6 bandas que eu gosto e ninguém gosta

[Atualizado com os vídeos que o Bravo pediu]

Filosofe comigo: Todo mundo gosta de gostar do que nem todo mundo gosta, mas quem importa gosta.

Deu pra entender? Recapitulando: sempre tem alguém que, assim como você, vai achar cool ouvir aquela banda indie islandesa pra você chamar de alma gêmea, mas… E quando você gosta de uma banda que NINGUÉM gosta?

Fiz a listinha abaixo sabendo que, é claro, meia dúzia de desconhecidos vão compartilhar o (mau) gosto comigo. Mas em geral são nomes que eu cito numa roda e a roda fica em silêncio, não porque não conhece as bandas, mas porque acha uma merda mesmo. São bandas, na maior parte dos casos, muito experimentais para serem pop e muito bregas para serem cool. Vamos lá.

1)Karnak

 

 

 

 

 

Karnak é pra mim a banda mais injustiçada do Brasil. A maioria das pessoas nunca ouviu e não gosta. Já quem simpatiza com o André Abujamra diz que gosta, mas também nunca ouviu. Além de “Juvenar” (hino hippie do último disco, criada em cima da base de “Canon em ré maior do Pachelbel”) e da versão do Zeca Baleiro pra “Alma não tem cor”, pouco se conhece. É uma pena, a banda era uma big band bem-humorada com os melhores músicos de São Paulo, letras engraçadas e um vocalista carismático. Tudo isso com REFRÕES fáceis!
 Ouça: O disco primeiro disco “Karnak” e o terceiro “Estamos adorando Tóquio”
Se o mundo fosse justo: Tocaria em todas as rádios.

 

2)The Funk Fuckers

 

 

 

 

 

 

 

Em algum lugar entre a psicodelia black do Funkadelic, o sexo movido a slaps do Red Hot e a maconha do Planet Hemp estava o Funk Fuckers, a primeira banda do B.Negão que depois faria um monte de coisas legais no Planet, carreira solo e uma caralhada de parcerias. As letras do Funk Fuckers eram sexistas e sexuais, quase ingênuas, mas sua cozinha sonora era furiosa e dava sustentação pra três vocalistas com swing e carisma. O baixista, Mortadelo “Bass” Gee, fez uma das melhores performances de funk rock brasileiras detonando nos slaps em faixas como “Brasileiro” e “Hold La (Big Pemba)”. Ideal para bailes, festas e afins.
 Ouça: O único disco dos caras “Bailão Classe A”.
Se o mundo fosse justo: Teria feito metade do sucesso que os Mamonas fizeram.

3)Blood for Blood

 

 

 

 

 

A culpa todo é do meu primo Joe, que me apresentou essa PORRADA sonora quando eu, jovem de 19 anos recém completos, passei um mês e meio em Washington. É hardcore sangue no olho direto de Boston. A banda foi formada em 1994, e traz um som mal-educado cantado pela fina flor white trash americana.
Ouça: O disco “Outlaw Anthems” no talo!
Se o mundo fosse justo: Teriam contrato para fazer animação de todas lutas do UFC

4)Devotos (do Ódio)

 

 

 

 

 

Canibal, o líder dos Devotos, chegou a ficar conhecido do grande público por suas participações como boleiro no “Mtv Rock e Gol”, mas poquíssima gente realmente parou pra escutar o som old school dos pernambucanos. Músicas como “Eu tenho pressa”, “Vida de Ferreiro” e “Luz da Salvação” pareciam saídas de um disco clássico do punk nacional dos anos 80, mas com ótima produção (a cargo de Lúcio Maia, da Nação Zumbi) e sotaque nordestino. Devotos deveria estar no Top 5 de qualquer punk brasileiro, mas é difícil até achar suas músicas no Youtube.
Ouça: O disco “Agora tá valendo” inteirinho até furar.
Se o mundo fosse justo: Tocaria nas rádios rock no lugar do CPM22.

5)Zebda


 

 

 

 

 

Zebda é um grupo francês engajado que não caiu na graça dos “sujinhos” brasileiros. Formado em Toulouse em 1985, com integrantes de diversas origens e nacionalidades, o som dos caras é uma mistura de rock, reggae, rap, chanson francesa, ritmos latinos e árabes. Os caras ainda lançaram um projeto paralelo difícil de pronunciar, Tactikollectif, onde gravaram versões modernas para diversos clássicos engajados.
Ouça: “Tomber la Chemise” e o disco paralelo “Les Motivés”
Se o mundo fosse justo: Fariam jingles de campanha pra animar o horário político.

