Trilogia suja de Havana, Pedro Juan Gutiérrez – Resenha

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por Fred Di Giacomo

Em todas as biografias do cubano Pedro Juan Gutiérrez – nascido em 27/01/1950 – você vai encontrar as informações de que ele é um Henry Miller dos trópicos( Mesmo que Miller também tenha seus trópicos de Câncer e de Capricórnio) ou um Bukowski que trocou o whisky barato por rum vagabundo. Você também vai saber que este filho de sorveteiro já teve as mais variadas profissõesdesde os onze anos de idade: vendedor de jornais, instrutor de caiaque, cortador de cana de açúcar, operário agrícola, soldado, locutor de rádio e jornalista.Mas porque tanta preocupação com a vida do autor? Porque a escrita de Pedro Juan, assim como dos autores acima citados, é autobiográfica. O personagem principal de sua principal obra é um ex-jornalista careca, que vive de bicos próximo ao Malecon – calçadão barra-pesada de Cuba – traçando todas as mulheres que pode, enquanto tenta fugir das crises que se abatem sobre sua cabeça. Uma das crises é a econômica que varreu Cuba a partir dos anos 90 com o fim da URSS e o endurecimento do embargo norte-americano. Outra, a crise pessoal que fez o autor pensar diversas vezes no suicídio, como deixa claro em alguns trechos de sua obra e em entrevistas: Sempre sonhava em pular dali(do beiral do prédio) e sair voando e me sentir o cara mais livre do mundo.

“Trilogia Suja de Havana” são três livros – reunidos em um só volume – escritos dolorosamente entre 1994 e 1997. Todos são formados por pequenos contos e crônicas que se entrelaçam formando uma única narrativa, a história de Pedro Juan e seus vizinhos miseráveis, se virando para sobreviver na ilha. Alguns pontos são sempre reforçados pelo autor repetitivamente, como se para exorcizar um trauma, como se tivesse que afirmar diversas vezes aquela realidade até que ela se tornasse ficção. Algumas das frases que vão criando o clima de cotidiano na obra: No total vivem 50 pessoas (amontoados no cortiço). Subo os oito andares até o terraço. (O elevador está sempre quebrado). Não precisa muito: algum dinheiro, comida, um pouco de rum, charutos e uma mulher. Nessa filosofia de vida, Pedro Juan se assemelha muito a Henry Miller que dizia que só queria Um punhado de livros, um punhado de sonhos e um punhado de vulvas. Fazendo uma rápida análise subjetiva, o primeiro volume “Ancorado na Terra de Ninguém” é muito autobiográfico, trazendo um Pedro Juan que parece ter acabado de largar o jornalismo, com alguns amigos intelectuais, seu filho adolescente, sua busca pelo equilíbrio zen. “Nada para fazer”, escrito cerca de um ano depois, é mais depressivo. O alter-ego do autor está ainda mais mergulhado na miséria, mais marginal, cínico, transformado quase num cafetão egoísta. A terceira parte “Sabor a Mi” é a mais ficcional. Alguns de seus contos nem são narrados em primeira pessoa, os narradores se multiplicam em uma rica fauna caribenha que vai de traficantes de drogas, à uma mulher violentada por ladrões, passando por uma temporada de dois anos de Pedro Juan preso por se prostituir em Cuba. (Coisa que Gutiérrez afirma nunca ter feito na vida real, em entrevista dada a revista Playboy).

Em “Trilogia”, Pedro Juan é um jornalista desempregado, que abandonou o trabalho por não querer mais fazer matérias parciais, nas quais não pode mostrar a realidade do país. Por isso se dedica à literatura e seu “realismo sujo”. No entanto, o Pedro Gutiérrez de carne e osso trabalhou como jornalista até publicar seu livro em 1998. Formado em 1978 pela “Universida de La Habana” mediante um curso especial para trabalhadores, ele teve que ficar fora de Cuba três meses divulgando suas obras na Espanha. Quando retornou foi demitido da revista “Bohemia”, da qual era colaborador, por ter, supostamente, se ausentado sem permissão. Sobre a demissão Pedro Juan fala, sem criticar muito o governo, em entrevista para a Playboy: O governo até me convidou, no ano passado, para promover “A Melancolia dos Leões”(obra de realismo fantástico de Guitiérrez). Cuba não é uma ditadura policial, onde vão te dar um tiro se você criticar o governo. Mas podem tornar as coisas difíceis para você. Eu, por exemplo, fui banido da profissão de jornalista.

