12 maiores guitarristas mulheres do rock

postado originalmente 27 de Julho de 2010
Seleção interessante feita pelo site da revista Elle gringa com as mulheres que mais se destacaram no mundo das 6 cordas. A lista não está em formato de ranking e nem privilegia a técnica exageradamente apurada – tem garotas que detonaram nos mais diferentes estilos de rock ‘n’ roll.

Outras listas:
-Melhores guitarristas dos últimos 30 anos
-100 melhores guitarristas da história

Joan Jett 

Certo, Joan Jett ama rock ‘n’ roll e a gente ama ela e todas suas bandas (“Blackheart”, “Runaways”, etc)

 

Lita Ford

Se Jett representava o lado punk do “Runaways”, a guitarrista solo Lita Ford era o hard rock em pessoa. E continuou cada vez mais metal (com direito a dueto com Ozzy) em sua carreira solo.


Nancy Wilson (Heart)

Nancy Wilson ficou famosa tocando guitarra e violão no Heart, gravou discos solos e assinou a maior parte das trilhas sonoras dos filmes dirigidos pelo maridão Cameron Crowe (Sim, aquele cara sortudo de “Quase Famosos”).


Jennifer Batten

A virtuose Jennifer Batten acompanhou diversos artistas em turnê e estúdio. Mas não estamos falando de qualquer artistinha não, a loirona participou de shows com Michael Jackson e gravou com o guitar hero Jeff Beck.


Donita Sparks (L7)

Mulheres raivosas e com atitude atacaram a bunda molice do rock junto com o grunge nos anos 90. Donita estava a frente do L7, uma das melhores bandas dessa safra.
Kelley Deal (Breeders)

Como (quase) todo guitarrista de indie rock, o forte de Kelley Deal não é exatamente o virtuosismo. A irmã de Kim Deal, inclusive, demorou pra aprender a tocar guitarra e tornar-se a guitarrista solo do Breeders


Carrie Brownstein (Sleater-Kinney)

O Sleater-Kinney começou na esteira das rrriot girls e seu punk raivoso, mas aos poucos foi variando suas influências chegando a soar como o velho Led em algumas canções.


Poison Ivy (The Cramps)

A sexy Poison Ivy é a mãe do psychobilly, com sua guitarra frenética servindo de pano de fundo para as maluquices do marido Lux Interior, líder do The Cramps.

Ruyter Suys (Nashville Pussy)

Porrada sonora em mais um caso de marido cantando e mulher tocando. Sim, rockers, Ruyter Suys detona nos solos do Nashville Pussy – às vezes, só de lingerie…


The Great Kat

Tá com medinho da viúva negra aí em cima, ta, coração? Pois saiba que essa dominatrix, era “só” uma violonista clássica fudida até resolver virar estrela do trash metal virtuoso, metendo Beethoven no mundo da distorção.


Marnie Stern

Apesar do começo punk, Marnie Stern chamou atenção dos guitarristas do mundo com sua técnica de tapping, como vocês podem ver no vídeo acima. Hey, pare de babar! Foco na técnica!


Orianthi

Michael Jackson gostava de acrescentar solos virtuosos de belas guitarristas de hard rock ao seu som. Orianthi seria uma das estrelas da última turnê do astro, “This is It“. A australiana de origem grega também já tocou ao lado de feras como Santana e Steve Vai.

Veja também:
-Musas Rock n’ Roll: Joan Jett 

-Conheça as principais pin ups da história

Filmes mais violentos – Top 5

Roteiro e apresentação: Fred Di Giacomo.
Apuração: Revista Mundo Estranho

Tá com preguiça de assistir o vídeo? Ok, aí vai o ranking:

5)A Marca do Diabo
4)Assassinos por Natureza
3)Holocausto Canibal
2)A História de Rick
1)Kill Bill

Litros e litros de sangue pra fazer Tarantino feliz

Bansky – Grafite e Murais

“Maid in London”

Quem é Bansky? Um grafiteiro. Um ativista. Um artista e um marginal. Quando nasceu? Uns dizem 1974, outros 1975, é quase certo que sua cidade natal ainda seja seu lar – a inglesa Bristol. Reza a lenda que o moleque era filho de um operador de fotocopiadora, que foi expulso da escola aos 14 anos e preso por pequenos delitos. Começou a grafitar nos muros britânicos ainda nos anos 80, mas pra economizar e não ser pego pela polícia, adotou a técnica de Stencil. Talvez essa seja apenas uma versão romanceada para justificar um estilo que tem entre seus similares Blek Le Rat e os trabalhos gráficos dos músicos anarco-punks do Crass.