6)Surf Punks

 

 

 

 

 

 

 

Engraçados, barulhentos, toscos e… desconhecidos. Eu mesmo nunca tinha ouvido falar desses “Beach Boys dos três acordes” até 2012. Os vídeos dos caras são uma lindeza só e o som é uma mistura de punk pop, new wave e surf music. Não ouça, ASSISTA!

Assista: “My Beach” e “1984″
Se o mundo fosse justo: Seriam matéria obrigatória nos colégios e internatos.

Outras bandinhas malditas:
Cascavelletes, Arrigo Barnabé e Banda Sabor de Veneno, Olho Seco, Faces do Subúrbio, Câmbio Negro, Ska-P, Crass, Sham 69, Thee Butcher’s Orchestra, Richard Hell and The Voidoids…

Veja também:
-6 discos para começar a ouvir jazz
-5 maiores maconheiros da ficção
- 5 discos injustiçados do rap nacional

10 livros que mudaram minha vida

publicado originalmente dia 14 de novembro de 2010

Listar os preferidos é sempre angustiante. Deixa-se de lado por comparação, esquece-se de algo inesquecível, aumenta-se o número de itens no ranking.

“Alice no País das Maravilhas” não entrou porque a história já tinha chacoalhado minha vida através das versões de desenho animado e cinema, antes que eu lesse o livro. “O Homem e seus Símbolos” do Jung perdeu para o “O Poder do Mito”, que eu li algum tempo antes e foi mais impactante. Troquei na última hora “O Uivo” de Allen Ginsberg (minha introdução à literatura beat) por Paulo Leminski que mudou meu jeito de escrever poesia.

Enfim, segue abaixo – por ordem cronológica e não de importância – os dez livros que foram turn points na minha vida.

1) “A Ilha do Tesouro”, Robert Louis Stevenson
Foi o primeiro livro “de verdade” que eu li, quando tinha 7 anos. Já tinha contato com Ruth Rocha e coleção Vagalume, mas o pirata Silver e o moleque Jim foram os meus primeiros heróis literários.


2) “O Falcão Maltês”, Dashiell Hammett


Esse clássico policial de Hammett definiu muitos dos clichês que fariam minha cabeça no mundo dos livros. Personagens durões, linguagem coloquial, frases curtas, mulheres sensuais e perigosas, mundo marginal. Eu tinha entre 10 e 11 anos e comecei a copiar o jeito que “O Falcão Maltês” fora escrito. Eram minhas primeiras aulas de literatura.

3) “Vestido de Noiva”, Nelson Rodrigues

Nelson Rodrigues foi o primeiro autor que me estragou. Lembro de ler os contos e peças dele com medo que alguém me flagrasse debruçado naquelas páginas de traições, neuroses, incesto e intrigas. Eram as relações familiares e sociais desmascaradas e caricaturizadas de uma forma que deixava a vida como ela é …

4) “Caprichos e Relaxos”, Paulo Leminski
Drummond foi provavelmente meu primeiro poeta preferido e moldou muito do que eu escrevo hoje, mas sua fórmula modernista de humor, versos livres e algumas poesias curtas foi elevada a décima potência pelo samurai alcoólatra Paulo Leminski. O poeta paranaense era um roqueiro underground fazendo haicais que te faziam querer ser (sem vergonha) poeta.

5)”Misto Quente”, Charles Bukowski


Falar da importância deste livro sobre a infância escrito por Bukowski me tomaria dez páginas. Ele causou pra mim o impacto que “O apanhador no campo de centeio” causa na maioria das pessoas, mudou meu jeito de escrever, me ajudou a superar os complexos de uma adolescência loser e me apresentou a um dos autores dos quais eu mais devorei livros. Perto da influência causada por estas centenas de páginas, só o impacto de ter descoberto o punk rock.

6)”Trópico de Câncer”, Henry Miller
Henry Miller foi uma evolução natural depois de descobrir Bukowski, uma versão mais intelectualizada e filosófica das obras carregadas de sexo e bebedeira do velho tarado. Miller me abriu as portas para Anaïs Nin, para redescobrir Nietzsche e para reforçar a insatisfação com a vida cotidiana.

