Wandeclayt – Pin Ups + Entrevista

Fotógrafos, designers e ilustradores são as estrelas principais da nossa seção de quinta-feira

Um pin up estilo "clássico", by wandeclayt


1)Cara, você trabalhou com eletrônica de aviação e estudou física, certo?  Como começou a fotografar?
Na verdade ainda trabalho na aviação. Sou especialista em aviônica (eletrônica embarcada) na Força Aérea. A física veio como consequência da paixão pela ciência, particularmente pela astronomia, que foi minha porta de entrada para a fotografia. Meu primeiro interesse artístico foi o desenho, seguido da pintura. As imagens de artistas fantásticos como Boris Vallejo e Frank Frazetta eram uma inspiração constante, mas interesse e inspiração não bastam. Faltava talento com o lápis e os pincéis mesmo. Com a astronomia tive um avançado contato com as técnicas de fotografia e gradualmente fui largando o desenho e migrando para a fotografia artística. Tem essa parte técnica que comecei a aprender na astrofotografia, mas muito da linguagem que hoje uso na fotografia são herança do que estudei na pintura e no desenho. Há diferença na maneira como fotógrafos e desenhistas enxergam composição, cores, luz e sombra. Acho o meu olhar mais próximo da estética do desenho que da fotografia tradicional.

2)E o projeto do Bunker Media, como surgiu? Explique a proposta do trabalho de vocês
Sempre me incomodei com a maioria dos cursos de nu ou de fotografia sensual que via sendo oferecidos. Checando o portifolio dos professores o que eu encontrava era desalentador. E não entendia como alguém com um trabalho cafona e medíocre poderia ter algo de bom para compartilhar. Achava uma coisa desonesta, feita somente para tirar dinheiro do público. Mas para manter a atitude punk do faça-você-mesmo, em vez de reclamar me uni a Roberto Bordin, um experiente fotógrafo e professor de fotografia em uma universidade da cidade e montamos a escola de fotografia e estúdio fotográfico Bunker Media.

Além de oficinas de fotografia de nu, fetiche, pin-ups e sensual oferecemos cursos básicos de fotografia e outros workshops e cursos mais direcionados. Como estúdio seguimos também essa proposta do diferencial. Não queremos concorrer com outros estúdios, queremos fazer o que eles não fazem.

A bela Fernanda no clique de wandeclayt

3)Quais são suas principais influências/referências artísticas?

Na fotografia Helmut Newton, principalmente. Mas as principais
influências vieram do cinema, da arte e dos quadrinhos. Salvador Dali, René Margritte, Dave McKean, Boris Vallejo, Hajime Sorayama. O cinema expressionta alemão, o film noir americano e a fotografia dos filmes de Ridley Scott, Alien e Blade Runner, principalmente.

4)Além de fotografar, você também toca um zine e tinha uma banda, né? Fale
um pouco sobre seus projetos paralelos.

Em 97 montei o Aire’n Terre , um projeto de música Industrial e Synthpop com Aze von Helder, um amigo em Recife. Na época eu estava no interior de São Paulo, em uma escola da Aeronáutica. Pouco depois de formar a banda vim para o Rio Grande do Sul e Aze
mudou-se para Nova York. Mas essa separação teve pouco impacto na banda. Fomos pioneiros na utilização da internet como plataforma de composição e seguimos compondo e gravando à distância. Alguns anos mais tarde incluímos mais um membro na formação. A espanhola Morella van Ingen tornou-se nossa facção européia. Mas apesar de trabalharmos em estúdio como um trio, no palco o Aire’n Terre sempre foi uma one man band (as vezes
com participações de convidados). Reduzimos nosso ritmo de produção, mas ainda sigo me apresentando. Em 2010 subi aos palcos em Santa Maria, Porto Alegre e São Paulo. Até o final do ano devo tocar em Recife também.

Desde a adolescência escuto gêneros musicais sem muito espaço na mídia. Bandas alternativas e independentes dependem de uma imprensa alternativa e independente.
Antes da explosão dos blogs, os zines eram o único canal aberto. Mas além da música, a maior parte de meus interesse também cai longe do mainstream.

