Rogério Sganzerla (Joaçaba, SC, 26 de novembro de 1946 — São Paulo, 9 de janeiro de 2004), cineasta.
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-Outros anti-heróis do Punk Brega
-Frases de grandes caras
Rogério Sganzerla (Joaçaba, SC, 26 de novembro de 1946 — São Paulo, 9 de janeiro de 2004), cineasta.
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A cena independente brasileira sofre de Alzheimer. E é triste como ver seus avós esquecerem da família. A quantidade de informação sobre nosso underground na internet é pouca: vários blogs falando do atual sucesso de 15 minutos e raros fragmentos de história das bandas que já acabaram e tiveram alguma relevância.
Estava lembrando hoje do Street Bulldogs. A banda de hardcore melódico foi fundada em Pindamonhangaba (!!!), em 1994. Depois de ser reformulada em 1998 pelo seu vocalista e líder, Leonardo Kobbaz, eles estouraram na Mtv com a música “We Build Our Own Way”, usada numa vinheta do canal contra o preconceito aos portadores de HIV.
Em 2001, os caras lançaram um dos melhores discos da década, “Question Your Truth” com o hitzinho “Red Rose Bouquet” e também “Tarde Demais”, “Remains Clear” e “Call Me At Home”. As guitarras eram trabalhadas em riffs melódicos, os refrões empolgantes e grudentos, as letras misturavam engajamento e lirismo. A arte do cd era impecável, e de bônus você ganhava uma versão de Ramones e outra de Culture Club. É dessa época uma bela performance dos caras no programa Musikaos, da rede Cultura. A banda ainda lançou mais dois discos de estúdio – “Tornado Reaction” e “Unlucky Days” – antes de encerrar as atividades.
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Livros e baseados
Devem ser compartilhados
Publicado originalmente, por mim mesmo, no blog Newsgames, da @revistasuper.
- 7 livros sobre newsgames que você tem que ler
Despretensiosamente pretensioso, “A theory of fun for game design” sempre divide suas duplas de páginas entre uma de teoria, com texto tradicional, e outra com um cartoon divertido que ilustra o tema central do capítulo. Seu autor, Raph Koster, é escritor, pesquisador e chief creative officer da Sony Online Entertainment. Em linguagem pop e fluida, Koster defende a diversão como parte fundamental do processo de aprendizado, essencial para o desenvolvimento humano. E jogos (que ele chega e definir como “exercícios para nossos cérebros”) têm como ingrediente básico de sua mecânica a diversão. Mas vale a nota: jogos usam a diversão como ferramenta de aprendizado (aprendizado aqui não se aplica só a “ir pra escola”, vai desde aprender a tocar um instrumento até aprender a dirigir um avião), mas não precisam ter a diversão como seu único fim. É aí que Koster entra na parte mais “cabeçuda do livro”: para ele está na hora dos games deixaram de ser apenas entretenimento para ganharam o status de arte. Para isso, precisam variar sua temática (ainda muito ligada às funções básicas de sobrevivência do homem primitivo) e evoluir para tratar de questões não resolvidas da condição humana. Segundo Koster, as primeiras pinturas e as primeiras narrativas também eram focadas em atividades básicas: caçar, guerrear, explorar o território. Elas se tornaram arte quando passaram a tratar de temas mais complexos e abstratos. Para ele, arte e entretenimento não são palavras que distinguem categorias, elas distinguem a intensidade de um meio.
O livro, por enquanto, só foi publicado em inglês e pode ser encontrado na Amazon. Ele mescla um pouco de dicas práticas de game design com teoria sobre o que é diversão, o que são jogos e por que os jogos são importantes. Tem tudo a ver com o pensamento de game designers como Jane McGonigal (que defende que games, e consequentemente a diversão, podem mudar o mundo) e Ian Bogost (quando fala sobre videogames serem vistos como arte). E, no final das contas, consegue aplicar na prática sua teoria sobre diversão, ensinando conceitos complexos pro leitor sem deixá-lo entediado.
Veja também:
- O dia em que os gamers descobriram que podem mudar o mundo
-Darfur is Dying: Conheça o newsgames sobre a crise no Sudão
Falei pra ela -
confessei
O que não queria ouvir
Porque se contasse
De verdade
O que parecia sentir
Ela
- sem dúvida -
duvidaria de mim
Não acreditaria
Que aqui dentro
sim
O que eu queria dizer
Era
e-x-a-t-a-m-e-n-t-e
o que ela queria ouvir
Mas fazia doce…
Escrito por @freddigiacomo por volta de 2010. Esse poeminha faz parte de um conjunto de desejos e gulas intitulado “O melhor de mim mesmo“. Exija nas melhores editoras!
