Luz Del Fuego – Musas com cérebro

Publicado originalmente 07/01/10

Dora Vivacqua nasceu em Cachoeiro do Itapemirim(sim, a cidade do rei Roberto Carlos), no Espírito Santo, em 1917. Foi musa do poeta Carlos Drummond de Andrade, que conheceu durante a infância em Minas Gerais. Enquanto seus irmãos tornavam-se políticos famosos, Dora apresentava-se como dançarina/vedete em circos e teatros. Foi nesta época que adotou o nome Luz Del Fuego, tirado de uma marca de batom argentina. Uma viagem para Europa despertou Luz para o naturismo e o vegetarianismo. Criou na “Ilha do Sol” o primeiro Clube de Naturismo do Brasil. Morreu, brutalmente assassinada, em 1967.

-Vídeo da pin up Dita Von Teese

Luz tornou-se um ícone do naturismo e do feminismo no Brasil, tendo adotado atitutes muito avançadas para sua época. Em sua homenagem foram feitos um filme – estrelando Lucélia Santos – e uma música de Rita Lee, gravada no clássico álbum “Fruto Proibido”

Saiba mais:
-Biografia de Luz
-Conheça o filme em que Lucélia Santos vive Luz

Vídeo raro conta a história de Luz e mostra ela dançando.

Clarah Averbuck – Musas com cérebro

-Uma imagem fala mais que mil segundas-feiras



Clara Averbuck Gomes (Porto Alegre, 26 de maio de 1979) é escritora e blogueira. Sua literatura coloca uma mulher no papel antes ocupado por machos como Bukowski, Fante e Pedro Juan Gutiérrez. Traz referências pop e marginais mescladas em relatos crus em primeira pessoa. Começou a se destacar no ezine Cardoso Online, que revelou Daniel Galera e outros jovens escritores gaúchos. Seus livros inspiraram o filme “Nome Próprio”, estrelado por Leandra Leal.

Bibliografia
Máquina de Pinball, Editora Conrad, 2002.
Das Coisas Esquecidas Atrás da Estante, editora 7Letras, 2003;
Vida de Gato, Editora Planeta, 2004;
Nossa Senhora da Pequena Morte, Editora do Bispo, 2008.

-Quer saber mais sobre ela? Procura aí!

-Outras Musas com Cérebro
-Anaïs Nin, escritora e musa

Dita Von Teese – Musas Pin Up



Nua na Playboy

De certa forma, a morena artificial Dita Von Teese (Rochester, Michigan, 28 de setembro de 1972) é a responsável por Kate Perry estrelar a capa da revista Atrevida, que ensina adolescentes de 13 anos a adotarem “o estilo pin up“.

Dita (atriz, modelo e – principalmente – artista burlesca, famosa pela striptease numa taça de martini) foi uma das grandes responsáveis pela recriação e glamourização do estilo pin up. Obcecada por lingeries e atrizes da era de ouro de Hollywood, ela apareceu na Playboy pela primeira vez em 1997 e foi capa da revista em 2002.

 

Talvez para dar uma ilusão para nós, homens comuns, de sua vida pessoal sempre destaca-se que foi casada com o cantor freakie Marilyn Manson.

Seu grande trunfo e principal motivo de sucesso são os shows eróticos inspirados em grandes nomes do bulersco, como Blaze Starr e Tempest Storm.

-Assista a uma das performances de Dita Von Teese 

 

 


-Outras pin ups

-Tempest Storm: As origens do burlesco

-Leia um ode as pin ups

-Bettie Page: A rainha das pin ups

 

 

 

 

 

Anaïs Nin – Musas com cérebro

Uma imagem fala mais que mil segundas-feiras



Lembrar Anaïs Nin apenas como amante do escritor americano Henry Miller é uma tremenda injustiça. A escritora francesa (1903-1977) é um dos grandes nomes da literatura erótica e uma das escritoras femininas mais respeitadas pela crítica. Entre os destaques de sua obra estão o livro de contos “Delta de Vênus” e sua série de diários que abrangem 40 anos de sua vida e só foram publicados após a morte da autora.