 

 

7)”O Poder do Mito”, Joseph Campbell
Cada livro presente nesta lista é como uma árvore em cujos galhos amadurecem os importantes frutos dessa leitura seminal. Essa longa entrevista em que o antropólogo Joseph Campbell explica as bases da sua teoria foi quem abriu minhas portas para Jung, Freud e a volta das leituras teóricas. Um livro básico e que me instigou muito na faculdade.


 

 

8)”Zen e a Arte da Manutenção de Motocicletas”, Robert M. Pirsig
Filosofia pop da melhor qualidade, “Zen … ” dialoga com clássicos da filosofia oriental e ocidental em meio a uma viagem de moto pelos Estados Unidos e foi best seller entre os adeptos da contracultura. Foi ele quem me empurrou para a leitura de “A Arte Cavalheiresca do Arqueiro Zen” e para uma busca maior da integração entre a racionalidade e o que chamamos de… espiritualidade. (Ok, foi admitir isso, tá?)

 


9) “Folhas de Relva”, Walt Whitman

Anos depois de me impressionar com “O Uivo” de Allen Ginsberg (minha porta para os beats), pude encontrar na poesia de Whitman a fonte de todos os escritores que tanto admirava. Versos livres, viris e vigorosos pregando a igualdade, a liberdade e a sexualidade. Referências ao pensamento oriental mescladas ao ritmo moderno das ruas. Item fundamental não só para quem quiser entender de poesia, mas para quem quiser entender da vida.

 

 

10) “Grande Sertão: Veredas”, Guimarães Rosa
A primeira vez que fui tentar ler “Grande Sertão”, eu – moleque metido de 11 anos – não consegui sair da primeira página. A linguagem rebuscada misturava sotaque sertanejo, com palavras nunca ouvidas e erudição homérica. Reencontrei-me com este calhamaço de mais de 600 páginas ano passado, empolgado pelo entusiasmo do meu pai ao falar sobre “um dos livros que mudou sua vida”. Embrenhar-se por esse sertão é um presente para os sentidos e uma experiência literária única.

Livros que eu li em 2011 – Retrospectiva

Eu gosto de listas e gosto de livros. Por isso faço essa retrospectiva todos os anos, que me dá uma sensação de “que legal, não gastei todas minhas horas livres no bar.” Livros são aulas com os melhores professores da humanidade e diálogos com caras que você não encontra fácil no boteco da esquina. Acho que esse ano fiz as pazes com alguns clássicos, descobri alguma coisa de literatura contemporânea e me dediquei um pouquinho à teorias de web/games.

-Livros que li em 2010


39)Lord of the Flies,
William Golding***
38)Caprichos e Relaxos, Paulo Leminski *****
37) Religião para Ateus, Alain de Botton *****
36) Alguma Poesia, Carlos Drummond de Andrade *****
35) José, Carlos Drummond de Andrade ****
34) A Rosa do Povo, Carlos Drummond de Andrade ***
33) A Theory of Fun for Game Design, Raph Koster *** */*
32) Lolita, Vladimir Nabokov *****
31) Tartufo, Moliére *** */*
30) A insustentável leveza do ser, Milan Kundera *****
29) Livro das Perguntas, Pablo Neruda ***
28) Máquina de Pinball, Clarah Averbuck, ****
27) Um rio chamado tempo, uma casa chamada terra, Mia Couto *****
26) O primeiro terço, Neal Cassady *
25) O Guia do Mochileiro das Galáxias, Douglas Adams** */*
24) Ficções, Jorge Luis Borges ****
23) A Arte da Guerra, Sun Tzu **
22) Crash: uma breve história da economia – da Grécia Antiga ao século XXI, Alexandre Versignassi *****
21) Mingutas, Edson Veiga Jr. *** */*
20)A invenção de Morel, Adolfo Bioy Casares ****
19) A Noite do Oráculo, Paul Auster ****
18) Obra Completa, Murilo Rubião *** */*
17)Women, Charles Bukowski *****
16)Carnaval, Manuel Bandeira ***
15) Mar Inquieto, Yukio Mishima ***
14) Beat Memories: The Photographs of Allen Ginsberg, National Gallery of Art ****
13) Vida, Keith Richards **
12)Sonetos do Amor Obscuro e Divã do Tamarit, Federico Garcia Lorca ***
11)1984, George Orwell *****
10)Hamlet no Holodeck – o Futuro da Narrativa no Ciberespaço, Janet H Murray ***

