10 músicas clássicos do hardcore melódico brasileiro

O Dead Fish em show em 2007

Inspirado pelo documentário “Do underground ao emo” – que conta a história do hardcore melódico nacional – eu resolvi organizar essa lista com 10 das maiores músicas do hc melódico nacional, focando principalmente nas bandas dos anos 90/2000. Exclui daqui as bandas emo e coloridas, que pertencem a outro capítulo da história do rock brasileiro. Também procurei focar em bandas da “cena”, por isso não inclui músicas de hardcore melódico de bandas que não “eram” de hardcore melódico (como “Mulher de Fases” dos Raimundos, que abriu caminho pro CPM22 ou músicas de Detonautas e do primeiro disco do Los Hermanos).

Chega de papo e vamos aos clássicos:

1) “Red Rose Bouquet” – Street Bulldogs

2)”Noite” – Dead Fish

3) “Regina Let’s Go” – CPM 22

4) “Embedded Needs” – Garage Fuzz

5) “1997” – Hateen

6) “Quando tocar na TV” – Cueio Limão

7) “Vinteum” – Fistt

8)”Orgânico” – Noção de Nada

9) “Revolução” – Sugar Kane

10)”Se essas paredes falassem ” – Dance of Days

Veja também:

-Assista ao documentário “Do underground ao Emo”

-Entrevista com João Gordo, do Ratos de Porão

“Banditismo por uma questão de classe” – Raimundos tocando com a Nação Zumbi

Porra, eu nunca tinha ouvido esse encontro de duas das maiores bandas brasileiras dos anos 90: Raimundos e Nação Zumbi tocando “Banditismo por uma questão de classe” do primeiro disco da Nação (“Da Lama ao Caos”) gravado ainda com Chico Science no vocal. O encontro rolou no Programa Livre de Serginho Groisman, em 1999

20 melhores discos nacionais dos anos 90 – Showbizz

Capa da edição da Bizz que listava os 100 melhores discos da década de 90

Em 1999, a minha revista favorita era a Showbizz.(Sim, naquele tempo a clássica Bizz tinha mudado de nome). Como a internet discada (???)  era uma carroça, era na Showbizz que eu acompanhava o que rolava na música, descobria discos novos e lia entrevistas com os ídolos nacionais e gringos.

Com esse revival dos anos 90 que está pintando, resolvi resgatar esse top 20 dos discos nacionais daquela década. Ele foi publicado numa revista com o aviso “edição histórica” (número 172)  e a foto do rosto de Kurt Cobain estourada na capa P&B.

1) “Raimundos” (1994) – Raimundos

2) “Calango” (1994) – Skank
calango-skank-capa

3) “Samba esquema noise” (1994) – mundo livre s/a

4) “Roots” (1996) – Sepultura
Sepultura_-_Roots-capa

5) “… Cor-de-Rosa e Carvão” (1994) – Marisa Monte

cor-de-rosa-e-carvao-marisa-monte

6) “Manual Prático para festas, bailes e afins” (1997) – Ed Motta


7) “Da Lama ao Caos” (1994) – Chico Science & Nação Zumbi

8 ) “Sobrevivendo no Inferno” (1997) – Racionais MC’s

9) “Usuário” (1995) – Planet Hemp

10) “Hey Na Na” (1997) – Paralamas do Sucesso

11) “Preste Atenção” (1996) – Thaíde & DJ Hum
12) “Eu e Memê, Memê e Eu” (1995) – Lulu Santos
13) “Sobre todas as forças” (1994) – Cidade Negra
14) “Bebadosamba” (1996) – Paulinho da Viola
15) “Samba pra Burro” (1998) – Otto
16) “Gol de Quem?” (1995) – Pato Fu
17) “Na calada da noite” (1990) – Barão Vermelho
18) “Rappa-Mundi” (1996) – O Rappa
19) “Mamonas Assassinas” (1995) – Mamonas Assassinas
20) “O descobrimento do Brasil” (1993) – Legião Urbana

Outras listas:
-5 discos injustiçados do rap nacional
-6 disco para começar a ouvir jazz
-10 melhores discos dos anos 2000

Hardcore 90 – Uma História Oral

-Quer ler mais sobre punk rock?

