Raro e histórico: Assista ao primeiro show do Rage Against The Machine

Se liga aí no vídeo raro e histórico: primeiro show do Rage Against The Machine, gravado em 1991, no The Quad, Cal State Northridge, Califórnia.

A banda abre com uma performance instrumental do que viria a ser seu maior clássico “Killing in the Name” e aí Zack de la Rocha começa sua performance incendiária cantando várias músicas que seriam gravadas no primeiro disco dos caras. No começo do vído pouca gente da importância para a banda novata, mas aos poucos vai juntando uma galera na boca do palco e no final até tem um que se empolga e começa um pogo. Dica do camarada Diego Bravo, do site Somente coisas legais.

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Assista ao festival cRássico de rock/punk “Destruindo a Rotina” – realizado em Penápolis, em 2001, no Bar do Nori

Era uma atípica noite fria em Penápolis (uma cidade no interior paulista que costuma ser MUITO quente), quando um festival atípico cheio de músicas esquisitas começou a se desenrolar no antigo “Bar do Nori” (localizado na rua conhecida como “Avenida”, onde se localizavam os barzinhos das cidades.)

Assista ao festival “Destruindo a Rotina”

A organização do festival “Destruindo a Rotina” começou meses antes pelas mãos dos irmãos Fred (no caso, eu) & Gabriel Di Giacomo e do baterista André “Ramone” Gubolin. Nós rodamos Penápolis atrás de patrocínio, alugamos som, descolamos uma lona tosca, emprestamos a bateria do brother Gilvan (que tocava na banda Militantes do clássico politicamente incorreto “Mulher burra só serve pra meter”) e divulgamos o festival na imprensa local. Conseguimos também uma parceria com o tatuador Pombal que sorteou tatoos e estava com sua banca montada na hora e também um esquema de venda de camisetas de rock. As bandas convidadas eram de Rio Preto, Araçatuba e Penápolis – mas, claro, algumas furaram na hora. Pelo que lembro o pessoal de Araçatuba foi comprar cigarro e nunca mais voltou, hehehe.

Os irmãos Fred e Gabriel Di Giacomo momentos antes do festival "Destruindo a Rotina", em 2001.

O começo dos anos 2000 era uma época de renascimento pro  rock de Penápolis. Depois de uma primeira geração de bandas bem legais  (como o Hëllisch, a Tuna,  o HellFire – que deu origem ao Necroriser – e o Dr. Ratazana), surgiam novos grupos, fanzines, festivais em colégio e até um programa de rádio da União Municipal dos Estudantes (que tocava Ratos de Porão pela manhã, intercalado com poemas do Augusto dos Anjos e piadas internas da pior qualidade). Entre as várias bandas de garagem que pipocavam havia uma vertente punk representada por Praga de Mãe, Militantes, Cretin Family e Grito Feminino que foi responsável por organizar os primeiros festivais que dariam origem ao que hoje é o grande organizado “Plis Rock” . O primeiro festival que eu ajudei a organizar tinha o simpático nome de “1º Massacre da Guitarra Elétrica”. Depois vieram o “Carna Rock”, “Carna Rock 2” (já no Bar do Nori) e o 1º Encontro Regional de Rock que ficou mais nas mãos do Gilvan e marcou a “profissionalização” da parada, com apoio da prefeitura e tudo. Aliás, lembro de quando eu, o Gabriel Di Giacomo, o Gilvan e o Marcão do Valle entramos no gabinete do prefeito de Penápolis (acho que era o Firmino na época) com calças rasgadas, spike e coturnos pra negociar “apoio” pro movimento. Saímos todos de lá com “bandeirinhas” de Penápolis como brinde, hehehe,

Tosqueira aguda: primeira e única demo da banda Praga de Mãe que fez seu primeiro show no "Destruindo a Rotina"

Entre os destaques do “Destruindo a Rotina” rolou a volta da banda Dr. Ratazana (que tinha registrado um show foda no Colégio “Coração de Maria”, em 1997, e me fez  querer montar banda e começar a consumir coisas pesadas como o punk rock), a estreia do “Praga de Mãe” (uma das poucas bandas da “cena” que investia em músicas próprias) e os shows das bandas de Rio Preto “Xios Porks” e “Caso Geral”. Também rolaram shows do Militantes (a banda de Penápolis que mais tocou pelas cidades da região, na época) e do Garage Metallica. Não lembro ao certo, se foi nesse dia que o Cretin Family estreou, ainda como “Ramones Brasil”.
Enfim, as filmagens acima não mentem: as condições eram precárias, o som era estourado, a maioria das bandas era pedreira, MAS havia uma paixão juvenil que fazia tudo soar lindo. Era um festival de rock pesado viabilizado por moleques de 16 anos no meio de uma cidade movida à sertanejo e baladas eletrônicas. Pra quem não tinha lojas de instrumentos decentes, nem rádios rocks, nem Hangar 110, nem “Galeria do Rock”, aquele foi um dos dias mais legais das nossa vida.