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

9) As entrevistas da Paris Review, vários *****
8)O convidado Surpresa, Grégoire Bouillier *** */*
7)Viagem ao fim da noite, Louis Ferdinand Céline ****
6)Os anões, Verônica Stigger ** */*
5)El Cartero de Neruda, Antonio Skármeta ***


 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

4)A vida de Pi,Yann Martel *****
3)O livro de Haicais, Mario Quintana ***
2)Antologia Breve, William Carlos Williams ***
1)Hells Angels, Hunther S. Thompson ****

Depois de passar por uma invasão hacker, este bloguinho quase acabou no começo de 2011. Voltamos às nossas atividades paranormais em setembro de 2011 e a audiência de outubro já TRIPLICOU. Uhu!

No meio da bagunça de republicar os posts antigos, alguns ficaram de fora e eu tive o trabalho de colocá-los no ar pra vocês. Abaixo um top 10:

1) Milo Manara: Poeta pornógrafo dos quadrinhos eróticos
2) 5 sons pioneiros do rap nacional
3) 10 bandas clássicas do heavy metal brasileiro – anos 80
4) Maiores maconheiros da ficção
5) Famosas Nuas – Poesia
6) Tempest Storm e Bettie Page – Musas Pin Ups
7) 10 músicas clássicas do rap nacional
8) 10 livros que mudaram minha vida
9) Brody Dalle – Musas Rock ‘n’ Roll
10) Melhores baixistas do heavy metal

Desenho do mestre Milo Manara

 

Livros que eu li em 2010 – Retrospectiva

Ainda no clima das listas de final de ano, refaço aqui minha tradicional (hahaha, tradicional mas só interessante pra mim mesmo, provavelmente) retrospectiva de livros que li no ano. Não fui tão nerd quanto em 2009, li um pouco menos e esqueci de ir anotando os livros enquanto ia terminando, mas acho que estão todos aí. Tentei voltar a ler um pouco de teoria, atacando um Marx aqui, um livro sobre jornalismo ali e outro sobre filosofia zen acolá…


25) Poema Sujo, Ferreira Gullar ****

24)Mãos de Cavalo, Daniel Galera *****

23)Newsgame: Jounalism at Play,
Bogost, Ferrari, Schweizer ****

22)O Manifesto Comunista, Karl Marx e Frederick Engels ****

21)Os prisioneiros,
Rubem Fonseca *** */*

20) O Alienista/O Espelho, Machado de Assis ****

19)A Arte de Causar Efeito Sem Causa, Lourenço Mutarelli, ***

18) Noturno do Chile, Roberto Bolaño ***

17)Nosso GG em Havana, Pedro Juan Gutiérrez **** */*

16) O Som e a Fúria, William Faulkner **** */*

15) Lúcia McCartney, Rubem Fonseca ****

14) O retrato de Dorian Gray, Oscar Wilde ****

13) Não devemos nada  a você, Daniel Sinker *****
12) Historia Das Ideias e Movimentos Anarquistas – Vol 1,
George Woodcock *****

11)Uma temporada no inferno, Arthur Rimbaud ****

10) O Amante de Lady Chatterley, D.H. Lawrence ***  *1/2

09) Oficina de Escritores – Um Manual para a Arte da Ficção, Stephen Koch ****

8)O Livro  dos Abraços, Eduardo Galeano *****

7) A Arte Cavalheiresca do Arqueiro Zen, Eugen Herrigel ****

6) Septuagenarian Stew,
Charles Bukowski ***

5)Onde vivem os monstros, Maurice Sendak *** */*

4)Admirável Mundo Novo, Aldous Huxley *** */*

3)Cuca Fundida, Woody Allen ***

2) Estação Carandiru, Drauzio Varella *** */*

1)Seis personagens a Procura de um autor, Luigi Pirandello *****

-Resenhas de livros
-Leia alguns contos

Quadrinhos:
7) Cachalote,
Daniel Galera e Rafael Coutinho *****
6) Zap Comix, R Crumb e vários ****
5)Gênesis, Robert Crumb *****
4)Beleléu, vários ****
3)Grito do Povo, Tardi e Vautrin **** */*
2)Complô: A História Secreta dos  Protocolos dos Sábios do Sião,
Will Eisner *****
1)O Sonhador , Will Eisner*** */*

