Aleluia, irmãos! Assista “Jesus Cristo vai voltar” de Wander Wildner e Sangue Sujo

Leia entrevista exclusiva com o pai do punk brega
wander-wildner-punk-brega

Letra:
Jesus Cristo vai voltar.Aleluia!

Em Porto Alegre ele vai morar.Aleluia!

As pessoas vão gostar.Aleluia!

Nossa vida vai melhorar.Aleluia!

Jesus Cristo vai voltar.Aleluia!

Em Porto Alegre ele vai morar.Aleluia!

As pessoas vão gostar.Aleluia!

Nossa vida vai melhorar.Aleluia!

Os cristão pedindo a sua volta esperavam por essa hora

Todos juntos num mutirão pois jesus é a salvação

Todos querem um mundo melhor

Todos querem viver em paz

Agora sim vai ser legal,pq jesus é o canal

Jesus Cristo vai voltar.Aleluia!

Em Porto Alegre ele vai morar.Aleluia!

As pessoas vão gostar.Aleluia!

Nossa vida vai melhorar.Aleluia!

Mas em que bairro Jesus vai ficar?

Em que rua Jesus vai morar?

Na Santa Cecília ou na Conceição?

No Espírito Santo ou na Assunção?

Em que bairro Jesus vai ficar?

Em que rua Jesus vai morar?

Na Santa Cecília ou na Conceição?

No Espírito Santo ou na Assunção?

Todos querem que ele fique na sua rua

Mamãe quer que ele fique lá em casa

Tô achando que isso vai dar uma grande confusão

Mas numa hora dessas cada um é mais cristão

Em que bairro Jesus vai ficar?

Em que rua Jesus vai morar?

Na Santa Cecília ou na Conceição?

No Espírito Santo ou na Assunção?

Mas em que bairro Jesus vai ficar?

Em que rua Jesus vai morar?

Na Santa Cecília ou na conceição?

No Espírito Santo ou na Assunção?

Aleluia!

Confira “Capítulo 4, versículo 3” dos Racionais Mc’s ao vivo no VMB de 1998

Hoje eu acordei saudosista do tempo em que ouvia muito o genial “Sobrevivendo no Inferno” dos Racionais Mc’s, sem dúvida um dos melhores discos já gravados no Brasil. Pra matar as saudades achei esse vídeo dos caras cantando “Capítulo 4, Versículo 3” no VMB de 2008, quando Brown e cia faturaram o prêmio de “Escolha da Audiência”, que na época era o mais cobiçado da premiação da MTV.

Veja também:
-5 sons pioneiros do hip hop brasileiro
-Relembre 10 hits do rap brasileiro
-Uma lista de discos para começar a ouvir rap nacional

A letra de uma das melhores canções do grupo:

“Capítulo 4, Versículo 3”

“60% dos jovens de periferia sem antecedentes criminais já sofreram violência policial
A cada 4 pessoas mortas pela polícia, 3 são negras
Nas universidades brasileiras apenas 2% dos alunos são negros
A cada 4 horas, um jovem negro morre violentamente em São Paulo”
Aqui quem fala é Primo Preto, mais um sobrevivente

Minha intenção é ruim
Esvazia o lugar
Eu tô em cima eu tô afim
Um, dois pra atirar
Eu sou bem pior do que você tá vendo
O preto aqui não tem dó
É 100% veneno
A primeira faz bum, a segunda faz tá
Eu tenho uma missão e não vou parar
Meu estilo é pesado e faz tremer o chão
Minha palavra vale um tiro e eu tenho muito munição
Na queda ou na ascensão minha atitude vai além
E tenho disposição pro mal e pro bem

Talvez eu seja um sádico
Um anjo
Um mágico
Juiz ou réu
Um bandido do céu
Malandro ou otário
Padre sanguinário
Franco atirador se for necessário
Revolucionário
Insano
Ou marginal
Antigo e moderno
Imortal
Fronteira do céu com o inferno
Astral imprevisível
Como um ataque cardíaco
No verso
Violentamente pacífico
Verídico
Vim pra sabotar seu raciocínio
Vim pra abalar o seu sistema nervoso e sangüíneo
Pra mim ainda é pouco
Brown cachorro louco
Número 1 dia
Terrorista da periferia
Uni-duni-tê
O que eu tenho pra você
Um rap venenoso ou uma rajada de pt
E a profecia se fez como previsto
1 9 9 7 depois de Cristo
A fúria negra ressuscita outra vez
Racionais capítulo 4 – versículo 3