Mesmo, tendo emprego enquanto escrevia sua primeira e mais conhecida obra, Gutiérrez também teve que fazer alguns biscates – única alternativa, junto com a prostituição, que resta aos personagens de “Trilogia”. Em “Os Canibais”, conto da última parte do livro, um dos personagens chega a vender fígado humano, fingindo ser fígado de porco. Aquilo é uma mistura de realidade e ficção. Eu não lidava com latinhas, nem com fígado, muito menos humano. Vendia canecas, isqueiros, bonés, explica o autor. Assim como a maioria de seus personagens, Pedro Juan dá um jeito de sobreviver. Se é atacado pela polícia(O que há de mais próximo de um delinquente é um policial), pela fome e por ciclones, ele responde com muito sexo: promíscuo, sensual, quase ginecológico de tão descritivo. Mulatas, brancas, negras, velhas e jovens, gordas e magras. Sujas, suadas, cansadas, todas envolvidas em uma orgia que atravessa as páginas de cada conto. Em certo momento o narrador se preocupa: transou com mais de 20 mulheres em um ano e tem medo da Aids. Quando não se escora no sexo, enche a cabeça de rum, o mais barato que tiver, ou maconha, charutos, ou mesmo uma simples gargalhada para lhe animar o moral e não fazer como os fracos que se atiram de cima dos velhos edifícios de Havana. É isso que eu quero: aprender a rir às gargalhadas de mim mesmo. Sempre, mesmo que me cortem os ovos, diz em “Esmagado pela merda”, história na qual conhece um velho diabético que teve as pernas e os testículos amputados graças às diabetes. Ou então: Estava pensando em todas essas coisas e de repente me levantei com um pulo e ri. Amplamente. Um bom sorriso, desnecessário e absurdo, é um tônico. Sempre dá resultado comigo, de “Solitário resistindo”. Segundo o Gutiérrez, alguns autores tem fixação por crimes e arranjam diversas maneiras diferentes de matar seus personagens ao longo de novelas policiais. Já ele tem fixação por sexo, e por isso este se torna personagem principal de sua obra. Talvez o horror à morte aliado à obsessão pelo ato sexual, esteja incrustado no próprio DNA de sobrevivência de Pedro Juan. Ele nega a possibilidade da morte, do fracasso, do suicídio, se agarrando desesperadamente ao prazer de seus orgasmos, em uma atitude freudiana.

Em uma entrevista à revista Bravo!, na época do lançamento de “Trilogia Suja de Havna”, Gutiérrez diz que só conheceu Bukowski e Henry Miller pouco tempo antes de terminar o livro. Talvez sua proximidade com os dois esteja na resolução que tomou aos vinte anos para se tornar um bom escritor: Tengo que tener muchas mujeres, viajar todo lo que pueda y conocer todo tipo de gente. Sua primeira paixão platônica foi aos 8 anos por uma puta, e sua primeira vez aos 17 com uma bezerra. Sua pintura e sua escrita também tem influência dos quadrinhos norte-americanos, que leu às dezenas em sua infância, desde que se alfabetizou quando tinha entre 6 e 7 anos. De outra de suas influências, Ernest Hemingway, Gutiérrez leva a profissão de fé: “um escritor precisa manter o detector de merda funcionando.” Esse lema está presente em todo o conto “Eu, revirador de merda”, de “Ancorado na Terra de Ninguém”, como se pode perceber nos trechos:

Este é meu ofício: revirador de merdaA arte só serve para alguma coisa se for irreverente, atormentada, cheia de pesadelos e desespero.

