Os 47 livros que li em 2018

2017 não foi um ano fácil. E nem tô falando da economia que derreteu (apesar dela ter influenciado nos meus trabalhos), nem das tretas na política (que derrubam um pouco nosso humor todos os dias). Pra resumir a história, vamos dizer que a coisa começou com uma pessoa da família presa injustamente (já solta, graças) e terminou com meu filho na UTI. No meio do caminho, diversas pedras.

Pra ajudar a bicar essas pedrinhas inconvenientes pra longe, ainda bem, existem os livros. E minha retrospectiva do ano eu faço por meio deles. Mesmo com a correria do filhote pequeno e as visitas aos hospitais, deu pra ler 47 livros em 2017. Uma boa parte foi pra pesquisa do meu primeiro romance (que a princípio se chama “Desamparo”) – um pequeno épico sobre uma cidade no noroeste paulista. (Meu romance deve sair ainda no primeiro semestre e ele foi um dos ganhadores do edital da prefeitura de São Paulo. \o/.) Mas também deu pra me aprofundar na minha listinha de “clássicos pra ler”, me divertir lendo biografias de roqueiros e artistas e desbravar alguma poesia.

Abaixo vão os livros que li esse ano por categoria e classificação de corações. Como sempre, não avaliei livros de conhecidos. 😀

PS: Quem me lembrou de publicar minha lista esse ano foi meu amigo Rafael Kenski.

CLÁSSICOS
O leopardo,
Giuseppe Tomasi di Lampedusa ♥♥♥♥♥
Steppenwolf (Lobo da Estepe),
Herman Hesse ♥♥♥♥♥
Hamlet,
William Shakespeare ♥♥♥♥♥
Cem anos de solidão, Gabriel Garcia Marquez, ♥♥♥♥♥
Hunger, Knut Hamsun ♥♥♥♥
Ninguém escreve ao coronel,
Gabriel García Marquez ♥♥♥ ♥/2
Robinson Crusoe, Daniel Defoe ♥♥♥
Passagem para a Índia, E.M. Forster ♥♥♥

LITERATURA BRASILEIRA
Um defeito de cor, Ana Maria Gonçalves ♥♥♥♥ ♥/2
A Paixão segundo G.H.,
Clarice Lispector ♥♥♥♥
Os Sertões (Campanha de Canudos), Euclides da Cunha ♥♥♥ ♥/2
O analista de Bagé, Luis Fernando Veríssimo ♥♥♥

POESIA
Livro sobre nada,
Manoel de Barros ♥♥♥♥
Um amor feliz, Wisława Szymborska ♥♥♥♥
Mar absoluto e outros poemas, Cecilia Meireles ♥♥♥
Velório sem defunto,
Mario Quintana ♥♥ ♥/2.

SOBRE LITERATURA
O Cânone Ocidental, Harold Bloom ♥♥♥♥♥
Panaroma do Finnegans Wake,
James Joyce/Haroldo e Augusto de Campos. ♥♥♥♥♥
Romancista como vocação, Haruki Murakami ♥♥♥♥♥

FILOSOFIA E HUMANIDADES
 A conquista da felicidade, Betrand Russell, ♥♥♥♥♥
 Sejamos todos feministas, Chimamanda Ngozi ♥♥♥♥

QUADRINHOS
Sin City: The Hard Goodbye Curator’s Collection,
Frank Miller ♥♥♥
Habibi,
Craig Thompson  ♥♥  ♥/2 

SOBRE MÚSICA
My bloody roots,
Max Cavalera ♥♥♥
The Beatles: A história por trás de todas canções, Steve Turner ♥♥♥
Cliff Burton: a vida e a morte do baixista do Metallica, Joel Mciver ♥♥♥

BIOGRAFIAS e JORNALISMO
Prisioneiras, Drauzio Varella ♥♥♥♥♥
Abusado, Caco Barcellos ♥♥♥♥♥
Roberto Civita: O Dono da Banca, Carlos Maranhão ♥♥♥♥♥
Entre duas fileiras,
Gerald Thomas ♥♥♥♥