 

 

Anais Nïm conviveu (e, muitas vezes, teve casos) com grandes nomes de sua época como o psicanalista Otto Rank e o dramaturgo Antonin Artaud. Em seus diários, explora tabus como o incesto, infidelidade e a sexualidade feminina

-Outras Musas com Cérebro

Mais de 1600 discos com capa de nudez

Mais de 1600 capas de discos com fotos de peladões na capa. A maioria são mulheres tirando a roupa pra vender discos, mas tem uns marmanjos também, pra quem curte. Alguns discos e bandas tem a ver com a temática de sexo e sacanagem, apesar de em muitos casos o negócio é só chamar a atenção dos onanistas de plantão.
O linkzinho esperto eu achei perdido em algum blog da vida:
http://rateyourmusic.com/lists/list_view?list_id=6482&show=150&start=0

-Entrevista com o fotógrafo Wandeclayt e fotos de suas pin ups

-5 maiores gatas do metal

Kim Novak – Musas Pin Ups

-Pin ups clássicas e lindas

Kim Novak nasceu em Chicago em 13 de fevereiro de 1933 com nome de musa – ela foi batizada como Marilyn Pauline Novak.  Aceitou mudar de nome para evitar comparações com a pin  up loira mór, mas se recusou a obedecer os estúdios de Hollywood que queriam mudar seu sobrenome checo também. E fez até greve, rebelde que era, por causa do salário que ganhava em 1957.

Mas a musa de Hitchcock em “Um corpo que cai” (Vertigo), não era só um modelo exuberante em fotos que alegravam marmanjos dos anos 50 e 60. Novak ganhou um Globo de Ouro, em 1955, de atriz revelação e outro em 1957. Em 1997  foi agraciada com o Urso de Ouro em Berlim, por conjunto da obra. Diz a lenda e a Wikipedia, que a loiraça é a musa da canção “New Age” do Velvet Undeground

- Fotos da musa loira Marilyn Monroe
-Luz Del Fuego: nudista e feminista
-Vídeo de Dita Von Teese

Wandeclayt – Pin Ups + Entrevista

Fotógrafos, designers e ilustradores são as estrelas principais da nossa seção de quinta-feira

1)Cara, você trabalhou com eletrônica de aviação e estudou física, certo?  Como começou a fotografar?
Na verdade ainda trabalho na aviação. Sou especialista em aviônica (eletrônica embarcada) na Força Aérea. A física veio como consequência da paixão pela ciência, particularmente pela astronomia, que foi minha porta de entrada para a fotografia. Meu primeiro interesse artístico foi o desenho, seguido da pintura. As imagens de artistas fantásticos como Boris Vallejo e Frank Frazetta eram uma inspiração constante, mas interesse e inspiração não bastam. Faltava talento com o lápis e os pincéis mesmo. Com a astronomia tive um avançado contato com as técnicas de fotografia e gradualmente fui largando o desenho e migrando para a fotografia artística. Tem essa parte técnica que comecei a aprender na astrofotografia, mas muito da linguagem que hoje uso na fotografia são herança do que estudei na pintura e no desenho. Há diferença na maneira como fotógrafos e desenhistas enxergam composição, cores, luz e sombra. Acho o meu olhar mais próximo da estética do desenho que da fotografia tradicional.

2)E o projeto do Bunker Media, como surgiu? Explique a proposta do trabalho de vocês
Sempre me incomodei com a maioria dos cursos de nu ou de fotografia sensual que via sendo oferecidos. Checando o portifolio dos professores o que eu encontrava era desalentador. E não entendia como alguém com um trabalho cafona e medíocre poderia ter algo de bom para compartilhar. Achava uma coisa desonesta, feita somente para tirar dinheiro do público. Mas para manter a atitude punk do faça-você-mesmo, em vez de reclamar me uni a Roberto Bordin, um experiente fotógrafo e professor de fotografia em uma universidade da cidade e montamos a escola de fotografia e estúdio fotográfico Bunker Media.

Além de oficinas de fotografia de nu, fetiche, pin-ups e sensual oferecemos cursos básicos de fotografia e outros workshops e cursos mais direcionados. Como estúdio seguimos também essa proposta do diferencial. Não queremos concorrer com outros estúdios, queremos fazer o que eles não fazem.

3)Quais são suas principais influências/referências artísticas?