Aleluia…aleluia..racionais no ar, filha da puta, pá, pá, pá

Faz frio em São Paulo
Pra mim tá sempre bom
Eu tô na rua de bombeta e moletom
Dim dim dom
Rap é o som
Que emana no opala marrom
E aí
Chama o Guilherme
Chama o Vander
Chama o Dinho
E o Gui
Marquinho chama o éder, vamo aí
Se os outros manos vem, pela ordem tudo bem
Melhor
Quem é quem no bilhar no dominó

Colô dois manos
Um acenou pra mim
De jaco de cetim
De tênis, calça jeans

Ei Brown, sai fora
Nem vai, nem cola
Não vale a pena dar idéia nesses tipo aí
Ontem à noite eu vi na beira do asfalto
Tragando a morte, soprando a vida pro alto
Ó os cara só a pó, pele o osso
No fundo do poço, mó flagrante no bolso

Veja bem, ninguém é mais que ninguém
Veja bem, veja bem, eles são nosso irmãos também
Mas de cocaína e crack,
Whisky e conhaque
Os manos morrem rapidinho sem lugar de destaque

Mas quem sou eu pra falar
De quem cheira ou quem fuma
Nem dá
Nunca te dei porra nenhuma
Você fuma o que vem
Entope o nariz
Bebe tudo o que vê
Faça o diabo feliz
Você vai terminar tipo o outro mano lá
Que era um preto tipo a
E nem entrava numa
Mó estilo
De calça Calvin Klein
E tênis puma
Um jeito humilde de ser
No trampo e no rolê
Curtia um funk
Jogava uma bola
Buscava a preta dele no portão da escola
Exemplo pra nós, mó moral, mó ibope
Mas começou colar com os branquinhos do shopping
“Aí já era”
Ih mano outra vida, outro pique
Só mina de elite
Balada, vários drink
Puta de butique
Toda aquela porra
Sexo sem limite
Sodoma e gomorra

Faz uns nove anos
Tem uns quinze dias atrás eu vi o mano
Cê tem que vê
Pedindo cigarro pros tiozinho no ponto
Dente tudo zoado
Bolso sem nenhum conto
O cara cheira mal
As tia sente medo
Muito louco de sei lá o quê logo cedo
Agora não oferece mais perigo
Viciado,
Doente,
Fudido:
Inofensivo

Um dia um PM negro veio embaçar
E disse pra eu me pôr no meu lugar
Eu vejo um mano nessas condições: não dá
Será assim que eu deveria estar?
Irmão, o demônio fode tudo ao seu redor
Pelo rádio, jornal, revista e outdoor
Te oferece dinheiro, conversa com calma
Contamina seu caráter, rouba sua alma
Depois te joga na merda sozinho
Transforma um preto tipo A num neguinho
Minha palavra alivia sua dor
Ilumina minha alma
Louvado seja o meu senhor
Que não deixa o mano aqui desandar ah
E nem sentar o dedo em nenhum pilantra
Mas que nenhum filha da puta ignore a minha lei
Racionais capítulo 4 versículo 3

Aleluia…aleluia…racionais no ar filha da puta, pá, pá, pá

Quatro minutos se passaram e ninguém viu
O monstro que nasceu em algum lugar do Brasil
Talvez o mano que trampa de baixo de um carro sujo de óleo
Que enquadra o carro forte na febre com sangue nos olhos
O mano que entrega envelope o dia inteiro no sol
Ou o que vende chocolate de farol em farol
Talvez o cara que defende o pobre no tribunal
Ou que procura vida nova na condicional
Alguém num quarto de madeira lendo à luz de vela
Ouvindo um rádio velho no fundo de uma cela
Ou da família real de negro como eu sou
Um príncipe guerreiro que defende o gol

E eu não mudo mas eu não me iludo
Os mano cu-de-burro têm, eu sei de tudo
Em troca de dinheiro e um carro bom
Tem mano que rebola e usa até batom
Varios patrícios falam merda pra todo mundo rir
Ah ah, pra ver Branquinho aplaudir
É, na sua área tem fulano até pior
Cada um, cada um: você se sente só
Tem mano que te aponta uma pistola e fala sério
Explode sua cara por um toca-fita velho
Click plá plá pláu e acabou
Sem dó e sem dor
Foda-se sua cor
Limpa o sangue com a camisa e manda se fuder
Você sabe por quê? pra onde vai pra quê?
Vai de bar em bar
Esquina em esquina
Pegar 50 conto
Trocar por cocaína