Veja também:
– Uma breve história do rock de Penápolis

-Carlão: um dos nomes que fizeram o rock de Penápolis

Sinestesia sonora: “Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band” – Beatles, 1967.

Texto originalmente publicado no jornal laboratório da Unesp-Bauru, Contexto, em agosto/2004

A famosa capa do disco reunia diversas personalidades famosas


Sinestesia Sonora

Comprei um ácido com desenho de uma banda colorida, Karl Marx, Marilyn Monroe, Huxley e um monte de gente famosa. Espetei-o com a agulha e tudo se pôs a girar. Ouvi um ruído. Ecos rascantes e energia tomaram o meu corpo. Cheiro forte de pimenta e uma canção de amor cadenciada. Vermelho. Olhos de diamantes observam um céu de marmelada. A trip desacelera e os sentidos se embaralharam, está tudo melhor, azul e lento. Meu corpo sonolento dança seguindo o ritmo de uma orquestra psicodélica. Sinto-me triste pela garota que se vai, mas o clima muda. Pareço estar num show fantástico, com música de circo e sons mágicos vindos de uma caixinha de música.

A melodia pára. Quando a agulha espeta novamente, estamos na Índia e uma cítara adocicada me faz flutuar. Uma melodia antiga, pontuada por sinos e cheirando a cabarés esfumaçados, leva a pergunta: como vou estar com 64 anos? A energia volta verde. Gritos na minha cabeça e um flashback começa. De volta para os uniformes coloridos e cheiro de pimenta. O vermelho agora é rosa, me acalmo, alguns ruídos surgem espontâneos. Notícias no jornal. O ruído aumenta, tudo parece que vai explodir. Mas a viagem acaba. Apenas mais um dia na vida.

Leia também:
-Conheça a autobiografia do guru do LSD Timothy Leary
-Confira entrevista exclusiva com Arnaldo Baptista dos Mutantes 

Os Beatles em ensaio feito para o encarte do disco

Muito antes da Nação Zumbi: ouça as gravações inéditas de Chico Science e Loustal

Chico Science, o guitarrista Lucio Maia e sua banda Loustal

Chico Science, o guitarrista Lucio Maia e sua banda Loustal

Sempre quis ouvir as gravações originais das primeiras bandas de Chico Science, pré-Nação Zumbi (Orla Orbe e Loustal). Fiquei feliz pra caracoles ao ver no excelente blog RockinPress que muito desse material foi liberado pelo DJ Elcy. É animal observar a evolução de canções só gravadas no segundo disco da banda, (“Afrociberdelia”) como “Etnia” (uma fusão de hip hop com guitarras e bateria simulando caixa de maracatu) e “Manguetown”, um ska com guitarras fortes e precedida de uma introdução futurista, com Chico recitando o poeta inglês William Blake . Vale muito pra quem se interessa pela história do mangue beat, do rock brasileiro e por Chico Science – um dos frontmans mais carismáticos que os palcos desse país já viram e letrista talentosíssimo.

“Manguetown” – Chico Science e Loustal

“Improviso Samba-Reggae” – Chico Science e Loustal

“Etnia” – Loustal

“How Deep is Your Love?” musiquinha pra aquecer pro show do Rapture em São Paulo

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Dia 25 de janeiro de 2012 tem show do Rapture no Cine Jóia, em São Paulo. Pra entrar no clima dance-punk da banda, vamos assistir uma das mais grudentas do dicos novo: “How Deep is Your love?” clipe oficial.


-O dia em que o poeta Allen Ginsberg virou cantor de punk rock
-Yuck: revival das guitarras noventistas

Bob Gruen – Rockers

Quinta-feira, destacamos umas fotinhos e ilustrações pra vocês descobrirem artistinhas maneiros

Bob Gruen (1945) é um dos fotógrafos de rock ‘n’ roll mais conhecidos do mundo. Seu livro Rockers (2007) é a coleção de retratos que todo fã de guitarras distorcidas quer ter na mesa da sala. O site oficial do nego tem trabalhos, biografia e toda informação adicional que você vai querer depois de ver essas fotinhos supimpas.

