Virginia Woolf – Galeria de Anti-Heróis

Uma imagem fala mais que mil segunda-feiras

Virginia Woolf foi um dos maiores nomes da literatura do século XX

Virgina Woolf (1882 – 1941), foi uma escritora, editora e um dos maiores nomes da história do movimento modernista. Entre suas obras destacam-se “Mrs Dalloway” e “Passeio ao Farol”. Você pode conhecer um pouco mais da vida da autora inglesa no filme “As Horas”.

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Fotos de 7 pin ups que marcaram a história

Sim, pin ups! As modelos, atrizes e dançarinas cujas imagens sensuais (e cheias de curvas) exercem um forte atrativo na cultura pop. Vintage, retrô e – com o tempo – rock n’ roll, o estilo da primeira metade do século XX continua sempre na moda. Confira abaixo uma listinha com 7 pin ups famosas que marcaram a história com suas fotos sensuais e atitude sexy.

 1)Bettie Page (1923 – 2008)

Bettie Page foi modelo e atriz. A “rainha das curvas” é uma das pin ups mais famosas e influentes da história.
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2)Marilyn Monroe (1926 – 1962)

Atriz, modelo e mulher mais sexy do mundo.
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3)Dita Von Teese (1972 – )

Atriz, modelo e – principalmente – artista burlesca, famosa pela striptease numa taça de martini. Principal representante do estilo na atualidade
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4) Betty Grable (1916 – 1973)

Atriz e modelo, chegou a ser a atriz mais bem paga de Hollywood.
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5) Tempest Storm (1928 – )

Dançarina, stripper, atriz e uma das pioneiras do estilo burlesco. É, hoje, a mais velha stripper em atividade.
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6) Lili St Cyr (1918 – 1999)

Atriz, stripper, dançarina, modelo e dona de uma covinha de cair o queixo.

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7) Blaze Starr (1932 – )

Dançarina e modelo, foi uma das pioneiras do estilo burlesco que influenciou Dita Von Teese.
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– Mais musas do Punk Brega

 

Pin Up Laranja Mecânica nas fotos de @wandeclayt

Sabia decisão: unir dois ícones clássicos da cultura pop (O filme “Laranja Mecânica” e as curvilíneas pin ups) num ensaio sensual. Mais um trabalho classudo do fotógrafo ciberpunk Wandeclayt.

Conheça mais do trabalho de Wandeclayt aqui!

-Não conhece “Laranja Mecânica”? Leia nossa resenha! 

Campanha pra beber Moloko que queríamos ver

Pin up: Fernanda. Fotos: wandeclayt

“Ramones” – Ramones, 1976

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-Conheça algumas bandas do punk 77 inglês
-Já leu poesia punk?

Para a revista Rolling Stone ele é o 33º melhor disco da história. Para qualquer moleque de calça rasgada e all star ele é seu motivo de existir. Uma dos pedaços de vinil mais influentes da música pop. Sua duração é de 29:04s. Seu custo total de produção foram míseros $ 6400, numa época onde, segundo o próprio Joey Ramone no livro “Mate-me, por favor”, gastava-se meio milhão para produzir um álbum. E esse não era qualquer álbum; ele criou o punk, revolucionou o rock do final dos anos 70 e deu origem a centenas de bandas. Dos Sex Pistols ao Metallica, do Red Hot Chili Peppers aos Ratos de Porão, a influência do primeiro disco dos quatro magrelos de Nova York foi devastadora.

É difícil explicar hoje a importância desse amontoado de 3 acordes tocado com velocidade e paixão, sem riffs difíceis, solos de guitarra ou viradas de bateria. Aqui no Brasil, seria como se os Racionais Mc’s tivessem um som tão agressivo quanto o Sepultura e criassem, em seu primeiro disco, a Bossa Nova ou a Tropicália. Estávamos nos Estados Unidos, em 1974. O que existia de mais agressivo no rock era o som de MC5, Stooges e New York Dolls. As três bandas tinham um sucesso mediano, mais undeground, e seu som era uma transição do hard rock para o que se chamou punk. O que mais lembrava o que os Ramones viriam a fazer era o primeiro (e cru) disco dos Stooges. Mas nesse, você encontra uma música de mais de dez minutos (“We Will Fall”) e aqui a música mais comprida tem 2:39s(“I don’t Wanna Go Down to The Basement”). E as rádios? Eram dominadas pelo progressivo de Yes e Genesis, pelo hard rock virtuoso de Led Zeppelin e pela discoteca do saltitante John Travolta. O sonho hippie tinha acabado, os Beatles também. A América Latina, o leste Europeu e grande parte da Ásia viviam sob ditaduras. O mundo em constante ameaça atômica era uma ressaca claustrofóbica.