Descobri, lendo o Zona Punk, um projeto de documentário bem legal que o Marcelo Fonseca está tocando. Trata-se de “Hardcore 90 – Uma história Oral”, que pretende contar a história do hardcore brasileiro nos anos 90(de 1989-2000). É segunda geração do punk tupiniquim, depois que Ratos de Porão e Cia abriram as portas pro estilo a coturnados nos anos 80.

Street Bulldogs - um dos destaques dos anos 90

 

Vivi um pouco dessa época quando estava começando a tocar(tive bandas punk entre 1999-2002, comecei a ouvir o estilo lá por 97). Lembro de baixar músicas do Blind Pigs e Gritos de Ódio na net, assistir um show do Mukeka di Rato em Bauru, e esperar ansioso que meu amigo Marcão trouxesse os últimos discos do Dead Fish, Street Buldogs e Gritando HC direto da Galeria do Rock, em São Paulo. Galeria que pra gente era a Dineylândia punk, o sonho de todo moleque roqueiro que se escondia no meio do mato.

Abaixo separei duas entrevistas feiras pelo Marcelo para o documentário. São de membros de duas bandas que, apesar de bem diferentes, eu ouvi bastante na época. Eles falam sobre os primeiros shows e a Verdurada

Túlio(DFC)

Leonardo Kobbaz (Street Buldogs)

Banguela HIts – O último dente

Toda banda de punk é influenciada por Ramones, todo baixista já foi fã do Flea, todo mundo tem um monte de influências comuns a outras milhares de bandas.
Mas tem sempre aquele disco estranho que fez a sua cabeça e te influencia até os dias de hoje. (Seja uma banda brega que você tem vergonha de assumir que curtia, mas decorou os riffs de cabo a rabo, ou uma bandinha pop/rock que era hit na Mtv quando você começou a se ligar em música.)
Lembro que por volta de 1997 eu tinha 13 anos e estava começando a curtir som. Os Titãs tinham um selo, Banguela, que lançou o mundo livre s/a (de quem eu era fã, assim como todas demais bandas de Recife) e Raimundos. O selo Banguela durou alguns anos e se despediu com a coletânea “Banguela Hits”, que incluía as bandas: mundo livre s/a, Raimundos, Little Quail, Graforréia Xilarmônica, Maskavo Roots, Kleiderman e Pravda.

Pra mim era um amontoado de bandas com nomes bizarros. Mas é impressionante, como lembro todas as músicas até hoje. E várias dessas bandas tem alguns dos elementos que eu mais gosto até hoje: bom-humor nas letras, mistura de estilos e baixos grooveados.

Só descobri a importância do Graforréia Xilarmônica pro rock gaúcho vários anos depois, mas sempre curti os arranjos estranhos, com baixo destacado e letra engraçada de “Bagaceiro Chinelão”. O psychobilly insano do Little Quail (hoje em dia minha banda – Milhouse – toca um cover deles, “Essa menina”), também foi redescoberto anos mais tarde. E agora eu estava ouvindo as músicas da ainda obscura banda de funk-rock, Pravda, e pensei: que puta linha de baixo! A título de curiosidade: Raimundos, Maskavo Roots, Pravda e Little Quail eram bandas da efervescente cena noventista de Brasília. Graforréia, como eu disse antes, é gaúcho – projeto do grande Frank Jorge. O mundo livre vem de Recife e o Kleiderman era a banda paralela dos caras do Titãs.

Engraçado, não sei se esse post faz sentido pros outros, mas pra mim faz. A coletânea cheia de bandas com nomes esquisitos ajudou a moldar meu gostos musical.

Ouça algumas faixas:

“Tempestade”, Maskavo Roots

“Recreio dos Bandeirantes”, Pravda!

“Livre Iniciativa”, mundo livre s/a

“Bagaceiro Chinelão”, Graforréia Xilarmônica

“Família que Briga Unida”, Little Quail

“Nem mãe, nem puta”, Kleiderman

“Selim, Raimundos”

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