“Girl and Soldier”, Palestina

Seus murais têm em geral conotações de crítica política, social ou culturais. O semi-anônimo arti(vi)sta já passou por diversos lugares do mundo como New Orleans(EUA) e a Palestina, deixando belas marcas nas paredes relacionadas a história local. Bansky não vende fotos de seus trabalhos, ele sugere que os compradores de suas obras se virem com os donos da parede para levá-las.

Mais Bansky:
-80 belos crimes urbanos de Bansky
-Site oficial

“Rat and Girl”, New Orleans

Breve História do Rock de Penápolis (1985 – 2003)

Praga de Mãe, em 2001

Destruindo a Rotina

Achei no meio das minhas coisas um fanzine que nunca lancei contando de forma rápida a história do rock alternativo de Penápolis. Acompanhei as coisas de perto a partir de 1997, quando assisti o tal show do Dr. Ratazana no Colégio Coração de Maria. Pra história antes disso contei com a memória do André Gubolin, baterista de diversas bandas  e co-organizador do festival “Destruindo a Rotina”. Quem lembrar de mais algum detalhe pode deixar comentários abaixo. A história aqui vai até 2003, quando eu já estava fora de Penápolis e oPraga de Mãe acabou.

Pré-História
Penápolis uma pequena cidade de cerca de 60.000 habitantes. Deserto roqueiro onde se encontrava o maior combustível  para  as bandas de garagem: o tédio. Sem muitas opções  de lazer não havia outra escolha a nãe ser se trancar em casa e rolar um som.

A cena toda se iniciou  na segunda metade da década de oitenta: as vilas da cidade fervilhavam, gangues de metaleiros brigavam entre si e se reuniam para ouvir death e trash metal. Nessa época surgiu a banda “Bárbaros do Metal”. Chegou a rolar um certo intercâmbio com as cidades próximas como Araçatuba. Ocorreram alguns pequenos festivas precários nas vilas e até o Clube Corinthians tinha noites dedicadas ao rock. O undeground estava forte.

Apesar dessa  euforia inicial, com o fim da  sua única banda, a cena se desfez aos poucos. As brigas entre as gangues também acabaram  pichando o movimento. O rock voltaria apenas no início dos anos 90, saindo um pouco da periferia e migrando do metal para o punk

Hêllisch, 1996

 

Por volta de 1990, surgiram duas bandas fundamentais para a cena local: N.D.A. e Hëllisch. A Hëllisch surgiu de uma brincadeira entre amigos. Era uma galera que sempre se reunia: roqueiros, fãs de Ramones, adolescentes sem ter o que fazer. Eles se encontavam na escola “OCEU Positivo” e ficavam rolando som com os instrumentos da fanfarra, tudo na brincadeira e sem qualquer noção musical. Foi uma alegria  pra galera quando eles conseguiram tirar o primeiro som dos Ramones. Dessas jams surgiu a banda Orgasmo de Mandruvá, ainda com Alberico, que daria origem a Hëllisch. A Hëllisch foi a primeira, e por muito tempo única, banda de punk rock da cidade. Tocavam basicamente Ramones, mas também Raimundos, Sex Pistols e outras. Junto a Hëllisch surgiu o N.D.A., banda de pop/rock formada por Fernando, Rodrigo e Lucas Cazzela. As duas bandas tocaram por muito tempo sozinhas, sempre buscando novos lugares para se apresentar e reunindo cada vez mais roqueiros. Com a saída de Alberico, o Hëllisch passou a contar com Caio, no vocal; Cotonete, no baixo; Sassi na guitarra e Ifo, na bateria. Era um tempo de camaradagem  e extremo amadorismo, com a turma sempre junta.

