Frases

-Leia frases punks aqui!

Uma das palavras mais procuradas nesse brog é “frases“. Atendendo o desejo do internauta, copio aqui as melhores frases que eu e Thiago Montanari, tínhamos coletado pro zine Kaos.  Ao longo do tempo vou atualizando com conteúdo novo..

 

Antigo logo do site Punk Brega criado pelo André HP

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“Só se morre à toa quando é de fome. De bala não.” do filme “Os Fuzis” de Ruy Guerra.

“Eu cheguei aonde cheguei porque tudo que planejei deu errado”, Rubem Alves.

“Eu quero fazer esse mundo bom, não apenas melhor. Bom!”, Isabel Allende, escritora

“(…) como acontece para qualquer um, num certo instante, não querer trocar de lugar com rei ou rainha nenhuns de reino nenhum do planeta.” Valter Hugo Mãe, O filho de mil homens.

“Deve nutrir-se carinho por um sofrimento sobre o qual se soube construir a felicidade, (…)” Valter Hugo Mãe, O filho de mil homens.

“Os filhos, pensava ele, são modos de estender o corpo e aquilo a que se vai chamando alma”. Valter Hugo Mãe, O filho de mil homens.

“Quase todos os desejos do pobre são punidos com prisão.” Céline, Viagem ao fim da noite.

“Os bares estão cheios de almas tão vazias.” Criolo

“Não se lamente. Organize-se”. John Hill, militante anarquista – pouco antes de ser fuzilado

Abraços são impotentes“. Daniel Galera, Mãos de Cavalo

“Qualquer homem vivo é melhor que qualquer homem morto”. William Faulkner, O Som e a Fúria

“O dinheiro é um bom servo, mas um péssimo senhor”. Francis Bacon

“(…) a força moral de um único homem que insiste em ser livre é maior do que a de uma multidão de escravos silenciosos.” George Woodcock.

” Os livros não precisam ser proibidos pela polícia: os preços já os proíbem.”, Eduardo Galeano.

“Os que fazem da objetividade uma religião, mentem. Eles não querem ser objetivos, mentira: querem ser objetos, para salvar-se da dor humana”. José Coronel Urtecho, citado por Eduardo Galeano em O Livro dos Abraços

“Qualquer amor já é um pouquinho de saúde, um descanso na loucura”. Guimarães Rosa, Grande Sertão: Veredas

“Não toque o que o público quer. Toque o que você quer e deixe o público chegar lá”. Thelonius Monk, músico de jazz.

“Ele, casualmente, conferiu-me a liberdade de quem não se sente só.” F. Scott Fitzgerald, O Grande Gatsby

“Mais honra meu estilo quem aprende a destruir o mestre”. Walt Whitman, Folhas de Relva

“Se as portas da percepção estivessem limpas, tudo apareceria ao homem como é, infinito.” William Blake, Uma Visão Memorável

“Somente o tempo é capaz de mostrar um homem honesto, enquanto basta um dia para desmascarar um traidor”. Sófocles, em Édipo Rei

“É tão fácil ser poeta, e tão difícil ser um homem”.
Charles Bukowski.

“Tudo que peço da vida é um punhado de livros, um punhado de sonhos e um punhado de vulvas”.
Henry Miller, Trópico de Câncer.

“Até as piores pessoas praticam ao menos uma boa ação na vida. Hitler suicidou-se.”
Manuel Lachtermacher

“O pior inimigo do cinema é a indústria”
Jean Renoir.

“Quem não quer matar seu pai?”
Dostoiéviski, Os irmãos Karamazov.

“O cinema é o meio mais direto de entrar em competição com Deus.”
Federico Felline

“Se meus filmes não dão lucro, sei que estou fazendo a coisa certa.”
Woody Allen

“Um artista está sempre sozinho, se é artista”.
Henry Miller, Trópico de Câncer.

“As convicções são cárceres.”
F. Nietzsche, O Anti-Cristo.

“A mentira é uma verdade que se esqueceu de acontecer.”
Mario Quintana

“Minha mãe não pariu nenhum punk, no entanto aqui estou eu”
Fred 04

“Música não é política, mas traz em si a idéia de liberdade”.
Lou Reed

“Sou um artista assalariado, obrigado a interpretar toda noite uma farsa intelectual sob seus estúpidos narizes”.
Henry Miller, Trópico de Câncer.

