Você me fez esquecer as pin ups.

Essa foi uma das últimas letras que escrevi pra minha banda de rock. Gosto dela, também,  assim estática na tela do computador.
-Aceita um trago de poesia rock “n” roll?

Bettie Page, a maior pin up da história.

Nem os discos de Bukowski
Nem os livros dos Ramones
Me ensinaram a ser um homem

Nem os tragos do meu pai
Nem as surras de conhaque
Me fizeram ser um homem

Foi você (foi você) que me fez (que me fez)
Esquecer as pin ups

Nem a mais suja da Augusta
Nem a mais santa guerrilheira
Foram mais mulher

Nem o pôster da revista
A enfermeira e a dentista
Foram mais mulher

Foi você (foi você) que me fez (que me fez)
Esquecer as pin ups

Bettie Page e Marilyn Monroe
Luz Del Fuego e Cadillac
Farão uma festa no céu
Uma festa

Enquanto Dita Von Teese
Faz striptease
Equanto Dita Von Teese
Tira a roupa…

-Quer ver mais fotos de pin ups? Clica aqui!

Publicado originalmente dia 20/11/2011

O final clássico da striptease de Dita Von Teese

 

“Cálice” – Criolo

Acho Chico legal, mas não gostava muito de “Cálice”. Agora eu gosto:

Independente de toda discussão sobre o Criolo, acho foda um vídeo cru assim, ter mais de 500.000 visualizações. Prefiro ficar do lado dele.

Veja também:
-Mais artigos sobre rap
-Criolo canta o samba “Linha de Frente” no programa Ensaio

Cálice (letra da versão do Criolo)
Como ir pro trabalho sem levar um tiro
Voltar pra casa sem levar um tiro
Se as três da matina tem alguém que frita
E é capaz de tudo pra manter sua brisa

Os saraus tiveram que invadir os botecos
Pois biblioteca não era lugar de poesia
Biblioteca tinha que ter silêncio,
E uma gente que se acha assim muito sabida

Há preconceito com o nordestino
Há preconceito com o homem negro
Há preconceito com o analfabeto
Mais não há preconceito se um dos três for rico, pai.

A ditadura segue meu amigo Milton
A repressão segue meu amigo Chico
Me chamam Criolo e o meu berço é o rap
Mas não existe fronteira pra minha poesia, pai.

Afasta de mim a biqueira, pai
Afasta de mim as biate, pai
Afasta de mim a coqueine, pai
Pois na quebrada escorre sangue,pai.
Pai
Afasta de mim a biqueira, pai
Afasta de mim as biate, pai
Afasta de mim a coqueine, pai.
Pois na quebrada escorre sangue.

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“O Dotadão deve morrer” – Ratos de Porão

O que muita gente sabe, mas pouco gente admite, é que um dos melhores discos do Ratos de Porão (e do punk rock nacional) é um disco de covers chamado “Feijoada Acidente? – Brasil”. Ele não é só um dos mais famosos do RDP (tem aquele musiquinha que você já cantou bêbado: “Nós somos a turma”) como uma das coisas mais bem produzidas no mundinho dos 3 acordes. Entre a caralhada de clássicos regravados por João Gordo, Jão e Cia, um dos melhores é esse psychobilly nervoso dos gaúchos do Cascavelletes (a banda que reunia Júpiter Maçã e Frank Jorge numa mesma formação). Poesia pura no #somdesexta.

Segue nóis no: @punk_brega!

Letra:

O dotadão arrastou
Todas as garotas
Para a casa dele
O dotadão arrastou
Todas as garotas
Para fora do bar
Hey rapazes
Esse cara deve morrer
Deve morrer
Deve morrer
Deve morrer
O dotadão arrastou
Todas as garotas
Para o carro dele
O dotadão arrastou
Todas as garotas
Para fora do bar
Hey rapazes
Esse cara deve morrer
Deve morrer
Deve morrer
Deve morrer
Todo mundo enlouquece
Sem mulher
Todo mundo enlouquece
Sem mulher

“Ramblin ‘ Rose” – Mc5

mc5-ramblin-rose

No #somdesexta da vez, a fúria do Mc5 volta a dar as caras, agora com a clássica “Ramblin ‘ Rose” ao vivo num cromaqui toscão e azul. Versão de uma música obscura de R&B, “Ramblin” também foi gravada por Jerry Lee Lewis. Aqui quem canta é o guitarrista Wayne Kramer, rasgando no falsete.

