Com elogiado clipe em animação, “De Bolso” lança “Envelhecer”, seu primeiro disco.

A banda é nova,  clipe e disco acabaram de sair do forno, mas já vem ganhando elogios e divulgação em veículos como Play TV (onde o clipe de “Esquina” estreia nesse domingo, às 20:30h) Miojo Indie, PdH e Moozyca

A “De Bolso” é uma banda formada, em São Paulo, por Diego Bravo (percussão e vocais), Fred Rocha (baixo, voz e cavaco), Karin Hueck (voz e teclados) e Tiago Van Deursen (voz, violão e gaita)

Assista ao belo clipe de “Esquina”– uma animação do artista mineiro Alisson Lima:

O disco

“São oito composições que flutuam com delicadeza entre a MPB dos anos 1970 e o folk. Um material essencialmente delicado, preciso.”, Miojo Indie

Com influências variadas que vão dos uruguaios do Perota Chingó até Novos Baianos, passando pelo punk rock, mpb e samba clássico, o grupo ficou em estúdio por quase dois anos gravando com o produtor Gabriel Nascimbeni (do disco “Cidade dos Pescadores“), no Trampolim Estúdio. A mixagem foi feita por Fábio Barros e a masterização por Arthur Joly, do RecoHead Records. “Envelhecer” conta ainda com a participação da cantora Ericah Pereira, na suingada “Cantar de Pássaro“, e com os metais de Gustavo Vellutini em “Esquina”, “Gaiola” e “Quatro Horas“. A mistura de instrumentos (charango, cavaco, violão, baixo, gaita, trompete, tuba, teclados, cajon, bateria e muita percussão) dá uma ideia do clima do disco.

Encontros e desencontros
“Eu e o Tiago começamos a nos reunir no  apartamento onde eu morava, no Largo da Batata, pra fazer um som e tocar músicas que não eram nem samba o suficiente pra banda dele, nem rock o suficiente pra minha. Um dia, a Karin tava vendo a gente ensaiando e o Tiago chamou ela pra tocar um piano em uma música. E aí viramos um trio que tocava com cavaco, violão e um teclado de iniciante em um apartamento de um quarto. Por isso DeBolso”, conta Fred.

Pra completar a banda, ele convidou um colega da universidade Unesp-Bauru, Diego Bravo, que tocava numa banda de eletrônico, chamada Strange Music. “Ele entrou pra tocar percussão e aí começamos a compor pra caramba e fazer alguns shows entre 2011 e 2012”, afirma.

Entre alguns shows intimistas, a banda abriu show para o Marcelo Perdido e Hidrocor no Cafofo, em Pinheiros, e tocou em um evento do Zona Punk, no centro. Mas em 2013, Fred e Karin pediram demissão de seus empregos e foram morar em Berlim. “A Banda ficou meio parada, mas o Tiago continuou compondo. A música ‘Esquina’ é dessa época”, conta.

Gravação do disco "Envelhecer"

Gravação do disco “Envelhecer”

Ouça o disco “Envelhecer” completo:

– Spotify:
https://play.spotify.com/artist/1zLViYnVi3Own0KpwNgC8R?play=true&utm_source=open.spotify.com&utm_medium=open

– Soundcloud:
https://soundcloud.com/abandadebolso

10 perguntas que a Strange Music sempre quis responder, mas ninguém teve coragem de perguntar

Preguiçoso como só esse blog pode ser, criamos essa seção de entrevistas musicais em que as bandas respondem as perguntas que sempre sonharam ouvir sair da boca de jornalistas inteligentes e informados. Preguiçoso como só esse blog pode ser, enrolamos mais de um mês pra publicar essa entrevista com o trio instrumental Strange Music que mistura três guitarras, groove e programação eletrônica. Deixemos a palavra com quem deve falar, vou pegar mais uma cerveja na geladeira e já volto.

Show da Strange Music em São Paulo


 

Vocês já pensaram em obrigar as pessoas, impondo algum tipo de ameaça, a ouvirem a música de vocês?
Penso nisso todos os dias. Quer dizer, de certa forma nós fazemos isso, mas vamos mais pelo lado da caridade. Insistimos tanto com a pessoa, que cedo ou tarde ela acaba cedendo. O problema é que demora, e isso nos cansa bastante. Estou falando de amigos, porque blogueiros, jornalistas, curadores, mecenas ou qualquer outro tipo de “guardião” não se dá ao trabalho nem de reclamar da quantidade de e-mails que mandamos, eles simplesmente ignoram.

