Aleluia, irmãos! Assista “Jesus Cristo vai voltar” de Wander Wildner e Sangue Sujo

Leia entrevista exclusiva com o pai do punk brega
wander-wildner-punk-brega

Letra:
Jesus Cristo vai voltar.Aleluia!

Em Porto Alegre ele vai morar.Aleluia!

As pessoas vão gostar.Aleluia!

Nossa vida vai melhorar.Aleluia!

Jesus Cristo vai voltar.Aleluia!

Em Porto Alegre ele vai morar.Aleluia!

As pessoas vão gostar.Aleluia!

Nossa vida vai melhorar.Aleluia!

Os cristão pedindo a sua volta esperavam por essa hora

Todos juntos num mutirão pois jesus é a salvação

Todos querem um mundo melhor

Todos querem viver em paz

Agora sim vai ser legal,pq jesus é o canal

Jesus Cristo vai voltar.Aleluia!

Em Porto Alegre ele vai morar.Aleluia!

As pessoas vão gostar.Aleluia!

Nossa vida vai melhorar.Aleluia!

Mas em que bairro Jesus vai ficar?

Em que rua Jesus vai morar?

Na Santa Cecília ou na Conceição?

No Espírito Santo ou na Assunção?

Em que bairro Jesus vai ficar?

Em que rua Jesus vai morar?

Na Santa Cecília ou na Conceição?

No Espírito Santo ou na Assunção?

Todos querem que ele fique na sua rua

Mamãe quer que ele fique lá em casa

Tô achando que isso vai dar uma grande confusão

Mas numa hora dessas cada um é mais cristão

Em que bairro Jesus vai ficar?

Em que rua Jesus vai morar?

Na Santa Cecília ou na Conceição?

No Espírito Santo ou na Assunção?

Mas em que bairro Jesus vai ficar?

Em que rua Jesus vai morar?

Na Santa Cecília ou na conceição?

No Espírito Santo ou na Assunção?

Aleluia!

7 documentários legais sobre rock n’ roll

-Mais artigos interessantes sobre música

A ideia dessa listinha surgiu porque ando interessado em assistir mais coisas legais sobre o velho, sujo e safado rock ‘n’ roll (depois de terminar a caixa de DVDs “Anthology” dos Beatles) e tenho encontrado poucas listinhas na rede. Talvez, essa ajude quem está começando e quem já estiver jogando no very hard pode deixar dicas de filmes legais ai embaixo nos comentários.

1)”No Direction Home”, de Martin Scorcese. Artista: Bob Dylan
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Um dos mais elogiados retratos do poeta-que-eletrificou-o-folk foi filmado pelo diretor de “Taxi Driver” e “Touro Indomável”. Foca no período entre 1961 e 1966, do começo acústico do cantor até sua fase “judas”, quando aderiu a guitarra.

2) “Anthology”, de Bob Smeaton. Artista: The Beatles
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Meio chapa branca, por ter sido produzido pelos Beatles, o documentário reúne Paul, Ringo e George para lembrar o passado, revelar curiosidades e gravar duas músicas novas. Feito originalmente para televisão reúne um impressionante material histórico, inclusive dos tempos em que, no lugar de Ringo, reinava Peter Best.

3) “End Of The Century”, de Jim Fields e Michael Gramaglia. Artista: Ramones.
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“1, 2, 3, 4!” Drogas, michê, brigas por causa de mulher: o caos que era a vida dos Ramones em um documentário cru e direto, como o som do quarteto de Nova York.

4) “Botinada”, de Gastão Moreira. Artista: Punk Rock Nacional.
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Tiozinhos punks relembram como os 3 acordes chegaram ao Brasil no final dos anos 70, os festivais, as tretas, tudo coberto por imagens históricas da época e coberto pelo rock nervoso que se fazia no subúrbio operário tupiniquim.
Assista ao trailer aqui.

5) “Hype”, de Doug Pray Artista: Bandas grunge
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A Seattle prestes a explodir em forma de grunge é mostrada, no documentário de Doug Pray, como um cenário habitada por moleques de camisa xadrez que formariam bandas esquecidas na história e outros moleques de camisa de lenhador que acabariam formando Nirvana, Pearl Jam, Mudhoney e Soundgarden.