PESQUISA HISTÓRICA PRO MEU PRIMEIRO ROMANCE
Tenente Galinha – Caçador de homens: Eu sou a lei!,
Adherbal Oliveira Figueiredo ♥♥♥♥
A Carne e o Sangue – a Imperatriz D. Leopoldina, D. Pedro I e Domitila, a Marquesa de Santos,
Mary Del Priore ♥♥♥ ♥/2
O passado, passado a limpo,
Glaucia M. de Castilho Muçouçah Brandão ♥♥♥ ♥/2
Penápolis: História e Geografia,
Fausto Ribeiro de Barros ♥♥♥
Padre Claro Monteiro do Amaral,
Fausto Ribeiro de Barros ♥♥♥
Achêgas para a história de Penápolis,
Fausto Ribeiro de Barros ♥♥♥ 
Salto do Avanhandava: História e documentação,
Orentino Martins ♥♥ ♥/2
Minha vida de menina,
Helena Morley ♥♥  ♥/2
Andanças,
Oroncio Vaz de Arruda Filho ♥♥ ♥/2
Maria Chica: o símbolo da mulher pioneira nos campos do Avanhandava,
Adolpho Hecht e Ricardo Carneiro ♥♥
Dioguinho: o matador de punhos de renda,
João Garcia ♥♥
Maria Chica: a saga de uma heroína,
Glaucia Maria de Castilho Muçoçah Brandão ♥
Roberto Clark: meu avô,
Fernando José Clark Xavier Soares ♥
Fernando Ribeiro de Barros: o Conquistador de Paris,
Joaquim Cavalcanti de Oliveira Lima Neto ♥/2

LIVROS DE AMIGOS E CONHECIDOS
 Se eu quiser falar com Deus, Dimas Mietto
Amorte chama semhora, Jr. Bellé
Penápolis: nativos, povoamento, ferrovia e os ciclos econômicos, Alessandra Jorge Nadai e Cladivaldo A. Donzelli

 

 

 

 

 

Uma pequena história do hip hop brasileiro através de 50 clássicos do estilo

Abaixo preparamos uma playlist com 50 clássicos do rap nacional. Do começo comercial com Miele e Black Juniors, passando pelos pioneirismo festivo de MC Jack, N dee Naldinho e Sampa Crew até encontrar a veia engajada de Thaíde & DJ Hum e Racionais Mc’s que definiram o estilo como conhecemos hoje. A seleção é sentimental e muita coisa boa ficou de fora, mas procuramos registrar a variedade do hip hop brasileiro contada em 50 músicas importantes e influentes.

Uma pequena história do punk rock através de suas músicas clássicas

Quais são as principais bandas do punk rock? Quais as mais influentes? E que músicas dessas bandas viraram hinos? Apaixonado pelo punk desde moleque, resolvi criar uma jornada sentimental pelas dezenas de variantes do estilo, em uma playlist que reúne mais de 150 músicas que vão do proto-punk ao emo, passando pelo hardcore, oi!, skapunk, rrrriot girls, crossover e mais.

Reuni nessa lista bandas dos pais do punk (EUA e Inglaterra), mas também do Japão, Brasil, Finlândia, Austrália, Argentina, Rússia e outras cantos de onde saíram clássicos hinos de 3 acordes. Abaixo a playlist:

Que banda clássica faltou ser incluída na sua opinião?

Inspire-se: 10 pessoas que desenvolveram projetos legais em 2014

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Lá no Glück Project, fizemos uma listinha com 10 pessoas que desenvolveram projetos em 2014 e nos serviram como inspiração. Tem feministas, professores de escolas públicas, jornalistas independentes, editores de livros de ficção e mais uma penca de pessoas inspiradoras. Se estiver precisando de um soprinho de ânimo na sua vida, dá um clique aí!

10 melhores bateristas de rock, segundo a Gibson

– Confira a lista da Rolling Stone com os melhores bateristas do mundo

John Bonham o maior baterista do mundo, segundo a Gibson

John Bonham o maior baterista do mundo, segundo a Gibson

Em 2013, a Gibson (famosa fabricante de instrumentos musicais) divulgou sua lista de 10 melhores bateristas do mundo. Sem muitas surpresas o primeiro lugar ficou com John Bonham do Led Zepellin. O que você achou da lista?