Por que você acha que a Strange Music enfrenta essa dificuldade?
Não é exclusividade da Strange Music, sabe? Acho que qualquer banda que tenta percorrer seu caminho com as próprias pernas, ou com a ajuda de amigos passa por isso. As pessoas estão prontas para compras as ideias que já estão no ar. Elas fazem isso a todo momento quando escolhem qual água vão beber pela embalagem, por exemplo. Pouca gente está de fato disposta a descobrir coisas novas. O limite é o quanto aquilo fará com que ela pareça descolada entre os amigos. E a Strange Music tem pouco a oferecer nesse sentido. O bom é ouvir primeiro as novas indicações dos críticos e blogueiros hypes.

Juliano da Strange no dia em que a banda abriu para Lulu Santos e Frejat, em Bauru.


Mas até onde vocês gostariam de chegar com a banda?
Não queremos nada de especial, apenas poder tocar por aí sem ter que gastar dinheiro pra isso e com um certo público interessado no nosso som. Obviamente nós odiamos nossos empregos, mas até mesmo por isso preferimos manter a banda como segunda atividade, para não corrermos o risco de odiá-la também.


Nesse cenário, você não acha que a Internet é uma grande farsa e não ajuda ninguém em nada?

Concordo plenamente. Imagino que a repercussão seria maior se gravássemos centenas de CD-R e distribuíssemos por aí. O corpo a corpo e a materialização da música inserida em uma mídia talvez tivessem um apelo maior. As pessoas chegam cedo ao trabalho, abrem suas caixas de e-mail e lá está uma mensagem nossa comunicando o lançamento de uma nova música. A resposta padrão a este estímulo é apagar aquilo sem nem tomar conhecimento.

Que tal pararmos com as perguntas um pouco? 
Vamos apenas beber nossas cervejas.

Vocês bebem quando tocam?
Constantemente. Não digo que o álcool libera nosso processo criativo, ele apenas nos torna capazes de encarar nossas vidas de frente, com alguma dignidade. Tocamos, bebemos, damos risadas, tudo como deve ser. É como se estivéssemos num boteco qualquer, mas estamos num apartamento no Cambuci, intercalando nossas próprias músicas com outras diversas, que eventualmente servem para desopilar os tímpanos.

Quais outros elementos vocês gostariam de incluir no som de vocês?
Tudo o que fosse possível, mas já é tão difícil para nós três, que somos comprometidos com a banda, produzirmos regularmente, que não vejo como regularizar a participação de outras pessoas. Mas estamos totalmente abertos. Se alguém chegar dizendo que quer gravar um solo de flauta doce pra uma música nossa, ficaremos bem empolgados pra realizar o lance. Espero inclusive que isso de fato aconteça.

Obviamente vocês não se preocupam em usar vozes em todas as músicas, como as pessoas reagem a isso?
Quase sempre que mostramos o som para alguém, ouvimos algum comentário em relação às vozes. Boa parte das nossas músicas são instrumentais, e isso parece incomodar as pessoas. Às vezes parece que elas se sentem incomodados pela gente. Elas colocam como se a banda devesse sentir algum desconforto por fazer música instrumental. Quando criamos uma música, ela sai naturalmente com voz ou não.

Quais bandas vocês gostam de verdade, mas tem vergonha de admitir para parecerem cool?

Outro dia começamos a fazer uma música com sampler da Chritina Aguilera. Fora todos esses webhits como Garota na Chuva e Larica dos Molekes, que são realmente legais.

Depois que nossos numerosos leitores acabarem essa entrevista que ficarem loucos para ouvir o som de vocês, por quais 5 músicas eles devem começar?
Cada um da banda vai ter sua lista. Eu sei que o Bruno diria para não começar por Pernas, eu nunca recomendaria Country Fly e Juliano sequer aceita tocar Valsa de um Bobo nos shows. Brincadeira, às vezes ele aceita! Acho que o consenso é indicarmos as músicas mais novas. Acabamos nos apegando mais a elas. Então, eu recomendaria: Vai, Nova em Março, “Run, King, Run”, Club e 20-05. Sendo que arbitrariamente deixei de fora duas que poderiam facilmente entrar na lista: My Sweetest Enemy e Renaissance Style. Para ouvir, as mais recentes estão em nosso set do Soundcloud e as mais antigas na página da Strange Music no TramaVirtual.

-Barra Funda Fighters faz música instrumental com espírito punk
-Entrevista exclusiva com os Garotos Podres

Dez perguntas que a Barra Funda Fighters sempre quis responder, mas ninguém tinha coragem de perguntar

Barra Funda Fighters, o mito, a lenda, a banda instrumental que faz piada em títulos e entrevistas de blogs punks. Estreando nossa seção (X perguntas que a banda X sempre quis responder, mas ninguém teve coragem de perguntar) em que as próprias bandas se entrevistam, o trio paulistano selecionou as 10 perguntas que sempre quiserem responder e saracotearam a valer em suas respostas. Duvida? Lê aí!