6) “Lóki – Arnaldo Baptista”, de Paulo Henrique Fontenelle Artista: Arnaldo Baptista
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Produzido pelo Canal Brasil, o premiado longa procura jogar luz sobre a névoa que envolve a carreira do mutante Arnaldo Baptista. Da cabeça do maior grupo de rock brasileiro, passando pela internação em um hospital psiquiátrico -de onde caiu do oitavo andar – a história cheia de reviravoltas do gênio é mostrada até a reunião dos Mutantes originais.

7) “Guidable – A verdadeira história do Ratos de Porão”, de Fernando Rick e Marcelo Apezzato. Artista: Ratos de Porão
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Fazendo jus à imagem suja e agressiva da banda de João Gordo, “Guidable” não poupa o espectador de cenas de consumo de drogas, nem poupa o RDP de explicar brigas e tensões que fizeram os caras mudarem diversas vezes de formação.

Documentários que o Punk Brega ainda tem quer ver:

-“Gimme Shelter”, sobre os Stones
-“Some Kind of Monster”, sobre o Metallica
-“Shine a Light”, também sobre os Stones
-“A vida até parece uma festa”, sobres os Titãs

E pra quem curte a cena indie brasileira:
– “Música de trabalho”
-“Erga-Te” – Graforréia Xilarmônica

Assista “Novos Baianos F.C.” – documentário de Solano Ribeiro

publicado originalmente em 22/02/2010
novosbaianos-documentário
Fuçando no Youtube num sábado a tarde, dei de cara com esse interessantíssimo documentário de 1973 sobre os Novos Baianos, dirigido por Solano Ribeiro – produtor musical responsável pelos clássicos “Festivais de Música Popular Brasileira” – para um TV alemã.

Não são apresentados grandes inovações de edição, imagens de arquivo ou formulações de teoria. Está ali pra quem quiser ver a vida livre do bando de “20 malucos” que morava no “Sítio do Vovô” em Jacarepaguá, jogando bola, fazendo música, criando os filhos… A trilha sonora é de primeira, com a maioria das músicas tiradas do clássico “Acabou o Chorare”, lançado em 1972 e considerado pela Rolling Stone o melhor álbum da história da MPB.

Outros desbundes:
-Timothy Leary e suas memórias alucinadas em “Flashbacks”
-Leila Diniz, a musa do Pasquim

10 melhores baixistas de rock do Brasil

– Confira os 10 maiores bateristas de rock do Brasil

A morte do baixista Champignon – que ficou famoso tocando no Charlie Brown Jr., mas também passou pelas bandas 9 mil Anjos, Revolucionnarios e A Banca – me pegou de surpresa. Jovem (ele tinha 35 anos), numa nova fase (ele estava cantando na banda A Banca, que homenageava o vocalista Chorão) e esperando uma filha; Champignon se matou seis meses depois de Chorão (vocalista do Charlie Brown Jr) ter sofrido uma overdose. Particularmente nunca fui um grande fã da banda. Acho os dois primeiros discos bons, mas o que sempre me chamou a atenção em suas músicas  foi o trabalho do baixo de Champignon – moleque prodígio que começou a tocar o instrumento aos 10 e entrou pra banda ainda menor de idade.

Eleito três vezes consecutivas melhor baixista no VMB da Mtv e bi-campeão como melhor instrumentista no Prêmio Multishow; Champignon não era mais virtuoso que baixistas como Luis Mariutti ou Felipe Andreoli, é óbvio, mas ele conseguiu trazer muitas técnicas elaboradas de contrabaixo para a música popular. Conseguiu trazer um instrumento tido como de “fundo” para a frente do show e para o gosto do grande público. Também criou um estilo próprio (misturando grooves graves de reggae, slaps de funk, linhas melódicas mais trabalhadas com pitadas de “atitude” punk e beat-box) e influenciou muitos moleques a começarem a tocar o instrumento.

Pensando nisso, elaborei a lista abaixo com 10 melhores baixistas do rock nacional. Levei em conta não só a técnica, mas a inovação, a influência, o timbre e – principalmente – o trabalho desenvolvido nas linhas de baixo dos discos gravados pelo músico. Não adianta mostrar o trabalho só na hora dos solos de shows, né?