O zine Overclock é onde reúno todos esses interesses, ou pelo menos os que se agrupam ao redor da estética cyberpunk: literatura, música, cinema, quadrinhos, tecnologia. E mesmo
com todas as redes sociais e ferramentas de divulgação online, continuo lançando o Overclock como um zine impresso em papel. Um blog pode funcionar para alguém que já está buscando aquela informação. Mas um zine impresso é uma excelente ferramenta para levar informação a novos alvos.

5)Você pode indicar 5 filmes pra quem quer se iniciar na estética ciberpunk?
Talvez seja mais interessante incluir as referências literárias, o verdadeiro berço do cyberpunk. Neuromancer, de William Gibson, é a obra seminal do estilo. Gibson e Bruce Sterling são os pais do cyberpunk e acho que a obra destes dois é uma excelente introdução ao gênero. Recomendo também obras de autores nacionais. “Santa Clara Poltergeist”, de Fausto Fawcett, e “Os Dias da Peste”, de Fábio Fernandes, são uma boa amostra.

6)Pra encerrar: qual é sua pin up clássica favorita?
Aqui vou com a unanimidade. Bettie Page no passado. Dita von Teese no presente. E acrescento à lista as minhas modelos Fernanda, Zombina, Lilah e Leticia

 

Vilãs mais sexy – Top 5

Toda sexta-feira você encontra os melhores vídeos (nerds, picantes ou apenas toscos mesmo) na TV Punk Brega

Tá com preguiça de assistir? A gente resume o Top 5 pra você:

E aí? Você prefere a Mulher Gato versão Michelle Pfeiffer ou...

5) Xenia Onatopp, 007
4) Nikki/ Jessica Sanders, Heroes
3) Mística, X-Men
2) Elle Driver – a enfermeira, Kill Bill
1)  Mulher Gato, Batman

... a versão Halle Berry?

Lili St. Cyr – Musas Pin Up

-Bettie Page, Marilyn Monroe e outras pin ups clássicas

Oh, Lili! Nada do estilo comportado das loiras Betty Grable e Marilyn Monroe, as rainhas brancas do mundo das pin ups. Lili St Cyr era do esquadrão da morena Bettie Page e da ruiva Tempest Storm. Um furacão glacial que marcou a mente dos homens nos anos 40 e 50 com seus shows de striptease burlescos.
Nome: Willis Marie Van Schaack
Nascimento: 03/06/1918, Minneapolis – Minnesota
Morte: 29/01/1999
Atuação: atriz, stripper, dançarina, modelo

Outras Musas Pin Ups:

-Blaze Starr: Leques e plumas no mundo burlesco

-Tempest Storm: stripper até os 80 anos

-Bettie Page: a rainha S&M

Lili St Cyr in dressing room

12 maiores guitarristas mulheres do rock

Seleção interessante feita pelo site da revista Elle gringa, com as mulheres que mais se destacaram no mundo das 6 cordas. A lista não está em formato de ranking e nem privilegia a técnica exageradamente apurada – tem garotas que detonaram nos mais diferentes estilos de rock ‘n’ roll.

Outras listas:
-Melhores guitarristas dos últimos 30 anos
-100 melhores guitarristas da história

Joan Jett 

Certo, Joan Jett ama rock ‘n’ roll e a gente ama ela e todas suas bandas (“Blackheart”, “Runaways”, etc)


Lita Ford

Se Jett representava o lado punk do “Runaways”, a guitarrista solo Lita Ford era o hard rock em pessoa. E continuou cada vez mais metal (com direito a dueto com Ozzy) em sua carreira solo.

Nancy Wilson (Heart)

Nancy Wilson ficou famosa tocando guitarra e violão no Heart, gravou discos solos e assinou a maior parte das trilhas sonoras dos filmes dirigidos pelo maridão Cameron Crowe (Sim, aquele cara sortudo de “Quase Famosos”).