Quem atinge o repouso em equilíbrio está perto demais de Deus para ser artista.

Mas, e afinal, descrevendo tanta miséria, e ainda assim amando Cuba, Pedro Juan e sua “Trilogia Suja de Havana” estão ao lado de Fidel ou de seus opositores, exilados em Miami? O autor evita entrar em discussões ideológicas ao máximo. Sua obra está no limite entre jornalismo e ficção. Na tênue linha que diz que Hunter S. Thompson é jornalista que e Burroughs é escritor. Não há grandes teorias ou elucubrações, seu texto retrata o submundo cubano como se fosse uma fotografia, uma reportagem que busca a utópica objetividade, que dá voz aos personagens reais, para que eles deixem nas páginas o registro de suas existências, sem fazer muito juízo de valor. Quando a revista Veja tenta tirar uma declaração mais política de Gutiérrez ele responde: É incrível o comentário que li no Miami Herald. Eles não falam de literatura, falam como se eu fosse um político. As leituras dos dois lados me dão raiva, porque diminuem o valor de meu trabalho literário e tentam me manipular. Por isso trato de me afastar o máximo possível da política. Façamos a vontade do autor e encerremos esta resenha com o fim do raio-x de sua literatura crua, sensual, sincera e desesperada. Os governos mudam, mas a natureza humana permanece igual.

-Leia resenha de “Trópico de Câncer”, de Henry Miller

 

Entrevista: Garotos Podres

Esses dias assisti o documentário “Botinada” do Gastão Moreira e fiquei empolgadaço e saudosista com o velho punk rock. Em homenagem, resgatei está entrevista com os Garotos Podres, originalmente publicada no Zine Kaos, feita por mim via e-mail em algum lugar entre 2002 e 2003.

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A banda punk Garotos Podres

Os Garotos Podres são umas das bandas mais injustiçadas do Rock Brasileiro, perseguidos pela censura no regime militar e por acusações infundadas de nazismo vindas das classes mais xiitas do punk, a banda segue firme desde o início dos anos 80 quando surgiu no ABC paulistas, se destacando como uma das mais importantes bandas do punk rock nacional e compondo clássicos como “Papai-Noel, Velho batuta” e “Anarquia Oi”. Vai abaixo entrevista com o vocalista dessa lenda do underground nacional, Mau.

por Fred Di Giacomo

1. Bom pessoal , vocês estão preparando seu quinto álbum, né? Como anda o processo de produção e qual a diferença em relação aos primeiros discos?
É isso aí! … estamos preparando o nosso 5º álbum, o “Garotozil de Podrezepan 100 mg”, que deve sair em agosto ou setembro de 2003! Atualmente toda a produção está pronta só falta “mandar prensar” (vai sair independente … nós mesmos vamos lançá-lo!)
Acredito que em relação aos outros álbuns, este é melhor gravado (caprichamos na produção), e regata muito do “humor-crítico” do nosso primeiro álbum (o “Mais Podres do que Nunca”)