Para os críticos de plantão é legal lembrar que essa é uma lista de baixistas de ROCK. Por isso nomes como Celso Pixinga ou Luizão Maia não poderiam ser inclusos.

Champignon (Charlie Brown Jr.)
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Bom, os motivos para Champignon estar na lista foram escritos no começo do post. Vale dizer que o cara foi pro Brasil o que o Flea foi pro mundo. Como essa é uma lista de rock, deixamos os Jaco Pastorius brasileiros pra próxima.

Os slaps e a velocidade

O feeling e a melodia

Luis Mariutti (Angra, Shaman)
O virtuoso Luis Mariutti é um bom contraponto ao estilo de Champignon. Famoso por suas passagem pelas bandas de metal Angra e Shaman, Mariutti domina diversas técnicas e conhece teoria musical . Foi eleito um dos melhores baixistas do mundo pela revista japonesa “Burn”.

Liminha (Mutantes e músico de estúdio)
Limina se tornou baixista da genial bandas Os Mutantes, quando Arnaldo Baptista resolveu se dedicar apenas ao teclado. Acompanhou a banda até o começo de sua fase progressiva (e muito técnica) deixando a banda após a gravação do disco “O A e o Z”. Nos anos 80, virou produtor de sucesso;  gravando, também, grandes linhas de baixo como as da música “Fullgás” de Marina Lima.

Dadi (Novos Baianos, Barão Vermelho, A Cor do Som)
Dadi talvez seja o menos roqueiro dos baixistas dessa lista, mas ele teve uma rápida passagem na banda Barão Vermelho e gravou a música “Scarlet” com Mick Jagger. Virtuoso e criativo, Dadi misturo influências de rock n’ roll com ritmos brasileiros, criando um estilo único registrado em diversos discos dos Novos Baianos e de sua antiga banda A Cor do Som.

PJ (Jota Quest)
PJ  consegue se destacar mesmo tocando numa banda de pop/rock de alto sucesso comercial. A influência da black music é sentida nos slaps e grooves suingados de músicas como “Encontrar Alguém” e “De volta ao planeta”. PJ também sabe soar melódico e domina técnicas como tapping, como pode ser visto nessa versão de Djavan, cheia de harmônicos:  http://www.youtube.com/watch?v=nyd4jDaiGX4

Andria Busic (Dr. Sin)
Mais conhecido por seu trabalho na banda de hard rock Dr. Sin, Andria Busic tocou também no Ultraje à Rigor, na banda Taffo e com o cantor  Supla. Ele mistura técnica e virtuosismo, caprichando em seus solos ao vivo.

Nando Reis (Titãs)
Grande compositor, Nando Reis não é um virtuoso no baixo, mas sabe criar linhas criativas que grudam nos ouvidos dos fãs. Ele experimentou slaps e um solo com wah-wah na “funk-punk” “Bichos Escrotos”, groove ritmado em “Flores”, solinho melódico na introdução de “Homem Primata” e mais slaps em “Comida” que também conta com grooves sampleados. Fã de reggae, Nando criou ótimos riffs para suas músicas no estilo, como pode ser ouvido em “Família”, por exemplo.

Bi Ribeiro (Paralamas do Sucesso)
Bi Ribeiro forma uma das melhores cozinhas do rock nacional no Paralamas do Sucesso, ao lado do grande baterista João Barone. Influenciado por ska, reggae e clássicos do rock como Led Zeppelin – Barone criou seu próprio estilo grave e  com fraseados recheados de notas certeiras. Muitas vezes, ele costuma tocar seu baixo com o polegar como os baixistas clássicos de reggae que acompanhavam Bob Marley.