1) John Bonham – Led Zeppelin

2)Neil Peart (Rush)
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3) Keith Moon (The Who)
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4) Dave Grohl (Nirvana, Foo Fighters, Them Crooked Vultures)

5)Lars Ulrich (Metallica)

6)Mike Portnoy (Dream Theater)

7) Ginger Baker (Cream)

8) Josh Freese – (Devo, Nine Inch Nails)

9) Stewart Copeland (The Police)

10) Ringo Starr (The Beatles)

Mais rankings:
– 10 melhores bateristas do Brasil
– Melhores bateristas de heavy metal

-Bateras da atualidade: 20 melhores bateristas dos últimos 25 anos

7 documentários legais sobre rock n’ roll

-Mais artigos interessantes sobre música

A ideia dessa listinha surgiu porque ando interessado em assistir mais coisas legais sobre o velho, sujo e safado rock ‘n’ roll (depois de terminar a caixa de DVDs “Anthology” dos Beatles) e tenho encontrado poucas listinhas na rede. Talvez, essa ajude quem está começando e quem já estiver jogando no very hard pode deixar dicas de filmes legais ai embaixo nos comentários.

1)”No Direction Home”, de Martin Scorcese. Artista: Bob Dylan
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Um dos mais elogiados retratos do poeta-que-eletrificou-o-folk foi filmado pelo diretor de “Taxi Driver” e “Touro Indomável”. Foca no período entre 1961 e 1966, do começo acústico do cantor até sua fase “judas”, quando aderiu a guitarra.

2) “Anthology”, de Bob Smeaton. Artista: The Beatles
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Meio chapa branca, por ter sido produzido pelos Beatles, o documentário reúne Paul, Ringo e George para lembrar o passado, revelar curiosidades e gravar duas músicas novas. Feito originalmente para televisão reúne um impressionante material histórico, inclusive dos tempos em que, no lugar de Ringo, reinava Peter Best.

3) “End Of The Century”, de Jim Fields e Michael Gramaglia. Artista: Ramones.
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“1, 2, 3, 4!” Drogas, michê, brigas por causa de mulher: o caos que era a vida dos Ramones em um documentário cru e direto, como o som do quarteto de Nova York.

4) “Botinada”, de Gastão Moreira. Artista: Punk Rock Nacional.
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Tiozinhos punks relembram como os 3 acordes chegaram ao Brasil no final dos anos 70, os festivais, as tretas, tudo coberto por imagens históricas da época e coberto pelo rock nervoso que se fazia no subúrbio operário tupiniquim.
Assista ao trailer aqui.

5) “Hype”, de Doug Pray Artista: Bandas grunge
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A Seattle prestes a explodir em forma de grunge é mostrada, no documentário de Doug Pray, como um cenário habitada por moleques de camisa xadrez que formariam bandas esquecidas na história e outros moleques de camisa de lenhador que acabariam formando Nirvana, Pearl Jam, Mudhoney e Soundgarden.

6) “Lóki – Arnaldo Baptista”, de Paulo Henrique Fontenelle Artista: Arnaldo Baptista
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Produzido pelo Canal Brasil, o premiado longa procura jogar luz sobre a névoa que envolve a carreira do mutante Arnaldo Baptista. Da cabeça do maior grupo de rock brasileiro, passando pela internação em um hospital psiquiátrico -de onde caiu do oitavo andar – a história cheia de reviravoltas do gênio é mostrada até a reunião dos Mutantes originais.

7) “Guidable – A verdadeira história do Ratos de Porão”, de Fernando Rick e Marcelo Apezzato. Artista: Ratos de Porão
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Fazendo jus à imagem suja e agressiva da banda de João Gordo, “Guidable” não poupa o espectador de cenas de consumo de drogas, nem poupa o RDP de explicar brigas e tensões que fizeram os caras mudarem diversas vezes de formação.

