5 maiores nerds das séries de televisão

Ranking feito com a ajuda da @dabarbara que manja tudo de seriados.
5)Winnie Cooper, “Anos Incríveis”.

Estamos num perigoso exemplo em que criador e criatura se fundem para definir posições no ranking. Winnie Cooper era a namorada cdf de Kevin Arnold, vivida por Danica McKellar, que, na vida real, se formaria em matemática na UCLA, escreveria uma porção de livros sobre o assunto e ainda faria uma participação em “The Big Bang Theory”. Irresistível abrir a lista com essa musa nerd, né?

4)Ross, “Friends”


O doutor em paleontologia, que ama os dinossauros, fica todo emocionado porque seu amigo conhecido como “Gandalf” está na cidade.(Sim o mago de “O Senhor dos Anéis”- pô, se você não sabia essa, não se considere um nerd) E, pior, “Gandalf” é o amigo malandro de Ross…3)Milhouse, “Simpsons”

Provavelmente o “maior ícone de nerd clássico” dos desenhos animados, o melhor amigo de Bart é inteligente, apanha na escola e vive apaixonado pela “maior nerd de Springfield”: Lisa Simpson. Além dos óculos grossos, o garotinho de cabelo azul também tem outros poderes nerds ao seu lado, como o fato de ser fluente em italiano e adorar histórias em quadrinhos.2)Seth Cohen, “The O.C.”

 

A coisa vai esquentando em nosso rankig e o nerdômetro quase explode com as credenciais do tímido Seth Cohen: viciado em quadrinhos, videogame, Star Wars e desenhos japoneses. Charmoso, Seth foi o responsável por fazer muita mulher(não só a Summer) considerar a hipótese de pegar um geek. O que pra gente pode ser uma maravilha, mas faz ele perder na classificação geral para:1)Sheldon, “The Big Bang Theory”

 

O rei dos nerds Sheldon Cooper do seriado "The Big Bang Theory"

Seria Sheldon a versão em carne e osso de C-3PO de Star Wars? Num seriado onde todos os personagens poderiam estar nesse ranking, Sheldon se destaca por sua extrema antissociabilidade, conhecimentos vastos em História e Psicologia, QI elevado e um doutorado em física. Além de todas essas credenciais de responsa, o cara só aceita “sair com umas meninas” em troca de um par de luvas do Hulk em tamanho real.

Episódio de “The Big Bang Theory” que conta com Danica McKellar(Winnie Cooper) e faz do nosso ranking uma lista cíclica. Nerd, né?

Veja também:

10 melhores bateristas de rock do Brasil

João Barone, dos Paralamas do Sucesso, é considerado por muitos o maior baterista do rock nacional

-Confira os 100 maiores bateristas do mundo

Fazer listas é sempre uma tarefa árdua e ingrata: você pesquisa, pesquisa, quebra a cabeça e, no final, descobre que esqueceu um monte de gente. Ou então tem sua caixa de comentários inundada por fãs ensadecidos porque seu artista favorito não foi selecionado.
Infelizmente, eu adoro fazer listas 😛

Selecionei os bateristas abaixo após alguma pesquisa e papo com amigos bateras como o Eduardo Zaneski e Gabriel Di Giacomo. Sei que a lista está muito focada em ritmos mais pesados (mas também mais técnicos) e que alguns nomes como Pelado (Charlie Brown Jr) ou Ricardo Confessori ficaram de fora, mas acho que conseguimos retratar diversos estilos e gerações. Vale lembrar que o foco aqui são as bandas de rock, por isso o grande número de excelentes bateristas brasileiros de bossas nova e MPB ficou de fora. Como não existem muitas listas de bateristas brasileiros, espero que essa sirva pra instigar outros sites a criarem as suas próprias. Vamos lá!