20 melhores discos nacionais dos anos 90 – Showbizz

Capa da edição da Bizz que listava os 100 melhores discos da década de 90

Em 1999, a minha revista favorita era a Showbizz.(Sim, naquele tempo a clássica Bizz tinha mudado de nome). Como a internet discada (???)  era uma carroça, era na Showbizz que eu acompanhava o que rolava na música, descobria discos novos e lia entrevistas com os ídolos nacionais e gringos.

Com esse revival dos anos 90 que está pintando, resolvi resgatar esse top 20 dos discos nacionais daquela década. Ele foi publicado numa revista com o aviso “edição histórica” (número 172)  e a foto do rosto de Kurt Cobain estourada na capa P&B.

1) “Raimundos” (1994) – Raimundos

2) “Calango” (1994) – Skank
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3) “Samba esquema noise” (1994) – mundo livre s/a

4) “Roots” (1996) – Sepultura
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5) “… Cor-de-Rosa e Carvão” (1994) – Marisa Monte

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6) “Manual Prático para festas, bailes e afins” (1997) – Ed Motta


7) “Da Lama ao Caos” (1994) – Chico Science & Nação Zumbi

8 ) “Sobrevivendo no Inferno” (1997) – Racionais MC’s

9) “Usuário” (1995) – Planet Hemp

10) “Hey Na Na” (1997) – Paralamas do Sucesso

11) “Preste Atenção” (1996) – Thaíde & DJ Hum
12) “Eu e Memê, Memê e Eu” (1995) – Lulu Santos
13) “Sobre todas as forças” (1994) – Cidade Negra
14) “Bebadosamba” (1996) – Paulinho da Viola
15) “Samba pra Burro” (1998) – Otto
16) “Gol de Quem?” (1995) – Pato Fu
17) “Na calada da noite” (1990) – Barão Vermelho
18) “Rappa-Mundi” (1996) – O Rappa
19) “Mamonas Assassinas” (1995) – Mamonas Assassinas
20) “O descobrimento do Brasil” (1993) – Legião Urbana

Outras listas:
-5 discos injustiçados do rap nacional
-6 disco para começar a ouvir jazz
-10 melhores discos dos anos 2000

10 bandas clássicas do heavy metal brasileiro – anos 80

Nos anos 80 o mundo viu o metal se popularizar e multiplicar-se em diversas vertentes. Foi nessa década também que o gênero começou no Brasil. Haviam três cenas no país: BH com suas bandas agressivas, o isolamento do resto do Brasil e a Cogumelo Records servindo como gravadora, loja e ponto de econtro; São Paulo com som mais trabalhado, tretas com punks e skinheads e as grandes galerias; e o Rio de Janeiro que era uma cena menor, mas tinha os pioneiros do Dorsal Atlântica, o Azul Limão e o Caverna 2 – pico dos headbangers locais. Outras sons pipocavam aqui e ali, como o Stress, que surgiu no Pará, mas o grande foco era em Minas Gerais e em São Paulo.

A cena teria um grande empurrão com a realização do festival Rock in Rio, em 1985, que trouxe Ozzy e AC/DC, mas também rendeu a infame alcunha de “metaleiros”, dada aos cabeludos pela rede Globo. Segundo o polêmico João Gordo, vocalista do Ratos de Porão, no livro “Sepultura: Toda a História”: (…) em São Paulo, metaleiro era tudo riquinho, filhinho de papai, que andava de carrinho bacana e óculos espelhado. Cheguei na casa do Paulo(do Sepultura, em BH) e não acreditei: era uma puta favela!(…) Os moleques eram muito mendigos, usavam tênis rasgados com o dedão aparecendo.(…)Depois fui na casa do Max e do Igor. Juro que nunca vi tanta zona: tinha uns 50 metaleiros espalhados pela casa”.

Azul Limão: clássico dos anos 80

 

***

A seleção de bandas abaixo é só uma amostra das  dezenas que rolavam nos anos 80. Os vídeos históricos são divertidos e inusitados, mas muitos pecam pela má qualidade de som e imagem. Sim, alguns grupos ficaram de foram: Holocausto, Chakal, Anthares, etc, mas os que entraram na lista já dão um bom panorama do que rolou nos anos 80.