Jennifer Batten  

A virtuose Jennifer Batten acompanhou diversos artistas em turnê e estúdio. Mas não estamos falando de qualquer artistinha não, a loirona participou de shows com Michael Jackson e gravou com o guitar hero Jeff Beck.

Donita Sparks (L7)

Mulheres raivosas e com atitude atacaram a bunda molice do rock junto com o grunge nos anos 90. Donita estava a frente do L7, uma das melhores bandas dessa safra.

Kelley Deal (Breeders)  

Como (quase) todo guitarrista de indie rock, o forte de Kelley Deal não é exatamente o virtuosismo. A irmã de Kim Deal, inclusive, demorou pra aprender a tocar guitarra e tornar-se a guitarrista solo do Breeders

Carrie Brownstein (Sleater-Kinney)

O Sleater-Kinney começou na esteira das rrriot girls e seu punk raivoso, mas aos poucos foi variando suas influências chegando a soar como o velho Led em algumas canções.

Poison Ivy (The Cramps)


A sexy Poison Ivy é a mãe do psychobilly, com sua guitarra frenética servindo de pano de fundo para as maluquices do marido Lux Interior, líder do The Cramps.


Ruyter Suys (Nashville Pussy)


Porrada sonora em mais um caso de marido cantando e mulher tocando. Sim, rockers, Ruyter Suys detona nos solos do Nashville Pussy – às vezes, só de lingerie…

The Great Kat


Tá com medinho da viúva negra aí em cima, ta, coração? Pois saiba que essa dominatrix, era “só” uma violonista clássica fudida até resolver virar estrela do trash metal virtuoso, metendo Beethoven no mundo da distorção.

Marnie Stern

Apesar do começo punk, Marnie Stern chamou atenção dos guitarristas do mundo com sua técnica de tapping, como vocês podem ver no vídeo acima. Hey, pare de babar! Foco na técnica!

Orianthi

Michael Jackson gostava de acrescentar solos virtuosos de belas guitarristas de hard rock ao seu som. Orianthi seria uma das estrelas da última turnê do astro, “This is It“. A australiana de origem grega também já tocou ao lado de feras como Santana e Steve Vai.

Marilyn Monroe – Musas Pin Up

No xadrez das musas, Marilyn Monroe um dia foi a rainha branca das pin ups(a rainha negra era Bettie Page – mais ousada e mais undeground). A loiraça, capa da primeira Playboy da história, acabou ficando muito maior que esse braço do fetichismo moderno, marcado por mulheres cheias de curvas posando para fotos ingenuamente eróticas. Marilyn se tornou um ícone do cinema, estrelou filmes que figuram as listas dos melhores da história, teve casos com os homens mais influentes, inteligentes e famosos de sua época e morreu tragicamente loira linda e jovem. Se tornou, talvez, o maior ícone da feminilidade(não do feminismo, apesar das controvérsias) do século XX. Sua imagem de vestido branco esvoaçante é um das mais fortes da nossa cultura.

A jovem Marilyn na primeira edição da Playboy

As poses aqui, lembram da Marilyn pré-mito. Do tempo em que ela era um pin up, uma mulher com quem o soldado americano, o jovem adolescente ou o tiozão divorciado poderiam sonhar um dia.
Quem diria hein? Seguindo o exemplo de Bettie Page, Marilyn posa de chicotinho na mão

Beth Ditto – Musas Rock ‘n’ Roll

Tá achando ruim? Prefere a Joan Jett? Pô, vai ouvir pagode! Quer coisa mais rock ‘n’ roll que ser nomeada a mulher mais sexy do mundo pela revista NME pesando 95kg?
Beth Ditto(1981) é vocalista do trio de dance-punk-blues The Gossip. Levanta a bandeira gay, arruma encrenca, enche a cara, posa nua em revista lésbica,  tudo isso vindo de uma cidade(Searcy) minúscula, no sul dos EUA e ainda  tendo uma criação protestante radical.

