O Bispo – Documentário sobre Artur Bispo do Rosário

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Sexta a TV Punk Brega sintoniza os melhores vídeos da net pra você

“O Bispo” é uma das “vídeo-cartas” produzida por Fernando Gabeira nos anos 80. Um belo e curto documentário sobre o “artista louco” que passou a maior parte de sua vida internado em uma Colônia Psiquiátrica.

publicado originalmente em junho de 2006

Assista “Tales of Rat Fink” – Documentário sobre “Big Daddy” Ed Roth

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Pra você quem curte carros, cartuns ou contracultura (e entende inglês) o filme abaixo – “Tales of Rat Fink” – é um prato cheio. Em uma hora e catorze minutos mezzobizarros(grande parte das entrevistas foi feita com “carros falantes”), mezzo engraçados, você fica conhecendo a cutltura dos hot rods & kustom cars(carros exoticamente customizados) , algo que transformou nosso tradicionais “objetos de consumo poluentes” em arte – aliás, segundo o filme, a única arte genuinamente americana. Além de liquidar a massificação dos carangos, transformando-os em esculturas únicas, Ed Roth também foi responsável pela criação do anti-Mickey Mouse, Rat Fink, e de outros bichos escrotos que ganharam páginas de revistas, álbuns de figurinha e também camisetas e, claro, carros. Aliás, Ed foi um dos criadores das camisetas com mensagens e ilustrações que todo mundo usa. É que até Ed botar seus monstros nelas, essas peças serviam mais como roupa de baixo.

Movido pela trilha sonora surf music dos The Sadies, o documentário -narrado por John Goodman – aposta numa linguagem pouco tradicional, cheia de animações e que foge dos clichês do gênero.

– Leia mais sobre contracultura

Assista à primeira parte do documentário

Continua aqui ó

publicado originalmente em 2 DE JULHO DE 2010

7 documentários legais sobre rock n’ roll

-Mais artigos interessantes sobre música

A ideia dessa listinha surgiu porque ando interessado em assistir mais coisas legais sobre o velho, sujo e safado rock ‘n’ roll (depois de terminar a caixa de DVDs “Anthology” dos Beatles) e tenho encontrado poucas listinhas na rede. Talvez, essa ajude quem está começando e quem já estiver jogando no very hard pode deixar dicas de filmes legais ai embaixo nos comentários.

1)”No Direction Home”, de Martin Scorcese. Artista: Bob Dylan
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Um dos mais elogiados retratos do poeta-que-eletrificou-o-folk foi filmado pelo diretor de “Taxi Driver” e “Touro Indomável”. Foca no período entre 1961 e 1966, do começo acústico do cantor até sua fase “judas”, quando aderiu a guitarra.

2) “Anthology”, de Bob Smeaton. Artista: The Beatles
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Meio chapa branca, por ter sido produzido pelos Beatles, o documentário reúne Paul, Ringo e George para lembrar o passado, revelar curiosidades e gravar duas músicas novas. Feito originalmente para televisão reúne um impressionante material histórico, inclusive dos tempos em que, no lugar de Ringo, reinava Peter Best.

3) “End Of The Century”, de Jim Fields e Michael Gramaglia. Artista: Ramones.
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“1, 2, 3, 4!” Drogas, michê, brigas por causa de mulher: o caos que era a vida dos Ramones em um documentário cru e direto, como o som do quarteto de Nova York.

4) “Botinada”, de Gastão Moreira. Artista: Punk Rock Nacional.
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Tiozinhos punks relembram como os 3 acordes chegaram ao Brasil no final dos anos 70, os festivais, as tretas, tudo coberto por imagens históricas da época e coberto pelo rock nervoso que se fazia no subúrbio operário tupiniquim.
Assista ao trailer aqui.

5) “Hype”, de Doug Pray Artista: Bandas grunge
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A Seattle prestes a explodir em forma de grunge é mostrada, no documentário de Doug Pray, como um cenário habitada por moleques de camisa xadrez que formariam bandas esquecidas na história e outros moleques de camisa de lenhador que acabariam formando Nirvana, Pearl Jam, Mudhoney e Soundgarden.

6) “Lóki – Arnaldo Baptista”, de Paulo Henrique Fontenelle Artista: Arnaldo Baptista
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Produzido pelo Canal Brasil, o premiado longa procura jogar luz sobre a névoa que envolve a carreira do mutante Arnaldo Baptista. Da cabeça do maior grupo de rock brasileiro, passando pela internação em um hospital psiquiátrico -de onde caiu do oitavo andar – a história cheia de reviravoltas do gênio é mostrada até a reunião dos Mutantes originais.

