Maiores maconheiros da ficção – Top 5

por Bárbara dos Anjos e Fred Di Giacomo

Enquanto na vida real, os políticos ficam passando a bola da questão da legalização uns pros outros, na ficção os artistas já resolveram que está tudo liberado. Proporcionalmente à diminuição da presença do tabaco nos filmes, séries e quadrinhos, a marijuana tem tomado a ponta das drogas mais populares, tornando-se o verdadeiro cigarrinho de artista. Fizemos esta lista baseada em filmes, séries, quadrinhos e livros, confiando em nossa memória e baseado em que nós podemos fazer quase tudo.

5) Capitão Améria e Billy The Kid, “Easy Rider” – cinema



O filme é fruto de uma viagem de Peter Fonda. E a gente pode dizer isso literalmente. O ator contou para o escritor Lee Hil no livro “Sem Destino” (Editora Rocco) que teve a ideia para o roteiro do longa em 1967, após fumar um baseado e olhar o cartaz de divulgação de “The Wild Angels” – longa sobre uma gangue de motoqueiros que ele atuou em 1966. Em Easy Rider, os personagens Capitão Améria e Billy The Kid cruzam os EUA de moto. Assim como o filme, o clima das gravações também foi totalmente hippie: o ator Jack Nicholson já revelou em entrevistas que na famosa “cena do mato” fumou cerca de cem (!!!) baseados. Easy Rider foi indicado ao Oscar de Melhor Roteiro Original em 1970. O enredo não ganhou o prêmio da Academia mas com certeza merece o título de filme mais maconheiro de todos os tempos.

4)Wood e Stock – Quadrinhos


Eles pediram carona, fumaram maconha, usaram sandálias de couro, fumaram maconha, tocaram rock ‘n’ roll, fumaram maconha e… envelheceram!(Mas continuam fumando…) Wood & Stock são uma versão nacional de Cheech & Chong, só que 30 anos mais velhos. Criados pelo quadrinista Angeli, a dupla de “eternos hippies carecas cabeludos” já queimou estoques quilométricos de “orégano” em tirinhas, álbuns de quadrinhos e no longa-metragem de animação “Wood & Stock – Sexo, óregano e rock ‘n’ roll”, que contou em sua trilha sonora com doidões da estirpe de Arnaldo Baptista, Rita Lee e Júpiter Maçã.

3) Eric, Fez, Kelso e Hyde, That’s 70 Show – Séries de TV

Como a própria Kitty, mãe da família Foreman disse: “Nosso porão parece Amsterdã”. Sim, a série retratava os anos 70, mas nunca se viu tanta gente chapada no horário nobre americano e nem por tanto tempo! Durante oito temporadas, a série retratou o dia-a-dia de um grupo de adolescentes em Wisconsin, EUA. Entre calças boca-de-sino, pôster das Panteras e uma trilha sonora cheia de rocks psicodélicos estilo The Who, Led Zeppelin e Stones, Eric Foreman e seus amigos ficaram boa parte dos oito anos da série no porão da sua casa, fumando muuuita maconha. As discussões chapadas sempre renderam cenas engraçadíssimas! Nunca teremos certeza, mas apostamos que a erva que eles fumavam na série era boa: afinal chegaram a dividir a roda com o legendário Tommy Chong, que fez participações especiais como o velho-hippie-malucao Leo.

-Personagens mais estúpidos dos desenhos animados

2) Fabulous Furry Freak Brothers – Quadrinhos

Os alucinados Freak Brothers são os Irmãos Marx da contracultura. E olha que quem soltou essa ideia foi ninguém menos que o gênio dos quadrinhos Alan Moore. Gerados no final dos anos 60, inspirados por filmes de humor preto e branco e pelo movimento hippie, os Freak Brothers foram um sucesso enfumaçado das HQs undergound americanas. Fat Freddy era o gordo laricado, Phineas uma versão freakie do Rolo de Maurício de Souza e Freewhelin ‘ Franklin o radical de esquerda que comandava o trio. A grande missão dos três era arrumar bagulho, escapar da polícia e, nas horas vagas, revolucionar o mundo.


1)Cheech & Chong – Cinema

Até o D2, mais notório maconheiro do Brasil já fez uma referencia a dupla que ficou em primeiro lugar no nosso ranking. Afinal, ele canta que “continua queimando tudo como Cheech e Chong”. Juntos, a dupla de atores Richard “Cheech” Marin e Tommy Chong fizeram dez filmes e devem ter fumado uma tonelada de maconha. Os longas viraram clássicos e os caras lançaram até dez álbuns com piadas e músicas. O primeiro dos filmes, “Queimando Tudo”, é de 1978 e foi dirigido por Lou Adler. Parte da programação da madrugada do SBT por muito tempo, mostra a dupla se conhecendo: Cheech é Pedro de Pacas um cantor latino e Chong Anthony “Man” um cara de classe média, que largou tudo pra tocar bateria. Juntos, eles curtem “ficar com olhos de chineses” fugindo da polícia num carro “embaçado”. Depois de 20 anos separados, eles lançaram em 2010 o documentário “Hey Watch This”, baseado na turnê Light Up America, show de stand up que eles estão apresentando pelos Estados Unidos. No caso de Cheech e Chong, a ficção se misturou com a vida real: os caras defendem a legalização da maconha, mas Chong deixa claro que largou a cannabis: “Fumei por 50 anos, mas parei quando fui preso [em 2003, por vender a droga pela Internet]. Na cadeia, me ofereciam maconha todos os dias, mas não fazia muito sentido desobedecer às leis atrás das grades. Virei quase um monge.” No caso de Cheech e Chong, parece que eles já queimaram tudo que tinham pra queimar.