Na fotografia Helmut Newton, principalmente. Mas as principais
influências vieram do cinema, da arte e dos quadrinhos. Salvador Dali, René Margritte, Dave McKean, Boris Vallejo, Hajime Sorayama. O cinema expressionta alemão, o film noir americano e a fotografia dos filmes de Ridley Scott, Alien e Blade Runner, principalmente.

4)Além de fotografar, você também toca um zine e tinha uma banda, né? Fale
um pouco sobre seus projetos paralelos.

Em 97 montei o Aire’n Terre , um projeto de música Industrial e Synthpop com Aze von Helder, um amigo em Recife. Na época eu estava no interior de São Paulo, em uma escola da Aeronáutica. Pouco depois de formar a banda vim para o Rio Grande do Sul e Aze
mudou-se para Nova York. Mas essa separação teve pouco impacto na banda. Fomos pioneiros na utilização da internet como plataforma de composição e seguimos compondo e gravando à distância. Alguns anos mais tarde incluímos mais um membro na formação. A espanhola Morella van Ingen tornou-se nossa facção européia. Mas apesar de trabalharmos em estúdio como um trio, no palco o Aire’n Terre sempre foi uma one man band (as vezes
com participações de convidados). Reduzimos nosso ritmo de produção, mas ainda sigo me apresentando. Em 2010 subi aos palcos em Santa Maria, Porto Alegre e São Paulo. Até o final do ano devo tocar em Recife também.

Desde a adolescência escuto gêneros musicais sem muito espaço na mídia. Bandas alternativas e independentes dependem de uma imprensa alternativa e independente.
Antes da explosão dos blogs, os zines eram o único canal aberto. Mas além da música, a maior parte de meus interesse também cai longe do mainstream.

O zine Overclock é onde reúno todos esses interesses, ou pelo menos os que se agrupam ao redor da estética cyberpunk: literatura, música, cinema, quadrinhos, tecnologia. E mesmo
com todas as redes sociais e ferramentas de divulgação online, continuo lançando o Overclock como um zine impresso em papel. Um blog pode funcionar para alguém que já está buscando aquela informação. Mas um zine impresso é uma excelente ferramenta para levar informação a novos alvos.

5)Você pode indicar 5 filmes pra quem quer se iniciar na estética ciberpunk?
Talvez seja mais interessante incluir as referências literárias, o verdadeiro berço do cyberpunk. Neuromancer, de William Gibson, é a obra seminal do estilo. Gibson e Bruce Sterling são os pais do cyberpunk e acho que a obra destes dois é uma excelente introdução ao gênero. Recomendo também obras de autores nacionais. “Santa Clara Poltergeist”, de Fausto Fawcett, e “Os Dias da Peste”, de Fábio Fernandes, são uma boa amostra.

6)Pra encerrar: qual é sua pin up clássica favorita?
Aqui vou com a unanimidade. Bettie Page no passado. Dita von Teese no presente. E acrescento à lista as minhas modelos Fernanda, Zombina, Lilah e Leticia

Vilãs mais sexy – Top 5

Toda sexta-feira você encontra os melhores vídeos (nerds, picantes ou apenas toscos mesmo) na TV Punk Brega

Tá com preguiça de assistir? A gente resume o Top 5 pra você:

E aí? Você prefere a Mulher Gato versão Michelle Pfeiffer ou...

5) Xenia Onatopp, 007
4) Nikki/ Jessica Sanders, Heroes
3) Mística, X-Men
2) Elle Driver – a enfermeira, Kill Bill
1)  Mulher Gato, Batman

... a versão Halle Berry?

Lili St. Cyr – Musas Pin Up

-Bettie Page, Marilyn Monroe e outras pin ups clássicas

Oh, Lili! Nada do estilo comportado das loiras Betty Grable e Marilyn Monroe, as rainhas brancas do mundo das pin ups. Lili St Cyr era do esquadrão da morena Bettie Page e da ruiva Tempest Storm. Um furacão glacial que marcou a mente dos homens nos anos 40 e 50 com seus shows de striptease burlescos.
Nome: Willis Marie Van Schaack
Nascimento: 03/06/1918, Minneapolis – Minnesota
Morte: 29/01/1999
Atuação: atriz, stripper, dançarina, modelo

Outras Musas Pin Ups:

-Blaze Starr: Leques e plumas no mundo burlesco

-Tempest Storm: stripper até os 80 anos

-Bettie Page: a rainha S&M

Lili St Cyr in dressing room