kisher que rolava Legião Urbana e punk. 

O The Sexmaniacs teve vida curta e com a saída do baterista Shell deu origem ao Thelema, de Rodrigo “Popó” Peters, João Flávio, Tori e Maurício. Depois saiu Rodrigo  e entrou Alexandre Soares(ex-Dr Ratazana) passando pra um som mais pop com covers de Bon Jovi e Cássia Eller. Os Andarilhos do Asfalto também logo mudaram.  Formados pelos irmãos Di Giacomo(Fred e Gabriel) e Bruno “Brisa” Jardim a banda diminuiu o nome para Andarilhos e passou a contar com Edgar “Gaznso” na guitarra. Tocando som próprio(“Fuga para parte Alguma”, “Censurado”, etc) punk tosco e donos de performances piradas, a banda se apresentou ao lado de Jockeypaul e Thelema até conhecer  a galera da Vila América.  A Vila América foi entre 1999 e 2000 um celeiro de bandas. Garotos roqueiros, ligados ao movimento estudantil, na maioria de origem humilde e com afinidade com punk e grunge, eles deram origem aos Militantes(ex-Kisher), Stranger(ex-Punks de Brinquedo) e posteriormente Indigentes. Essas bandas unidas aos Andarilhos passaram a organizar a nova cena local realizando diversos festivais com bandas de todo o noroeste paulista. Surgiu um forte intercâmbio com as cidades próximas como Araçatuba, Birigui, Rio Preto, Coroados e outras. A dobradinha mais recorrente que se pode ver nos palcos foi Andarilhos/Militantes que tocavam em todos os buracos possíveis, e se apresentaram, inclusive, ao vivo na Rádio Difusora. Outras bandas que apareceram, mas tiveram vida curta foram a Black Star, a Ponto G e os Gametas. Hëllisch e HellFire já haviam saído da cidade.  A Tuna voltou a ativa e chegou a gravar cd. Surgiram fanzines, incialmente o Ira!(dos irmãos Di Giacomo(ex-editores do Afrociberdeli@, ao lado de Rodrigo Popó) e em 2001 uma série como o “Manifesto Feminista”  e o “Rock Brasil”. Ao lado das bandas um galera sempre comparecia aos shows e mantinha os contatos com o pessoal de fora: Rakel, Bia, Bina, Thaiana, Silvia, Peru, Andrei… Fred, Gabriel e Gilvan conseguiram um programa de rádio na Bandeirantes. Entre os festivais destacaram-se “O 1º Massacre da Guitarra Elétrica” e o “2º Karna Rock”, ambos com a presença de Andarilhos(agora com Wilson nos vocais e Marcão do Valle na guitarra), dos Militantes(formados por Junior, Gilvan, Ga, Vandinho e Duardo) e de bandas de fora. Os festivais contaram com a presença maciça de público, o que demonstrava a força da nova cena local. Um busão cheio de anarcopunks de Araçatuba, ostentando uma bandeira do MST, decorou as ruas da pacata “princesinha da Noroeste”.
Em 2001, até março, o que se viu foi uma continuação desse movimento de bandas com som agressivo e fé no lema punk do “faça você mesmo”. Mas em abril os Andarilhos se separaram e os Militantes(já experientes em shows pela região, especialmente no centro cultural anarcopunk Quilombola, de Araçatuba) começaram a parar de tocar. Dos Andarilhos surgiu o trio 100% punk/hardcore Praga de Mãe. Programou-se o festival “Destruindo a Rotina” com oito bandas, entre elas o Dr Ratazana(de volta com a formação original), o Praga de Mãe e os Militantes.

Hardcore feminista era a praia do Grito Feminino

Muitas coisas viriam depois. Uma banda formada só por meninas(Grito Feminino), hardcore melódico, trocas de cartas e zines, mais shows pela região, apoio da prefeitura para realizar o 1º Encontro Regional de Rock. Uma nova geração iria arregaçar suas mangas e formar seus próprios grupos de garagem mantendo vivo o espírito rock ‘n’ roll de uma cidade caipiria. Já que em Penápolis, o tédio – principal combustível do rock – continua abundante.
Fred Di Giacomo (ex-Andarilhos, ex-Praga de Mãe, ex-Mullets, ex-Cuecas Rosas, ex-Milhouse,  ex-editor dos zines Ira! e Afrociberdeli@ e atualmente na Banda de Bolso), com a colaboração de André “Ramone” Gubolin.

5 sons pioneiros do rap nacional

O hip hop chegou no Brasil nos anos 80, numa transição do que era o black power dos anos 70, para o que seria o rap nacional. B.boys, MC’s e alguns grafiteiros se reuniam no centro de São Paulo, perto da estação São Bento para dançar e trocar ideia sobre música. Em 1988, André Jung e Nasi, da banda Ira!, produziram a coletânea “Hip Hop Cultura de Rua” para o selo Eldorado. Foi o disco que lançou Thaíde e DJ Hum(com “Corpo Fechado”) e Mc Jack(de “A minha banana”). Algum tempo depois, sairia “Consciência Black” estrelando Racionais Mc’s e sua “Pânico na Zona Sul”. Um dos primeiros hits do movimento foi a ingênua e dançante “Nome de menina” de Pepeu. Junto com nomes como Código 13 e Athaliba e a Firma, ele fazia o hip hop revezar crítica social com músicas dançantes e animadas. Nélson Triunfo era o grande nome do break e, nos anos 90, a cena cresceria muito com várias bandas gravando discos em todos os estados do Brasil, principalmente depois da forcinha dada pela estreia de Gabriel, o Pensador – um branco de classe média que ajudou a popularizar o som entre todas os grupos sociais.

Cada do crássico pioneiro do rap brasileiro

***

Quando eu fiz a lista dos 10 clássicos do rap nacional, meu critério foram músicas que foram importantes na época de seu lançamento, influenciaram outros grupos e ficaram na cabeça dos amantes do estilo até hoje. Mas faltaram alguns sons pioneiros, que hoje em dia não são mais tão lembrados, mas foram importantes por abrir caminho para tudo que veio depois. Desses, eu escolhi seis pra você curtir e relembrar. Aumente o som e divirta-se!

1)Nome de menina – Pepeu

2)Política – Athaliba e a Firma

3)Corpo Fechado – Thaíde e DJ Hum

4)A minha banana – Mc Jack

5)Pânico na Zona Sul – Racionais Mc’s

Bônus:
Ndee Naldinho merece estar em qualquer lista de pioneiros do hip hop, sua história com o rap começa nos anos 80, quando a cena surgiu no Brasil. Como nasci em 84, só comecei a escutar som de verdade nos anos 90, quando descobri “Melô da Lagartixa” numa fita cassete de um camarada. Não achei a data exata da música, por isso deixei ela como bônus aqui nessa lista de sons das antigas.

Melô da Largatixa – Ndee Naldinho

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