1) João Barone (Paralamas do Sucesso)

2) Iggor Cavalera (Sepultura, Cavalera Conspiracy)

Iggor Cavalera – 10 maiores bateristas do Brasil



3) Aquiles Priester (Angra, Hangar)

Aquiles Priester – 10 maiores bateristas do Brasil


4) Charles Gavin (Titãs)

Charles Gavin – 10 maiores bateristas do Brasil


5) Pupilo (Nação Zumbi)

Pupilo – 10 maiores bateristas do Brasil



6) Ivan Busic (Dr. Sin)

Ivan Busic – 10 maiores bateristas do Brasil



7) 
Dinho Leme (Mutantes)

Dinho – 10 maiores bateristas do Brasil

8 ) Fernando Schaefer (Endrah, Korzus, Pavilhão 9, Rodox)

Fernando Schaefer – 10 maiores bateristas do Brasil

9) Max Kolesne (Krisiun)

Max Kolesne – 10 maiores bateristas do Brasil



10) Boka (Ratos de Porão)

Boka – 10 maiores bateristas do Brasil

 

Veja também
Melhores bateristas dos últimos 25 anos

-40 melhores bateristas do heavy metal

-100 maiores bateristas, segundo a revista Rolling Stone

5 melhores filmes de terror, segundo Zé do Caixão

Em entrevista para o programa “5 contra 1, da Mundo Estranho, o diretor José Mojica Marins (vulgo, Zé do Caixão) listou os 5 melhores filmes de terror em sua opinião. O “top 5” de clássicos você confere abaixo:

Segundo Mojica, Polanski nunca mais acertou depois de "O Bebê de Rosemary"

1) “Bebê de Rosemary”, Roman Polanski, 1968

Assista ao trailer do filme de terror favorito de Zé do Caixão

"Poltergeist", co-escrito por Steven Spielberg, agrada Mojica pelo visual

3) “A Torre de Londres”, Rowland V. Lee, 1939

A "Torre de Londres" impressionou Mojica em sua infância


4) “O Gabinete do Dr. Caligari”, Robert Wiene, 1920

Zé do Caixão admira o resultado atingido, apesar dos poucos recursos, no clássico “Dr Caligari”

5) “Hannibal”, Ridley Scott, 2001

E pra acabar um filme de "horror natural", segundo o mestre do terror brasileiro

Quer assistir a entrevista completa com o mestre do terror José Mojica Marins? Demorou!

Veja também:

-Mais listas

– 5 filmes mais violentos da história

5 judeus que mudaram o mundo (e você nem lembra que eles eram judeus)

Apesar de estarmos no século XXI, muitas vezes eu ainda ouço comentários preconceituosos sobre os judeus. Outras tantas eu me deparo com notícias bizarras sobre grupos neonazistas no Brasil. Ora, neonazistas defendem as ideias ultrapassadas de Adolf Hitler – entre elas, exterminar completamente o povo judeu. Você já imaginou a tragédia que seria o extermínio de um povo inteiro? Imaginou um mundo sem judeus? Bom, seria um mundo sem super-heróis, rock pesado, terapia e a Igreja Católica. Duvida? Confira abaixo 5 judeus que mudaram o mundo e pense melhor antes de destilar seu preconceito.

5) Stan Lee
Sim, um mundo sem judeus seria um mundo sem super-heróis. Além de Jerry Siegel e Joe Shuster – criadores do Super-Homem  – serem judeus, Stan Lee um dos caras mais simpáticos e influentes do mundo das HQs nasceu em uma família judia. Lee criou nada menos que o Homem-Aranha, os X-Men, o Hulk, o Quarteto-Fantástico, o Thor, o Homem-de-Ferro… praticamente a MARVEL COMICS INTEIRA. Portanto, qualquer nerd ou fã de Vingadores deveria pensar 1000 vezes antes de ter preconceito contra judeus.

4) Gene Simmons, Kiss
A língua mais famosa do rock n’ roll pertence a um judeu. Isso mesmo, Gene Simmons (vocalista e baixista) do Kiss é filho de uma sobrevivente do Holocausto nazista. Se Hitler não tivesse sido derrotado, provavelmente você não poderia cantar hits como “Rock n’ Roll All Nite” e “Detroit Rock City”. Aliás, o rock pesado está cheio músicos de origem judaica: Slash (Guns n’ Roses), Geddy Lee (Rush), Gery Snider (Twisted Sister)… A lista é mais longa e a língua de Simmons.