Veja também:
-5 filmes mais violentos da história
-Mais listas legais!
-5 vilãs mais sexy do mundo 

Rita Cadillac – Musas Pin Ups

Rita Cadillac é a maior pin up do Brasil. Alguém duvida? Mesmo tendo feito carreira em ensaios sensuais, Vera Fisher, Xuxa e Sônia Braga seguiram outras carreiras de sucesso. Feiticeira e Tiazinha não duraram uma década. Algumas vedetes da era do Rádio foram esquecidas, mas, por uma série de motivos, Rita continuou. E sua carreira é relembrada agora no documentário “Rita Cadillac: A Lady do Povo”, de Toni Venturini.


Cadillac tem uma história muito parecida com a de Bettie Page – maior pin up da história. Adolescentes simples, com um corpo cheio de curvas precoces, as duas foram vítimas de violência sexual ainda jovens. Rita foi violentada pelo próprio marido. Separada e sem dinheiro, utilizou os conhecimentos das aulas de dança para estrelar shows, nos quais aprendeu com a transformista Rogéria os segredos da sensualidade. Do posto de chacrete passou a estampar pôsteres e capas de revista, de onde não saiu até hoje. Deve ser uma das pin ups com mais anos de atividade da história. A sensualidade de Rita, a princípio, era implícita. Fotos eróticas, rebolado de maiô, pornochanchadas. Foi nos anos 2000, da geração de mulheres frutas, que a veterana Lady do Povo teve que se adaptar aos novos tempos de plástico. Siliconada, gravando filmes de sexo explícito, Rita chorou.

Trailer: “Rita Cadillac, a Lady do Povo”

No currículo, a musa carrega o título de Rainha do Bumbum(o que no Brasil vale mais que o sobrenome Orleans e Bragança), os filmes “Aluga-se Moças”(assim mesmo com erro de português) “Asa Branca” e “Carandiru”, ensaios para revistas “Status” e “Sexy”, o hit thrash “É bom para o moral” e sucesso em presídios e garimpos. Uma carreira que merece admiração? Bom, merece respeito, e é respeito que a nossa pin up ganha no documentário de Toni Venturini.

>Um Homem de Moral – Trailer

>

Como cinema, “Um Homem de Moral” é um filme feio. Esteticamente sua produção lembra mais um extra de DVD do que um longa-metragem feito para o cinema. Mas a obra tem a vantagem de trazer o compositor e zoólogo Paulo Vanzolini(Nascido em São Paulo, em 25 de Abril de 1924) como (ótimo) personagem. A trilha sonora do documentário também é excelente, com as belas composições do veterano paulista cantadas por Martinho da Vila, Chico Buarque Paulinho da Viola e dezenas de outros artistas, conhecidos ou não.

Vanzolini é ao lado de Andoniran Barbosa um dos compositores mais importantes do samba paulistano. Uma pena que o diretor de “Um Homem de Moral” não explore mais as histórias saborosas que o octagenário conta como um avô que todos gostariam de ter.

Sem dúvida, não é a biografia definitiva do autor de “Ronda” e “Volta por cima”, mas já é uma homenagem merecida a esse homem cuja obra é muito mais conhecida pelo povo do que sua pessoa.

Mas não é assim que tem que ser?

-Mais trailers

>3 filmes que me derrubaram e um que derrubou meu próprio pai

>Macho que é macho não chora vendo filme? Talvez não vendo “Free Willy”(o amigo Gabriel Gianordoli jura que conhece alguém que já se comeveu com a história de amizade entre um guri e uma baleia)ou alguma comédia romântica. Nem algum dramalhão feito pra te afogar em pranto como “O óleo de Lorenzo”, mas sempre tem um filminho que te cutuca a ferida e se não te faz cair no choro, pelo menos te deixa com aquele nozinho preso na garganta. Na faculdade, eu decidi não segurar mais o choro e soltar as lágrimas. Ai vão três filmes que me derrubaram:

-Adeus, Lênin – Fim da utopia socialista e uma mãe em estado terminal

-Invasões Bárbaras – Pai e filho passando a relação a limpo antes que o pai morra

-Peixe Grande Definitivamente, tenho que falar mais sobre meus pais na terapia, he, he, he :-P

E pra provar que macho chora mesmo, até meu pai que é todo durão, ficou que nem criança desmamada quando reviu:

“A felicidade não se compra”

E você? Que filme te fez chorar?

>Documentário em animação pode levar o Oscar

>-Mais trailers legais

Vi no Blog do André Sirangelo na Super, que o filme Waltz With Bashir é o grande favorito ao Oscar de melhor filme estrangeiro. A animação feita em cima de um filme real, gravado em película, já levou o Globo de Ouro na categoria.

A produção israelense tem um trailer muito foda e fiquei puto de saber que passou na Mostra de Cinema de São Paulo de 2008 e eu perdi :-(

>Star Wars – Linha do Tempo

>
Tem algumas coisas do trabalho que eu realmente me orgulho de ter ajudado a fazer. A linha do tempo da saga de Star Wars que fizemos(texto do Diego, arte do Dalton e programação da Renata) é uma delas. Conta a história de todo universo Star Wars, cita em que livros-hqs-games-filmes-desenhos estão os fatos e tem gráficos bonitos pra caramba. Ta curioso? Clica aqui pra ver!