Enfim, o filme acabou pra você
A bala não é de festim
Aqui não tem dublê
Para os manos da Baixada Fluminense à Ceilândia
Eu sei, as ruas não são como a disneylandia
De Guaianazes ao extremo sul de santo amaro
Ser um preto tipo A custa caro
É foda, foda é assistir a propaganda e ver
Não dá pra ter aquilo pra você
Playboy forgado de brinco: cu, trouxa
Roubado dentro do carro na avenida Rebouças
Correntinha das moça
As madame de bolsa
Dinheiro: não tive pai não sou herdeiro
Se eu fosse aquele cara que se humilha no sinal
Por menos de um real
Minha chance era pouca
Mas se eu fosse aquele moleque de tôca
Que engatilha e enfia o cano dentro da sua boca
De quebrada sem roupa, você e sua mina
Um, dois
Nem me viu: já sumi na neblina
Mas não, permaneço vivo
Prossigo a mística
Vinte e sete anos contrariando a estatística
Seu comercial de tv não me engana
Eu não preciso de status nem fama
Seu carro e sua grana já não me seduz
E nem a sua puta de olhos azuis
Eu sou apenas um rapaz latino-americano
Apoiado por mais de 50 mil manos
Efeito colateral que o seu sistema fez
Racionais capítulo 4 versículo 3.

Videoteca do Brega – “Garçom” (Reginaldo Rossi): a melhor letra de dor de corno do mundo

– Acompanhe aqui grande clássicos da música cafona na “Videoteca do Brega“.

“Garçom” ao vivo

Quando fui universitário em Bauru, eu tocava baixo numa banda chamada “Cuecas Rosas“. A ideia era fazer versões punk e rock n’ roll de clássicos da música brega brasileira. Nos shows, a gente chamava Wando e Reginaldo Rossi de maiores compositores da música brasileira. Maiores que Chico Buarque. Era provocação, mas no caso de “Garçom” de Reginaldo Rossi a coisa não era só escracho. Acho esse letra o melhor que já escreveram sobre dor de corno… NO MUNDO É realista, bem-humorada e conta uma história como poucos. A frase “eu sei que estou enchendo o saco, mas todo bebum fica chato” é antológica. Rossi (nascido em Recife, em 1944) é aclamado como Rei do Brega, mas acho pouco. Ele está longe de ser só um “Falcão”, uma piada, ou apenas um ex-imitador de Roberto Carlos. Suas letras (como “Raposa e as uvas”) deviam ser levadas mais a sério, seu carisma no palco é inegável e os shows no norte e nordeste continuam lotados. Os “mangueboys” de Recife gravaram um bom tributo ao Rossi, que você pode ouvir aqui.Tem Mundo Livre, Lenine, Otto, Zé Ramalho, Devotos… Uma pequena homenagem pra uma grande obra.

Assista também:
-Lindomar Castilho canta “Eu vou rifar meu coração”
-Relembre “Uma vida só” de Odair José
-Fernando Mendez ficou famoso por cantar uma menina na cadeira de rodas

“Garçom” versão original

Letra de “Garçom”
Garçom! Aqui!
Nessa mesa de bar
Você já cansou de escutar
Centenas de casos de amor…

Garçom!
No bar todo mundo é igual
Meu caso é mais um, é banal
Mas preste atenção por favor…

Saiba que o meu grande amor
Hoje vai se casar
Mandou uma carta pra me avisar
Deixou em pedaços meu coração…

E pra matar a tristeza
Só mesa de bar
Quero tomar todas
Vou me embriagar
Se eu pegar no sono
Me deite no chão!…

Garçom! Eu sei!
Eu estou enchendo o saco
Mas todo bebum fica chato
Valente, e tem toda a razão…

Garçom! Mas eu!
Eu só quero chorar
Eu vou minha conta pagar
Por isso eu lhe peço atenção…
Saiba que o meu grande amor
Hoje vai se casar
Mandou uma carta pra me avisar
Deixou em pedaços meu coração…

E prá matar a tristeza
Só mesa de bar
Quero tomar todas
Vou me embriagar
Se eu pegar no sono
Me deite no chão!…

Saiba que o meu grande amor
Hoje vai se casar
Mandou uma carta prá me avisar
Deixou em pedaços meu coração…

E pra matar a tristeza
Só mesa de bar
Quero tomar todas
Vou me embriagar
Se eu pegar no sono
Me deite no chão!

Reginaldo-Rossi-Cheio-De-Amor

“Cálice” – Criolo

Acho Chico legal, mas não gostava muito de “Cálice”. Agora eu gosto:

Independente de toda discussão sobre o Criolo, acho foda um vídeo cru assim, ter mais de 500.000 visualizações. Prefiro ficar do lado dele.