3) Sigmund Freud

Ok, essa é mais óbvia, mas é muito importante lembrar que toda a revolução provocada pela criação da psicologia saiu da cabeça desse judeu austríaco. Freud é o pai da psicanálise – criação que ajudou a vida de milhões de pessoas e tem tido diversas de suas teorias confirmadas pelas recentes descobertas da neurociência. Um mundo sem judeus seria um mundo sem terapia e com muito menos conhecimento sobre a natureza humana.

2) Albert Einstein
O nome “Albert Einstein” virou, simplesmente, sinônimo de gênio na cultura popular. Entre os acadêmicos, o cientista alemão foi escolhido muitas vezes como o maior físico da história. Pai da teoria da relatividade e  dono de descobertas fundamentais no desenvolvimento da teoria quântica, Einstein resolveu migrar para os EUA quando Adolf Hitler assumiu o poder na Alemanha. É difícil imaginar que o preconceito nazista poderia ter tirado do mundo uma de suas mentes mais brilhantes.

1) Jesus Cristo
Sim, sim, amigos, não adianta espernear. Para ser judeu, você deve ter nascido de ventre judaico e Maria era judia, assim como a maioria dos que viviam ao redor de Jesus há mais de 2000 anos atrás. O Deus de Jesus era o mesmo Deus judaico do Velho Testamento e Cristo se considerava o messias que os judeus esperavam. A partir daí, crença não se discute, mas é interessante que os cristãos lembrem da origem de jesus, já que a Inquisição passou anos perseguindo e expulsando judeus na Europa. 

Também são judeus Woody Allen, Allen Ginsberg, Silvio Santos, Shia LaBeouf, Seinfeld, Will Eisner, Davi, Moacyr Scliar, Amos Oz …

5 discos para começar a ouvir rap nacional

Eu nunca fui “do” hip hop, mas sempre gostei de rap – principalmente rap nacional. Ouvi Racionais Mc’s pela primeira vez na rádio, lá em Penápolis, a música era “Fim de Semana no Parque”, do disco “Raio X – Brasil”. Depois, um amigo do meu irmão aprensentou pra gente Ndee Naldinho, D Menos Crime e Xis. Pavilhão 9, Doctors Mc’s e Thaíde e DJ Hum eu conheci pela Mtv mesmo, no finado programa “Yo”. Meus amigos punks não gostavam de rap, os roqueiros e os manos não se davam muito bem nas quebradas de Penápolis.

Fiz a lista abaixo pensando num cara como eu era em 1996, um cara que está a fim de ouvir rap, mas não é um grande especialista no estilo. Tem muitas bandas nacionais que acabaram sendo “one hit bands”, tem muito disco nacional que sofre por produção tosca. Esses abaixo são grandes discos não só do hip hop mas da música popular brasileria. Podem ser apreciados por qualquer fã de boa música e servem pra quem não tem muita intimidade com o gênero abrir sua cabeça.

1) Sobrevivendo no Inferno – Racionais Mc’s


Se eu pudesse salvar só um disco de rap pra alguém ouvir no futuro, esse disco seria “Sobrevivendo no Inferno”, dos Racionais Mc’s – um dos melhores álbuns já gravados no Brasil. “Sobrevivendo…” foi lançado em 1997 e traz uma série de hits (“Diário de um detento”, “Capítulo 4, versículo 3”, “Mágico de Oz”, entre outros), uma produção seca e classuda e o Racionais momentos antes de se tornar um fenômeno nacional. Depois de “Sobrevivendo no Inferno” qualquer moleque sabia cantar de cabo a rabo as longas letras de Mano Brown e Edy Rock, repetindo suas rimas e tentando imitar a entonação grave de suas vozes.  As letras, estrelas principais do disco, alternam crônicas da vida cotidiana com contos do mundo do crime que prendem o ouvido do fã na caixa de som, palavra por palavra , ávido pra saber o final de cada “história”. Destaque ainda para a versão de “Jorge da Capadócia”, do mestre Jorge Ben, com sampler de “Ike’s Rap II” do Isaac Hayes (a mesma que o Portishead usou em Glory Box) . Ah, o disco vendeu absurdos um milhão e meio de cópias (:-O) e o clipe de “Diário de um Detento” foi o grande campeão no VMB, prêmio da Mtv Brasileira
Ano: 1997
Uma música:
“Diário de um detento”


