O campo e as matas do Brasil estão pegando fogo e o sangue não vai apagar as chamas

por Fred Di Giacomo

Sabe quando você está lendo um livro de história, vendo um filme baseado em fatos reais ou ouvindo um velhinho contar histórias de momentos tristes da humanidade — como o holocausto, o extermínio de índios ou a inquisição? Sabe quando você pensa “Como as pessoas daquela época não fizeram nada?”. Geralmente eu, em seguida, emendo um pensamento otimista do tipo “mas hoje em dia é diferente, temos internet, celulares, jornais democracia: o mundo melhorou”.

Aí, explode essa notícia de que garimpeiros brasileiros massacraram 20 índios de uma tribo que era mantida isolada na Amazônia. Índios que não tinham nenhum contato oficial com brancos e cujo primeiro contato foi o mesmo que vem sendo repetido a há 500 anos: o extermínio, a matança.
E, aí, revela-se que outra tribo isolada também passou por um massacre que levou 20 índios chacinados no ano passado.
E que o governo Temer cortou verba da Funai; além de ter piorado a já ruim relação com indígenas, ambientalistas e pequenos agricultores.
E que somos uma sociedade que não consegue nem garantir que os índios não sejam… MASSACRADOS.

O campo e as matas do Brasil estão pegando fogo e o sangue não vai apagar as chamas. Será que nossos filhos e netos um dia vão pensar: “Como as pessoas daquela época não fizeram nada?”

 

Como a desigualdade social aumenta a violência e separa o país

Ilustração da Cecilia Silveira para o blog Think Olga

Ilustração da Cecilia Silveira para o blog Think Olga

1) Os 85 mais ricos do mundo possuem a mesma riqueza que 50% da população mundial.
2) Sociedades mais desiguais tendem a ser mais violentas.
3) A mãe de família e trabalhadora Cláudia Silva Ferreira foi assassinada em um tiroteio em uma favela e teve seu corpo arrastado no asfalto por uma viatura policial. Muita gente achou aquela cena normal.

Pensando na dificuldade que temos de enxergar pobres e ricos como cidadãos de um mesmo país, como iguais, escrevi um artigo pro Glück cheio de recordações pessoais chamado “Ensaio sobre a cegueira social“. Espero que vocês gostem 🙂

Um trechinho:

Quando eu estava no ensino médio, minha escola organizou uma pequena excursão para “conhecer a realidade e pobreza do Brasil”. Iríamos sair na última aula para visitar uma família carente cuja mãe sozinha criava uma filha que tinha contraído HIV e um filho que agora estava preso. Iríamos entregar uma cesta básica para eles e conversar sobre a vida dura que levavam. A intenção das freiras que dirigiam nossa escola de classe média no interior do noroeste paulista era boa. Elas achavam que os meninos da elite penapolense precisavam valorizar suas vidas tranquilas e solidarizar-se com os que tinham nascido sem condições. Talvez a ideia fosse estreitar as pontes entre quem só convivia com pobres e negros quando estava com suas empregadas ou babás. Eu me sentia incomodado com a situação; apesar de entender a intenção didática da escola, aquilo também lembrava um passeio por algum tipo de zoológico humano. Algum tipo de espetáculo para se “assistir”, sem realmente enxergar as pessoas que estavam ali.

Deu o sinal da última aula e fomos todos com nossos uniformes vermelhos para uma Kombi lotada de boas intenções fundidas ao clima de uma alegre excursão para Porto Seguro. Rapidamente percebi que aquele caminho que a Kombi fazia não me era estranho. “Opa, pra onde estamos indo? Eu conheço esses vira-latas, essas casas de muro baixo, essas ruas esburacadas. Conheço essas tiazinhas sentadas na calçada, os pés calçando havaianas pedalando de volta pra casa, os moleques empinando pipa com cerol no bairro”.

Meu bairro.

Naquela hora percebi que a casa dos “pobres” era a casa dos meus vizinhos. Literalmente. Ficava a meio quarteirão de casa, na Vila São João. O cara que estava preso era amigo de um colega. Quando chegamos na pequena e humilde casa de muro de madeira, eu pulei da Kombi correndo, caminhei vinte passos e entrei em casa. Sentia um misto de vergonha, raiva e humilhação. Tinha vergonha tanto dos meus vizinhos acharem que eu era um playboy, quanto dos meus colegas de classe me verem como mais um “pobre” do bairro. Alguém pra ter pena ou fazer caridade. Eu não queria que as pessoas tivessem pena de mim. Queria ser olhado de igual pra igual, olho no olho.”