Posteriormente, Ifo saiu e quem assumiu a baqueta foi o camarada da banda, Pio. Havia toda uma galera junta da banda como Gilson “Punk”, André “Hëllichato” e as amigas Fernandas ou as “The Fers”. Em 1996, a cena se fortaleceu com a volta das bandas de metal. Primeiro o thrash do Kreusá, formado por Eduardo “Vermeyo”, Miguel Podre e Evandro e depois o MIND de André “Ramone” Gubolin(o Hëllichato), André Sinistro e Deley. Depois o Kreusá se tornaria HellFire, uma das melhores bandas da cidade, que contava ainda com Pevi no baixo.

A cena ia se expandindo e conquistando novos espaços: bares, escolas e praças. Valia tudo para tocar ao vivo. O N.D.A ficou célebre pelos covers de Mamonas Assassinas, incorporando, inclusive, a performance bem-humorada da banda nos palcos, com fantasias e tudo mais. Com o fim do N.D.A, Lucas formou a Tuna com Sandro, Ivan e Turcão. A banda madava covers de rock nacional e internacional, alternando um set acústico com rock mais tradicional. Entre 1997 e 1998, surgiria o Dr. Ratazana, formada por jovens de classe média que estudavam  no colégio “Coração de Maria”. A banda fazia um som punk pop/grunge, com covers de Green Day, Nirvana e Raimundos. Inicialmente formada por Alexandre Soares, Matheus, Daniel “Pará” e Mancuso, logo o Ratazana teve sua formação alterada. A banda iria ensaiar com a bateria emprestada de André Ramone, cuja banda MIND havia terminado. André acabou tocando um pouco no ensaio e, como Mancuso não sabia  tocar direito,acabou ganhando seu lugar… Estrearam em um show antológico no “Colégio Coração de Maria” pra um bando de pirralhos empolgados. Essa foi uma das melhores apresentações da banda que quebrou tudo. Outro bom show foi um festival no antigo Kai Kan, que reuniu o Dr. Ratazana, o 1,99 e o HellF|ire. O HellFire, inclusive, em grande forma e com um público fiel que havia sobrado das sementes plantadas pelos metaleiros das vilas da cidade.  Mas, sem dúvida, o festival que melhor representou essa geração do rock de Penápolis foi o “Urbano Acústico: Concerto de Férias” realizado, óbvio, durante as férias escolares. Tuna, Dr. Ratazana, HellFire e Hëllisch(com Cotonete na bateria) subiram no palco nessa ordem e fizeram  a “Avenida”, principal point dos jovens penapolenses, tremer com 5000 watts de potência. Nessa época, algumas bandas já tinham fita demo, caso do Dr. Ratazana e da Hëllisch.(Pioneira nas fitas demo e que posteriormente gravou também um cd independente). Logo o Dr. Ratazana acabou e André ficou tocando em duas bandas o 1,99(depois Katalepsya) com Bicão e Igor, e a Jam, um projeto deles com Cotonete.  Em 1999, Igor se afastou rapiddamente da Katalepsya e entraram Gabriel e Fábio. A banda passou a tocar metal – de Iron Maiden à músicas próprias de death metal, mas logo Igor voltou e Katalepsya e Jam se fundiram.

Com o fim do Ratazana, Matheus entrou na Hëllisch e Pará no Sandman, banda criada por Lucas Cazella para dar prosseguimento ao seu trabalho com a finada Tuna. Tocavam com eles, ainda, Sandro e Bruno Campanha.

Segunda geração

Gilvan da banda Militantes, organizador dos primeiros festivais

 

Até ai o rock da cidade não passara por uma renovação. Em 1999 as coisas seriam diferentes. Começaram a aparecer novos roqueiros que, influenciados por Dr Ratazana, Hëllisch e Cia, resolveram procurar fazer um som. Um desses primeiros frutos foi o trio formado por Fred Di Giacomo, Rafael Kiwi e Tiago. A banda terminou logo, quando Fred foi atropelado por uma moto indo ao ensaio de bicicleta, mas esse embrião acabou dando origem, ao grupode de grunge Jockeypaul, futura Dinastia.


Outro festival rolou na Avenida com Sandman, Hëllisch, Katalepsya e Jockeypaul. No final do ano explodiram novas bandas. The Sexmaniacs de punk rock escrachado, Andarilhos do Asfalto de rock e punk  e Kisher que rolava Legião Urbana e punk. 