Veja também:
-Mais artigos sobre rap
-Criolo canta o samba “Linha de Frente” no programa Ensaio

Cálice (letra da versão do Criolo)
Como ir pro trabalho sem levar um tiro
Voltar pra casa sem levar um tiro
Se as três da matina tem alguém que frita
E é capaz de tudo pra manter sua brisa

Os saraus tiveram que invadir os botecos
Pois biblioteca não era lugar de poesia
Biblioteca tinha que ter silêncio,
E uma gente que se acha assim muito sabida

Há preconceito com o nordestino
Há preconceito com o homem negro
Há preconceito com o analfabeto
Mais não há preconceito se um dos três for rico, pai.

A ditadura segue meu amigo Milton
A repressão segue meu amigo Chico
Me chamam Criolo e o meu berço é o rap
Mas não existe fronteira pra minha poesia, pai.

Afasta de mim a biqueira, pai
Afasta de mim as biate, pai
Afasta de mim a coqueine, pai
Pois na quebrada escorre sangue,pai.
Pai
Afasta de mim a biqueira, pai
Afasta de mim as biate, pai
Afasta de mim a coqueine, pai.
Pois na quebrada escorre sangue.

80944412_640

“Menino com doença” – Os Pedrero

os-pedrero-menino-com-doenca

Os Pedrero é a banda punk com melhores títulos de música da atualidade. Bom, pelo menos na opinião do cara que manda nesse blog e te obriga e ler essas merdas. Por escrever coisas bonitas como “Pin Up Gordinha” é que esse capixabas escrotinhos ganharam a honra de aparecer no #somdesexta do Punk Brega com esse possível crássico “Menino com Doença”. Ouça e ame o próximo.

Acompanhe a gente no Twitter: @punk_brega!

A letra maneira dos caras pra você cantar junto, em frente ao seu computador:

Ele não tinha amigos na escola
Ninguém chamava para jogar bola
Sempre foi motivo de muita piada
Nunca arranjou uma namorada
Refrão:
Menino com doença
Menino com doença
Menino com doença
Nós amamos você
No recreio tomava porrada
E no banheiro tomava enrabada
Tinha seu desenho colado na parede
Várias piadinhas rolando no bilhete
Refrão
Oh Yeah!
Refrão

 

siga a gente no Twitter: @punk_brega

Renato Russo dedica música pro Redson do Cólera

Num dia qualquer de 1985, Renato Russo e o Legião Urbana fizeram um show em São Paulo, quando tocaram pela primeia vez ao vivo “Canção do Senhor da Guerra” e dedicaram a música pro falecido Redson, do Cólera, que era fã da letra. Só o Youtube salva e deixa a gente ficar sabendo dessas coisas 🙂

-Conheça o clássico “Pela Paz em Todo Mundo”, do Cólera

Canção do senhor da guerra
Existe alguém
Esperando por você
Que vai comprar
A sua juventude
E convencê-lo a vencer…

Mais uma guerra sem razão
Já são tantas as crianças
Com armas na mão
Mas explicam novamente
Que a guerra gera empregos
Aumenta a produção…

Uma guerra sempre avança
A tecnologia
Mesmo sendo guerra santa
Quente, morna ou fria
Prá que exportar comida?
Se as armas dão mais lucros
Na exportação…

Existe alguém
Que está contando com você
Prá lutar em seu lugar
Já que nessa guerra
Não é ele quem vai morrer…

E quando longe de casa
Ferido e com frio
O inimigo você espera
Ele estará com outros velhos
Inventando
Novos jogos de guerra…

Que belíssimas cenas
De destruição
Não teremos mais problemas
Com a superpopulação…

Veja que uniforme lindo
Fizemos prá você
Lembre-se sempre
Que Deus está
Do lado de quem vai vencer…

Existe alguém
Que está contando com você
Prá lutar em seu lugar
Já que nessa guerra
Não é ele quem vai morrer…

E quando longe de casa
Ferido e com frio
O inimigo você espera
Ele estará com outros velhos
Inventando
Novos jogos de guerra…

Que belíssimas cenas
De destruição
Não teremos mais problemas
Com a superpopulação…

Veja que uniforme lindo
Fizemos prá você
Lembre-se sempre
Que Deus está
Do lado de quem vai vencer…

O senhor da guerra
Não gosta de crianças…(6x)

renato-redson-ok

Lamento Sertanejo

Às vezes, eu, nascido em Penápolis – noroeste paulista, cerca de 60.000 habitantes – sinto saudade do interior, sinto falta do mato. E me acho um caipira. Mesmo que, quando morasse lá, eu pensasse ser o mais urbano e descolado no meio daquele bando de capiau. Do contra era eu, torrando num sol de rachar com camiseta preta, achando a música sertaneja um vômito e as pessoas simples demais.