2. Também foi lançado pela Rotten Record o tributo ao Garotos Podres, o que vocês acharam do resultado? Qual é o cover favorito de vocês?
Gostamos muito do “Tributo”! … a maioria das “versões” ficaram melhores do que as “originais” ! A versão de “Meu Bem”, dos Kães Vadius, ficou do caralho!!!
3. Os Garotos Podres têm sofrido perseguição de alguns seguimentos do movimento punk que os acusam de serem nazistas, principalmente por causa da música Füher e da estética oi. Essa perseguição já encheu o saco? O que vocês tem a dizer sobre o assunto?
Putaqueopariu! … Isto já encheu o saco!! … Estes caras que ficam “falando besteiras”, simplesmente não sabem de porra nenhuma e tem o “dedo maior que o cérebro”!!! … Não sabem que o movimento “Oi!” nada tem a ver com “nazismo”, e não sabem que a música “Füher”, foi escrita na época dos massacres dos campos de refugiados palestinos de “Sabra” e “Chatila” (no sul do Líbano) por tropas israelenses (comandadas por “Ariel Sharon”). Não entendem que a intenção da música é colocar “no mesmo saco” os “nazistas” e a “extrema direita israelense” que defende a matança indiscriminada e a deportação em massa de palestinos! …
A coisa é tão ridícula que em nosso último show em Recife, tinha uns caras nos questionando, perguntando coisas do tipo: “Vocês são nazis?” … “Não gostam de nordestinos?”. Acontece que a mãe do Sukata é pernambucana de Caruarú! …
Qualquer dia desses, ainda vamos “perder a paciência” e pegar um desses “burros” pela orelha e dar umas boas “botinadas” na bunda! …
4. Citem 5 discos para o garoto que está interessado em conhecer o estilo de som de vocês.(ska/punk/oi…)
Acho que tem algumas “coletâneas” (compilações) que são clássicas. A primeira delas é a “Strength thro Oi!”, que marcou o surgimento da “Oi! music” na Inglaterra.
Em relação ao “Ska”, a coletânea “Carry on Ska”, é fundamental. Para se conhecer um pouco do “Skinhead Reggae”, uma coletânea fantástica é a “Skinhead Jamboree”.
Além dessa três coletâneas, indicaria mais duas, fundamentais para se conhecer um pouco mais do “punk/oi” (ou “street punk”): a “Kaos in France” e a “Kaos in Europe”.
5. Os Garotos Podres se orgulham de fazer o mesmo som do início da carreira, o que vocês tem ouvido ultimamente? Alguma coisa nova ou os velhos clássicos do começo?
Ultimamente temos ouvido o mesmo que ouvíamos há vinte anos atrás! … Acho que “paramos um pouco no tempo” … Continuamos a ouvir ainda os “clássicos” do Punk Rock do final dos anos 70, a “Oi! music” do início dos anos 80, o “Ska Two Tone” do final dos 70 e início dos 80 e, o “Reggae” do final dos anos 60!!!!!! … Estas são as nossas influências!!!

6. A banda tem discos lançados e excursionou por alguns países da Europa. Qual é a recepção do seu trabalho lá fora?

Temos CDs, LPs e Eps lançados em Portugal, Alemanha, França, Canadá e EUA. Fizemos uma “mini-tour” pela Europa em 95. Somos mais conhecidos fora do Brasil do que aqui. Quando tocamos na Europa, ficamos impressionados com a receptividade, principalmente em Portugal e Alemanha. Tocamos em todos os dias da semana (inclusive nas “segundas-feiras”). Em Berlim conhecemos uma moçada da Polônia que tinha vindo à Alemanha, só para ver o nosso show! … Foi realmente uma experiência inesquecível!!

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

7. Qual a sua opinião sobre as bandas de hardcore melódico que formam uma grande parte do “novo punk nacional” como Cpm22, Dead Fish e Dance of Days?
Eu (Mau), particularmente não gosto dessa onda “americanizada” do assim chamado “Hardcore Melódico”. Embora seja bem tocado e gravado, parece que não tem “alma”! … Prefiro mesmo os “clássicos” do Punk Rock dos anos 70 e 80!!