2)Rap é compromisso – Sabotagem


Sabotage é uma dessas figuras em que é difícil separar o mito do artista. Morto jovem, com um passado misterioso no crime e uma carreira multimídia em ascensão (tinha participado de dois filmes, “Carandiru” e “O Invasor”), ele partiu cedo demais, mas deixou esse clássico do rap, comparável só aos Racionais em culto e ao Criolo em hype. Agradando playboys e manos, com uma mistura de ritmos – natural para quem curtira Pixinguinha e Chico Buarque – e uma bela produção de Zé Gonzales e Ganjaman, Sabotage deixou esse clássico que inclui “Respeito é pra quem tem”, “Rap é compromisso”, “Um bom lugar”, entre outras pérolas. A participação da família RZO é fundamental na construção dos refrões poderosos e até alguns famosos dão as caras na vocal como Black Alien (Planet Hemp) e Chorão (Charlie Brown Jr.).
Ano: 2000
Uma música: “Um bom lugar”


3)Traficando informação – MV Bill


Por muito tempo o Rio de Janeiro ficou um pouco à margem dos holofotes do rap nacional. Enquanto bandas de Brasília e de São Paulo dominavam a cena, o Rio assistia bondes de funk e grupos que misturavam o rock com o rap dominando o cenário. E aí MV Bill chegou com esse disco seco, pesado e com ótimas rimas que contava histórias longas e cruas em letras como “Soldado do Morro”, “Traficando Informação” e “Um crioulo com uma arma na mão”. Lançado em 2000, ele faturou o Prêmio Hútuz de álbum do ano e revelou em Bill uma espécie de Mano Brown mais disposto a dialogar com a mídia: dando entrevistas, participando de programas da Globo (mesmo que descendo a lenha na emissora durante a apresentação) e lançando o respeitado documentário “Falcão” que conta a história dos jovens solados do morro, cuja infância foi perdida na guerra das drogas.
Ano: 2000
Uma música: “Soldado do morro”

4)Preste atenção – Thaíde e DJ Hum

Pioneiros do hip hop nacional desde os tempos das rodas de break no metrô São Bento, Thaíde e Dj Hum formaram uma dupla respeitadíssima que teve vários bons momentos e pelo menos esse grande clássico – redondo de cabo a rabo. Com um som mais positivo e dançante que muitos de seus pares, a dupla emplacou o grande hit “Senhor Tempo Bom” sobre o movimento black power brasileiro e mantém o ritmo swingado na enérgica “Afro Brasileiro”. A mensagem mais social vem em “Malandragem dá um tempo”, outra grande canção do disco cheio de introduções e vinhetas que revelam o talento nas pick ups do DJ Hum.
Ano: 1996
Uma música:
 “Senhor Tempo Bom”

5)Nó na orelha – Criolo


Lançado em 2011, “Nó na Orelha” não é um disco típico do rap nacional, mas é um bom exemplo do alcance musical que o gênero pode atingir. Espécie de continuação do que o coletivo de produtores Instituto estava fazendo com Sabotage antes do artista ser assassinado, esse belo disco traz rap, samba, reggae e música brega, tudo com arranjos de primeira, bases de qualidade internacional e as rimas cadenciadas de Criolo, um carismático vocalista disposto a fazer a ponte entre o rap e outros estilos sonoros. Entre as várias faixas boas destacam-se “Subirusdoistiozin”, “Não exister amor em SP”, “Linha de Frente” e  “Lion Man”
Ano: 2011
Uma música: “Subirusdoistiozim”

