Kiss ao vivo em São Paulo – 07/04

Kiss em show em São Paulo

Kiss em show em São Paulo

Nunca vi o Nirvana tocar “Smells Like Teen Spirit”, nem os Beatles tocando “Help” e nem os Ramones mandando “Blitzkrieg Bop”. Provavelmente nunca vou ver Stones detonando “Satisfaction” ou o Black Sabbath original entoando “Paranoid”. Quando eu quis ver Bob Dylan cantando “Like a Rolling Stone”, ele me sabotou com uma versão irreconhecível.

Mas ontem vi o Kiss disparar “Rock ‘n’ Roll All Night” com perfeição e foi ótimo.

>Madonna e os shows de 2008

>Falta só um fiapinho de 2008 pra acabar. Não fui aos grandes festivais este ano e acho que não perdi grande coisa.

Ao contrário do amigo Diego Maia, achei o show da Madonna(19/12) emocionante sim, e não foi frio como os relatos que li de apresentações na França e nos EUA. Sim, ela é mais showoman do que cantora, mas isso eu já sabia há tempos. O espetáculo dela é um grande musical multimídia, uma ópera pop com telões, coreografias, músicos diversos e o carisma de Madge.

Clássicos do pop ficaram mais pesados, e a Madonna roqueira faz sinal de heavy metal e empunha guitarra negra em “Boderline”. Em outros momentos, tiozinhos ciganos emprestam violão, rabeca e acordeon para “La Isla Bonita” e outras latinidades.

Fora a pirotecnia improvisada, ela improvisou. Sim, no meio de todo script de sua epopéia dance, a ex- de Guy Ritche disse que amava Sampa e o Brasil, que pretendia voltar em menos tempo da próxima vez, chamou a dançarina – na qual tascou um beijo – de “puta”(em português mesmo), pediu pra galera bater palmas e escolheu um cara na platéia pra decidir qual seria a próxima música. (E escolha do tal Márcio – que Madge chamou de “Macho”- foi Like a Virgin, óbvia, mas que não consta no repertório atual da rainha do pop).

Enfim, foi um puta show, e olha que eu sou apenas um cara que achava a Madonna gostosa em 1994 e conhecia meia dúzia de refrões da loira hoje em dia.

De resto este ano lembro que assisti:
-Bob Dylan => Até hoje não sei muito o que dizer sobre esse show. Mas foi morno
-About Us => Cobri Ben Harper e Dave Matthews. Me surpreendi
-Vanguart =>Gravação do DVD com presença de Mallu Magalhães
-Mundo Livre s/a => Studio SP lotado, puta show.
-Del Rey => Divertido mais uma vez.
-Mombojó => A Veja diz que são filhotes de Los Hermanos. Os shows deles são melhores
-Orquesta Imperial => Nunca vi Amarante tão front man
-Jorge Ben na Virada Cultural=> Ben velhinho

Dave Matthews fala português e elogia Seu Jorge em festival ecológico

About Us também contou com dueto de Ben Harper e Vanessa da Mata

originalmente publicado em Abril.com

O About Us que aconteceu na última sexta-feira(26), em Manaus, e no domingo (28), em São Paulo, fugiu do padrão dos festivais que costumam tomar conta da programação dos brasileiros no segundo semestre do ano. Nada de bandas hype e jovens indies, público típico de eventos como Tim Festival e Skol Beats. O About Us, que reuniu cerca de 40.000 pessoas, resolveu apostar em nomes consagradas (Dave Matthews Band e Ben Harper) e deixar o hype para o tema: a sustentabilidade.

Sustentabilidade virou a palavra preferida de publicitários e políticos, que vendem produtos e ganham campanhas prometendo salvar o verde. No caso do About Us, a sustentabilidade ficava nos “porta-bitucas” distribuídos na entrada e no projeto do site do festival, que incentivava o público e plantar uma árvore e mandar a foto da ação. Também incluía uma exposição com móveis feitos com embalagens tetra pack e tubos de pasta de dente ao lado de luminárias feitas com copos de plástico. Uma horta demonstrava o processo de compostagem e a loja oficial vendia camisetas do Ben Harper ao lado de sandálias feitas de pneu velho. Lixo vira luxo e você salva o planeta com estilo.

Dave Matthews Band

O line-up “nacional” do festival incluía Afro Lata/Mangue(de Vigário Geral), NX Zero(a banda mais deslocada do conjunto “bicho-grilo”), Seu Jorge(que foi elogiado por Dave Matthews tanto em seu Twitter, quando durante o show) e Vanessa da Mata(que tocou “História de uma gata” de Chico Buarque e seu hit onomatopéico “Ai,ai,ai”). Dois dias antes, em Manaus, a banda O Rappa entrou no lugar de Seu Jorge e Afro Lata.Antes do show do guitarrista e cantor Ben Harper, eram exibidos vídeos ecológicos, que intercalavam depoimentos de personalidades como o ministro do Meio Ambiente Carlos Minc com desenhos engraçadinhos sobre emissão de CFC.Tocando pela terceira vez no Brasil, o músico californiano Ben Harper e sua banda, Innocent Criminals, começaram o show com o groove do baixo do reggae “Jah Work”, do disco “The Will to Live” de 1997. Ben gastou seu português com um simpático “Obrigado” ao final da música e deixou a guitarra de lado para assumir o violão em “Don’t Take That Attitude to Your Grave”, primeira de uma série de baladas folk. O público aplaudia gentilmente ao final de cada canção, mas só se empolgou mesmo quando Harper mandou “Fight Outta You” do disco “Lifeline” (2007) e “Diamonds On The Inside” do disco homônimo de 2003. Em “Forgiven” Harper assumiu a guitarra slide tocada no colo e disparou seu primeiro solo que empolgou o público.

