10 melhores baixistas de rock do Brasil

– Confira os 10 maiores bateristas de rock do Brasil

A morte do baixista Champignon – que ficou famoso tocando no Charlie Brown Jr., mas também passou pelas bandas 9 mil Anjos, Revolucionnarios e A Banca – me pegou de surpresa. Jovem (ele tinha 35 anos), numa nova fase (ele estava cantando na banda A Banca, que homenageava o vocalista Chorão) e esperando uma filha; Champignon se matou seis meses depois de Chorão (vocalista do Charlie Brown Jr) ter sofrido uma overdose. Particularmente nunca fui um grande fã da banda. Acho os dois primeiros discos bons, mas o que sempre me chamou a atenção em suas músicas  foi o trabalho do baixo de Champignon – moleque prodígio que começou a tocar o instrumento aos 10 e entrou pra banda ainda menor de idade.

Eleito três vezes consecutivas melhor baixista no VMB da Mtv e bi-campeão como melhor instrumentista no Prêmio Multishow; Champignon não era mais virtuoso que baixistas como Luis Mariutti ou Felipe Andreoli, é óbvio, mas ele conseguiu trazer muitas técnicas elaboradas de contrabaixo para a música popular. Conseguiu trazer um instrumento tido como de “fundo” para a frente do show e para o gosto do grande público. Também criou um estilo próprio (misturando grooves graves de reggae, slaps de funk, linhas melódicas mais trabalhadas com pitadas de “atitude” punk e beat-box) e influenciou muitos moleques a começarem a tocar o instrumento.

Pensando nisso, elaborei a lista abaixo com 10 melhores baixistas do rock nacional. Levei em conta não só a técnica, mas a inovação, a influência, o timbre e – principalmente – o trabalho desenvolvido nas linhas de baixo dos discos gravados pelo músico. Não adianta mostrar o trabalho só na hora dos solos de shows, né?

Para os críticos de plantão é legal lembrar que essa é uma lista de baixistas de ROCK. Por isso nomes como Celso Pixinga ou Luizão Maia não poderiam ser inclusos.

Champignon (Charlie Brown Jr.)
champignon-melhores-baixistas

Bom, os motivos para Champignon estar na lista foram escritos no começo do post. Vale dizer que o cara foi pro Brasil o que o Flea foi pro mundo. Como essa é uma lista de rock, deixamos os Jaco Pastorius brasileiros pra próxima.

Os slaps e a velocidade

O feeling e a melodia

Luis Mariutti (Angra, Shaman)
O virtuoso Luis Mariutti é um bom contraponto ao estilo de Champignon. Famoso por suas passagem pelas bandas de metal Angra e Shaman, Mariutti domina diversas técnicas e conhece teoria musical . Foi eleito um dos melhores baixistas do mundo pela revista japonesa “Burn”.

Liminha (Mutantes e músico de estúdio)
Limina se tornou baixista da genial bandas Os Mutantes, quando Arnaldo Baptista resolveu se dedicar apenas ao teclado. Acompanhou a banda até o começo de sua fase progressiva (e muito técnica) deixando a banda após a gravação do disco “O A e o Z”. Nos anos 80, virou produtor de sucesso;  gravando, também, grandes linhas de baixo como as da música “Fullgás” de Marina Lima.

Dadi (Novos Baianos, Barão Vermelho, A Cor do Som)
Dadi talvez seja o menos roqueiro dos baixistas dessa lista, mas ele teve uma rápida passagem na banda Barão Vermelho e gravou a música “Scarlet” com Mick Jagger. Virtuoso e criativo, Dadi misturo influências de rock n’ roll com ritmos brasileiros, criando um estilo único registrado em diversos discos dos Novos Baianos e de sua antiga banda A Cor do Som.

PJ (Jota Quest)
PJ  consegue se destacar mesmo tocando numa banda de pop/rock de alto sucesso comercial. A influência da black music é sentida nos slaps e grooves suingados de músicas como “Encontrar Alguém” e “De volta ao planeta”. PJ também sabe soar melódico e domina técnicas como tapping, como pode ser visto nessa versão de Djavan, cheia de harmônicos:  http://www.youtube.com/watch?v=nyd4jDaiGX4

Andria Busic (Dr. Sin)
Mais conhecido por seu trabalho na banda de hard rock Dr. Sin, Andria Busic tocou também no Ultraje à Rigor, na banda Taffo e com o cantor  Supla. Ele mistura técnica e virtuosismo, caprichando em seus solos ao vivo.

Nando Reis (Titãs)
Grande compositor, Nando Reis não é um virtuoso no baixo, mas sabe criar linhas criativas que grudam nos ouvidos dos fãs. Ele experimentou slaps e um solo com wah-wah na “funk-punk” “Bichos Escrotos”, groove ritmado em “Flores”, solinho melódico na introdução de “Homem Primata” e mais slaps em “Comida” que também conta com grooves sampleados. Fã de reggae, Nando criou ótimos riffs para suas músicas no estilo, como pode ser ouvido em “Família”, por exemplo.

Bi Ribeiro (Paralamas do Sucesso)
Bi Ribeiro forma uma das melhores cozinhas do rock nacional no Paralamas do Sucesso, ao lado do grande baterista João Barone. Influenciado por ska, reggae e clássicos do rock como Led Zeppelin – Barone criou seu próprio estilo grave e  com fraseados recheados de notas certeiras. Muitas vezes, ele costuma tocar seu baixo com o polegar como os baixistas clássicos de reggae que acompanhavam Bob Marley.