O The Sexmaniacs teve vida curta e com a saída do baterista Shell deu origem ao Thelema, de Rodrigo “Popó” Peters, João Flávio, Tori e Maurício. Depois saiu Rodrigo  e entrou Alexandre Soares(ex-Dr Ratazana) passando pra um som mais pop com covers de Bon Jovi e Cássia Eller. Os Andarilhos do Asfalto também logo mudaram.  Formados pelos irmãos Di Giacomo(Fred e Gabriel) e Bruno “Brisa” Jardim a banda diminuiu o nome para Andarilhos e passou a contar com Edgar “Gaznso” na guitarra. Tocando som próprio(“Fuga para parte Alguma”, “Censurado”, etc) punk tosco e donos de performances piradas, a banda se apresentou ao lado de Jockeypaul e Thelema até conhecer  a galera da Vila América.  A Vila América foi entre 1999 e 2000 um celeiro de bandas. Garotos roqueiros, ligados ao movimento estudantil, na maioria de origem humilde e com afinidade com punk e grunge, eles deram origem aos Militantes(ex-Kisher), Stranger(ex-Punks de Brinquedo) e posteriormente Indigentes. Essas bandas unidas aos Andarilhos passaram a organizar a nova cena local realizando diversos festivais com bandas de todo o noroeste paulista. Surgiu um forte intercâmbio com as cidades próximas como Araçatuba, Birigui, Rio Preto, Coroados e outras. A dobradinha mais recorrente que se pode ver nos palcos foi Andarilhos/Militantes que tocavam em todos os buracos possíveis, e se apresentaram, inclusive, ao vivo na Rádio Difusora. Outras bandas que apareceram, mas tiveram vida curta foram a Black Star, a Ponto G e os Gametas. Hëllisch e HellFire já haviam saído da cidade.  A Tuna voltou a ativa e chegou a gravar cd. Surgiram fanzines, incialmente o Ira!(dos irmãos Di Giacomo(ex-editores do Afrociberdeli@, ao lado de Rodrigo Popó) e em 2001 uma série como o “Manifesto Feminista”  e o “Rock Brasil”. Ao lado das bandas um galera sempre comparecia aos shows e mantinha os contatos com o pessoal de fora: Rakel, Bia, Bina, Thaiana, Silvia, Peru, Andrei… Fred, Gabriel e Gilvan conseguiram um programa de rádio na Bandeirantes. Entre os festivais destacaram-se “O 1º Massacre da Guitarra Elétrica” e o “2º Karna Rock”, ambos com a presença de Andarilhos(agora com Wilson nos vocais e Marcão do Valle na guitarra), dos Militantes(formados por Junior, Gilvan, Ga, Vandinho e Duardo) e de bandas de fora. Os festivais contaram com a presença maciça de público, o que demonstrava a força da nova cena local. Um busão cheio de anarcopunks de Araçatuba, ostentando uma bandeira do MST, decorou as ruas da pacata “princesinha da Noroeste”.
Em 2001, até março, o que se viu foi uma continuação desse movimento de bandas com som agressivo e fé no lema punk do “faça você mesmo”. Mas em abril os Andarilhos se separaram e os Militantes(já experientes em shows pela região, especialmente no centro cultural anarcopunk Quilombola, de Araçatuba) começaram a parar de tocar. Dos Andarilhos surgiu o trio 100% punk/hardcore Praga de Mãe. Programou-se o festival “Destruindo a Rotina” com oito bandas, entre elas o Dr Ratazana(de volta com a formação original), o Praga de Mãe e os Militantes.

Hardcore feminista era a praia do Grito Feminino

Muitas coisas viriam depois. Uma banda formada só por meninas(Grito Feminino), hardcore melódico, trocas de cartas e zines, mais shows pela região, apoio da prefeitura para realizar o 1º Encontro Regional de Rock. Uma nova geração iria arregaçar suas mangas e formar seus próprios grupos de garagem mantendo vivo o espírito rock ‘n’ roll de uma cidade caipiria. Já que em Penápolis, o tédio – principal combustível do rock – continua abundante.
Fred Di Giacomo (ex-Andarilhos, ex-Praga de Mãe, ex-Mullets, ex-Cuecas Rosas, ex-Milhouse,  ex-editor dos zines Ira! e Afrociberdeli@ e atualmente na Banda de Bolso), com a colaboração de André “Ramone” Gubolin.