7) “Guidable – A verdadeira história do Ratos de Porão”, de Fernando Rick e Marcelo Apezzato. Artista: Ratos de Porão
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Fazendo jus à imagem suja e agressiva da banda de João Gordo, “Guidable” não poupa o espectador de cenas de consumo de drogas, nem poupa o RDP de explicar brigas e tensões que fizeram os caras mudarem diversas vezes de formação.

Documentários que o Punk Brega ainda tem quer ver:

-“Gimme Shelter”, sobre os Stones
-“Some Kind of Monster”, sobre o Metallica
-“Shine a Light”, também sobre os Stones
-“A vida até parece uma festa”, sobres os Titãs

E pra quem curte a cena indie brasileira:
– “Música de trabalho”
-“Erga-Te” – Graforréia Xilarmônica

Assista “Novos Baianos F.C.” – documentário de Solano Ribeiro

publicado originalmente em 22/02/2010
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Fuçando no Youtube num sábado a tarde, dei de cara com esse interessantíssimo documentário de 1973 sobre os Novos Baianos, dirigido por Solano Ribeiro – produtor musical responsável pelos clássicos “Festivais de Música Popular Brasileira” – para um TV alemã.

Não são apresentados grandes inovações de edição, imagens de arquivo ou formulações de teoria. Está ali pra quem quiser ver a vida livre do bando de “20 malucos” que morava no “Sítio do Vovô” em Jacarepaguá, jogando bola, fazendo música, criando os filhos… A trilha sonora é de primeira, com a maioria das músicas tiradas do clássico “Acabou o Chorare”, lançado em 1972 e considerado pela Rolling Stone o melhor álbum da história da MPB.

Outros desbundes:
-Timothy Leary e suas memórias alucinadas em “Flashbacks”
-Leila Diniz, a musa do Pasquim

Jair Bolsonaro queima o filme do Brasil pregando ódio e homofobia em documentário inglês

Jair Bolsonaro...

Jair Bolsonaro…

O famoso comediante e ator  inglês Stephen Fry (que atuou em “V de Vingança” e deu nome ao primeiro disco do cantor Zeca Baleiro) realizou o documentário “Out there” para a BBC, onde investiga o aumento do ódio e  dos crimes contra os homossexuais no mundo e aponto o Brasil (ao lado de Uganda e Rússia) como um dos países onde esse ódio mais aumenta.

No Brasil, Fry entrevista a mãe do menino Alexandre Ivo, morto brutalmente aos 14 anos por ser gay, e o deputado Jair Bolsonaro que afirma que os “brasileiros não gostam de homossexuais” e que vai organizar uma marcha hetero e “não convidará o ator”.

Assistam Jair Bolsonaro envergonhando o Brasil com sua falta de educação e excesso de preconceito:

O garoto Alexandre Ivo morto aos 14 anos por ser gay

O garoto Alexandre Ivo morto aos 14 anos por ser gay

Assista o documentário “Sabotage Nós” sobre um dos maiores nomes do rap nacional.

Enquanto a gente aguardo o lançamento do documentário “Maestro do Canão”, (que contará a história do grande rapper Sabotage com depoimentos de sua família, parceiros e gente como Mano Brown, Hector Babenco e Beto Brant), já dá pra ir assistindo outro filme sobre o cara chamado “Sabotage Nós”. Essa co-produção da Mtv e da “Guardachuva Produções”, foca na jornada de Sabotage até o lançamento do seu disco “Rap é compromisso”, um clássico do hip hop nacional. O documentário traz depoimentos de parceiros musicais do cantor  como RZO, Rappin Hood e Tejo Damasceno e, também,  de sua família.

Direção: Guilherme Xavier Ribeiro
Produção: Guardachuva Produções, MTV

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 Leia também:

-Ouça o samba-rap-macumba “Cabeça de Nego” com Sabotage

-10 músicas clássicas do rap nacional

-Leia “Tiros, tretas e vagabundagem

Assista ao documentário “Pânico em SP” (1982) primeiro filme sobre o punk rock nacional

Em 1982, o movimento punk paulista estava em seu auge com dezenas de bandas surgindo (entre elas futuros clássicos como Inocentes, Cólera e Olho Seco) e um crescente interesse (e medo) da mídia para entender o que era aquilo. O primeiro documentário sobre o assunto foi produzido como um trabalho de Cinema, na ECA-USP, pelo diretor Cláudio Morelli. Dá para assistir ele abaixo e vale muito a pena. As imagens e depoimentos são históricos e mostram  a repressão policial, as festas em salões e uma banda Inocentes no começo, ainda com Ariel (Restos de Nada, Invasores de Cérebro) nos vocais.