O texto completo você lê aqui:  http://www.gluckproject.com.br/ensaio-sobre-a-cegueira-social/

A ilustraçnao acima foi feita pela Cecilia Silveira para o blog Think Olga, em homenagem à Claudia Ferreira

 

Uma breve história do ódio (e da violência) no Brasil

Achamos que somos um bando de gente pacífica cercados por pessoas violentas”. A frase que bem define o brasileiro e o ódio no qual estamos imersos é do historiador Leandro Karnal. A ideia de que nós, nossas famílias ou nossa cidade são um poço de civilidade em meio a um país bárbaro é comum no Brasil. O “mito do homem cordial”, costumeiramente mal interpretado, acabou virando o mito do “cidadão de bem amável e simpático”. Pena que isso seja uma mentira. “O homem cordial não pressupõe bondade, mas somente o predomínio dos comportamentos de aparência afetiva”, explica o sociólogo Antônio Cândido. O brasileiro se obriga a ser simpático com os colegas de trabalho, a receber bem a visita indesejada e a oferecer o pedaço do chocolate para o estranho no ônibus. Depois fala mal de todos pelas costas, muito educadamente.”

Trabalhadores tomam geral em foto "Todos Negros" de Luiz Morier

Trabalhadores tomam geral em foto “Todos Negros” de Luiz Morier

Quando comecei a tocar o projeto Glück com a Karin Hueck, minha ideia era investigar a felicidade, esse conceito que só é levado a sério no Brasil pelos publicitários. A maior parte dos nossos textos trata sobre autoconhecimento, saúde e relações pessoais, mas é impossível ignorar o ódio, quando se fala de felicidade no Brasil. Em meio a morte de cinegrafista nas manifestações, justiceiros no Rio de Janeiro, e comentários agressivos em todos os portais de notícias, fica difícil só falar de felicidade. Por isso fiz essa breve “História do ódio no Brasil”. Acho pertinente divulgá-la aqui no Punk Brega também. Espero que vocês curtam:
http://www.gluckproject.com.br/a-historia-do-odio-no-brasil/

“Navio negreiro” – poema de Castro Alves

Navio negreiro” é um dos poemas mais conhecidos do baiano Castro Alves. Para ilustrar essa comovente crítica abolicionista, selecionei a única foto conhecida de um navio de escravos, tirada em 1882.

Foto de um navio negreiro em 1882, feita por Marc Ferrez.

Foto de um navio negreiro em 1882, feita por Marc Ferrez.

Navio Negreiro
Castro Alves
I

‘Stamos em pleno mar… Doudo no espaço
Brinca o luar — dourada borboleta;
E as vagas após ele correm… cansam
Como turba de infantes inquieta.

‘Stamos em pleno mar… Do firmamento
Os astros saltam como espumas de ouro…
O mar em troca acende as ardentias,
— Constelações do líquido tesouro…

‘Stamos em pleno mar… Dois infinitos
Ali se estreitam num abraço insano,
Azuis, dourados, plácidos, sublimes…
Qual dos dous é o céu? qual o oceano?…

‘Stamos em pleno mar. . . Abrindo as velas
Ao quente arfar das virações marinhas,
Veleiro brigue corre à flor dos mares,
Como roçam na vaga as andorinhas…

Donde vem? onde vai? Das naus errantes
Quem sabe o rumo se é tão grande o espaço?
Neste saara os corcéis o pó levantam,
Galopam, voam, mas não deixam traço.

Bem feliz quem ali pode nest’hora
Sentir deste painel a majestade!
Embaixo — o mar em cima — o firmamento…
E no mar e no céu — a imensidade!

Oh! que doce harmonia traz-me a brisa!
Que música suave ao longe soa!
Meu Deus! como é sublime um canto ardente
Pelas vagas sem fim boiando à toa!

Homens do mar! ó rudes marinheiros,
Tostados pelo sol dos quatro mundos!
Crianças que a procela acalentara
No berço destes pélagos profundos!

Esperai! esperai! deixai que eu beba
Esta selvagem, livre poesia
Orquestra — é o mar, que ruge pela proa,
E o vento, que nas cordas assobia…
………………………………………………….

Por que foges assim, barco ligeiro?
Por que foges do pávido poeta?
Oh! quem me dera acompanhar-te a esteira
Que semelha no mar — doudo cometa!