Milo Manara: Poeta pornógrafo dos quadrinhos eróticos

A mulher representa a estética em sua pureza. A mulher é a representação da beleza universal. Sempre que desenho uma mulher, estou desenhando um arquétipo. O arquétipo do belo, do desejo, do perverso, do pleno. Milo Manara.
Se essa resenha fosse feita pro Form Spring começaria assim:
Milo Manara é um poeta ou pornógrafo?
Sim, mulheres voluptosamente sensuais. Roteiros divertidos que colocam musas em situações fantásticas, atalhos para um mundo louco de prazer. Ou então, roteiros elaborados por parceiros talentosos como Jodorowsky (a sombria série histórica “Bórgia”), Hugo Pratt (“El Gaucho” e “Verão Índio”) e Federico Fellini (“Viagem a Tulum”). Tá, sem enrolação. Poeta ou pornógrafo? Milo Manara (nascido Maurilio Manara em 13/09/1945) é um artista que sempre teve seu trabalho ligado ao erotismo, desde o comecinho com “Genius” de 1969. É um poeta erótico, já que seu trabalho não é feito só pra excitar o leitor, mas pra contar uma história. (Que te excita do mesmo jeito,viu? :-P) Em entrevista para Rodrigo Fonseca , o artista explica “Eu busco o escândalo sem vulgaridade”. E ataca: “O uso vulgarizado do erotismo pela publicidade me escandaliza. Não consigo aceitar que o sexo possa ser utilizado para vender produtos. Isso é ultrajante.(…) Quando a propaganda segue estratégias narrativas calcadas no erótico, ela resvala no pornográfico. ”
Trechos do sombrio Bórgia – críticas à igreja e ao poder estão incluidas no pacote
Dizer que ele é um mestre da arte erótica é muito mais chato do que qualquer um de seus quadrinhos?
Qualquer análise intelectualóide da obra do italiano vai ser muito mais chata do que folhear um de seus belos álbuns. Para os virgens em Manara, recomenda-se além das obras citadas acima o clássico dividido em 4 partes “Clic” – história de uma espécie de controle remoto que manipula a desejo das mulheres. Para um Manara mais crítico, experimente “Revolução” ataque ao mundo das celebridades e do entretenimento televisivo.

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-Kama Sutra de Milo Manara
-Bórgia: a versão safada da história da família mais famosa da idade média

Baixe e leia:
– As Viagens de Tulum

 

 

 

 

 

 

 

 

X-Men by Manara                                                                Fellini por Manara

Um pouquinho mais de arte erótica:
-Duas HQ’s eróticas que as mulheres tê que ler
-Sexus: Sexo vira literatura de qualidade nas mãos de Henry Miller

-5 vilãs mais sexy da história
-Aline Crumb: musa com cérebro 

 

10 posts mais acesados de junho

Sim, nós amamos rankings. Até mesmo de rankings que fazem referência ao próprio conteúdo desse bloguinho maldito e nascoxa. Aí abaixo, vão os grandes campeões de audiência publicados em junho. Pare, relembre os absurdos aqui cuspidos e volte para sua rotina normal e tediosa. Rá!

1) Pitty – Musas Rock ‘n’ Roll

Rá! Safadinhos vocês, hein? Entrando aqui só pra ver a Pitty peladona né? 

2)Lamento Sertanejo
Minha confissão poética + música do Gil fez sucesso entre os caipiras na metrópole

3)Maiores maconheiros da ficção – Top 5
Cheech e Chong levaram o troféumas vale conferir este ranking chapado


4)Melhores bateristas do mundo – Lista da Rolling Stone
Listas são um sucesso! 