Heitor Gomes (Charlie Brown Jr e CPM 22)
Heitor Gomes é filho do grande baixista Chico Gomes (criador da técnica de triplo domínio) e passou a ser conhecido do grande público quando integrou o Charlie Brown Jr (entre 2005 e 2011), substituindo Champignon e dando um caráter ainda mais técnico para as linhas do grupo. Destaque para seu trabalho nas músicas “Senhor do Tempo” (com uso de duplo domínio) e “O Futuro é um labirinto pra quem não sabe o que quer”. (cheia de slaps e com uso de acordes)

Felipe Andreoli (Angra, Karma)
Grande virtuose do metal melódico e do metal progressivo, Felipe faz parte da segunda formação da banda Angra. Versátil, é um dos pioneiros da técnica de pizzicato com três dedos no Brasil e vai dos slaps ao tapping, sempre com muita velocidade e precisão.

Veja também:
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10 melhores bateristas de rock do Brasil

João Barone, dos Paralamas do Sucesso, é considerado por muitos o maior baterista do rock nacional

-Confira os 100 maiores bateristas do mundo

Fazer listas é sempre uma tarefa árdua e ingrata: você pesquisa, pesquisa, quebra a cabeça e, no final, descobre que esqueceu um monte de gente. Ou então tem sua caixa de comentários inundada por fãs ensadecidos porque seu artista favorito não foi selecionado.
Infelizmente, eu adoro fazer listas 😛

Selecionei os bateristas abaixo após alguma pesquisa e papo com amigos bateras como o Eduardo Zaneski e Gabriel Di Giacomo. Sei que a lista está muito focada em ritmos mais pesados (mas também mais técnicos) e que alguns nomes como Pelado (Charlie Brown Jr) ou Ricardo Confessori ficaram de fora, mas acho que conseguimos retratar diversos estilos e gerações. Vale lembrar que o foco aqui são as bandas de rock, por isso o grande número de excelentes bateristas brasileiros de bossas nova e MPB ficou de fora. Como não existem muitas listas de bateristas brasileiros, espero que essa sirva pra instigar outros sites a criarem as suas próprias. Vamos lá!

1) João Barone (Paralamas do Sucesso)

2) Iggor Cavalera (Sepultura, Cavalera Conspiracy)

Iggor Cavalera – 10 maiores bateristas do Brasil



3) Aquiles Priester (Angra, Hangar)

Aquiles Priester – 10 maiores bateristas do Brasil


4) Charles Gavin (Titãs)

Charles Gavin – 10 maiores bateristas do Brasil


5) Pupilo (Nação Zumbi)

Pupilo – 10 maiores bateristas do Brasil



6) Ivan Busic (Dr. Sin)

Ivan Busic – 10 maiores bateristas do Brasil



7) 
Dinho Leme (Mutantes)

Dinho – 10 maiores bateristas do Brasil

8 ) Fernando Schaefer (Endrah, Korzus, Pavilhão 9, Rodox)

Fernando Schaefer – 10 maiores bateristas do Brasil

9) Max Kolesne (Krisiun)

Max Kolesne – 10 maiores bateristas do Brasil



10) Boka (Ratos de Porão)

Boka – 10 maiores bateristas do Brasil

 

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20 melhores discos nacionais dos anos 90 – Showbizz

Capa da edição da Bizz que listava os 100 melhores discos da década de 90

Em 1999, a minha revista favorita era a Showbizz.(Sim, naquele tempo a clássica Bizz tinha mudado de nome). Como a internet discada (???)  era uma carroça, era na Showbizz que eu acompanhava o que rolava na música, descobria discos novos e lia entrevistas com os ídolos nacionais e gringos.

Com esse revival dos anos 90 que está pintando, resolvi resgatar esse top 20 dos discos nacionais daquela década. Ele foi publicado numa revista com o aviso “edição histórica” (número 172)  e a foto do rosto de Kurt Cobain estourada na capa P&B.

1) “Raimundos” (1994) – Raimundos

2) “Calango” (1994) – Skank
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3) “Samba esquema noise” (1994) – mundo livre s/a

4) “Roots” (1996) – Sepultura
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5) “… Cor-de-Rosa e Carvão” (1994) – Marisa Monte

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6) “Manual Prático para festas, bailes e afins” (1997) – Ed Motta


7) “Da Lama ao Caos” (1994) – Chico Science & Nação Zumbi

8 ) “Sobrevivendo no Inferno” (1997) – Racionais MC’s

9) “Usuário” (1995) – Planet Hemp

10) “Hey Na Na” (1997) – Paralamas do Sucesso

11) “Preste Atenção” (1996) – Thaíde & DJ Hum
12) “Eu e Memê, Memê e Eu” (1995) – Lulu Santos
13) “Sobre todas as forças” (1994) – Cidade Negra
14) “Bebadosamba” (1996) – Paulinho da Viola
15) “Samba pra Burro” (1998) – Otto
16) “Gol de Quem?” (1995) – Pato Fu
17) “Na calada da noite” (1990) – Barão Vermelho
18) “Rappa-Mundi” (1996) – O Rappa
19) “Mamonas Assassinas” (1995) – Mamonas Assassinas
20) “O descobrimento do Brasil” (1993) – Legião Urbana

Outras listas:
-5 discos injustiçados do rap nacional
-6 disco para começar a ouvir jazz
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