PS: Próximo show dos manos
Quando: Sábado dia 22/10, a partir das 16h
Onde: Cerveja Azul (Praça Ciro Pontes, 26, próximo a Universidade São Judas – Mooca), Quanto: Dez real! Os dez primeiros que mandarem e-mail pra barrafundafighters@gmail.com querendo comprar o ingresso, ganham uma camiseta da banda.

-Leia mais entrevistas rock ‘n’ roll

PB: Vamos começar esclarecendo o nome da banda. O “Fighters” vem do fato de vocês  serem arruaceiros e maus elementos, que arrumam briga aonde quer que vão?
Marco: Quero que se foda quem pensa assim. Se eu catar quem vem falando essas
merdas, enfio uma tesoura cega no @#. Se um dia alguém apanhou da gente foi por
motivos justos, tipo mexer com a namorada, olhar torto ou falar mal do nosso som em
qualquer aspecto. De resto, somos tranquilos.
Vinny: Tem “Fighters” no nome?
Bernardo: Antigamente chamava-se Bernardo’s Trio Band, mas…

PB: OK. E quem da banda mora na Barra Funda?
Marco: Sua vó, filho duma %*$&.
Vinny: É só brincadeira, Bagual! Na banda tem gaúcho, carioca, cearense, goiano
e argentino. Às vezes, enxergo alguns romenos no palco também, mas só quando
misturo mate no absinto.

PB: Cite as influências estético-musicais da banda.
Vinny: Bah! Heineken e Sur Cabernet 750 ml, principalmente…
Marco: Com um pouco de 8-bit.
Bernardo: E jazz fusion, claro!

PB: Quando o vocalista de vocês vai voltar?
Marco: A banda é instrumental, palhaço. Tá querendo engolir esse gravadorzinho de
merda?
Bernardo: Tínhamos um vocalista, mas ele dominava muito a atenção da plateia.
Preciso evidenciar o timbre abstrato-virtuoso do guitarrista misterioso em primeiro
plano (pausa). Chutei ele da banda.

PB: Ouvi dizer que vocês procuram outros músicos para participações em músicas e shows. Se eu quiser tocar com a Barra Funda Fighters, como devo proceder?
Bernardo: Antes de mais nada, deve ser um músico virtuoso e que tenha pelo menos
65% da discografia do Malmsteen. Depois, precisa obedecer todas as minhas ordens
e seguir à risca meu ideal do que é bom ou ruim, musicalmente e filosoficamente
falando.
Marco: Ou a pessoa também pode mandar um e-mail pra
barrafundafighters@gmail.com, ou conversar com a gente num show…

PB: Gostaria de saber como vocês nomeiam suas músicas, já que é instrumental. Por exemplo, por que aquela música se chama União Soviética II?
Marco: Essa iria se chamar punheti–
Bernardo: Todas as músicas têm um conceito do qual desenvolvemos os arranjos
e melodias. No caso de União Soviética II é uma reflexão sobre o sublime ideal
comunista, marcado pela guitarra inicial, a revolução e o declínio, as 3 partes da
música. Elas se repetem para marcar um possível surgimento de um outro bloco
socialista, tudo abraçado pela ideia do Eterno Retorno de Nietzsche.

PB: Certo! Um sonho?
Bernardo: Levar a todo planeta a verdadeira música instrumental-rock, claro.
Infelizmente para a população mundial, somos a única banda viva que carrega essa
bandeira e tem a competência necessária pra realizar tal missão, que pode ser
comparada à busca de sir Lancelot pelo Cálice Sagrado.
Marco: Sexo, drogas e rock’n’roll.
Vinny: Drogas? Onde?!

PB: Vocês possuem algum material gravado, disco, EP?
Marco: Ainda não. Mas estamos nos preparando para gravar algumas músicas em
estúdio, com a produção de um amigo nosso, Gabriel Gonzo, que tem uma banda de
reggae, mas tem hardcore na veia.
Bernardo: No começo da banda gravávamos vídeos dos ensaios para postar no
mySpace da banda, sendo
o único material gravado. Paramos por falta de tempo. Mas, a pedido dos milhares de
fãs, iremos retomar.

PB: Vocês possuem algum projeto paralelo?
Vinny: Bah! Claro, eu toco guitarra.
Marco: Eu estou aprendendo bateria com o Rock Band.
Bernardo: Fico com o baixo, mas toco qualquer instrumento que me for apresentado.
Até mesmo inventei alguns… O resultado é nosso projeto paralelo. Geraldo98, talvez.

PB: Barra Funda Fighters em poucas palavras.
Bernardo: Bernardo.
Marco: Soco na sua cara.
Vinny: Drinks grátis!

-Conheça a antiga banda do Bernardo, os infames CUECAS ROSAS
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