Azul Limão
Satã Clama Metal” era o hit! Banda formada entre 1981 e 1982, no Rio de Janeiro por Marcos Dantas e o baixista Vinícius Mathias, lançou dois discos: “Vingança” e “Ordem e Progresso”. Cantavam em português e faziam um som mais tradicional com influências da NWOBHM,  do Judas Priest e AC/DC.
Curiosidade:Se utilizavam do nome bizarro para tocar em lugares onde uma banda de metal nunca pisaria.(O que rendeu algumas tretas com organizadores de show inconformados com o peso da banda.)

Dorsal Atlântica
Pioneiros da fusão de metal e hardcore, esse trio carioca, liderado por Carlos “Vândalo” Lopes, foi uma influência seminal pro Sepultura. Gravaram seu primeiro disco, “Ultimatum”,em 1984, ao lado da banda Metalmorphose.Em 1998, um abaixo assinado com 40 mil assinaturas os levou a tocar no Monsters of Rock.  Curiosidade: Sua singela marca registrada é a música PCD(Pau no cu de Deus).

Overdose
Se o Korzus se aproximava mais da cena mineira pelo seu som pesado, no começo o Overdose estava mais próximo musicalmente dos headbangers de São Paulo. Cantando em português, com um som mais melódico e guitarras virtuosas, o grupo foi o primeiro a se destacar na cena de BH. Formado em 1983, debutaram num split ao lado do Sepultura e depois passariam a cantar em inglês, tornando seu som mais pesado. Em 1993, assinaram com uma gravadora internacional, o que lhes rendeu turnês pelos EUA, Canadá e Europa.
Curiosidade: Tiveram o som sabotado, quando abriam o show para Ramones e Sepultura, em BH, o que provocou rusgas com a banda dos irmãos Cavalera. 

Stress
É curioso que a possível primeira banda de heavy metal do Brasil tenha surgido em 1974, no Pará. O Stress foi formado por roqueiros de Belém, numa época em que bandas como Casa das Máquinas e O Terço eram o que havia de mais pesado no Brasil. Fizeram seu primeiro show em 1977, e foram deixando seu som mais pesado e próximo do que seria o New Wave of British Heavy Metal. Em 1982, gravaram o primeiro disco solo de uma banda de heavy brasileira. E em 1985, lançaram o segundo pela Polygram.
Curiosidade: Levaram 20.000 pessoas  ao estádio “Cururu”, no lançamento de seu disco, em 1982.

Sarcófago
Sarcófago é uma das bandas mais peculiares da cena metal brasileira. Nunca chegaram a grande mídia como Sepultura, Ratos de Porão ou Viper, mas mantiveram uma áurea cult e grande influência em toda cena black metal mundial. Formada, em 1985, por Gerald “Incubus” Minelli, a banda longo contou com a entrada de Wagne”Antichrist” Lamounier, nos vocais e guitarra, recém saído do Sepultura em um treta que muitas vezes  seria motivo pra porrada. Arquinimigos do Sepultura ou não, as duas bandas acabaram sendo as maiores expoentes da cena de BH. Umas mais undeground, a outra mais mainstream. Uma mais ligada as tendências, a outra fiel as raízes. As duas com seguidores no mundo inteiro e sua contribuição registrada no cenário internacional.
Curiosidade: Mesmo sendo ignorados pelo mainstream tupiniquim, são considerados uma das primeiras bandas de black metal e um dos primeiros grupos a usar a batida “blast beat”, contribuição do batera D.D. Crazy. 

Viper
Nos começo dos anos 90, o Viper foi a “segunda maior banda de metal do Brasil”, com direito a excursão e disco ao vivo gravado no Japão. Formada em São Paulo, em 1985, pelos irmãos Passarell  e o, então pirralho, André Mattos no vocal, o Viper chegou a ser chamado de “Iron Maiden Brasileiro”, everedando depois para um metal mais melódico.
Curiosidade: Com a saída de Mattos, o som do grupo teve fases mais simples e pesadas e acabou num disco obscuro, quase pop/rock, com direito a cover de Legião Urbana.