Documentários que o Punk Brega ainda tem quer ver:

-“Gimme Shelter”, sobre os Stones
-“Some Kind of Monster”, sobre o Metallica
-“Shine a Light”, também sobre os Stones
-“A vida até parece uma festa”, sobres os Titãs

E pra quem curte a cena indie brasileira:
– “Música de trabalho”
-“Erga-Te” – Graforréia Xilarmônica

Livros (e HQs) que li em 2013 – Retrospectiva

Compre os livros desta lista aqui e ajude o blog 🙂

Começo de ano é época de retrospectiva nerd no Punk Brega, com a nossa tradicional listinha de livros lidos no ano. Como já escrevi antes, acredito que os livros sejam os melhores professores que você pode encontrar na vida. Em 2013, me dediquei a ler um pouco mais de filosofia para preencher minha lacuna teórica e escrever os artigos sobre felicidade para o Glück Project (projetinho que tenho tocado nos últimos 4 meses, direto da Alemanha). Passei por obras de Aristóteles, Platão, Freud, Bertrand Russel e Lauzi. Também gastei um bom tempinho lendo milhares de páginas da série “Crônicas de Gelo e Fogo” (Game of Thrones) e me dediquei a alguns clássicos como “Moby Dick” e “The Tempest”. E, desta vez, reuni na listinha todos quadrinhos lidos no ano. Me abstive de dar nota para o livro do Xico Sá (que escreveu a orelha do meu primeiro livro ) e para o meu “Haicais Animais

-Confira a lista de livros lidos em 2011

1) A segunda vida de Djon de Nha Bia, Nuno Rebocho ** */*
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2) Tao Te Ching, Lauzi *****

3) Ética a Nicômaco, Aristóteles ****

4) Sandman: Preludes and Nocturnes (HQ), Neil Gaiman *****

5) A visita cruel do tempo, Jennifer Egan ****

6) A República, Platão **** *

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7) O Clube do Suicídio, Robert Louis Stevenson ****

8) V for Vendetta (HQ), Allan Moore e David Lloyd *****

9) O mal-estar da Cultura, Sigmund Freud *****

10) Galáxias, Haroldo de Campos ***

11) A dança dos dragões, George R. R. Martin ****

12) O festim dos corvos, George R. R. Martin ***

13) Fábulas Chinesas, organização e tradução de Sérgio Capparelli & Márcia Schmaltz ****

14) No que acredito, Bertrand Russell *****

15) Roube como um artista, Austin Kleon ****

16) Homage to Catalonia, George Orwell ****

17) Prontuário 666 (HQ) , Samuel Casal *

18) My Dirty Dumb Eyes (HQ), Lisa Hanawalt ***

19) Topsy Turvy (HQ), Jason Jägel **

20) Gasoline, Gregory Corso **

21) Just Kids, Patti Smith *****
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22) Hard Art: DC 1979, Lucian Perkins e Alec McKaye ***

23) A Tormenta de Espadas: As Crônicas de Gelo e Fogo Vol. 3, George R. R. Martin *****

24) O Chamado de Cthulhu e outros contos, H.P. Lovercraft ****

25) Down and Out in Paris and London, George Orwell ****

26) Casa de Bonecas, Henrik Ibsen *****

27) Bichos do Lixo, Ferreira Gullar ***

28) Haicais Animais, Fred Di Giacomo

29) Dias de Luta: o rock e o Brasil dos anos 80, Ricardo Alexandre ****

30) ENVIE MEU DICIONÁRIO: Cartas e Alguma poesia, Paulo Leminski e Régis Bonvicino ***

31) Diomedes, Lourenço Mutarelli ****

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32) Malagueta, Perus e Bacanaço, João Antônio ****

33) Charles Bukowski: Locked in the arms of crazy life, Howard Sounes****

34) O escolhido foi você, Miranda July *****

35) Tudo o que toca o olhar, Francesca Cricelli ***

36) Big Jato, Xico Sá

37) Barba ensopada de sangue, Daniel Galera *****

38) O estuprador deprimido e outras pessoas comuns, Leonardo Vinhas *

39) This is a Call: Life and times of Dave Grohl, Paul Brannigan ***

40) Metallica: A Biografia, Mick Wall***

41) The Tempest, William Shakespeare *****

42) O amor é um cão dos diabos,] Charles Bukowski **

43) Moby Dick, Herman Melville *****

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44) Mundo Pet (HQ), Lourenço Mutarelli ***