Blietzkrieg bop

A primeira coisa que chama a atenção no disco é a capa. Quatro cabeludos, com jaquetas de couro pretas – como as de Marlon Brando e James Dean – calças rasgadas, tênis surrados e caras desafiadoras estão encostados numa parede pichada. Eles parecem te provocar, loucos pra te dar uma porrada. A única coisa escrita lá é o nome da banda “Ramones” – uma referência ao nome que Paul Mccartney usava para se registrar em hotéis. O disco começa. A porrada vem em forma de grito de guerra. Hey ho let’s go. Um ataque relâmpago fala de blitzgrieg, estratégia militar que fez os nazistas dominarem metade da Europa no começo da Segunda Guerra Mundial. Ah, vale lembrar, o alemãozinho Dee Dee Ramone tem fascinação pelo nazismo. O desengonçado Joey Ramone – já internado em clínicas psiquiátricas – berra “espanque o moleque com um taco de beisebol”. Da onde vem tanta raiva? Dee Deefoge de uma família problemática, Johnny ralava como pedreiro. O lirismo se esconde nos backing vocals que fazem referência a grupos vocais dos anos 60. “I Wanna Be Your Boyfriend” quebra o clima, uma balada romântica já pavimenta o caminho que os Buzzcocks, e mais pra frente os emos, vão seguir. “Os punks também amam”. “Now I Wanna Sniff Some Glue” repete milhares de vezes a mesma frase. Os moleques entediados lá de “1969” de Iggy Pop agora gastam o tempo cheirando cola, arrumando brigas e fazendo barulhos com suas guitarras toscas, ou serras elétricas, em “Chain Saw”. A contagem para todo mundo entrar junto – que se tornou marca registrada do grupo – aparece pela primeira vez em “Listen To My Heart”. “1,2,3,4” grita Dee Dee, baixista e principal compositor. Ele vai voltar a urrar em uma das partes de “53rd and 3rd” uma das mais sérias e tristes do álbum. É sobre o tempo em que o músico ficava nas esquinas de Nova York fazendo michês. O disco ainda traz como destaque o cover “Let’s Dance”(e gravar clássicos do rock ‘n’ roll em versões cruas seria uma marca da banda) e “Today your Love, Tomorrow the World”.

Havana Affair/Listen To my Heart

-Entrevista com os Garotos Podres

Pronto, menos de meia-hora e a surra acabou. Aqueles punks saídos do filme “O Selvagem”(com Marlon Brando), que soavam como uma canção de Iggy Pop e queriam cantar como se fossem os Beach Boys devem estar cheirando cola em outro lugar. Seu álbum não fez nenhum sucesso nos EUA. Só foi bem recebido quando o quarteto excursionou pela Europa e influenciou meio mundo – Clash e Sex Pistos incluídos, dando origem ao movimento punk e todo hype em cima da coisa. Dessa árvore cairiam os frutos podres do hardcore, trash, crossover, grunge, emo e outros estilos musicais.

Era isso. Letras diretas sobre o cotidiano do mundo white trash – os brancos pobres e desajustados dos EUA. Som distorcido, rápido e sem firulas. Refrões fortes. Backing vocals melodiosos. E o rock nunca mais seria o mesmo.

Leia para saber mais:
“Mate-me, por favor”, “Legs” McNeil e Gilliam McCain
“Coração envenenado” – Dee Dee Ramne e Veronica Kofman

“Beat Memories” – Allen Ginsberg

Burroughs e Kerouac trocam ideia no sofá

Toda quinta, selecionamos artistas underground e projetos pulsantes

O poeta Allen Ginsberg tinha o poder de captar imagens fotográficas com palavras. Mas a caneta não foi seu único instrumento artístico. Munido de uma máquina fotográfica ele retratou seus amigos e companheiros de copo e versos, ninguém menos que Burroughs, Jack Kerouac, Neal Cassidy e outros nomes fodas da geração beatnik.

Jack Kerouac em foto que virou capa do livro

-Conheça a obra-prima “O uivo” de Allen Ginsberg

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Neal Cassady posa na frente do cinema com a mulher

Os Gêmeos – Grafite

Toda quinta, artistas underground ou novos e projetos pulsantes

Os gêmeos idênticos, nascidos em 1974, Otávio e Gustavo Pandolfo são os grafiteiros mais famosos do Brasil. Na função desde 1987, tem sua marca espalhada por diversos países do mundo (da Grécia à Cuba) e, inclusive, foram chamados para grafitar a fachada do museu Tate Modern (Londres) para a exposição “Street Art”.

Galeria de anti-heróis: Charles Bukowski

Uma imagem fala mais que mil segundas-feiras

Charles Bukowski, escritor.(1920-1994)

-Resenhas,frases e mais Bukowski aqui

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