Letra:
Love is like a Ramblin’ Rose
The more you feed it
The more it grows,
Ramblin’Rose, Ramblin’Rose,
Come on home

Ramblin’ Rose,
Is such a ball
Diamond rings
And a Cadillac car,
Ramblin’ Rose, Ramblin’ Rose
Come on home

Ramblin’ Rose
Ramblin’ around,
Ramblin’ Rose
I’m gonna put you down
Ramblin’ Rose, Ramblin’ Rose
Come on home

Love is like a Ramblin’ Rose
The more you feed it,
The more it grows
Ramblin’ Rose, Ramblin’ Rose
Come on home

I need a Ramblin’ Rose
Ramblin’ Rose …..

Renato Russo dedica música pro Redson do Cólera

Num dia qualquer de 1985, Renato Russo e o Legião Urbana fizeram um show em São Paulo, quando tocaram pela primeia vez ao vivo “Canção do Senhor da Guerra” e dedicaram a música pro falecido Redson, do Cólera, que era fã da letra. Só o Youtube salva e deixa a gente ficar sabendo dessas coisas 🙂

-Conheça o clássico “Pela Paz em Todo Mundo”, do Cólera

Canção do senhor da guerra
Existe alguém
Esperando por você
Que vai comprar
A sua juventude
E convencê-lo a vencer…

Mais uma guerra sem razão
Já são tantas as crianças
Com armas na mão
Mas explicam novamente
Que a guerra gera empregos
Aumenta a produção…

Uma guerra sempre avança
A tecnologia
Mesmo sendo guerra santa
Quente, morna ou fria
Prá que exportar comida?
Se as armas dão mais lucros
Na exportação…

Existe alguém
Que está contando com você
Prá lutar em seu lugar
Já que nessa guerra
Não é ele quem vai morrer…

E quando longe de casa
Ferido e com frio
O inimigo você espera
Ele estará com outros velhos
Inventando
Novos jogos de guerra…

Que belíssimas cenas
De destruição
Não teremos mais problemas
Com a superpopulação…

Veja que uniforme lindo
Fizemos prá você
Lembre-se sempre
Que Deus está
Do lado de quem vai vencer…

Existe alguém
Que está contando com você
Prá lutar em seu lugar
Já que nessa guerra
Não é ele quem vai morrer…

E quando longe de casa
Ferido e com frio
O inimigo você espera
Ele estará com outros velhos
Inventando
Novos jogos de guerra…

Que belíssimas cenas
De destruição
Não teremos mais problemas
Com a superpopulação…

Veja que uniforme lindo
Fizemos prá você
Lembre-se sempre
Que Deus está
Do lado de quem vai vencer…

O senhor da guerra
Não gosta de crianças…(6x)

renato-redson-ok

>Funk do Nerd

>Os trechos menos humilhantes até são autobiográficos. Em breve você poderá ouvir essa pérola nos shows do Milhouse:

Funk do Nerd
Me lembro muito bem dos meus tempos de criança
Eu era BV e não tinha esperança
Ser virgem era minha maldita sina
E pro Papai-Noel eu pedia uma mina

Bullying, Bullying, Bullying – Eu era um nerd bolinado e humilhado
Bullying, Bullying, Bullying – Na lata do lixo eu era atirado

Naqueles tempos eu era escoteiro
Me apaixonei pela minha mão e virei punheteiro
Usava aparelho e bigode pagodeiro
Ouvia Legião e me achava maloqueiro

Ref.

No RPG eu era mago ou vampiro
E no recreio ninguém ficava comigo
Ficava lendo gibi do X-Men
E brincava escondido com meu boneco do He-Man

(Não sou mais aquele) Cara Cool

milhouse-cara-cool 

Fiz essa música em algum dia entre 2003 e 2004, estava na faculdade ouvindo Wander Wildner, Júpiter Maçã e Roberto Carlos. Era ex-punk e trocava o all star pelo chinelo. A piada comigo mesmo acabou servindo pra todo mundo que já pertenceu a algum estereótipo cheio de dogmas: punk, hippie, indie, roqueiro, headbanger, rapper, etc

Cara cool
Já não sou mais aquela cara cool de uns tempos atrás
Que só comprava discos e revistas legais
Não tenho mais aquele guarda-roupa irado
E acho até que estou apaixonado.

Não sou mais!
Aquele cara cool de uns tempos atrás } Ref

Já não assisto os filmes do Zé do Caixão
E até achei legal Terra em Transe no Cine Corujão.
Meu corpo não agüenta, as velhas chapadeiras
E não tem breja na minha geladeira.
Já não escuto tanto o velho punk rock
E outro dia fui numa balada que só tocava samba-rock
Esqueci do aniversário do Kurt Cobain
E das bandas da Inglaterra eu não conheço mais ninguém

Ref

Já não uso all-star ou toco guitarra na balada
E até penso em costurar minha velha calça rasgada.
Pareço brega ou velho quando me olho no espelho
E estou pensando em cortar o meu cabelo.

Democlipe de “Cara Cool”

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