8. No disco Canções de Ninar, há uma música, “Saddam Hussein is Rock n’ Roll” que se tornou atual com a invasão dos EUA no Iraque(tem até o George Bush no meio, só que na época era o Bush pai). Qual a opinião de vocês sobre a nova Guerra do Iraque e o imperialismo americano?
Bem ou mal, até os anos 80 havia um certo “equilíbrio estratégico” entre as grandes “potências”. Após a dissolução da URSS e o fim da guerra fria, os EUA passaram a ter uma postura cada vez mais agressiva em relação ao resto do mundo, pois não há mais uma outra “superpotência nuclear” capaz de enfrentar o poderio norte-americano.
É dentro deste contexto que podemos analisar a atual intervenção imperialista dos EUA no Iraque. O que mais assusta é que os EUA deixaram bem claro que não pretendem parar por aí! … Antes mesmo de invadir o Iraque, ficaram com aquela história de “eixo do mal”, e ameaçaram claramente o Irã, a Coréia do Norte, Cuba, etc. Seguramente os EUA de hoje são a maior ameaça a paz mundial. As atitudes de George W. Bush lembram um pouco a postura de Adolf Hitler antes da Segunda Guerra Mundial. Antes de invadir a Polônia (acontecimento que deu início à guerra), Hitler invadiu a Checoslováquia, anexou a Áustria etc. Sinceramente espero que o povo norte-americano consiga se livrar da “extrema direita” que se apossou do poder dos EUA, pois Bush é hoje, uma ameaça muito maior do que Hitler foi no passado …. basta lembrar que ao contrário de Bush, Hitler não tinha “armas nucleares capazes de destruir várias vezes o mundo”.
9. Mudando o assunto pra política, vocês vem da região do ABC e a postura de vocês os aproxima do movimento metalúrgico dos anos 80. O que vocês acham da eleição do Lula pra presidente e do seu início de governo?
Acho que a eleição de Lula à presidência foi indubitavelmente um avanço! … Pela primeira vez um trabalhador chega à presidência de um país tradicionalmente governado por representantes de oligarquias decadentes!
Em 1980 estávamos no “olho do furacão” … Estudava numa escola bem ao lado do Paço Municipal de S. Bernardo do Campo, e costumava “matar aulas” para ver as assembléias e manifestações. Foi nessa época que “experimentei” a minha primeira bomba de gás lacrimogêneo na cara! … A primeira apresentação dos Garotos Podres foi num festival beneficente ao “Fundo de Greve” do Sindicato dos Metalúrgicos de Sto André. Acho que vimos surgir e crescer a CUT e o PT, e que, a chegada do Lula à presidência, nada mais é que o coroamento dos esforços da classe operária em mais de 20 anos de luta.
Entretanto não devemos ter ilusões! … A chegada de Lula a presidência é apenas uma etapa!! … Embora o PT ocupe a presidência, o poder “de fato” ainda está nas mãos daqueles que sempre controlaram o país! … É portanto o momento dos trabalhadores se mobilizarem, e levar o “governo Lula” a assumir as posições históricas do PT e das esquerdas brasileiras … Somente a “luta de classes” pode fazer isso!

Garotos Podres tocam “Anarquia oi!” no programa “Viva Noite”, apresentado pelo Faustão.

10. Agora, as infames rapidinhas,o que vocês pensam a respeito de:
a) Hip-Hop?
…Não gosto da música, mas as letra são fantásticas! …Na verdade são poemas musicados!!
b) Virús 27? … Gostamos muito da banda! … Infelizmente faz muito tempo que não nos vemos!
c) Socialismo: “O Capitalismo é um sistema econômico decadente que aos poucos desaparece, assim como o sol que se põe por detrás das montanhas do Ocidente. E o Socialismo, radiante primavera dos povos, lança os seus primeiros raios de luz sobre a humanidade, afastando as trevas da noite, assim como o sol que se levanta por de trás das montanhas do Oriente”
d) Cuba? … Atualmente? … A mais avançada trincheira dos povos oprimidos do “terceiro mundo” contra o “imperialismo norte-americano”!
11. Vale a pena fazer rock no Brasil? Qualquer comentário ou mensagem pra molecada que queiram deixar, sintam-se a vontade…
Vale a pena fazer rock no Brasil? … Se for para ganhar dinheiro, tentar viver da música … Lógico que não (nenhum de nós dos Garotos Podres vivemos da banda, todos trabalhamos em alguma coisa!) … Acho que hoje, só faz rock’n’roll no Brasil, quem realmente gosta e sente prazer no que faz! … Quem quiser conhecer um pouco mais da banda, é só acessar a nossa hp: http://www.garotopodre.cjb.net/ Um abraço a todos!

Veja também:
-Leia resenha sobre o primeiro disco dos Garotos Podres, “Mais podres do que nunca”

 

-As melhores frases punk

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