45) Epilético 2 (HQ) , David B. ***

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10 melhores baixistas de rock do Brasil

– Confira os 10 maiores bateristas de rock do Brasil

A morte do baixista Champignon – que ficou famoso tocando no Charlie Brown Jr., mas também passou pelas bandas 9 mil Anjos, Revolucionnarios e A Banca – me pegou de surpresa. Jovem (ele tinha 35 anos), numa nova fase (ele estava cantando na banda A Banca, que homenageava o vocalista Chorão) e esperando uma filha; Champignon se matou seis meses depois de Chorão (vocalista do Charlie Brown Jr) ter sofrido uma overdose. Particularmente nunca fui um grande fã da banda. Acho os dois primeiros discos bons, mas o que sempre me chamou a atenção em suas músicas  foi o trabalho do baixo de Champignon – moleque prodígio que começou a tocar o instrumento aos 10 e entrou pra banda ainda menor de idade.

Eleito três vezes consecutivas melhor baixista no VMB da Mtv e bi-campeão como melhor instrumentista no Prêmio Multishow; Champignon não era mais virtuoso que baixistas como Luis Mariutti ou Felipe Andreoli, é óbvio, mas ele conseguiu trazer muitas técnicas elaboradas de contrabaixo para a música popular. Conseguiu trazer um instrumento tido como de “fundo” para a frente do show e para o gosto do grande público. Também criou um estilo próprio (misturando grooves graves de reggae, slaps de funk, linhas melódicas mais trabalhadas com pitadas de “atitude” punk e beat-box) e influenciou muitos moleques a começarem a tocar o instrumento.

Pensando nisso, elaborei a lista abaixo com 10 melhores baixistas do rock nacional. Levei em conta não só a técnica, mas a inovação, a influência, o timbre e – principalmente – o trabalho desenvolvido nas linhas de baixo dos discos gravados pelo músico. Não adianta mostrar o trabalho só na hora dos solos de shows, né?

Para os críticos de plantão é legal lembrar que essa é uma lista de baixistas de ROCK. Por isso nomes como Celso Pixinga ou Luizão Maia não poderiam ser inclusos.

Champignon (Charlie Brown Jr.)
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Bom, os motivos para Champignon estar na lista foram escritos no começo do post. Vale dizer que o cara foi pro Brasil o que o Flea foi pro mundo. Como essa é uma lista de rock, deixamos os Jaco Pastorius brasileiros pra próxima.

Os slaps e a velocidade

O feeling e a melodia

Luis Mariutti (Angra, Shaman)
O virtuoso Luis Mariutti é um bom contraponto ao estilo de Champignon. Famoso por suas passagem pelas bandas de metal Angra e Shaman, Mariutti domina diversas técnicas e conhece teoria musical . Foi eleito um dos melhores baixistas do mundo pela revista japonesa “Burn”.

Liminha (Mutantes e músico de estúdio)
Limina se tornou baixista da genial bandas Os Mutantes, quando Arnaldo Baptista resolveu se dedicar apenas ao teclado. Acompanhou a banda até o começo de sua fase progressiva (e muito técnica) deixando a banda após a gravação do disco “O A e o Z”. Nos anos 80, virou produtor de sucesso;  gravando, também, grandes linhas de baixo como as da música “Fullgás” de Marina Lima.

Dadi (Novos Baianos, Barão Vermelho, A Cor do Som)
Dadi talvez seja o menos roqueiro dos baixistas dessa lista, mas ele teve uma rápida passagem na banda Barão Vermelho e gravou a música “Scarlet” com Mick Jagger. Virtuoso e criativo, Dadi misturo influências de rock n’ roll com ritmos brasileiros, criando um estilo único registrado em diversos discos dos Novos Baianos e de sua antiga banda A Cor do Som.