O site Canibal Vegetariano publicou um texto muito legal do Cláudio Morelli explicando o filme. Surrupiei ele aqui pro Punk Brega:

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“Em 1982 eu cursava o 8º semestre do curso de Cinema na ECA (Escola de Comunicações e Artes da USP). Era o último semestre e o grupo tinha direito a dois curtametragens em 35 mm. Ao mesmo tempo, eu tomava contato com o movimento punk através do Marião (Mario Dalcêndio Jr., amigo velho de guerra) que já estava vagando por aquelas searas. A empatia foi imediata e comecei a frequentar os ambientes dos punks (o salão no Pari, a Galeria do Rock, o Largo São Bento, etc).

Devido a tudo isso propus um projeto de documentário ao grupo e ele foi aceito. Optamos pela bitola de 16 mm. Por questões de maior mobilidade e facilidade no manuseio. A ideia era documentar os espaços, a música, as opiniões, o comportamento, a vestimenta, tudo enfim; no entanto eu queria documentar de uma forma que eles mesmos se expressassem, sem interferência da produção. Nada de narrador descrevendo nada, e muito menos uma montagem que pudesse direcionar o espectador a uma opinião, fosse de simpatia ou antipatia. O filme seria como uma colagem, com cenas curtas, um ritmo frenético como a música punk.
 Mas, por que eu simpatizei com os punks logo de cara? Para começar, imediatamente percebi que aquela ideia de punks como vândalos destrutivos não correspondia à realidade. Eles tinham uma ideologia e motivos para a rebeldia.
Estávamos nos estertores da ditadura militar e esses jovens da periferia testemunhavam a repressão aos trabalhadores, que lutavam por salários e, associados aos universitários e à intelectualidade, exigiam liberdade de opinião, de expressão e de manifestação. Além disso, esses mesmos jovens não viam no horizonte nenhuma possibilidade de ascensão social ou desenvolvimento pessoal e material.

Daí a revolta. O símbolo e a ideia de Anarquia tomou conta desses grupos e nada de autoridades, nada de poder, nada de governo (que, obviamente, era o títere da repressão). Agruparam-se então em torno dessas ideias. Óbvio que havia os mais exaltados, que acabavam saindo da linha e cometendo pequenos delitos de violência. Por causa deles, todo o movimento punk era mal visto pela sociedade em geral e, principalmente, pelos encastelados com seus cães-de-guarda.

Mas essa não era a regra. Os punks eram pacíficos, quando muito armavam confusões entre eles mesmos, entre os diversos grupos que compunham o movimento (Carolina, ABC, etc.). Não saíam por aí depredando mansões ou queimando BMW.

 Quanto a drogas, poucos usavam e a mais consumida era cola de sapateiro. Bebiam pinga com groselha. A rebeldia estava nos trajes (pretos, quase sempre), jaqueta de couro paramentadas com adereços característicos de peças de montaria, calça de brim, e, principalmente o coturno. Acho que o coturno era uma forma de se opor à repressão, tomando delas um de seus símbolos. As meninas (que não eram muitas, é verdade) se vestiam praticamente da mesma maneira.
O Alemão era uma exceção; vestia-se sempre com roupas de cores berrantes, com adereços estranhos. Era comum o símbolo da Anarquia ser desenhado nas costas. Às vezes podia-se encontrar uma ou outra suástica, mas tenho certeza que era apenas para chocar as pessoas. É verdade que na época já existiam os skinheads, com suas idiotices repugnantes, que se trajavam como os punks. Também por isso os punks eram associados ao vandalismo, graças aos skins.
 Mas, a coisa que mais me atraía mesmo era a música. A proposta era genial. Na época não havia nada de importante no rock. Tudo tinha virado balada, disco ou então egressos do heavy metal do início da década de 1970 com seus virtuosismos, trajes glamorosos e alienação ideológica. A solução punk para isso foi bem simples: faça você mesmo sua música, basta aprender três acordes, ninguém precisa mais que isso. Uma boa distorção na guitarra, bateria frenética e, principalmente, letras que expressem o que você vive, sua revolta, sua indignação, seu “no future”.
Essa música levava à dança. Uma dança que exorcizava os desejos, uma dança que representava uma luta, com empurrões e chutes cadenciados. Resumindo, tudo isso me encantou, e eu, junto com o Marião, me juntei a eles, começamos a fazer parte deles. Nós frequentavamos o Largo São Bento nos fins-de-semana, ia aos salões e tudo mais.
Foi essa identificação resultou no filme Pânico em SP, cujo nome vem de uma música dos Inocentes. E o filme tentou ser tão punk quanto eles e nós. Para saber mais, assista ao filme. De vez em quando ele roda por aí.”
Claudio Morelli, free-lancer na área de comunicações, roteirista, diretor de fotografia e diretor de trabalhos institucionais.