Korzus

É uma das bandas mais tradicionais do thrash metal brasileiro, trazendo fortes influências de Slayer ao longo de sua carreira. Começaram em 1983, lançando os dois primeiros discos em português. Fizeram um show histórico no “Monsters of Rock”, em São Paulo, em 1998, cuja gravação virou um disco ao vivo em 2000.
Curiosidade: O guitarrista Silvio Golfetti, que teve que deixar a banda por causa de um problema no braço, substituiu Andreas Kisser, durante alguns shows do Sepultura na Europa.

Harppia
O Harppia foi fundado em São Paulo, em 1984, e contou sempre com o baterista Tibério Correa Neto nas baquetas. É uma das dezenas de bandas que se candidatar a “primeira gravação de um disco de metal”, por “A Ferro e Fogo”, lançado pela Baratos Afins.
Curiosidade: Por sua formação passaram diversos músicos da cena hard rock/metal paulistana, como o vocalista Percy Weiss, ex-Made in Brazil.

Sepultura
Ok, talvez o Sepultura devesse ser hours concours e nem entrar nessa lista. Banda brasileira mais bem sucedida no mercado internacional, nome que virou sinônimo de som pesado no Brasil, o Sepultura começou de forma mambembe, em 1984, com os irmãos Cavalera e o amigoWagner Lamounier(Sarcófago)  de cara pintada, braceletes nos braços e até uma peruca e capacete nazista – na cabeça de Igor. Logo passaram a cantar em inglês, gravaram um split com o Overdose em 1985(Bestial Devastation/Século XX) e o resto é  história da Cinderela headbanger que todos conhecem.
Curiosidade: Porra, o vídeo abaixo, onde você assiste a primeira formação clássica com Jairo T na guitarra.

Salário Mínimo
Veteranos da cena paulistana, os caras do Salário Mínimo começaram a ralação em 1977 e participaram da crássica coletânea SP Metal Vol.1, em 1984. Liderados pelo vocalista figura China Lee, desde os anos 80, lançaram o disco Beijo Fatal em 1987, pela RCA e voltaram a ativa em 2004.
Curiosidades: O fã clube da banda chegou a receber uma média de 2000 cartas por mês

Aguentou ler tudo isso? Parabéns! Você é um true banger! Leia mais abaixo:
 -Chaos A.D: o disco que mudou o Sepultura
-10 melhores guitarristas dos últimos 10 anos
-10 melhores baixistas do heavy metal

ou compre
-INRI: clássico do Sarcófago lançado em vinil

-Morbid Visions do Sepultura lançado em vinil

Melhores baixistas do metal – Parte 2

Pra não deixar o post tão pesado dividi a lista em duas partes. Aí vai a segunda parte. Agradeço a colaboração do Diego Sanches, guitarrista, “rédibengue” e dono do blog “FuckYouI’mFromHell”.

PS:Como é uma lista de baixistas de metal, preferi não incluir gente mais identificada com outros estilos, mas que podem ter sua presença sentida.(Roger Glove, John Paul Jones, Geddy Lee, etc).

-100 melhores baixistas da história.
-Melhores baixistas do heavy metal – primeira parte da lista

Geezer Butler (Black Sabbath)

O pai do peso do baixo no heavy metal. Butler foi um pioneiro tanto nos solos, quanto nas linhas elaboradas, destacando-se em meio aos gênios de Iommi e Ozzy, por sua técnica e estilos próprios. Seu solo antes de NIB(com a novidade do uso de efeitos) é sempre apontado como um dos melhores do rock ‘n’ roll.

Steve DiGiorgio(Death, Testament, Sadus, Iced Earth)

Mestre do fretless (ouça “Dracula” do Iced Earth), talvez um dos baixistas menos conhecidos dessa lista, DiGiorgio tem uma grande gama de serviços prestados ao metal, e um grande número de vídeos em que aparece fritando as cordas de seu baixo em prol do melhor som. Quando não está detonando em bandas como o Death, ele ainda tem um projeto paralelo de jazz.

Ryan Martinie (Mudvayne)

Não adianta tocer o nariz, não dá pra ignorar que o new metal trouxe novidades nos terrenos do contrabaixo. Martnie conseguiu uma das coisas mais difíceis para um músico que é imprimir sua marca registrada, sendo facilmente reconhecido nas músicas do Mudvayne, misturando groove de slaps com peso do seu baixo grave e muita velocidade na mão direita. Ignore a maquiagem e ouça o trabalho de Ryan com atenção.

