Por que a literatura brasileira não é tão conhecida lá fora?

Machado de Assis, escritor brasileiro

Machadão, ainda pouco conhecido na gringa

Não é só nas Olimpíadas que o Brasil podia ir melhor internacionalmente.

Sempre me apeguei à desculpa de que a literatura brasileira não era tão conhecida mundialmente pela barreira da língua. Não escrevemos em inglês, logo, não dá pra comparar com autores ingleses, americanos e irlandeses. O argumento cai por terra quando você dá uma olhada no número de versões que o artigo sobre nosso vizinho argentino Jorge Luis Borges tem na Wikipedia: 96 línguas.

Nossos pesos-pesados Machado de Assis e Guimarães Rosa têm respectivamente 27 e 17. Jorge Amado tem menos de 40. Resolvi apelar pro mago pop Paulo Coelho: 64.(Borges escreve em espanhol – a segunda língua mais popular do mundo? Ok, o artigo sobre o checo Milan Kundera tem versões em 58 línguas…)É, se eu fosse argentino desistia de tentar provar inutilmente que Maradona é melhor que Pelé e ia disputar um jogo mais ganho 😛
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Paulo Coelho e seu livro "O  Alquimista"

Não deu nem pro mago Paulo Coelho contra Borges

Peguei o número de versões do artigo na Wikipedia porque achei um dado mais “orgânico” e menos subjetivo do que as listas e teses sobre maiores/melhores autores. E, mesmo nessas listas, o Brasil não vai bem. Esse número de artigos mostra o interesse de outros povos pelos nossos autores.  Como disse o amigo Diego Bravo “a literatura brasileira, provavelmente, é menos conhecida do que deveria e menos relevante do que a gente gostaria”. Essa polêmica não é pra jogar contra a gente, é que se não assumirmos que temos esse “problema” não vamos atrás das “soluções”.
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