5)Coros enxutas – Top 5
Humor + vídeo + mulheres


6)Miranda July – Hallway
Nossa galeria de artistas recebe a multimídia Miranda July

http://memoriasdeumperdedor.blogspot.com/2010/06/miranda-july-hallway.html

7)Blaze Starr – Musas Pin Ups 
Oh, Blaze…

8)Cabeça de Nêgo – Sabotage 
Uma das melhores canções do falecido Sabota, mistura de samba e rap

9)Revista Medulla – Arte Erótica
Revista digital coletiva que conta com a participação do Punk Brega Frico.

 
10)Umbabarauma 2010 – Mano Brown + Jorge Ben + galera da pesada

Nike junta Mano Brown e Jorge Ben, e você, o que acha?

 

 


5 sons pioneiros do rap nacional

O hip hop chegou no Brasil nos anos 80, numa transição do que era o black power dos anos 70, para o que seria o rap nacional. B.boys, MC’s e alguns grafiteiros se reuniam no centro de São Paulo, perto da estação São Bento para dançar e trocar ideia sobre música. Em 1988, André Jung e Nasi, da banda Ira!, produziram a coletânea “Hip Hop Cultura de Rua” para o selo Eldorado. Foi o disco que lançou Thaíde e DJ Hum(com “Corpo Fechado”) e Mc Jack(de “A minha banana”). Algum tempo depois, sairia “Consciência Black” estrelando Racionais Mc’s e sua “Pânico na Zona Sul”. Um dos primeiros hits do movimento foi a ingênua e dançante “Nome de menina” de Pepeu. Junto com nomes como Código 13 e Athaliba e a Firma, ele fazia o hip hop revezar crítica social com músicas dançantes e animadas. Nélson Triunfo era o grande nome do break e, nos anos 90, a cena cresceria muito com várias bandas gravando discos em todos os estados do Brasil, principalmente depois da forcinha dada pela estreia de Gabriel, o Pensador – um branco de classe média que ajudou a popularizar o som entre todas os grupos sociais.

Cada do crássico pioneiro do rap brasileiro

***

Quando eu fiz a lista dos 10 clássicos do rap nacional, meu critério foram músicas que foram importantes na época de seu lançamento, influenciaram outros grupos e ficaram na cabeça dos amantes do estilo até hoje. Mas faltaram alguns sons pioneiros, que hoje em dia não são mais tão lembrados, mas foram importantes por abrir caminho para tudo que veio depois. Desses, eu escolhi seis pra você curtir e relembrar. Aumente o som e divirta-se!

1)Nome de menina – Pepeu

2)Política – Athaliba e a Firma

3)Corpo Fechado – Thaíde e DJ Hum

4)A minha banana – Mc Jack

5)Pânico na Zona Sul – Racionais Mc’s

Bônus:
Ndee Naldinho merece estar em qualquer lista de pioneiros do hip hop, sua história com o rap começa nos anos 80, quando a cena surgiu no Brasil. Como nasci em 84, só comecei a escutar som de verdade nos anos 90, quando descobri “Melô da Lagartixa” numa fita cassete de um camarada. Não achei a data exata da música, por isso deixei ela como bônus aqui nessa lista de sons das antigas.

Melô da Largatixa – Ndee Naldinho

Jamie Livingston – Photo of the Day: 1979-1997

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Algumas pessoas fotografaram o próprio rosto ou o mesmo lugar por anos. O personagem principal do poético “Cortina de Fumaça” (Smoke) clica a faixada de sua loja diariamente, lembram? Jamie Livingston (1956-1997) – fotógrafo, cineasta e artista circense – registrou por 18 anos uma foto do seu cotidiano com uma Polaroide. De 1979 até o dia da sua morte por câncer, Jaimie guardou um clique da vida. Algo  banal, o retrato dos amigos, o trabalho e até alguns famosos. Através da infinidade de poses, você vai descobrindo um pouco quem é aquela pessoa e como ela vive. Em 1997, Jaimie luta contra o câncer – cenas de hospitais tornam-se frequentes. Ele perde o cabelo, se casa e fatalmente morre. Você já está íntimo de Livingston e sente sua perda como se fosse um velho amigo.
Tudo isso virou uma exposição e um site organizado pelos amigos de Livingston, Hugh Crawford e Betsy Reid.Se é a arte imitando a vida ou a vida imitando a arte eu não sei. Só sei que é bonito pra cacete.
Saiba mais sobre o projeto(em inglês):

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