Albatroz! Albatroz! águia do oceano,
Tu que dormes das nuvens entre as gazas,
Sacode as penas, Leviathan do espaço,
Albatroz! Albatroz! dá-me estas asas.

II

Que importa do nauta o berço,
Donde é filho, qual seu lar?
Ama a cadência do verso
Que lhe ensina o velho mar!
Cantai! que a morte é divina!
Resvala o brigue à bolina
Como golfinho veloz.
Presa ao mastro da mezena
Saudosa bandeira acena
As vagas que deixa após.

Do Espanhol as cantilenas
Requebradas de langor,
Lembram as moças morenas,
As andaluzas em flor!
Da Itália o filho indolente
Canta Veneza dormente,
— Terra de amor e traição,
Ou do golfo no regaço
Relembra os versos de Tasso,
Junto às lavas do vulcão!

O Inglês — marinheiro frio,
Que ao nascer no mar se achou,
(Porque a Inglaterra é um navio,
Que Deus na Mancha ancorou),
Rijo entoa pátrias glórias,
Lembrando, orgulhoso, histórias
De Nelson e de Aboukir.. .
O Francês — predestinado —
Canta os louros do passado
E os loureiros do porvir!

Os marinheiros Helenos,
Que a vaga jônia criou,
Belos piratas morenos
Do mar que Ulisses cortou,
Homens que Fídias talhara,
Vão cantando em noite clara
Versos que Homero gemeu …
Nautas de todas as plagas,
Vós sabeis achar nas vagas
As melodias do céu! …

III

Desce do espaço imenso, ó águia do oceano!
Desce mais … inda mais… não pode olhar humano
Como o teu mergulhar no brigue voador!
Mas que vejo eu aí… Que quadro d’amarguras!
É canto funeral! … Que tétricas figuras! …
Que cena infame e vil… Meu Deus! Meu Deus! Que horror!

IV

Era um sonho dantesco… o tombadilho
Que das luzernas avermelha o brilho.
Em sangue a se banhar.
Tinir de ferros… estalar de açoite…
Legiões de homens negros como a noite,
Horrendos a dançar…

Negras mulheres, suspendendo às tetas
Magras crianças, cujas bocas pretas
Rega o sangue das mães:
Outras moças, mas nuas e espantadas,
No turbilhão de espectros arrastadas,
Em ânsia e mágoa vãs!

E ri-se a orquestra irônica, estridente…
E da ronda fantástica a serpente
Faz doudas espirais …
Se o velho arqueja, se no chão resvala,
Ouvem-se gritos… o chicote estala.
E voam mais e mais…

Presa nos elos de uma só cadeia,
A multidão faminta cambaleia,
E chora e dança ali!
Um de raiva delira, outro enlouquece,
Outro, que martírios embrutece,
Cantando, geme e ri!

No entanto o capitão manda a manobra,
E após fitando o céu que se desdobra,
Tão puro sobre o mar,
Diz do fumo entre os densos nevoeiros:
“Vibrai rijo o chicote, marinheiros!
Fazei-os mais dançar!…”

E ri-se a orquestra irônica, estridente. . .
E da ronda fantástica a serpente
Faz doudas espirais…
Qual um sonho dantesco as sombras voam!…
Gritos, ais, maldições, preces ressoam!
E ri-se Satanás!…

V

Senhor Deus dos desgraçados!
Dizei-me vós, Senhor Deus!
Se é loucura… se é verdade
Tanto horror perante os céus?!
Ó mar, por que não apagas
Co’a esponja de tuas vagas
De teu manto este borrão?…
Astros! noites! tempestades!
Rolai das imensidades!
Varrei os mares, tufão!

Quem são estes desgraçados
Que não encontram em vós
Mais que o rir calmo da turba
Que excita a fúria do algoz?
Quem são? Se a estrela se cala,
Se a vaga à pressa resvala
Como um cúmplice fugaz,
Perante a noite confusa…
Dize-o tu, severa Musa,
Musa libérrima, audaz!…

São os filhos do deserto,
Onde a terra esposa a luz.
Onde vive em campo aberto
A tribo dos homens nus…
São os guerreiros ousados
Que com os tigres mosqueados
Combatem na solidão.
Ontem simples, fortes, bravos.
Hoje míseros escravos,
Sem luz, sem ar, sem razão. . .

São mulheres desgraçadas,
Como Agar o foi também.
Que sedentas, alquebradas,
De longe… bem longe vêm…
Trazendo com tíbios passos,
Filhos e algemas nos braços,
N’alma — lágrimas e fel…
Como Agar sofrendo tanto,
Que nem o leite de pranto
Têm que dar para Ismael.