5 posts mais acessados de outubro de 2010

1) Cozinha do inferno
Comida heavy metal na liderança de outubro

2) 5 clássicos da literatura erótica
Se não tivesse um post de sacanagem no ranking eu ia estranhar vocês…

3) Homem Deus e Homem Humano – Um parceria fracassada
Quadrinhos filosóficos

Homem Deus e Homem Humano – Um parceria fracassada

4)Bansky faz abertura para “Simpsons”
Notícias frescas sobre nosso grafiteiro favorito
Banksy Bart Simpson Graffiti In New Orleans

5)“I Believe in Miracles” – Pearl Jam ao vivo em São Paulo
E um Pearl Jam tocando Ramones pra alegrar no finalzinho

Políticas mais gatas – Top 5

Punk Brega volta de férias, e toda sexta-feira você acha aqui os vídeos mais escrotinhos da internet

Com guerra de bexiga d’água e bolinha de fita crepe rolando, a gente tenta avacalhar os políticos, mas eles conseguem se superar…

Pros preguiçosos que não quiserem assistir o vídeo:

5) Maria do Rosário
4)Dra. Havanir
3)Verônica Costa
2)Aline Correa
1)Manuela D´Avilla

Clássicos da literatura erótica – Top 5

Sexta-feira quente na TV Punk Brega

O maior clássico da literatura erótica vem da Índia.

Tá com preguiça de assistir o vídeo? Confere o top 5 aí embaixo!

5) “Lolita” – Vladimir Nabokov
4) “Decameron” – Boccaccio
3) “Henry & June” – Anaïs Nïn
2) “Trópico de Câncer” – Henry Miller
1) “Kama Sutra” – Mallanaga Vatsyayan

20 melhores discos nacionais dos anos 90 – Showbizz

Em 1999, a minha revista favorita era a Showbizz. (Sim, naquele tempo a clássica Bizz tinha mudado de nome). Como a internet discada era uma carroça, era na Showbizz que eu acompanhava o que rolava na música, descobria discos novos e lia entrevistas com os ídolos nacionais e gringos.

Com esse revival dos anos 90 que está pintando, resolvi resgatar esse top 20 dos discos nacionais daquela década. Foi publicado numa revista com o aviso “edição histórica” (172)  e a foto do rosto de Kurt Cobain estourada na capa P&B.

1) “Raimundos” (1994) – Raimundos

 

 

 

 

 

 

 

2) “Calango” (1994) – Skank

 

 

 

 

 

 

 

3) “Samba esquema noise” (1994) – mundo livre s/a

 

 

 

 

 

 

 

 

4) “Roots” (1996) – Sepultura

 

 

 

 

 

 

 

5) “… Cor-de-Rosa e Carvão” (1994) – Marisa Monte

 

 

 

 

 

 

 

6) “Manual Prático para festas, bailes e afins” (1997) – Ed Motta

 

 

 

 

 

 

 

7) “Da Lama ao Caos” (1994) – Chico Science & Nação Zumbi

 

 

 

 

 

 

 

8) “Sobrevivendo no Inferno” (1997) – Racionais MC’s

 

 

 

 

 

 

 

9) “Usuário” (1995) – Planet Hemp

 

 

 

 

 

 

 

 

10) “Hey Na Na” (1997) – Paralamas do Sucesso

 

 

 

 

 

 

 

11) “Preste Atenção” (1996) – Thaíde & DJ Hum
12) “Eu e Memê, Memê e Eu” (1995) – Lulu Santos
13) “Sobre todas as forças” (1994) – Cidade Negra
14) “Bebadosamba” (1996) – Paulinho da Viola
15) “Samba pra Burro” (1998) – Otto
16) “Gol de Quem?” (1995) – Pato Fu
17) “Na calada da noite” (1990) – Barão Vermelho
18) “Rappa-Mundi” (1996) – O Rappa
19) “Mamonas Assassinas” (1995) – Mamonas Assassinas
20) “O descobrimento do Brasil” (1993) – Legião Urbana

Outras listas:
-5 discos injustiçados do rap nacional
-6 disco para começar a ouvir jazz
-10 melhores discos dos anos 2000