Veja também:
-5 sons pioneiros do hip hop brasileiro
– 10 músicas clássicas do rap nacional
-5 discos injustiçados do rap nacional

Trilha sonora para casamento “alternativo”

Amiguinhos, amiguinhos, perdoem a pieguice do titio Fred, mas acabei de casar e estou emotivo. Hoje o post é sobre isso, depois voltamos à programação normal 🙂

Johnny Ramone no casamento de Lisa Marie Presley

Sobre trilhas sonoras de casamento
Olha, o que eu aprendi casando uma vez na vida (e espero que seja a única, hehehe) é que o mais legal é deixar sua festa bem personalizada e fugir do genérico. Escolha o clichê só se ele for realmente significativo pra você.

Nossa trilha sonora da cerimônia foi a parte mais divertida de organizar no casório (pelo menos pra mim). Nos divertimos muito selecionando a playlist, no final ficou assim:

Entrada do noivo: “Baby, I love you”, Ramones

Entrada dos padrinhos: “I want You”, Bob Dylan

Entrada da noiva: “Signed, sealed, delivered, I’m yours”, Stevie Wonder

Troca de alianças e beijo: “Something”, Beatles

Cumprimento dos padrinhos: “Little Help From my Friends”, Joe Cocker.

Saída dos padrinhos: “Procissão”, Gilberto Gil

Saída dos noivos: “Minha menina”, Mutantes 

E no final funcionou bem, olha nossa foto no casório ai:

O meu casamento 🙂

 

 

Melhores bateristas dos últimos 25 anos

E o vencedor foi... JOEY JORDISON

A revista inglesa RHYTHM (especializada em bateria e percussão) elegeu os 25 melhores bateristas dos últimos 25 anos, em 2010. Preparado para a polêmica? Aí vai a listinha:

1. Joey Jordison (Slipknot/Korn/Rob Zombie)

-100 melhores bateristas do mundo

2. Mike Portnoy
(Dream Theater)

3. Gavi Harrison (Porcupine Tree)

4. Neil Peart (Rush)

5. Dave Grohl (Nirvana/Foo Fighters/ The Crooked Vultures)

6. Travis Barker (Blink 182/Transplants)
7. Nicko McBrain
(Iron Maiden)
8. Vinnie Colaiuta
(Frank Zappa/Sting)
9. Phil Collins
(Genesis/solo)
10. Chad Smith
(Red Hot Chili Peppers)
11. Brain Dailor
(Mastodon)
12. Steve Gadd
(Eric Clapton/Paulo Simon)
13. Thomas Lang
(session/solo)
14. Stewart Copeland
(The Police)
15. Terry Bozzio
(Frank Zappa/solo)
16. Josh Freese
(A Perfect Circle/ Devo)
17. Cozy Powell
(Rainbow, Black Sabbath e Whitesnake)
18. Jeff Porcaro
(Michael Jackson/Toto)
19. Stephen Morris
(Joy Division/ New Order)
20. Steve White
(Paul Weller/Style Council)

Veja também:
-Melhores guitarristas dos últimos 30 anos
-100 melhores bateristas do mundo
-100 melhores baixistas do mundo

5 melhores músicas de (dor de) corno

Com a licença do mestre @xicosa, Punk Brega elege as 5 melhores músicas da corneira nacional.

5)”A Maçã” – Raul Seixas
O genial Raulzito é autor dessa “melô do corno manso”, em que – ao contrário do Rei Roberto e de Roger do Ultraje – ele condena o ciúme e diz “Sofro, mas eu vou te libertar”.

4)”Me dê motivos” – Tim Maia
A música não foi composta pelo Tim Maia, mas o monólogo cravado por ele na introdução já vale o lugar nessa lista:
“É engraçado, ás vezes a gente sente fica pensando
Que está sendo amado, que está amando e que
Encontrou tudo o que a vida poderia oferecer
E em cima disso a gente constrói os nossos sonhos
Os nossos castelos e cria um mundo de encanto, onde tudo é belo
Até que a mulher que a gente ama, vacila e põe tudo a perder
E põe tudo a perder…”

3)Ronda – Paulo Vanzolini
Vanzolini, um dos maiores compositores de sambas paulistas, ficou famoso por essa dor de corno “com alma feminina” gravada, entre outras, por Maria Bethânia. Dor de corno com sangue no final.