Heitor Gomes (Charlie Brown Jr e CPM 22)
Heitor Gomes é filho do grande baixista Chico Gomes (criador da técnica de triplo domínio) e passou a ser conhecido do grande público quando integrou o Charlie Brown Jr (entre 2005 e 2011), substituindo Champignon e dando um caráter ainda mais técnico para as linhas do grupo. Destaque para seu trabalho nas músicas “Senhor do Tempo” (com uso de duplo domínio) e “O Futuro é um labirinto pra quem não sabe o que quer”. (cheia de slaps e com uso de acordes)

Felipe Andreoli (Angra, Karma)
Grande virtuose do metal melódico e do metal progressivo, Felipe faz parte da segunda formação da banda Angra. Versátil, é um dos pioneiros da técnica de pizzicato com três dedos no Brasil e vai dos slaps ao tapping, sempre com muita velocidade e precisão.

Veja também:
-100 melhores baixistas do mundo
-Melhores baixistas do heavy metal

5 melhores músicas de (dor de) corno

Com a licença do mestre @xicosa, Punk Brega elege as 5 melhores músicas da corneira nacional.

5)”A Maçã” – Raul Seixas
O genial Raulzito é autor dessa “melô do corno manso”, em que – ao contrário do Rei Roberto e de Roger do Ultraje – ele condena o ciúme e diz “Sofro, mas eu vou te libertar”.

4)”Me dê motivos” – Tim Maia
A música não foi composta pelo Tim Maia, mas o monólogo cravado por ele na introdução já vale o lugar nessa lista:
“É engraçado, ás vezes a gente sente fica pensando
Que está sendo amado, que está amando e que
Encontrou tudo o que a vida poderia oferecer
E em cima disso a gente constrói os nossos sonhos
Os nossos castelos e cria um mundo de encanto, onde tudo é belo
Até que a mulher que a gente ama, vacila e põe tudo a perder
E põe tudo a perder…”

3)Ronda – Paulo Vanzolini
Vanzolini, um dos maiores compositores de sambas paulistas, ficou famoso por essa dor de corno “com alma feminina” gravada, entre outras, por Maria Bethânia. Dor de corno com sangue no final.

2)”Nervos de Aço” – Lupicínio Rodrigues
Lupicínio Rodrigues é o rei das canções de “dor de cotovelo”. Nervos de Aço é  mais clássica delas. Avó de “Garçom” do Reginaldo Rossi, mas muito mais classuda, foi também gravada por Paulinho da Viola. Supostamente, é baseada em fatos reais.

1)”Garçom” – Reginaldo Rossi
Clássico dos clássicos, grande hino brega, relata a história do cara cujo grande amor vai se casar e mandou uma carta pra lhe avisar. Abaixo a história “apócrifa” da música.

Bônus Track: “Balada do Corno” – Milhouse
Essa música foi originalmente composta por Wando Ramone e Waldick Cavalera da banda de punk brega Cuecas Rosas. É pouco conhecida, mas serve como um hino da auto-ajuda corna com seu terapêutico “Atire a primeira pedra quem nunca sofreu/quem nunca foi corno assim como eu/nunca foi traído”.

Punk inglês 77: Conheça o Sham 69, pais da música Oi!, e ouça “If the kids are united”

Assista “If The Kids Are United”

Foi com a geração 77 do punk britânico que surgiu também o “street punk” ou “oi! music”, cujos pais biológicos são os caras do Sham 69. Jimmy Pursey(vocal), Dave Parsons(guitarra),Rick Goldstein(bateria) e Dave Treganna(baixo) compunham a formação clássica da banda, fundada em Hersham, Surrey, em 1976.

É engraçado ver Jimmy cantando com garotinhos saudáveis em um programa de auditório(acima), enquanto nos shows do Sham, punks e skinheads quebravam o pau. O quarteto encerrou suas atividades em 1980.

Questions and Answers

Veja também:

-Entrevista excrusiva com os Garotos Podres
-Por que o primeiro disco dos Ramones é um marco?