Outros poeminhas felizes:
-Pros que dançam em casa
-Pequena (Corpos Entrelaçados)
-Uma imagem fala mais que mil segundas-feiras
Jack Kerouac (12 de Março de 1922 – 21 de Outubro de 1969), escritor.
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Punk Brega interrompe suas atividades paranormais para fazer uma pequena análise de “A Dama de Ferro” com pegada de autoajuda.
Ah, o maravilhoso mundo dos clichês! Nem sempre ser clichê é um problema. Na real, alguns clichês merecem ser repetidos sempre porque é necessário que eles fiquem guardadinhos lá na memória da gente. Destaco um dos que me parece fazer mais sentido: “a principal herança que os pais podem deixar pros filhos é a educação.”
(Calma! Não desista de ler, o momento autoajuda já acabou)
Acabei de assistir ao filme “A Dama de Ferro”, sobre os feitos (e a velhice gagá) da ex-primeira-ministra da Grã-Bretanha Margaret Thatcher. Não vou gastar linhas desse blog com a brilhante atuação (ganhadora do Oscar) de Meryl Streep no filme. O ponto que me tocou, em particular, foi a relação de Thatcher com o pai, um pequeno comerciante e político conservador inglês que a incentivou a:
1)Estudar
2) Não seguir o lugar-comum
3) Fazer a diferença no mundo.
Confesso, o tiozinho idealista me lembrou meus pais. E, que fique claro, meus velhos estão longe de serem pequenos comerciantes conservadores. Os dois são professores de esquerda, daqueles que escolherem trabalhar com educação pública pra fazer do mundo um lugar melhor. E, provavelmente, devem achar Thatcher a encarnação do demônio (E aí, pais, vocês acham isso mesmo?). Mas são mais parecidos com o pai da “dama de ferro” do que podem imaginar. Como o velho comerciante inglês do filme, meus pais não me deixaram rios de dinheiro de herança e nem me bombardearam com milhares de cursos extra-curriculares na adolescência, mas me deram duas ferramentas essenciais: amor por aprender e pensamento criativo. Acredito – pela minha pequena experiência no mercado de trabalho, na faculdade e na escola – que tudo que você aprende em cursos (línguas, informática, meditação e datilografia) entra na categoria de ferramentas para executar boas ideias. Se você tiver amor por aprender vai conseguir absorver o conhecimento necessário para sua atividade e, mais importante, vai se adaptar quando esses conhecimentos não forem mais essenciais e novos paradigmas aparecerem. O mais difícil, e o principal diferencial, é ter as tais boas ideias e saber planejar sua execução. Essa é a característica mais rara de encontrar quando quero achar alguém pra trabalhar na minha equipe. Gente que pensa “fora da caixinha”, que tem raciocínio lógico e que quer fazer o mundo rodar do melhor jeito possível.
Se eu consegui passar perto disso em alguns momentos da vida, devo muito ao que aqueles dois professores dos cafundós de Penápolis me deram do melhor jeito que sabem fazer as coisas: ensinando.
E pra acabar nosso post de autojuda, vamos com o filósofo e best-seller Chico Science: “se você tiver numa bifurcação e precisar escolher um dos caminhos, escolha o menos percorrido”.
Essa entrevista é velha, e Geraldo Vandré não é extamente punk nem brega, mas achei interessante que o cara que ficou marcado como um dos mais engajados da época da ditadura está hoje fazendo música pra Aeronáutica. Ele também nega que era militante e que tenha sido exilado. Se você gosta de música brasileira, vale a pena assistir.
Geraldo Vandré quebra o silêncio em entrevista… por felipegolke
Gosto de ficar inventando nomes pros grafites que fotografo nas ruas e junto no From The Streets. Esse da Rua Sumidouro, em Pinheiros, me lembrou “O Grito” do Munch.
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[Atualizado com os vídeos que o Bravo pediu]
Filosofe comigo: Todo mundo gosta de gostar do que nem todo mundo gosta, mas quem importa gosta.
Deu pra entender? Recapitulando: sempre tem alguém que, assim como você, vai achar cool ouvir aquela banda indie islandesa pra você chamar de alma gêmea, mas… E quando você gosta de uma banda que NINGUÉM gosta?
