Criolo toca o samba “Linha de Frente” no programa Ensaio

O “Ensaio” (Tv Cultura) é um dos melhores e mais tradicionais programas musicais da televisão brasileira. Depois de registrar shows e entrevistas de Cartola, Vinícius e praticamente todo mundo que fez alguma coisa legal na música brasileira, chegou a hora dos caras gravarem esse programa com Criolo. “Linha de Frente” é o samba que fecha o hypado disco “Nó da Orelha” do rapper.

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Paulo Leminski – Galeria de anti-heróis

-Uma imagem fala mais que mil segundas-feiras

Paulo Leminski, além de poeta, era letrista e faixa-preta de judô

Paulo Leminski (Curitiba, 24 de agosto de 1944 — Curitiba, 7 de junho de 1989), poeta.

-Escritores, músicos e cineastas: confira nossa galeria de anti-heróis.
-Leia algumas poesias

“How Deep is Your Love?” musiquinha pra aquecer pro show do Rapture em São Paulo

Dia 25 de janeiro tem show do Rapture no Cine Jóia, em São Paulo. Pra entrar no clima dance-punk da banda, vamos assistir uma das mais grudentas do dicos novo: “How Deep is Your love?” ao vivo em Berlim.


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Livros que eu li em 2011 – Retrospectiva

Eu gosto de listas e gosto de livros. Por isso faço essa retrospectiva todos os anos, que me dá uma sensação de “que legal, não gastei todas minhas horas livres no bar.” Livros são aulas com os melhores professores da humanidade e diálogos com caras que você não encontra fácil no boteco da esquina. Acho que esse ano fiz as pazes com alguns clássicos, descobri alguma coisa de literatura contemporânea e me dediquei um pouquinho à teorias de web/games.

-Livros que li em 2010


39)Lord of the Flies,
William Golding***
38)Caprichos e Relaxos, Paulo Leminski *****
37) Religião para Ateus, Alain de Botton *****
36) Alguma Poesia, Carlos Drummond de Andrade *****
35) José, Carlos Drummond de Andrade ****
34) A Rosa do Povo, Carlos Drummond de Andrade ***
33) A Theory of Fun for Game Design, Raph Koster *** */*
32) Lolita, Vladimir Nabokov *****
31) Tartufo, Moliére *** */*
30) A insustentável leveza do ser, Milan Kundera *****
29) Livro das Perguntas, Pablo Neruda ***
28) Máquina de Pinball, Clarah Averbuck, ****
27) Um rio chamado tempo, uma casa chamada terra, Mia Couto *****
26) O primeiro terço, Neal Cassady *
25) O Guia do Mochileiro das Galáxias, Douglas Adams** */*
24) Ficções, Jorge Luis Borges ****
23) A Arte da Guerra, Sun Tzu **
22) Crash: uma breve história da economia – da Grécia Antiga ao século XXI, Alexandre Versignassi *****
21) Mingutas, Edson Veiga Jr.
20)A invenção de Morel, Adolfo Bioy Casares ****
19) A Noite do Oráculo, Paul Auster ****
18) Obra Completa, Murilo Rubião *** */*
17)Women, Charles Bukowski *****
16)Carnaval, Manuel Bandeira ***
15) Mar Inquieto, Yukio Mishima ***
14) Beat Memories: The Photographs of Allen Ginsberg, National Gallery of Art ****
13) Vida, Keith Richards **
12)Sonetos do Amor Obscuro e Divã do Tamarit, Federico Garcia Lorca ***
11)1984, George Orwell *****
10)Hamlet no Holodeck – o Futuro da Narrativa no Ciberespaço, Janet H Murray ***

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

9) As entrevistas da Paris Review, vários *****
8)O convidado Surpresa, Grégoire Bouillier *** */*
7)Viagem ao fim da noite, Louis Ferdinand Céline ****
6)Os anões, Verônica Stigger ** */*
5)El Cartero de Neruda, Antonio Skármeta ***


 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

4)A vida de Pi,Yann Martel *****
3)O livro de Haicais, Mario Quintana ***
2)Antologia Breve, William Carlos Williams ***
1)Hells Angels, Hunther S. Thompson ****

Clarah Averbuck – Musas com cérebro

-Uma imagem fala mais que mil segundas-feiras



Clara Averbuck Gomes (Porto Alegre, 26 de maio de 1979) é escritora e blogueira. Sua literatura coloca uma mulher no papel antes ocupado por machos como Bukowski, Fante e Pedro Juan Gutiérrez. Traz referências pop e marginais mescladas em relatos crus em primeira pessoa. Começou a se destacar no ezine Cardoso Online, que revelou Daniel Galera e outros jovens escritores gaúchos. Seus livros inspiraram o filme “Nome Próprio”, estrelado por Leandra Leal.

Bibliografia
Máquina de Pinball, Editora Conrad, 2002.
Das Coisas Esquecidas Atrás da Estante, editora 7Letras, 2003;
Vida de Gato, Editora Planeta, 2004;
Nossa Senhora da Pequena Morte, Editora do Bispo, 2008.

-Quer saber mais sobre ela? Procura aí!

-Outras Musas com Cérebro
-Anaïs Nin, escritora e musa

Adoniran Barbosa mostra o que o Bexiga tem de bom pra Elis Regina

O dueto entre o sambista e humorista Adoniran Barbosa e a melhor cantora do mundo Elis Regina em “Tiro ao Alvaro” virou clássico e todo mundo conhece. Nesse vídeo aqui a dupla manda “Iracema” e “Um Samba no Bexiga”, entre uma cerveja e outra no Bar da Carmela. O ano é 1978 e ainda tem um rolê de Adoniran apresentando o Bexiga pra Elis.