Punk inglês 77: Conheça a banda “Crass” e ouça “Where is the Next Columbus”

 

-Conheça o U.K. Subs

Where Next Columbus

Estou fazendo uma pesquisa para escrever a resenha do primeiro disco da banda baiana Camisa de Vênus. E não é que achei mais uma “versão” não creditada de punk inglês no disco? Dessa vez, Marceleza deu uma “chupadinha” na letra de “Where Next Columbus” dos anarcopunks 77 do Crass. Confira a letra no final do post. Mas antes, um pouco mais de história, na nossa série “punk 77 inglês”:

-Confira mais bandas da safra 77 britânica

The Crass

Os caras do Crass foram responsáveis por criar o que se chamou de Anarcopunk, uma forma de punk muito mais política que o “anarchy in UK pra chocar velhinhas” dos Pistols e mesmo o rock de esquerda do Clash. Na experiência do Crass tudo era levado mais ao extremo: as letras, as músicas (com experiências de colagens sonoras, poesia e vários vocalistas) e o estilo de vida. A banda surgiu numa casa comunitária chamada Dial House a partir de jams entre Penny Rimbaud e do, fã de Clash, Steve Ignorant. O grupo que já vivia no esquema “Do it yourself”, se empolgou com os primeiros punks e sentiu-se acolhido por aquela cena que explodia em Londres. O ano era, obviamente, 1977. Pelas fileiras do Crass passaram além de Penny e Ignorant: Gee Vaucher, N. A. Palmer, Phil Free, Pete Wright, Eve Libertine, Joy De Vivre, Mick Duffield, John Loder e Steve Herman. Os shows no começo eram toscos e mal tocados e as únicas pessoas na platéia eram os integrantes do UK Subs, que iam se apresentar logo depois do Crass. Com o passar do tempo, a banda adotou uniformes pretos(segundo eles para que ninguém fosse “o líder” e todos integrantes tivesse importância igual) e a performance se elaborou com experimentos com vídeos sendo exibidos, enquanto tocavam. O coletivo chegou ao fim em 1984, já desiludido e crítico em relação às outras bandas da cena.

Confira a letra de “Where Next Columbus?”

Anothers hope, anothers game
Anothers loss, anothers gain
Anothers lies, anothers truth
Anothers doubt, anothers proof
Anothers left, anothers right
Anothers peace, anothers fight
Anothers name, anothers aim
Anothers fall, anothers fame
Anothers pride, anothers shame
Anothers love, anothers pain
Anothers hope, anothers game
Anothers loss, anothers gain
Anothers lies, anothers truth
Anothers doubt, anothers proof
Anothers left, anothers right
Anothers peace, anothers fight
Marx had an idea from the confusion of his head
Then there were a thousand more waiting to be led
The books are sold, the quotes are bought
You learn them well and then you’re caught
Anothers left, anothers right
Anothers peace, anothers fight
Mussolini had ideas from the confusion of his heart
Then there were a thousand more waiting to play their part
The stage was set, the costumes worn
And another empire of destruction born
Anothers name, anothers aim
Anothers fall, anothers fame
Jung had an idea from the confusion of his dream
Then there were a thousand more waiting to be seen
You’re not yourself, the theory says
But I can help, your complex pays
Anothers hope, anothers game
Anothers loss, anothers gain
Satre had an idea from the confusion of his brain
Then there were a thousand more indulging in his pain
Revelling in isolation and existential choice
Can you truly be alone when you use anothers voice?
Anothers lies, anothers truth
Anothers doubt, anothers proof
The idea born in someones mind
Is nurtured by a thousand blind
Anonymous beings, vacuous souls
Do you fear the confusion, your lack of control?
You lift your arm to write a name
So caught up in the identity game
Who do you see? Who do you watch?
Who’s your leader? Which is your flock?
Who do you watch? Who do you watch?
Who’s your leader? Which is your flock?
Einstein had an idea from the confusion of his knowledge
Then there were a thousand more turning to advantage
They realised that their god was dead
So they reclaimed power through the bomb instead
Anothers code, anothers brain
They’ll shower us all in deadly rain
Jesus had an idea from the confusion of his soul
Then there were a thousand more waiting to take control
The guilt is sold, forgiveness bought
The cross is there as your reward
Anothers love, anothers pain
Anothers pride, anothers shame
Do you watch at a distance from the side you have chosen?
Whose answers serve you best? Who’ll save you from confusion?
Who will leave you an exit and a comfortable cover
Who will take you oh so near the edge, but never drop you over?
Who do you watch

Veja também:
– “Ramones” o disco que inventou o punk

Videoteca do Brega: “Uma vida só”, Odair José

Nas próximas sexta-feiras, esse blog vai deixar sua pose punk de lado e reunir alguns clássicos do brega pros seus jovens internautas.