Billy Gould(Faith No More)

Les Claypool é muito experimental e Flea muito pop para estarem nesta lista. Então, o representante do funk metal aqui é Billy Gould, o responsável pelo peso e balanço da maluquice sonora que é o Faith No More. Gould fez toda uma geração de fãs de rock pesado se preocupar com o swing e sem ele não existiriam trabalhos como de Ryan Martnie e Fieldy, do Korn.

Mike Lepond(Symphony X)

Pra não deixar essa lista só com virtuoses técnicos, alternamos baixistas criativos, caras que inovaram no estilo e alguns “nerds progressivos”. O trabalho de Lepond se encaixa na última definição, com incrível domínio de variadas técnicas, o cara teve a responsa de substituir outro monstro do contrabaixo, Thomas Miller. Influenciado inicialmente por Gene Simmons, Lepond não precisa de mais do que as 4 cordas do seu PEAVEY Zodiac para detonar.

Menções honrosas pela atitude e importância:
David Ellefson (Megadeth)
Joey DeMaio (Manowar)
Fieldy(Korn)
Lemmy Kilmister (Motörhead)
Tom Araya (Slayer)

-Melhores baixistas do heavy metal – primeira parte da lista

Melhores baixistas do heavy metal

Sim, todo mundo gosta de saber quem são os melhores e maiores. Aí vai nossa listinha de 10 baixistas que cravaram sua marca no heavy metal. Agradeço a colaboração do Diego Sanches, guitarrista, “rédibengue” e dono do blog “FuckYouI’mFromHell”.

-Segunda parte da lista

PS:Como é uma lista de baixistas de metal, preferi não incluir gente mais identificada com outros estilos, mas que podem ter sua presença sentida.(Roger Glove, John Paul Jones, Geddy Lee, etc).

-100 melhores baixistas da história.

Steve Harris (Iron Maiden)

Se o Geezer Butler é o pioneiro, Steve Harris foi o responsável por definir de vez a importância do baixo no heavy metal. Além de compor a maioria das músicas do Iron, o cara criou um estilo copiado por muitos até hoje, mesclando “cavalgadas” movidas a mão direita ultra-rápida e riffs criativos. Unanimidade em todas as listas do estilo.

Cliff Burton (Metallica)

Menino prodígio, Cliff Burton só deixou 3 discos gravados antes de morrer num trágico acidente de ônibus. Que nível técnico ele teria alcançado, nunca vamos saber, mas seus solos, uso de distorção, riffs e gosto pela música clássica deixaram saudades nos fãs do Metallica. Numa banda com egos tão grandes quanto a qualidade musical, o espaço que Burton arrumou para fazer solos – em um instrumento normalmente fadado ao acompanhamento rítimico – é incrível.

John Myung(Dream Theater)

Quando o parâmetro é técnica, tem sempre alguém que vai superar o mestre em velocidade e eficiência. Por enquanto, ninguém destronou o virtuose John Myung, um dos pilares do metal progressivo do Dream Theater. Dominando uma infinidade de estilos, seu baixo de 6 cordas(que pode chegar a 12 cordas) parece pequeno quando ele o ataca usando o tapping.


Billy Sheehan(Mr. Big, Steve Vai, David Lee Roth)


Sheehan talvez tenha passado pelas bandas menos “metal” dessa lista, mas deixá-lo de fora seria uma heresia. Seu estilo virtuoso e agressivo em solos de quase dez minutos nas apresentações ao vivo pode ser substituído por linhas cheias de ritmo e harmonia, em canções mais calmas. Sheehan pode não ser tão cerebral quanto Myung, mas compete no mesmo nível técnico que o baixista do Dream Teather.

Robert Trujillo (Metallica, Ozzy, Suicidal Tendencies)

Muito antes de ocupar o lugar que foi de Cliff Burton no Metallica, Trujillo já prestava bons serviços ao metal. Primeiro fundindo groove, peso e velocidade nas bandas Suicidal Tendencies e Infectious Groove. Seus slaps deram lugar a linhas pesadas quando foi tocar com Ozzy. Versátil, Trujillo se adapta a cada novo projeto, sem perder o brilho e a pegada característicos de seu trabalho.

Menções honrosas pela atitude e importância:
David Ellefson (Megadeth)
Joey DeMaio (Manowar)
Fieldy(Korn)
Lemmy Kilmister (Motörhead)
Tom Araya (Slayer)

-Segunda parte da lista de grandes baixistas do metal

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