Lá nas areias infindas,
Das palmeiras no país,
Nasceram crianças lindas,
Viveram moças gentis…
Passa um dia a caravana,
Quando a virgem na cabana
Cisma da noite nos véus …
… Adeus, ó choça do monte,
… Adeus, palmeiras da fonte!…
… Adeus, amores… adeus!…

Depois, o areal extenso…
Depois, o oceano de pó.
Depois no horizonte imenso
Desertos… desertos só…
E a fome, o cansaço, a sede…
Ai! quanto infeliz que cede,
E cai p’ra não mais s’erguer!…
Vaga um lugar na cadeia,
Mas o chacal sobre a areia
Acha um corpo que roer.

Ontem a Serra Leoa,
A guerra, a caça ao leão,
O sono dormido à toa
Sob as tendas d’amplidão!
Hoje… o porão negro, fundo,
Infecto, apertado, imundo,
Tendo a peste por jaguar…
E o sono sempre cortado
Pelo arranco de um finado,
E o baque de um corpo ao mar…

Ontem plena liberdade,
A vontade por poder…
Hoje… cúm’lo de maldade,
Nem são livres p’ra morrer. .
Prende-os a mesma corrente
— Férrea, lúgubre serpente —
Nas roscas da escravidão.
E assim zombando da morte,
Dança a lúgubre coorte
Ao som do açoute… Irrisão!…

Senhor Deus dos desgraçados!
Dizei-me vós, Senhor Deus,
Se eu deliro… ou se é verdade
Tanto horror perante os céus?!…
Ó mar, por que não apagas
Co’a esponja de tuas vagas
Do teu manto este borrão?
Astros! noites! tempestades!
Rolai das imensidades!
Varrei os mares, tufão! …

VI

Existe um povo que a bandeira empresta
P’ra cobrir tanta infâmia e cobardia!…
E deixa-a transformar-se nessa festa
Em manto impuro de bacante fria!…
Meu Deus! meu Deus! mas que bandeira é esta,
Que impudente na gávea tripudia?
Silêncio. Musa… chora, e chora tanto
Que o pavilhão se lave no teu pranto! …

Auriverde pendão de minha terra,
Que a brisa do Brasil beija e balança,
Estandarte que a luz do sol encerra
E as promessas divinas da esperança…
Tu que, da liberdade após a guerra,
Foste hasteado dos heróis na lança
Antes te houvessem roto na batalha,
Que servires a um povo de mortalha!…

Fatalidade atroz que a mente esmaga!
Extingue nesta hora o brigue imundo
O trilho que Colombo abriu nas vagas,
Como um íris no pélago profundo!
Mas é infâmia demais! … Da etérea plaga
Levantai-vos, heróis do Novo Mundo!
Andrada! arranca esse pendão dos ares!
Colombo! fecha a porta dos teus mares!
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“O socialismo é uma doutrina totalmente triunfante no mundo”, afirma Antonio Candido

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Antonio Candido (1918 – ) é considerado um dos maiores intelectuais brasileiros. Sociólogo, literato e professor universitário ele acumula prêmios como 3 Jabutis (premiação máxima da literatura brasileira). Em uma entrevista ao site Brasil de Fato, Candido defende a teoria de que o socialismo é a doutrina triunfante no mundo. Confira a argumentação de Candido no trecho abaixo:

Antonio Candido – Ah, claro, inteiramente. Aliás, eu acho que o socialismo é uma doutrina totalmente triunfante no mundo. E não é paradoxo. O que é o socialismo? É o irmão-gêmeo do capitalismo, nasceram juntos, na revolução industrial. É indescritível o que era a indústria no começo. Os operários ingleses dormiam debaixo da máquina e eram acordados de madrugada com o chicote do contramestre. Isso era a indústria. Aí começou a aparecer o socialismo. Chamo de socialismo todas as tendências que dizem que o homem tem que caminhar para a igualdade e ele é o criador de riquezas e não pode ser explorado. Comunismo, socialismo democrático, anarquismo, solidarismo, cristianismo social, cooperativismo… tudo isso. Esse pessoal começou a lutar para o operário não ser mais chicoteado, depois para não trabalhar mais que doze horas, depois para não trabalhar mais que dez, oito; para a mulher grávida não ter que trabalhar, para os trabalhadores terem férias, para ter escola para as crianças. Coisas que hoje são banais. Conversando com um antigo aluno meu, que é um rapaz rico, industrial, ele disse: “O senhor não pode negar que o capitalismo tem uma face humana”. O capitalismo não tem face humana nenhuma. O capitalismo é baseado na mais-valia e no exército de reserva, como Marx definiu. É preciso ter sempre miseráveis para tirar o excesso que o capital precisar. E a mais-valia não tem limite. Marx diz na “Ideologia Alemã”: as necessidades humanas são cumulativas e irreversíveis. Quando você anda descalço, você anda descalço. Quando você descobre a sandália, não quer mais andar descalço. Quando descobre o sapato, não quer mais a sandália. Quando descobre a meia, quer sapato com meia e por aí não tem mais fim. E o capitalismo está baseado nisso. O que se pensa que é face humana do capitalismo é o que o socialismo arrancou dele com suor, lágrimas e sangue. Hoje é normal o operário trabalhar oito horas, ter férias… tudo é conquista do socialismo. O socialismo só não deu certo na Rússia.

Anita Garibaldi – Galeria de anti-heróis

-Confira nossa galera de anti-heróis

Anita Garibaldi vestida como um homem


Anita Garibaldi (1821 – 1849), revolucionária. Anita Garibaldi lutou na Revolução Farroupilha no Brasil e na Revolução de 1848 que resultou na unificação da Itália. Ela e seu marido, Giuseppe Garibaldi, eram a favor de uma Itália unificada e democrática.

Tolstói – Galeria de anti-heróis

– Confira nossa galera completa de anti-heróis

Liev Tostói escreveu os clássicos "Guerra e Paz" e "Ana Karenina"


Liev Tolstói ou Leon Tolstoy (1828 – 1910), escritor. O escritor russo é um dos maiores nomes da literatura mundial e também um pensador pacifista e anarquista, que influenciou Gandhi.

Jair Bolsonaro queima o filme do Brasil pregando ódio e homofobia em documentário inglês

Jair Bolsonaro...

Jair Bolsonaro…

O famoso comediante e ator  inglês Stephen Fry (que atuou em “V de Vingança” e deu nome ao primeiro disco do cantor Zeca Baleiro) realizou o documentário “Out there” para a BBC, onde investiga o aumento do ódio e  dos crimes contra os homossexuais no mundo e aponto o Brasil (ao lado de Uganda e Rússia) como um dos países onde esse ódio mais aumenta.

No Brasil, Fry entrevista a mãe do menino Alexandre Ivo, morto brutalmente aos 14 anos por ser gay, e o deputado Jair Bolsonaro que afirma que os “brasileiros não gostam de homossexuais” e que vai organizar uma marcha hetero e “não convidará o ator”.

Assistam Jair Bolsonaro envergonhando o Brasil com sua falta de educação e excesso de preconceito:

O garoto Alexandre Ivo morto aos 14 anos por ser gay

O garoto Alexandre Ivo morto aos 14 anos por ser gay

São Paulo foi feita para os carros (ou “o Escândalo do metrô só vai aparecer quando alguém morrer?”)

O amigo e designer Gabriel Gianordoli já está se tornando editor involuntário desse blog, tamanha é a quantidade de bons links que ele posta no Facebook. Compartilho com vocês e recomendo muito a leitura do excelente texto do site “Cidades para que(m)?” que discute o péssimo transporte público de São Paulo, a pequena extensão de sua malha de metrô e a decisão consciente dos governos do estado e município de investirem sempre nos carros (privilegiando os ricos e aumentando os engarrafamentos). Enquanto nas melhores cidades do mundo, todo mundo anda de transporte público ou bicicleta, em São Paulo (e no Brasil em geral) continua sendo cool ficar preso no engarrafamento com seu carrão novo. E ninguém fala nada sobre a corrupção na licitação do metrô no governo do PSDB.

Tristeza não tem fim.

– Leia aqui o ótimo texto

“Deve ter no estoque” – quadrinho escracha “nova direita brasileira”

Genial quadrinho do site “Dinâmica de Bruto“, do Bruno Maron, escracha os “novos conservadores” brasileiros. Em tempos de “Guia politicamente incorretos”, Veja e partido “Novo” é um alívio que alguém ache tanto pensamento reaça uó. Dica do designer e brother Gabriel Gianordoli.

Veja também:

“Os Malvados” sacaneia os colecionadores de livros

-Conheça a maior revista que o humor nacional pariu: “Chiclete com Banana”

 

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