Blaze Starr – Musas Pin Ups

Blaze Starr(1932) saiu de uma cidadezinha rural da Virginia – quando ainda se chamava Fannie Belle Fleming – para se tornar um dos principais nomes da história das dançarinas burlescas e pin ups. Voluptuosa, ruiva, e criativa, ela  foi pioneira na dança com leques e no uso de objetos cênicos no palco - influências que podem ser vistas no trabalho da atual diva  burlesca, Dita Von Teese. Sua marca registrada nos shows era o momento em que deitava sensualmente num sofá, que começava a soltar fumaça.(Cena vista no vídeo abaixo)
 
Starr teve um caso com o governador Earl Long – escândalo que foi um dos motivos que levariam o político a passar os últimos anos de sua vida num hospício. A história virou o filme “Blaze”(1989) com Paul Newman.  Starr também foi fotografada pela artista Diane Arbus no trabalho “Blaze Starr at home“.

-Betty Grable e a foto que imortalizou as pin ups.
-Rita Cadillac: uma pin up brasileira?

Pitty – Musas rock ‘n’ roll

Porra, Frico! A Pitty no teu blog?
Meu, olhe essas fotos!

Porra, Frico! A Pitty no teu blog?
Meu, ela refez fotos da diva Bettie Page, homenageou pin ups clássicas e também a Dita Von Teese!

Porra, Frico! A Pitty no teu blog?
Meu, goste ou não da nega, ela é a mulher mais rock ‘n’ roll do mainstream brasileiro desde a Rita Lee. Ou você vai considerar Paula Toller, Fernanda Abreu e Ney Matogrosso?

Porra, Frico! A Pitty no teu blog?
Meu, ela meteu guitarras heavy metal na orelha do brock, resgatou o baixista do Dead Billies e não ganhou as paradas com rebolation

Porra, Frico! A Pitty no teu blog?
Meu, quem mais se encaixa aqui no Brasil varonil, no papel de musa do rock? Ela tem a franja certa, as tatuagens certas, as botas certas…

Porra, Frico! A Pitty no teu blog? Que brega…
É, ela é uma musa Punk Brega. Ponto.

Mina indie precisa de mais curva

Coroas Enxutas – Top 5

Hoje é sexta-feira, dia de vídeo em clima de azaração, paquera e Sérgio Reis cantando “não me interessa se ela é coroa, panela velha é que faz comida boa”.

5.Sophia Loren
4.Vera Fischer
3.Angela Vieira
2.Monica Bellucci
1.Sharon Stone

Assista também:
-5 musas dos quadrinhos
-Personagens mais chatos dos desenhos animados
-Piores penteados de jogadores de futebol

Tempest Storm – Musas Pin Ups

Você já achou cool os shows burlescos da Dita Von Teese? Foi numa balada em Nova York que tinha umas dançarinas voluptosos com lingeries retrô-malucas? Bom, Tempest Storm(29 de fevereiro, 1928) fazia isso em 1950. E fazia com classe. Ela era a ruiva natural mais sexy de Hollywood, foi casada com Herb Jeffries – o vocalista da banda de Duke Ellingrton – e tinha o par de seios mais famoso da época. Seios grandes e naturais num corpo escultural.

Storm viajou pelos Estados Unidos fazendo shows de striptease, participou de filmes burlescos(inclusive ao lado de Bettie Page) e teve uma biografia publicada, “Tempest Storm: The Lady Is a Vamp”.

Hoje ela é uma vovó ruiva de 80 anos, a mais velha stripper em atividade. Sim! Ela ainda tira a roupa com classe(sem se enroscar em canos de pole dance, fique claro). Tal qual sua discípula hypada Von Teese, Storm não esfrega a bunda na cara de homens e nem tem pressa de se despir. Seus shows duram 4 atos. São espetáculos de dança sensual, não apenas rebolado frenético de um robô siliconado e oxigenado. Se ela pensa em parar? “Eu me divirto quando estou no palco e o público ama. Ninguém nunca me disse que é hora de desistir. Por que parar?”