Meus pais – Nati Canto

Quinta-feira recebemos jovens e consagrados artistas num versnissage punk.

Sim, Nati Canto já deu as caras aqui antes. Depois dela participar de uma exposição na galeria Zipper, agora é a hora dela volta para nossa exposições virtuais.  Mais informações no site da artista.

Meus pais

A minha mãe já declarou várias vezes o quanto preferiria morrer antes do meu pai. A princípio eu achava essa conversa um tanto quanto mórbida. Mas depois passei a considerar os casais que passam suas vidas dividindo uma mesma história e têm de se separar no leito de morte. Ouvi dizer que em pouco tempo depois, normalmente o que ficou vai embora também. Não sei por quanto mais essa idéia de amar até o final vai existir. E é por isso que invejo/admiro meus pais juntos, porque talvez essa será a minha única experiência real de acreditar no amor a dois sem data de validade.

Veja também:
-Erotismo ciberpunk de Wandeclayt

-Imagens Multiestávesi – Nati Canto

Nati Canto – Imagens Multiestáveis

Quinta-feira, dia de reunir novos fotógrafos, designers e pintores para um happening virtual


Segundo a própria:
Não é formada em fotografia e não sonhou desde cedo em ser fotógrafa.  Nati Canto já migrou do jornalismo para a literatura e desta para a gastronomia. Já publicou nas revistas Playboy, Bravo!, VIP, Nova Escola, entre outras.


Conheça mais do trabalho da fotógrafa em seu site oficial.

Veja também:
– Erotismo ciberpunk nas fotos de Wandeclayt
– Hey, take a walk on the wild side com as fotos de Diane Arbus

Maripê – Fotos rock ‘n’ roll

Toda quinta-feira nos publicamos os trabalhos de novos artistas e fotógrafos ou clássicos underground

-Veja mais fotos de Maripê no blog dela

1)Como  e quando você começou a fotografar?

Sempre fui fã de fotografia, e já na faculdade arriscava um clique ou outro, mas foi só no meu último ano que comecei a levar a sério. Minha prima tinha uma banda, Touching Lips, e meus primeiros cliques foram nos shows dela. Aí, entre as bandas dos amigos dos amigos dos amigos, conheci a Cyber-Jack, Condessa Safira, KiLLi e não parei de fotografar! Curti muito fotografar bandas, e até hoje tô nessa pegada.


2)Tem algum fotógrafo que te influenciou?
Sempre vi a fotografia como uma grande brincadeira, e sempre fui tentando fazer do meu clique o meu clique, sem “copiar” o estilo de ninguém, indo atrás dos ângulos e composições que eu achava interessante. Mas claro que existe uma certa influência do que vejo no que faço: sou fãzona assumida do Mark Seliger (autor de inúmeras capas de CD e das revistas Rolling Stones) e do David LaChapelle, e no claro, do Bob Gruen. Do cenário brasileiro, gosto muito do trabalho do Cesinha.

3)Como surgiu sua ligação com o Zona Punk? Fale um pouco sobre seu trabalho no site.
Na caruda, haha! Sou leitora do Zonapunk desde sempre, e quando algum amigo escrevia resenhas por lá, as vezes rolava de colocar minhas fotografias. Mas foi só em 2009 que entrei para a equipe oficial do site, como resenhista e fotógrafa, quando joguei a ideia de uma parceria do Zona Punk com o MaripêLab, meu blog. Sempre viajei muito para fotografar, tenho várias bandas amigas por aí e, numa das minhas viagens para BH, pensei em voltar com uma resenha dos shows! O Wlad – editor do ZP – topou e ampliou a proposta, me convidando para participar da equipe.
4)Qual é o melhor som para fotografar?
Essa é difícil! Acho que não existe um estilo de som melhor para fotografar, vai depender da intenção da fotografia.
Se é um show com um som mais parado, dá pra ficar prestando mais atenção nos detalhes, nas expressões dos músicos, fazer mais fotos detalhistas. Se o show já é mais pesado, num ambiente com luzes dançando a mil, dá pra pirar em fotos com zoom burst e light paiting (técnicas para tirar fotos brincando com o efeito da luz), capturar os movimentos mais rápidos com flash ou ampliar a foto, pegando a platéia e sentindo a vibe do show. De qualquer maneira, pode sair várias fotos boas, cada uma com sua energia, sua intenção!
Mas claro, sempre ajuda quando a banda é boa, quando o fotógrafo curte o estilo da música!

5)E pra fechar: tem alguma banda que você sempre sonhou clicar?
Nacional ou gringa? 🙂 Das nacionais, talvez a Pitty – sem contar as minhas fotos da virada cultural, eu estava muito longe! hehe! Sempre vejo fotos delas e são muito interessantes, porque ela brinca muito com o figurino, com as poses e com o público.
Lá de fora, sem dúvida alguma um show da Juliette Lewis! Além de eu amar o som de sua banda (desde os tempos de Juliette & The Licks), as caras, bocas e poses da Juliette são as melhores!

-Fotos ciberpunk de Wandeclayt
-Conheça o trabalho da fotógrafa Diane Arbus

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