10 perguntas que a Strange Music sempre quis responder, mas ninguém teve coragem de perguntar

Preguiçoso como só esse blog pode ser, criamos essa seção de entrevistas musicais em que as bandas respondem as perguntas que sempre sonharam ouvir sair da boca de jornalistas inteligentes e informados. Preguiçoso como só esse blog pode ser, enrolamos mais de um mês pra publicar essa entrevista com o trio instrumental Strange Music que mistura três guitarras, groove e programação eletrônica. Deixemos a palavra com quem deve falar, vou pegar mais uma cerveja na geladeira e já volto.

Show da Strange Music em São Paulo


 

Vocês já pensaram em obrigar as pessoas, impondo algum tipo de ameaça, a ouvirem a música de vocês?
Penso nisso todos os dias. Quer dizer, de certa forma nós fazemos isso, mas vamos mais pelo lado da caridade. Insistimos tanto com a pessoa, que cedo ou tarde ela acaba cedendo. O problema é que demora, e isso nos cansa bastante. Estou falando de amigos, porque blogueiros, jornalistas, curadores, mecenas ou qualquer outro tipo de “guardião” não se dá ao trabalho nem de reclamar da quantidade de e-mails que mandamos, eles simplesmente ignoram.

Por que você acha que a Strange Music enfrenta essa dificuldade?
Não é exclusividade da Strange Music, sabe? Acho que qualquer banda que tenta percorrer seu caminho com as próprias pernas, ou com a ajuda de amigos passa por isso. As pessoas estão prontas para compras as ideias que já estão no ar. Elas fazem isso a todo momento quando escolhem qual água vão beber pela embalagem, por exemplo. Pouca gente está de fato disposta a descobrir coisas novas. O limite é o quanto aquilo fará com que ela pareça descolada entre os amigos. E a Strange Music tem pouco a oferecer nesse sentido. O bom é ouvir primeiro as novas indicações dos críticos e blogueiros hypes.

Juliano da Strange no dia em que a banda abriu para Lulu Santos e Frejat, em Bauru.


Mas até onde vocês gostariam de chegar com a banda?
Não queremos nada de especial, apenas poder tocar por aí sem ter que gastar dinheiro pra isso e com um certo público interessado no nosso som. Obviamente nós odiamos nossos empregos, mas até mesmo por isso preferimos manter a banda como segunda atividade, para não corrermos o risco de odiá-la também.


Nesse cenário, você não acha que a Internet é uma grande farsa e não ajuda ninguém em nada?

Concordo plenamente. Imagino que a repercussão seria maior se gravássemos centenas de CD-R e distribuíssemos por aí. O corpo a corpo e a materialização da música inserida em uma mídia talvez tivessem um apelo maior. As pessoas chegam cedo ao trabalho, abrem suas caixas de e-mail e lá está uma mensagem nossa comunicando o lançamento de uma nova música. A resposta padrão a este estímulo é apagar aquilo sem nem tomar conhecimento.

Que tal pararmos com as perguntas um pouco? 
Vamos apenas beber nossas cervejas.

Vocês bebem quando tocam?
Constantemente. Não digo que o álcool libera nosso processo criativo, ele apenas nos torna capazes de encarar nossas vidas de frente, com alguma dignidade. Tocamos, bebemos, damos risadas, tudo como deve ser. É como se estivéssemos num boteco qualquer, mas estamos num apartamento no Cambuci, intercalando nossas próprias músicas com outras diversas, que eventualmente servem para desopilar os tímpanos.

Quais outros elementos vocês gostariam de incluir no som de vocês?
Tudo o que fosse possível, mas já é tão difícil para nós três, que somos comprometidos com a banda, produzirmos regularmente, que não vejo como regularizar a participação de outras pessoas. Mas estamos totalmente abertos. Se alguém chegar dizendo que quer gravar um solo de flauta doce pra uma música nossa, ficaremos bem empolgados pra realizar o lance. Espero inclusive que isso de fato aconteça.

Obviamente vocês não se preocupam em usar vozes em todas as músicas, como as pessoas reagem a isso?
Quase sempre que mostramos o som para alguém, ouvimos algum comentário em relação às vozes. Boa parte das nossas músicas são instrumentais, e isso parece incomodar as pessoas. Às vezes parece que elas se sentem incomodados pela gente. Elas colocam como se a banda devesse sentir algum desconforto por fazer música instrumental. Quando criamos uma música, ela sai naturalmente com voz ou não.

Quais bandas vocês gostam de verdade, mas tem vergonha de admitir para parecerem cool?

Outro dia começamos a fazer uma música com sampler da Chritina Aguilera. Fora todos esses webhits como Garota na Chuva e Larica dos Molekes, que são realmente legais.

Depois que nossos numerosos leitores acabarem essa entrevista que ficarem loucos para ouvir o som de vocês, por quais 5 músicas eles devem começar?
Cada um da banda vai ter sua lista. Eu sei que o Bruno diria para não começar por Pernas, eu nunca recomendaria Country Fly e Juliano sequer aceita tocar Valsa de um Bobo nos shows. Brincadeira, às vezes ele aceita! Acho que o consenso é indicarmos as músicas mais novas. Acabamos nos apegando mais a elas. Então, eu recomendaria: Vai, Nova em Março, “Run, King, Run”, Club e 20-05. Sendo que arbitrariamente deixei de fora duas que poderiam facilmente entrar na lista: My Sweetest Enemy e Renaissance Style. Para ouvir, as mais recentes estão em nosso set do Soundcloud e as mais antigas na página da Strange Music no TramaVirtual.

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