“Alguns nascem póstumos”.
F. Nietzsche, O Anti-Cristo.

“Mas há a vida que é para ser intensamente vivida, há o amor.Que tem que ser vivido até a última gota.Sem nenhum medo. Não mata.”
Clarice Lispector

“E bom ter sempre dois advogados á disposição… um pra livrar a gente do outro.”
Alfred E. Neuman.

“Seria responsável somente perante a Deus, se Ele existisse”.
Henry Miller, Trópico de Câncer.

” Eu era como um lixo que atraía moscas, em vez de uma flor desejada por borboletas e abelhas.”
Charles Bukowski, Ham on Rye.

“Nunca me ensinaram a arte da solidão, tive de aprendê-la sozinho. Ela se tornou tão necessária para mim quanto Beatles, tanto quanto beijos na nuca e carinho”.
Intimidade, de Hanif Kureishi

“Éramos uma piada, mas as pessoas tinha medo de rir na nossa frente”.
Charles Bukowski, Ham on Rye.

O escritor Charles Bukowski

O escritor Charles Bukowski

“Se uma nação crê que pode ser ignorante e livre, crê no que nunca foi e nunca será… O Povo não pode estar em segurança sem informação. Quando a Imprensa for livre e quando todos os homens souberem ler, tudo será seguro.”
Thomas Jefferson

“A história continua a mesma: quem mais reflete no Brasil, ainda é o espelho.”
Claúdio Parreira

“O que os presidentes não fazem com suas esposas acabam fazendo com o país.”
Mel Brooks.

“Eu sou completamente contra as drogas, por isso eu não
assisto nem ao SBT, Globo ou Record”
Marcelo Nova.

“Só ha dois fatos irreversíveis no mundo contemporâneo:
A morte e a mediocridade. Com a clonagem só restará a
mediocridade. ”
Marcelo Nova.

“De cem favoritos dos reis, 95 morrem enforcados.”
Napoleão Bonaparte.

“Minha visão política é a visão dos cronistas. Se ele estiverem errados, eu tô fodido.”
Mauro Rasi.

“Todos dançam ou ninguém dança.”
Slogan dos Tupamaros.

“O Capitalismo roubou minha virgindade.”
International Noise Conspiracy.

“Um instante de pânico converte mais gente que muitas horas de pregação.”
Marcelo Lopes.

“Só sei que nada sei.”
Sócrates

“Soltar bombas para tentar manter a paz é o mesmo que fazer sexo pra tentar manter a virgindade.”
Professora de Sociologia da UNESP.

“O mais rico é quem se contenta com o mínimo.”
Sócrates

“Nunca tive problemas com drogas. Só com a polícia.”
Keith Richards

– As melhores frases do Tim Maia
-Frases do Bukowski
-Frases do filme “Tropa de Elite”

“A Liberdade é um bem tão apreciado que cada qual quer ser dono até da alheia.”
Montesquieu

“Você faz suas escolhas e suas escolhas fazem você.”
Steve Beckman

“A doença grave do Brasil é social, não econômica.”
Celso Furtado, em entrevista a Revista Caros Amigos.

“O Problema dos juros é que eles só caem quando a gente não consegue mais se levantar.”
José Carlos Aragão

“Poderia ser pior. Em vez de dupla, quarteto sertanejo.”
José Teles

“As mulheres jamais serão iguais aos homens. Serão sempre mais gostosas.”
José Teles

“Brasileiro pelado não é exibicionismo – é a situação.”
Syvio Abreu

“Se você acha que a educação custa caro, tente a ignorância.”
Berek Bok

Uma única ação é melhor que mil suspiros.
Rabino Shalom Dov Ber

“Fome e guerra não obedecem a qualquer lei natural – são criações humanas.”
Josué de Castro, médico e geógrafo, fundador da FAO.

“O Brasil está condenado a eleger José Serra ou a mergulhar no caos.”
George Soros, megaespeculador.

publicado originalmente em 30/04/2008

Trópico de Câncer, Henry Miller

Capa do clássico de Henry Miller

Capa do clássico de Henry Miller

Como cenário a Paris entre guerras, como definição as palavras do próprio autor: “Isto não é um livro. É libelo, é calúnia, difamação…”, como prefácio uma declaração de Ralph Waldo Emerson simplificando: “Estes romances cederão lugar, pouco a pouco, a diários ou autobiografias…” E assim a vida se transforma em arte nas letras do pai da geração beat, o maldito, “Henry Miller”. Nascido no Brooklyn em 1891, Henry Valentine Miller representa um ponto de virada na literatura mundial, uma influência para autores como Allen Ginsberg, a geração hippie, beatnick e sua obsessão por liberdade sexual, viagens e boemia. Henry influenciou esses poetas “marginais” até na forma autobiográfica de escrever já que em seus livros ele é o personagem principal, mas suas histórias não são totalmente reais, são uma mistura de ficção e realidade num tipo de Bukowski mais elaborado e surrealista.