PJ (Jota Quest)
PJ  consegue se destacar mesmo tocando numa banda de pop/rock de alto sucesso comercial. A influência da black music é sentida nos slaps e grooves suingados de músicas como “Encontrar Alguém” e “De volta ao planeta”. PJ também sabe soar melódico e domina técnicas como tapping, como pode ser visto nessa versão de Djavan, cheia de harmônicos:  http://www.youtube.com/watch?v=nyd4jDaiGX4

Andria Busic (Dr. Sin)
Mais conhecido por seu trabalho na banda de hard rock Dr. Sin, Andria Busic tocou também no Ultraje à Rigor, na banda Taffo e com o cantor  Supla. Ele mistura técnica e virtuosismo, caprichando em seus solos ao vivo.

Nando Reis (Titãs)
Grande compositor, Nando Reis não é um virtuoso no baixo, mas sabe criar linhas criativas que grudam nos ouvidos dos fãs. Ele experimentou slaps e um solo com wah-wah na “funk-punk” “Bichos Escrotos”, groove ritmado em “Flores”, solinho melódico na introdução de “Homem Primata” e mais slaps em “Comida” que também conta com grooves sampleados. Fã de reggae, Nando criou ótimos riffs para suas músicas no estilo, como pode ser ouvido em “Família”, por exemplo.

Bi Ribeiro (Paralamas do Sucesso)
Bi Ribeiro forma uma das melhores cozinhas do rock nacional no Paralamas do Sucesso, ao lado do grande baterista João Barone. Influenciado por ska, reggae e clássicos do rock como Led Zeppelin – Barone criou seu próprio estilo grave e  com fraseados recheados de notas certeiras. Muitas vezes, ele costuma tocar seu baixo com o polegar como os baixistas clássicos de reggae que acompanhavam Bob Marley.

Heitor Gomes (Charlie Brown Jr e CPM 22)
Heitor Gomes é filho do grande baixista Chico Gomes (criador da técnica de triplo domínio) e passou a ser conhecido do grande público quando integrou o Charlie Brown Jr (entre 2005 e 2011), substituindo Champignon e dando um caráter ainda mais técnico para as linhas do grupo. Destaque para seu trabalho nas músicas “Senhor do Tempo” (com uso de duplo domínio) e “O Futuro é um labirinto pra quem não sabe o que quer”. (cheia de slaps e com uso de acordes)

Felipe Andreoli (Angra, Karma)
Grande virtuose do metal melódico e do metal progressivo, Felipe faz parte da segunda formação da banda Angra. Versátil, é um dos pioneiros da técnica de pizzicato com três dedos no Brasil e vai dos slaps ao tapping, sempre com muita velocidade e precisão.

Veja também:
-100 melhores baixistas do mundo
-Melhores baixistas do heavy metal

10 músicas clássicos do hardcore melódico brasileiro

O Dead Fish em show em 2007

Inspirado pelo documentário “Do underground ao emo” – que conta a história do hardcore melódico nacional – eu resolvi organizar essa lista com 10 das maiores músicas do hc melódico nacional, focando principalmente nas bandas dos anos 90/2000. Exclui daqui as bandas emo e coloridas, que pertencem a outro capítulo da história do rock brasileiro. Também procurei focar em bandas da “cena”, por isso não inclui músicas de hardcore melódico de bandas que não “eram” de hardcore melódico (como “Mulher de Fases” dos Raimundos, que abriu caminho pro CPM22 ou músicas de Detonautas e do primeiro disco do Los Hermanos).

Chega de papo e vamos aos clássicos:

1) “Red Rose Bouquet” – Street Bulldogs

2)”Noite” – Dead Fish

3) “Regina Let’s Go” – CPM 22

4) “Embedded Needs” – Garage Fuzz

5) “1997” – Hateen

6) “Quando tocar na TV” – Cueio Limão

7) “Vinteum” – Fistt

8)”Orgânico” – Noção de Nada

9) “Revolução” – Sugar Kane

10)”Se essas paredes falassem ” – Dance of Days

Veja também:

-Assista ao documentário “Do underground ao Emo”

-Entrevista com João Gordo, do Ratos de Porão

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