2)”Nervos de Aço” – Lupicínio Rodrigues
Lupicínio Rodrigues é o rei das canções de “dor de cotovelo”. Nervos de Aço é  mais clássica delas. Avó de “Garçom” do Reginaldo Rossi, mas muito mais classuda, foi também gravada por Paulinho da Viola. Supostamente, é baseada em fatos reais.

1)”Garçom” – Reginaldo Rossi
Clássico dos clássicos, grande hino brega, relata a história do cara cujo grande amor vai se casar e mandou uma carta pra lhe avisar. Abaixo a história “apócrifa” da música.

Bônus Track: “Balada do Corno” – Milhouse
Essa música foi originalmente composta por Wando Ramone e Waldick Cavalera da banda de punk brega Cuecas Rosas. É pouco conhecida, mas serve como um hino da auto-ajuda corna com seu terapêutico “Atire a primeira pedra quem nunca sofreu/quem nunca foi corno assim como eu/nunca foi traído”.

6 bandas que eu gosto e ninguém gosta

[Atualizado com os vídeos que o Bravo pediu]

Filosofe comigo: Todo mundo gosta de gostar do que nem todo mundo gosta, mas quem importa gosta.

Deu pra entender? Recapitulando: sempre tem alguém que, assim como você, vai achar cool ouvir aquela banda indie islandesa pra você chamar de alma gêmea, mas… E quando você gosta de uma banda que NINGUÉM gosta?

Fiz a listinha abaixo sabendo que, é claro, meia dúzia de desconhecidos vão compartilhar o (mau) gosto comigo. Mas em geral são nomes que eu cito numa roda e a roda fica em silêncio, não porque não conhece as bandas, mas porque acha uma merda mesmo. São bandas, na maior parte dos casos, muito experimentais para serem pop e muito bregas para serem cool. Vamos lá.

1)Karnak

 

 

 

 

 

Karnak é pra mim a banda mais injustiçada do Brasil. A maioria das pessoas nunca ouviu e não gosta. Já quem simpatiza com o André Abujamra diz que gosta, mas também nunca ouviu. Além de “Juvenar” (hino hippie do último disco, criada em cima da base de “Canon em ré maior do Pachelbel”) e da versão do Zeca Baleiro pra “Alma não tem cor”, pouco se conhece. É uma pena, a banda era uma big band bem-humorada com os melhores músicos de São Paulo, letras engraçadas e um vocalista carismático. Tudo isso com REFRÕES fáceis!
 Ouça: O disco primeiro disco “Karnak” e o terceiro “Estamos adorando Tóquio”
Se o mundo fosse justo: Tocaria em todas as rádios.

2)The Funk Fuckers

 

 

 

 

 

 

 

Em algum lugar entre a psicodelia black do Funkadelic, o sexo movido a slaps do Red Hot e a maconha do Planet Hemp estava o Funk Fuckers, a primeira banda do B.Negão que depois faria um monte de coisas legais no Planet, carreira solo e uma caralhada de parcerias. As letras do Funk Fuckers eram sexistas e sexuais, quase ingênuas, mas sua cozinha sonora era furiosa e dava sustentação pra três vocalistas com swing e carisma. O baixista, Mortadelo “Bass” Gee, fez uma das melhores performances de funk rock brasileiras detonando nos slaps em faixas como “Brasileiro” e “Hold La (Big Pemba)”. Ideal para bailes, festas e afins.
 Ouça: O único disco dos caras “Bailão Classe A”.
Se o mundo fosse justo: Teria feito metade do sucesso que os Mamonas fizeram.