A mistura de reggaes com “mensagem” a la Bob Marley com solos “hendrixianos” e baladinhas folk seguiu sem grandes surpresas até “Better Way”. Antes desta, Harper disse em inglês que viajava bastante e onde quer que estivesse sempre via uma bandeira do Brasil em seus shows. Para encerrar, “With My Own Two Hands” e o convite para “uma amiga querida, uma das maiores cantoras do mundo”, Vanessa da Mata, subir ao palco e cantar “Boa Sorte/Good Luck”. A balada bilíngüe foi a mais bem recebida pelo público, cantada em uníssono belas milhares de pessoas que se aglomeravam na Chácara do Jockey. Harper saiu do palco sem bis e deu lugar a mais alguns vídeos ecológicos, que eram ignorados pela maioria do público. Apesar do tema engajado, as pessoas que foram ao About Us estavam muito mais para “Daslu” do que para “Fórum Social Mundial”. Em meio a patricinhas e famílias, podia se ver uma camiseta solitária de apoio ao candidato americano Barack Obama.

O show de Dave Matthews Band começou cinco minutos antes do previsto em meio a gritos e palmas do público empolgadíssimo. Os moderninhos que apostaram que Dave Matthews não seria páreo para concorrência do Skol Beats na noite anterior se enganaram. O combo liderado pelo violonista sul-africano teve o público na palma da mão durante as duas horas e meia de sua apresentação que mesclava country, jazz, funk e folk com refrões pop e improvisos instrumentais virtuosos.

Cumprimentando o público em português, o carismático Matthews começou a show com “Two Steps”, marcada por solo de bateria de Carter Beauford. O dono das baquetas da banda americana era um show à parte recebido por gritos do público toda hora que aparecia no telão, fazendo bolas de chiclete enquanto alternava ritmos quebrados e solos. A banda concentrou seu repertório em músicas mais antigas como “Crash Into Me” e “Too Much”. A quarta música foi “Satellite” do álbum “Under The Table and Dreaming” que causou comoção geral. Atrás de mim uma menina gritou “essa é a banda que vai tocar no meu casamento”, do meu lado, outra moça chorava abraçada pelo namorado. Fãs de Dave Matthews são tão fanáticos quanto fãs de Los Hermanos, para ficar com um exemplo doméstico. Eles lotaram a Chácara do Jockey, cantando a cada refrão, rindo com as dancinhas malucas de Matthews e aplaudindo o final de cada solo de violino ou saxofone.

Ben Harper fez uma participação cantando e tocando guitarra em “All Along The Watchtower” de Bob Dylan(em uma versão mais empolgante do que a que Dylan tocou no Brasil), citando Jimi Hendrix no solo. No final de duas de horas de show, o público pediu bis e a trupe de Matthews voltou depois de alguns minutos para três músicas, sempre agradecendo e tentando falar em português. A primeira foi “41”, pedida em coro pelos milhares presentes. Depois de meia hora cheia de improvisações, o About Us foi encerrado com o hit “Stay(Wasting Time”).

>Audiogalxy, Bauru – 23/08

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Pagando de Ramones brega

Quem teve coragem de encarar o vento frio da noite do último sábado(23/08) em Bauru, pode conferir a performance do Milhouse + os amigos da Punky Brewsters. A noite no Audiogalaxy começou com rockzinho indie tocado pelo dj, que por volta da 0:30 deu lugar aos rocks crássicos dispardos pela banda bauruense Punk Brewsters. Já eram quase duas da manhã quando o Milhouse subiu ao palco. A visita a cidade sanduíche já tinha rendido matéria no jornal locar, Bom Dia, e entrevista para o programa “Revista de Sábado” da afiliada da Globo, Tv Tem.

Tudo que a gente precisa é de amor

Numa noite com TiTI inspirado em sua bela camisa vermelha e Ana vestindo um belo chapéu de zebrinha roxa, o Milhouse destilou mais de uma hora de seu “punk brega nerd samba progressivo”. Entre as novidades tocaram pela primeira vez “Samba do Mercado” de Rodrigo “Axl Magal” e Danilo Lagoeiro. A galera que era fã do “Cuecas Rosas” de Axl, segurou para lagriminha não escorrer. Ainda rolou “corrente de paz e amor” em “All You Need is Love” dos Beatles e 3 bis(que incluíram além de “Samba do Mercado”, “Canção do Orkut” e “Melô do Hipocondríaco”).

Quem ainda não chamou o Milhouse para animar sua festa, está perdendo o “creme de la creme” da diversão. ÇuÇeÇo!

>SHOW DO MILHOUSE EM RIBEIRÃO!

> Oh, yeah! A destemida banda Milhouse vai fazer seu segundo show agora no belíssimo Porão em Ribeirão Preto. Não sabemos o que esperar por lá, mas nós garantimos uma apresentação recheada de clássicos punk brega nerds e a estréia de três músicas inéditas: “Nóis sumo pobre, mas sumo tudo limpinho”, “Virei Cafajeste por causa dela” e o cover “Blue Suede Shoes”.
ÇuÇeÇo!

Ah! Leia a resenha do livro “O Uivo” e diga o que achou!
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