Suspiros de surrealismo, filosofia nietzschiana, influências de escritores “eróticos” como Céline e DH Lawrence (que ele rejeitava até ler “D.H. Lawrence: an unprofissional study”, livro de sua amante, Anaïs Nin), tudo isso borbulha nas páginas de Trópico de Câncer, mas há algo a mais ali. Não é pornográfico como seus censores acusaram ao conseguirem manter sua obra inédita por 30 anos nos países de língua inglesa até que o poeta beat, Lawrence Ferlinghetti, a publicasse: é humano, demasiadamente humano. É um homem em busca de si mesmo, uma descoberta a cada página, uma canção de libertação…

Estamos nos subúrbios e cabarés da Paris dos anos 30, a guerra é uma sombra que ronda incessantemente. Intelectuais, artistas, pintores, todos se reúnem para beber, transar e discutir, Henry está entre eles, mas não tem um tostão no bolso, está duro e vive de bicos (a prisão dos escritores: o jornalismo) e ajuda dos amigos. O anti-herói resmunga : “Sou um artista assalariado, obrigado a interpretar uma farsa intelectual sobre seus estúpidos narizes?”. Os capítulos vão revezando-se um após o outro sem ordem cronológica exata, carregados de fluxo de consciência e alternando reflexões surrealistas com relatos crus do cotidiano de Miller. O Clima é retratado fielmente no clássico erótico “Henry e June” de Philip Kaufman (diretor também de “Contos Secretos do Marquês de Sade” ), focado no triângulo amoroso entre Henry, sua esposa June e a escritora Anais Nïn, autora dos diários inspiradores da película (“Henry, June & Eu”). A busca é por grana e sexo, grana e sexo até não representarem mais nada, grana e sexo como formas de sobrevivência, sobrevivência como única alternativa, única alternativa: a vida. E essa Miller vive com tesão!

Nos momentos “filosóficos” Miller remete a Nietzsche, filósofo que leu, saudou e parafraseou em alguns trechos de sua obra. Toma como profissão de fé a filosofia, que busca desmascarar o mundo dos ídolos, o Deus que não sabe dançar, que busca trazer ao homem os prazeres terrenos. Nietzsche previu mais de um século atrás o declínio da civilização ocidental, diz. O Henry Miller de Trópico de Câncer/Henry e June (no qual há uma cena em que ele discute o filósofo alemão) tem a mesma missão: libertar o ser humano de suas amarras, despertá-lo para a vida nessa existência que é única, como ele mesmo diz: “São homens e mulheres, pergunto a mim mesmo, ou são sombras, sombras de fantoches pendurados por invisíveis cordéis? Eles se movem aparentemente em liberdade, mas não tem para onde ir. Só em um reino são livres e lá talvez possam vaguear à vontade, mas ainda não aprenderam a levantar vôo”. E essa libertação inclui também a religião, a qual Miller despreza. Em um dos trechos ele e um amigo, ambos bêbados, vão assistir a uma missa, que ele descreve como se fosse um alienígena que nunca tivesse visto uma cerimônia religiosa, descreve-a de uma forma claustrofóbica, que o sufoca, pouco a pouco a até que ele fuja correndo da igreja.

Miller em sua busca acaba se desprendendo da necessidade de ser humano, declarando-se um “inumano”, descendente de uma árvore genealógica de artistas e pensadores que como ele buscavam viver desesperadamente no limite, buscando a paixão total, o fogo da criação, já que a partir disso, tudo é humano e dispensável. (“Enquanto estiver faltando aquela centelha de paixão, não há significação humana no ato”.) Como um modernista brasileiro, como “Oswald de Andrade” na peça “A morta” , ele clama para que se incendeiem as bibliotecas, museus e biografias. Que os mortos devorem os mortos e os vivos dancem!

Fred Di Giacomo,
22/05/04
henry-miller-escritor
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