3)Blood for Blood

 

 

 

 

 

A culpa todo é do meu primo Joe, que me apresentou essa PORRADA sonora quando eu, jovem de 19 anos recém completos, passei um mês e meio em Washington. É hardcore sangue no olho direto de Boston. A banda foi formada em 1994, e traz um som mal-educado cantado pela fina flor white trash americana.
Ouça: O disco “Outlaw Anthems” no talo!
Se o mundo fosse justo: Teriam contrato para fazer animação de todas lutas do UFC

4)Devotos (do Ódio)

 

 

 

 

 

Canibal, o líder dos Devotos, chegou a ficar conhecido do grande público por suas participações como boleiro no “Mtv Rock e Gol”, mas poquíssima gente realmente parou pra escutar o som old school dos pernambucanos. Músicas como “Eu tenho pressa”, “Vida de Ferreiro” e “Luz da Salvação” pareciam saídas de um disco clássico do punk nacional dos anos 80, mas com ótima produção (a cargo de Lúcio Maia, da Nação Zumbi) e sotaque nordestino. Devotos deveria estar no Top 5 de qualquer punk brasileiro, mas é difícil até achar suas músicas no Youtube.
Ouça: O disco “Agora tá valendo” inteirinho até furar.
Se o mundo fosse justo: Tocaria nas rádios rock no lugar do CPM22.

5)Zebda


 

 

 

 

 

Zebda é um grupo francês engajado que não caiu na graça dos “sujinhos” brasileiros. Formado em Toulouse em 1985, com integrantes de diversas origens e nacionalidades, o som dos caras é uma mistura de rock, reggae, rap, chanson francesa, ritmos latinos e árabes. Os caras ainda lançaram um projeto paralelo difícil de pronunciar, Tactikollectif, onde gravaram versões modernas para diversos clássicos engajados.
Ouça: “Tomber la Chemise” e o disco paralelo “Les Motivés”
Se o mundo fosse justo: Fariam jingles de campanha pra animar o horário político.

6)Surf Punks

 

 

 

 

 

 

 

Engraçados, barulhentos, toscos e… desconhecidos. Eu mesmo nunca tinha ouvido falar desses “Beach Boys dos três acordes” até 2012. Os vídeos dos caras são uma lindeza só e o som é uma mistura de punk pop, new wave e surf music. Não ouça, ASSISTA!

Assista: “My Beach” e “1984”
Se o mundo fosse justo: Seriam matéria obrigatória nos colégios e internatos.

Outras bandinhas malditas:
Cascavelletes, Arrigo Barnabé e Banda Sabor de Veneno, Olho Seco, Faces do Subúrbio, Câmbio Negro, Ska-P, Crass, Sham 69, Thee Butcher’s Orchestra, Richard Hell and The Voidoids…

Veja também:
-6 discos para começar a ouvir jazz
-5 maiores maconheiros da ficção
– 5 discos injustiçados do rap nacional

10 livros que mudaram minha vida

publicado originalmente dia 14 de novembro de 2010

Listar os preferidos é sempre angustiante. Deixa-se de lado por comparação, esquece-se de algo inesquecível, aumenta-se o número de itens no ranking.

Alice no País das Maravilhas” não entrou porque a história já tinha chacoalhado minha vida através das versões de desenho animado e cinema, antes que eu lesse o livro. “O Homem e seus Símbolos” do Jung perdeu para o “O Poder do Mito”, que eu li algum tempo antes e foi mais impactante. Troquei na última hora “O Uivo” de Allen Ginsberg (minha introdução à literatura beat) por Paulo Leminski que mudou meu jeito de escrever poesia.

Enfim, segue abaixo – por ordem cronológica e não de importância – os dez livros que foram turn points na minha vida.

1) “A Ilha do Tesouro“, Robert Louis Stevenson
Foi o primeiro livro “de verdade” que eu li, quando tinha 7 anos. Já tinha contato com Ruth Rocha e coleção Vagalume, mas o pirata Silver e o moleque Jim foram os meus primeiros heróis literários.


2) “O Falcão Maltês”, Dashiell Hammett


Esse clássico policial de Hammett definiu muitos dos clichês que fariam minha cabeça no mundo dos livros. Personagens durões, linguagem coloquial, frases curtas, mulheres sensuais e perigosas, mundo marginal. Eu tinha entre 10 e 11 anos e comecei a copiar o jeito que “O Falcão Maltês” fora escrito. Eram minhas primeiras aulas de literatura.

