Graforréia Xilarmônica – Documentário “Erga-te”

Graforria+Xilarmnica+grafo

Documentário sobre a banda gaúcha “Graforréia Xilarmônica”, desenterrado pelo amigo celebrindie Bruno Dias. Confesso que gosto mais do lado pop/jovem guarda dos caras do que das experimentações atonais/dodecafônicas que eles metem no meio dos arranjos, mas resisti à qualidade baixa do vídeo no Youtube pra entender mais do rock dos pampas.

Parte 1

Parte 2

Parte 3

Parte 4

Parte 5

Parte 6

Parte 7

-A história do rock no Rio Grande do Sul

Top 5: Bandas gaúchas prediletas

Wander Wildner, o mestre punk brega

Em homenagem aos meus amigos gaúchos, aí vai meu Top 5 melhores bandas gaúchas. Segui meu gosto pessoal como único critério jornalístico 🙂

-Leia entrevista exclusiva com Wander Wildner

1) Júpiter Maçã

O doidão Júpiter Mação é foda. Seu primeiro disco “A Sétima Efervescência” é pra mim o melhor do rock gaúcho e um dos melhores do rock nacional. Não gosto muito da fase bossa em inglês dele(Jupiter Apple), mas esse último disco(de onde saiu esse clipe) está bem legal. O Júpiter(ou Flávio Basso) tocou antes no TNT e Cascavelletes.

2)Replicantes

A primeira banda gaúcha que eu amei. Eram punks, mas tinham umas letras engraçadas. Minha banda, Praga de Mãe, tocava essa música.

3)Wander Wildner

O pai do punk brega, Wander Wildner! Saiu dos Replicantes pra fazer um projeto tão legal quanto: fundir a simplicidade e a distorção punk com letras de amor inspiradas em Roberto Carlos e Reginaldo Rossi. Esta música é muito boa: “Quase um alcólatra”.

4)Cascavelletes

Cascavelletes é a banda seminal do rock gaúcho: reunia Frank Jorge(Graforréia) e Flávio Basso(Júpiter Maçã). Pra mim duas das melhores músicas do rock dos pampas são deles: “Morte por tesão” e “O Dotadão deve morrer”. Essa música “Eu quis comer você”, nem é tão legal, mas o vídeo deles tocando esse som no meio da molecada da Angélica(e sendo cantados pela loira “bonito o sotaque deles”) é muito bom. Os caras também tem a melhor demo feita no Brasil.

5)Graforréia Xilarmônica/Walverdes

Pra finalizar um empate. O Graforréia tem uns discos muito bons, mas o show eu achei meia boca. E tem umas músicas muito malucas às vezes. O Walverdes pelo contrário tem um show fodaço, rock ‘n’ roll no talo!

 

VEJA TAMBÉM:
– Entrevista com Wander Wildner

-6 bandas que eu gosto e ninguém gosta 

-5 maiores maconheiros da ficção

 

Banguela HIts – O último dente

Toda banda de punk é influenciada por Ramones, todo baixista já foi fã do Flea, todo mundo tem um monte de influências comuns a outras milhares de bandas.
Mas tem sempre aquele disco estranho que fez a sua cabeça e te influencia até os dias de hoje. (Seja uma banda brega que você tem vergonha de assumir que curtia, mas decorou os riffs de cabo a rabo, ou uma bandinha pop/rock que era hit na Mtv quando você começou a se ligar em música.)
Lembro que por volta de 1997 eu tinha 13 anos e estava começando a curtir som. Os Titãs tinham um selo, Banguela, que lançou o mundo livre s/a (de quem eu era fã, assim como todas demais bandas de Recife) e Raimundos. O selo Banguela durou alguns anos e se despediu com a coletânea “Banguela Hits”, que incluía as bandas: mundo livre s/a, Raimundos, Little Quail, Graforréia Xilarmônica, Maskavo Roots, Kleiderman e Pravda.

Pra mim era um amontoado de bandas com nomes bizarros. Mas é impressionante, como lembro todas as músicas até hoje. E várias dessas bandas tem alguns dos elementos que eu mais gosto até hoje: bom-humor nas letras, mistura de estilos e baixos grooveados.

Só descobri a importância do Graforréia Xilarmônica pro rock gaúcho vários anos depois, mas sempre curti os arranjos estranhos, com baixo destacado e letra engraçada de “Bagaceiro Chinelão”. O psychobilly insano do Little Quail (hoje em dia minha banda – Milhouse – toca um cover deles, “Essa menina”), também foi redescoberto anos mais tarde. E agora eu estava ouvindo as músicas da ainda obscura banda de funk-rock, Pravda, e pensei: que puta linha de baixo! A título de curiosidade: Raimundos, Maskavo Roots, Pravda e Little Quail eram bandas da efervescente cena noventista de Brasília. Graforréia, como eu disse antes, é gaúcho – projeto do grande Frank Jorge. O mundo livre vem de Recife e o Kleiderman era a banda paralela dos caras do Titãs.

Engraçado, não sei se esse post faz sentido pros outros, mas pra mim faz. A coletânea cheia de bandas com nomes esquisitos ajudou a moldar meu gostos musical.

Ouça algumas faixas:

“Tempestade”, Maskavo Roots

“Recreio dos Bandeirantes”, Pravda!

“Livre Iniciativa”, mundo livre s/a

“Bagaceiro Chinelão”, Graforréia Xilarmônica

“Família que Briga Unida”, Little Quail

“Nem mãe, nem puta”, Kleiderman

“Selim, Raimundos”

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