Mas às vezes, a simplicidade faz falta pra caramba. E o barulho da cigarra de noite, e o solzão na tua cabeça a pino, e o sotaque forte das pessoas, e o tempo passando devagar, a rede mole  a girar, a mangueira alimentando um bairro inteiro, os cachorros rindo com o rabo, o pai almoçando em casa, a gente jogado na calçada jogando papo pro ar.

Eu esqueço da velocidade dos carros, do salário suado, das opções variadas, dos restaurantes e bares 24 horas. Eu esqueço dos museus, da universalidade cosmopolita, do progresso. E eu lembro da música que meus pais ouviam em casa:

Composição: Dominguinhos / Gilberto Gil

Por ser de lá

Do sertão, lá do cerrado

Lá do interior do mato

Da caatinga do roçado.
Eu quase não saio

Eu quase não tenho amigos

Eu quase que não consigo

Ficar na cidade sem viver contrariado.

Por ser de lá

Na certa por isso mesmo

Não gosto de cama mole

Não sei comer sem torresmo.

Eu quase não falo

Eu quase não sei de nada

Sou como rês desgarrada

Nessa multidão boiada caminhando a esmo.

João Gordo e Sepultura tocando “Holiday in Cambodia” do Dead Kennedys

João Gordo(nem tão gordo assim) e Sepultura numa jam alucinada tocando o crássico “Holiday in Cambodia“, do Dead Kennedys. Joãozinho, completamente chapado, embroma a boa letra de Jello Biafra, mas nós, que não queremos que você pague esse mico nos karaokês punks da vida, separamos a letrinha pra cantar junto.

Mas antes, não quer ler esses posts abaixo?
-João Gordo detona os Los Hermanos e relembra carreira. 
-Chaos A.D: o disco que colocou o Sepultura entre os grandes do rock

Holiday in Cambodia
So you been to school
For a year or two
And you know you’ve seen it all
In daddy’s car
Thinkin’ you’ll go far
Back east your type don’t crawl

Play ethnicky jazz
To parade your snazz
On your five grand stereo
Braggin’ that you know
How the niggers feel cold
And the slums got so much soul

It’s time to taste what you most fear
Right Guard will not help you here
Brace yourself, my dear:

It’s a holiday in Cambodia
It’s tough, kid, but it’s life
It’s a holiday in Cambodia
Don’t forget to pack a wife

You’re a star-belly sneech
You suck like a leach
You want everyone to act like you
Kiss ass while you bitch
So you can get rich
But your boss gets richer off you

Well you’ll work harder
With a gun in your back
For a bowl of rice a day
Slave for soldiers
Till you starve
Then your head is skewered on a stake

Now you can go where people are one
Now you can go where they get things done
What you need, my son:.

Is a holiday in Cambodia
Where people dress in black
A holiday in Cambodia
Where you’ll kiss ass or crack

Pol Pot, Pol Pot, Pol Pot, Pol Pot, [etc]

And it’s a holiday in Cambodia
Where you’ll do what you’re told
A holiday in Cambodia
Where the slums got so much soul

(Não sou mais aquele) Cara Cool

milhouse-cara-cool 

Fiz essa música em algum dia entre 2003 e 2004, estava na faculdade ouvindo Wander Wildner, Júpiter Maçã e Roberto Carlos. Era ex-punk e trocava o all star pelo chinelo. A piada comigo mesmo acabou servindo pra todo mundo que já pertenceu a algum estereótipo cheio de dogmas: punk, hippie, indie, roqueiro, headbanger, rapper, etc

Cara cool
Já não sou mais aquela cara cool de uns tempos atrás
Que só comprava discos e revistas legais
Não tenho mais aquele guarda-roupa irado
E acho até que estou apaixonado.

Não sou mais!
Aquele cara cool de uns tempos atrás } Ref

Já não assisto os filmes do Zé do Caixão
E até achei legal Terra em Transe no Cine Corujão.
Meu corpo não agüenta, as velhas chapadeiras
E não tem breja na minha geladeira.
Já não escuto tanto o velho punk rock
E outro dia fui numa balada que só tocava samba-rock
Esqueci do aniversário do Kurt Cobain
E das bandas da Inglaterra eu não conheço mais ninguém

Ref

Já não uso all-star ou toco guitarra na balada
E até penso em costurar minha velha calça rasgada.
Pareço brega ou velho quando me olho no espelho
E estou pensando em cortar o meu cabelo.

Democlipe de “Cara Cool”

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...