 

 

3) “Vestido de Noiva“, Nelson Rodrigues

Nelson Rodrigues foi o primeiro autor que me estragou. Lembro de ler os contos e peças dele com medo que alguém me flagrasse debruçado naquelas páginas de traições, neuroses, incesto e intrigas. Eram as relações familiares e sociais desmascaradas e caricaturizadas de uma forma que deixava a vida como ela é …

 

4) “Caprichos e Relaxos”, Paulo Leminski
Drummond foi provavelmente meu primeiro poeta preferido e moldou muito do que eu escrevo hoje, mas sua fórmula modernista de humor, versos livres e algumas poesias curtas foi elevada a décima potência pelo samurai alcoólatra Paulo Leminski. O poeta paranaense era um roqueiro underground fazendo haicais que te faziam querer ser (sem vergonha) poeta.

5)”Misto Quente“, Charles Bukowski


Falar da importância deste livro sobre a infância escrito por Bukowski me tomaria dez páginas. Ele causou pra mim o impacto que “O apanhador no campo de centeio” causa na maioria das pessoas, mudou meu jeito de escrever, me ajudou a superar os complexos de uma adolescência loser e me apresentou a um dos autores dos quais eu mais devorei livros. Perto da influência causada por estas centenas de páginas, só o impacto de ter descoberto o punk rock.

 

 

 

 

6)”Trópico de Câncer”, Henry Miller
Henry Miller foi uma evolução natural depois de descobrir Bukowski, uma versão mais intelectualizada e filosófica das obras carregadas de sexo e bebedeira do velho tarado. Miller me abriu as portas para Anaïs Nin, para redescobrir Nietzsche e para reforçar a insatisfação com a vida cotidiana.

 

 

 

7)”O Poder do Mito”, Joseph Campbell

Cada livro presente nesta lista é como uma árvore em cujos galhos amadurecem os importantes frutos dessa leitura seminal. Essa longa entrevista em que o antropólogo Joseph Campbell explica as bases da sua teoria foi quem abriu minhas portas para Jung, Freud e a volta das leituras teóricas. Um livro básico e que me instigou muito na faculdade.


 

 

 

 

8)”Zen e a Arte da Manutenção de Motocicletas”, Robert M. Pirsig
Filosofia pop da melhor qualidade, “Zen … ” dialoga com clássicos da filosofia oriental e ocidental em meio a uma viagem de moto pelos Estados Unidos e foi best seller entre os adeptos da contracultura. Foi ele quem me empurrou para a leitura de “A Arte Cavalheiresca do Arqueiro Zen” e para uma busca maior da integração entre a racionalidade e o que chamamos de… espiritualidade. (Ok, foi admitir isso, tá?)

 


 

 

 

9) “Folhas de Relva”, Walt Whitman

Anos depois de me impressionar com “O Uivo” de Allen Ginsberg (minha porta para os beats), pude encontrar na poesia de Whitman a fonte de todos os escritores que tanto admirava. Versos livres, viris e vigorosos pregando a igualdade, a liberdade e a sexualidade. Referências ao pensamento oriental mescladas ao ritmo moderno das ruas. Item fundamental não só para quem quiser entender de poesia, mas para quem quiser entender da vida.

 

 

 

 

 

 

10) “Grande Sertão: Veredas”, Guimarães Rosa
A primeira vez que fui tentar ler “Grande Sertão”, eu – moleque metido de 11 anos – não consegui sair da primeira página. A linguagem rebuscada misturava sotaque sertanejo, com palavras nunca ouvidas e erudição homérica. Reencontrei-me com este calhamaço de mais de 600 páginas ano passado, empolgado pelo entusiasmo do meu pai ao falar sobre “um dos livros que mudou sua vida”. Embrenhar-se por esse sertão é um presente para os sentidos e uma experiência literária única.

 

 

 

 

 

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