 

Documentário “Punks”, de 1983, conta o começo do movimento que originou bandas como Ratos de Porão e Inocentes. Assista!

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As integrantes da banda punk feminina “Golpe de Estado”

O punk rock começou a dar as caras no Brasil no final dos anos 70, principalmente em São Paulo (com várias gangues punks inspiradas no filme “Selvagens da Noite” e algumas bandas como Restos de Nadas,  AI-5 e N.A.I) e em Brasília (com bandas como o Aborto Elétrico). A coisa explodiu de fato nos anos 1980, especialmente na capital paulista e no ABC, com bandas como Ratos de Porão, Cólera, Olho Seco, Garotos Podres e Inocentes e culminou no grande festival “O Começo do Fim do Mundo” e na repressão policial que se abateu sobre o movimento – além de sua difamação na mídia depois de uma matéria sensacionalista exibida no Fantástico.

O documentário “Punks” – produzido em 1983 e dirigido por Sara Yakami e Alberto Gieco – retrata o movimento entre seu apogeu e sua primeira crise – com entrevistas com futuros famosos (como João Gordo, do Ratos de Porão, e Clemente, dos Inocentes) ainda muito jovens e antes das bandas gravarem seus principais discos. Destaque para cenas num ensaio da banda Fogo Cruzado (tocando “Desemprego”) , numa rara gravação da pioneira banda punk feminina “Golpe de Estado” que contava com Maca no baixo (que canta “Não me importo” com o Ratos de Porão nos discos “Ao vivo no Lira Paulistana” e “Sistemados pelo Crucifa”),  na loja “Punk Rock” do Fabião do Olho Seco e no Largo São Bento (que também seria o berço do hip hop paulista).

Clássico e raro. Assista antes que alguém apague do Youtube!

 

João Gordo, Marina, Mariah e Morto no começo dos anos 80. Fota de Rui Mendes

João Gordo, Marina, Mariah e Morto no começo dos anos 80. Fota de Rui Mendes

 

Assista ao documentário “O dia que durou 21 anos”

Recomendo fortemente o documentário O dia que durou 21 anos, dirigido por Camilo Tavares e elogiadíssimo na imprensa americana. Ele está em cartaz nos cinemas, mas tem uma versão para a TV disponível no Youtube (abaixo).

“O dia que durou 21 anos” mostra, através de uma brilhante pesquisa em documentos e gravações do governo americano, como os EUA inventaram uma “ameaça comunista” no Brasil de 1964 para derrubar o governo democrático de João Goulart. Fica claro que não existia tal ameaça. Para se ter uma ideia, o PCB (Partido Comunista Brasileiro) era ilegal durante o governo de Goulart. 

O filme traz conversas telefônicas oficiais dos presidentes John F.  Kennedy e Lydon B. Johnson tramando o golpe de 64 com o embaixador americano no Brasil e , inclusive, escolhendo Castelo Branco como ditador ideal para o Brasil.

Militares que apoiaram o golpe de 64 contam como o tiro (que era pra durar pouco) saiu pela culatra e resultou numa ditadura de 21 anos que atrasou muito o desenvolvimento do nosso país. Após o golpe, a “linha dura” prendeu e cassou, inclusive, políticos de direita como o governador Carlos Lacerda. Muitas das reformas que só aconteceram nos governos FHC e Lula  podiam ter sido antecipadas vinte anos e talvez nossa história tivesse sido diferente.

Algumas das opiniões da crítica internacional:

“Excelente, emocionante história”
The Hollywood Reporter – USA

“Revelador, merece aplausos”
Variety – USA

“Fascinante”
ScreenDaily -USA

“Pedra preciosa”
Luiz Carlos Merten – Estadão

“Um filme de verdade”
Nelson Pereira dos Santos – Cineasta

É triste, mas estamos pagando a conta desse atraso até hoje 🙁

“Os avós do samba” – Documentário com Cartola, Carlos Cachaça, Nélson Cavaquinho, Adoniran Barbosa e Mano Décio da Viola

Originalmente produzido para o programa Globo Repórter da Rede Globo, esse documentário de 1979 é uma homenagem a Carlos Cachaça, Nelson Cavaquinho, Adoniran Barbosa,Cartola e Mano Décio.

Infelizmente o documentário que tinha 40 minutos na versão original só teve 23 minutos disponibilizados no Youtube. Links para o vídeo completo são bem-vindos. 🙂

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