Depois de lançar seu primeiro sucesso “Eu vou tirar você desse lugar”, Odair José (1948) foi censurado pela explícita canção da pílula e chegou a ser excomungado pela Igreja Católica. Decidido a fazer uma ópera-rock-brega Odair lançou fracasso comercial “O filho de José e Maria” (1977) que trazia flertes com rock progressivo e de garagem.

Odair foi redescoberto nos anos 90, depois do lançamento do clássico livro “Eu não sou cachorro não”, de Paulo César Araújo, e da coletânea “Vou tirar você desse lugar” que reunia Mombojó, Paulo Miklos, mundo livre s/a e outros artistas regravando o mestre. Até o Los Hermanos registrou a clássica música de amor a uma prostituta., dando à Odair José um improvável rótulo de artista CULT.

Veja também:
O indie brega de Felipe Cordeiro
-Conheça o rock brega gaúcho do Graforréia Xilarmônica 

Felipe Cordeiro toca “Lambada com Farinha”

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No Som de Sexta de hoje, uma indicação do @brunodias do Urbanaque: Felipe Cordeiro. Esse paraense está lançando seu segundo disco, “Kitsch Pop Cult” (produzido pelo André Abujamra, ex-Karnak), no qual mistura ritmos tradicionais do Pará com música pop internacional.

Felipe Cordeiro – “Lambada com farinha” @ Conexão Vivo, Belém (PA) from Urbanaque.com.br on Vimeo.

(Destaque para a presença de duas “dançarinas indies” no palco, hahaha.)

Siga nosso site no @punk_brega

-Mais notícias de música
-Ouça “Ela é indie” do mundo livre s/a

“Não devemos nada você” – Resenha do livro de Daniel Sinker

-Conheça a autobiografia de Dee Dee Ramone

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As coisas à sua volta acontecem muito rápido, você está ansioso pra fazer alguma coisa, mas não sabe por onde começar? Calma! Respire, compre (baixe ou roube) o livro “Não devemos nada a você” e leia todas as 30 entrevistas até o final. Pronto, agora você pode montar sua banda, seu coletivo, sua ONG ou sua própria gravadora. Você pode até mesmo sonhar em mudar o mundo e ter exemplos concretos de gente que trabalhou pra isso.

Inspiração é o que transborda das quase 300 páginas de conversas com figuras importantes da cena punk/alternativa americana que falaram com a revista Punk Planet, em seus 13 anos de vida. E lá estão veteranos do punk rock como Jello Biafra(ex-Dead Kennedys) e Ian Mackaye(ex-Minor Threat e Fugazi), mas também grupos novos como The Gossip e Los Crudos. Artistas hype como Miranda July, pensadores como Noam Chomsky e produtores como Steve Albini. Todos unidos pela vontade de fazer as coisas de forma independente, de achar uma alternativa ao status quo. “Do it yourself” grita para o leitor cada entrevista.

É bacana conhecer uma cena onde punk ou atitude alternativa não são coisas só de meninos rebeldes ou de figuras uniformizadas com moicanos e coturnos(nada contra moicanos, só contra padrões). Muitas das vozes de “Não devemos nada a você” saem de pessoas que vivem daquilo há anos. Que realmente fazem coisas práticas – como ajudar mulheres a abortar ou levar mantimentos para o Iraque – para mudar nossa sociedade. Pra quem se interessa por imprensa alternativa, rock, punk ou cultura independente é item obrigatório. Pra quem não se interessa por nada disso, é uma forma inspiradora de começar.

Leia alguns contos punks, se tiver coragem.

Capa da edição gringa – bem mais bacanuda que a nossa, né?

 

É só isso?
Não, também tem entrevistas com Thurston Moore(Sonic Youth), Bob Mould(Hüsker Dü & Sugar), Black Flag, Kathleen Hanna(Bikini Kill & Le Tigre), Sleater-Kinney, Porcell(Shelter), entre vários outros.


NÃO DEVEMOS NADA A VOCÊ

Organização e edição: Daniel Sinker
Edições Ideal
308 p. / R$ 40
www.idealshop.com.br

Daniel Sinker, criador da Punk Planet

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