Fiz a listinha abaixo sabendo que, é claro, meia dúzia de desconhecidos vão compartilhar o (mau) gosto comigo. Mas em geral são nomes que eu cito numa roda e a roda fica em silêncio, não porque não conhece as bandas, mas porque acha uma merda mesmo. São bandas, na maior parte dos casos, muito experimentais para serem pop e muito bregas para serem cool. Vamos lá.
Karnak é pra mim a banda mais injustiçada do Brasil. A maioria das pessoas nunca ouviu e não gosta. Já quem simpatiza com o André Abujamra diz que gosta, mas também nunca ouviu. Além de “Juvenar” (hino hippie do último disco, criada em cima da base de “Canon em ré maior do Pachelbel”) e da versão do Zeca Baleiro pra “Alma não tem cor”, pouco se conhece. É uma pena, a banda era uma big band bem-humorada com os melhores músicos de São Paulo, letras engraçadas e um vocalista carismático. Tudo isso com REFRÕES fáceis!
Ouça: O disco primeiro disco “Karnak” e o terceiro “Estamos adorando Tóquio”
Se o mundo fosse justo: Tocaria em todas as rádios.
Em algum lugar entre a psicodelia black do Funkadelic, o sexo movido a slaps do Red Hot e a maconha do Planet Hemp estava o Funk Fuckers, a primeira banda do B.Negão que depois faria um monte de coisas legais no Planet, carreira solo e uma caralhada de parcerias. As letras do Funk Fuckers eram sexistas e sexuais, quase ingênuas, mas sua cozinha sonora era furiosa e dava sustentação pra três vocalistas com swing e carisma. O baixista, Mortadelo “Bass” Gee, fez uma das melhores performances de funk rock brasileiras detonando nos slaps em faixas como “Brasileiro” e “Hold La (Big Pemba)”. Ideal para bailes, festas e afins.
Ouça: O único disco dos caras “Bailão Classe A”.
Se o mundo fosse justo: Teria feito metade do sucesso que os Mamonas fizeram.
A culpa todo é do meu primo Joe, que me apresentou essa PORRADA sonora quando eu, jovem de 19 anos recém completos, passei um mês e meio em Washington. É hardcore sangue no olho direto de Boston. A banda foi formada em 1994, e traz um som mal-educado cantado pela fina flor white trash americana.
Ouça: O disco “Outlaw Anthems” no talo!
Se o mundo fosse justo: Teriam contrato para fazer animação de todas lutas do UFC
Canibal, o líder dos Devotos, chegou a ficar conhecido do grande público por suas participações como boleiro no “Mtv Rock e Gol”, mas poquíssima gente realmente parou pra escutar o som old school dos pernambucanos. Músicas como “Eu tenho pressa”, “Vida de Ferreiro” e “Luz da Salvação” pareciam saídas de um disco clássico do punk nacional dos anos 80, mas com ótima produção (a cargo de Lúcio Maia, da Nação Zumbi) e sotaque nordestino. Devotos deveria estar no Top 5 de qualquer punk brasileiro, mas é difícil até achar suas músicas no Youtube.
Ouça: O disco “Agora tá valendo” inteirinho até furar.
Se o mundo fosse justo: Tocaria nas rádios rock no lugar do CPM22.
5)Zebda
Zebda é um grupo francês engajado que não caiu na graça dos “sujinhos” brasileiros. Formado em Toulouse em 1985, com integrantes de diversas origens e nacionalidades, o som dos caras é uma mistura de rock, reggae, rap, chanson francesa, ritmos latinos e árabes. Os caras ainda lançaram um projeto paralelo difícil de pronunciar, Tactikollectif, onde gravaram versões modernas para diversos clássicos engajados.
Ouça: “Tomber la Chemise” e o disco paralelo “Les Motivés”
Se o mundo fosse justo: Fariam jingles de campanha pra animar o horário político.
Engraçados, barulhentos, toscos e… desconhecidos. Eu mesmo nunca tinha ouvido falar desses “Beach Boys dos três acordes” até 2012. Os vídeos dos caras são uma lindeza só e o som é uma mistura de punk pop, new wave e surf music. Não ouça, ASSISTA!
Assista: “My Beach” e “1984″
Se o mundo fosse justo: Seriam matéria obrigatória nos colégios e internatos.
Outras bandinhas malditas: Cascavelletes, Arrigo Barnabé e Banda Sabor de Veneno, Olho Seco, Faces do Subúrbio, Câmbio Negro, Ska-P, Crass, Sham 69, Thee Butcher’s Orchestra, Richard Hell and The Voidoids…
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