Desenhar com palavras – Poeminha

Desenhar com as palavras
Quisera eu
Desenhar com as palavras
Num jorro criativo
Da força de um Manara

Quisera eu
pintar com minha guitarra
Como Crumb com nanquim
Mais cruel que Che Guevara

Quisera eu
Ter nascido cigarra
deixar de ser formiga
Pra pintar a nossa saga.

08/2010

Mais um poeminha que quero um dia publicar num livrinho com nome, mas sem editora, chamado “O melhor de mim mesmo”. Sigam-me os bons em @freddigiacomo.

Você me fez esquecer as pin ups.

Essa foi uma das últimas letras que escrevi pra minha banda de rock. Gosto dela, também,  assim estática na tela do computador.
-Aceita um trago de poesia rock “n” roll?

Bettie Page, a maior pin up da história.

Nem os discos de Bukowski
Nem os livros dos Ramones
Me ensinaram a ser um homem

Nem os tragos do meu pai
Nem as surras de conhaque
Me fizeram ser um homem

Foi você (foi você) que me fez (que me fez)
Esquecer as pin ups

Nem a mais suja da Augusta
Nem a mais santa guerrilheira
Foram mais mulher

Nem o pôster da revista
A enfermeira e a dentista
Foram mais mulher

Foi você (foi você) que me fez (que me fez)
Esquecer as pin ups

Bettie Page e Marilyn Monroe
Luz Del Fuego e Cadillac
Farão uma festa no céu
Uma festa

Enquanto Dita Von Teese
Faz striptease
Equanto Dita Von Teese
Tira a roupa…

-Quer ver mais fotos de pin ups? Clica aqui!

Publicado originalmente dia 20/11/2011

O final clássico da striptease de Dita Von Teese

 

Vida e morte de uma pedra

-Prove mais um bocado de nossas poesias

Lá ficou, intacta.
Sob carícias de ventos e tempestades
Por milhares de anos
Até que o tempo – invisível
A transformasse em areia
E o ar a carregasse para o infinito…
Poeira.

@freddigiacomo escreve, escreve e enche com seus escritos o livro ainda inédito “O melhor de mim mesmo”. Exija nas melhores editoras! :-P Restos de Roma, by @freddigiacomo

Pin Up Way of Life – Poesia

A pin up que decora meu banheiro

Poesia e foto do @freddigiacomo

Pin up Way of Life
Minha gata anda carne e osso – mais carne do que osso
Minha musa anda – tléc tléc – Largo da Batata, Leblon, mulher colosso
Tléc, tléc – de salto Anabela, plataforma, sandalinha ou All Star
Tléc, tléc – só não vai de salto fino, porque a nega tem que andar

Unhas vermelhas, pés pequenos, pernas fartas
Dos meus dedos fortes ficam roxas as marcas
Seu seios são duas montanhas que escalo
Roberto Carlos canta, cavalgo cavalo

Minha gata está viva! Sim, viva e corada
A anoréxica modelo não a lembra em nada
Cadáver ossudo, pele pálida,olhos mortos
Não!Seu corpo tem curvas, seus caminhos são tortos

Minha musa não é top model; é pin-up
Minha musa não é madrinha da bateria; é destaque
No meio da ala, seios fartos e nus – samba de verdade
Seu corpo todo exala perfume, me enche de vontade

É a rainha do povo, rosário da nação
Dos bebuns do boteco, dos operários na construção.
Enche meus olhos, meus desejos perversos
Me inspira a rima, colore meus versos

Essa poesia faz parte do livro ainda inédito “O melhor de mim mesmo“. Exija nas melhores editoras :-P  

-Fotos de gatas pin ups

 

O Melhor de Drummond de Andrade – Assista entrevistas e poemas recitados pelo poeta mineiro

Sabadão sempre rola sessão de cinema aqui no Punk Brega. Hoje é dia de assistir uma série de vídeos muito legais do maior anjo torto da poesia, Drummond de Andrade.

-Mais poesias para você ler
-Documentários alternativos

O ombudsman do universo lança as dores do mundo ao mar

Todas as histórias tristes
Que botaram nas minhas costas para carregar
Queria deixar
No mar
E que, como lágrimas de desengano,
Elas passassem também a ser
Oceano

Às vezes choro nos ombros alheios, mas muitas vezes meus ombros pesam, por servirem como Ombudsman do universo. Alivio a tensão neste bloguinho e seus textos chorões e seresteiros. Mais disso no livro ainda não publicado “O Melhor de mim mesmo“.

foto by @freddigiacomo

Pros que dançam em casa

 

 

 

 

 

 

 

 

 

by @freddigiacomo

Eu celebro Wal Whitman e canto Walt Whitman
Porque cada átomo que pertence a ele, pertence a mim
Eu danço jazz em casa e minha dança é a dança do epilético
É a dança  do maníaco, é a dança do lunático.
Eu consigo ouvir John Coltrane como swing para chacoalhar o
Intelecto
Eu sou Bruce Lee diante do espelho.
E eu danço por cada fio que cai, perco meu cabelo.
Eu danço pelo velho senhor Branco e por Whitman
Eu danço por todos os mortos.
Eu danço por toda má poesia feita com vontade
Danço pelos babacas – Ah! Os babacas merecem o reino dos céus.
Dancem babacas, pois é vosso o reino dos céus.
Eu celebro o vinho a cada passo dado.
E a cada movimento harmônico que meu corpo perfeito dá.
Eu ando nas ruas da Teodoro Sampaio e julgo
Cada homem e cada mulher, tão perfeitos quanto Brad Pitt e
A própria deusa gelada Marilyn Monroe
Eu celebro o milagre caótico que é a vida.
Que somos nós respirando diariamente em nossas sinas.
Lutando para acordar e respirando no dia seguinte e no posterior.
O nordestino vendendo cintos de couro na rua
E o executivo apressado que passa com um terno vagabundo.
Os carros que um dia serão sucata, merecem ser dançados.
A fumaça entra pelas minhas narinas e envenena meus pulmões
O sol faz minha pele coçar, é dia – todos vamos trabalhar.
à noite teremos a dança e o álcool.
Bebem caninha nos botecos, whiskey nos puteiros e vinho nos mosteiros.
Carregam-se camisas com Guevara e o Conselheiro.
Pregam-se os milagres de Macedo, Jesus e Buda.
Pisoteiam as formigas, os besouros e os botões.
O avião barulhento rasga o sossego
Dos iPods que tocam canções de diversão.
Eu danço o cotidiano, danço o homem e a mulher.
Eu celebro um momento. Um segundo único.
Eu assisto o meu mundo e pouco interfiro.
Mas minha dança é minha marca. É meu único registro.

-Sim, quero ler mais dessa poesia estranha!